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Orgulhosamente Nós

O título desta crónica, inspirado na expressão mediatizada pela última alma despida de apreço pelos outros que este país governou, serve para descrever o estado emocional de um grupo de trabalho, que segue em frente com a mesma garra e força com que sempre encarou os seus afazeres. “Orgulhosamente Nós”, é um dos motes que nos dá alento para encarar estas últimas cinco jornadas, da forma mais respeitadora, profissional e unida possível. Ficaram o que de cá são. Não “os que de cá são” em termos geográficos, mas sim em termos de espírito, de querer e de garra. Ficamos (e assim seguiremos) com os que connosco sempre estiveram, os que nunca viraram a cara à luta, fosse qual fosse a situação. Fazemos uma respeitosa vénia a quem por cá ficou, com o Manto Negro aos ombros, envergando-o com o mesmo orgulho e vontade desde o primeiro dia. Vamos lá então falar do que ainda falta por jogar, dos caminhos que ainda queremos percorrer até o final. No vislumbre desta atípica semana, bem lá no final da mesma (próximo domingo) acena-nos a ronda 30 do campeonato. De verde e amarelo, o CD Mafra viaja desde a Área Metropolitana da Capital lusitana, percorrendo a última etapa do percurso até Viseu: o doloroso IP3. Este já é, por si só, um confronto pseudoclássico do futebol português, dado que será a 17ª vez que ambos se vão encontrar. E além dessa particularidade, há outra que “salga” a partida deste fim de semana, dando-lhe traços de interesse no que aos desempates diz respeito: nas outras 16 ocasiões, os resultados aperfeiçoam-se nas diferenças, isto porque contam-se quatro vitórias para cada lado, e precisamente oito empates. Tal quer dizer que, aliados à vontade de regressar aos triunfos, coisa que tem faltado a beirões e mafrenses nos últimos jogos, há também uma igualdade histórica por quebrar, onde Viriato quer gritar mais alto. Separados por um ponto, com vantagem para os forasteiros, Académico e Mafra encontram-se às 14H deste domingo, num precioso tesouro chamado Fontelo. Embalado pela natureza que o abraça numa dança perfeita, ele lá tem estado desde 1928, a acompanhar as sortes e os azares da referência desportiva que o ajudou a fundar-se. Ele é a testemunha viva desta difícil jornada que até aqui nos trouxe. Por muito que tenha custado, aprendemos a viver as adversidades com resiliência, com coragem e união. Essa aprendizagem, será de novo colocada em prática no que falta desta época, na qual ainda procuramos somar os 15 pontos que restam jogar. “Orgulhosamente Nós”, acompanhados por quem nos quer bem, por quem nos quer ver vencer e festejar connosco. Para quem ainda acredita em nós, e nem por um momento se deixou abater pelas derrotas, obrigado por fazerem parte desta mística que nos agarra ao nosso maior amor: o Académico.

2024-04-19

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Demasiado coração

Numa manhã calorenta, sobre a aura da Capital lisboeta, foi no mítico Estádio do Restelo que o Académico de Viseu enfrentou o CF "Os Belenenses", num confronto que se revelou crucial para ambas as equipas, mas que acabou por sorrir aos anfitriões. Com a urgência de conquistar pontos, para o mais rápido possível fazer face aos últimos resultados, os Viriatos discutiram uma primeira parte equilibrada, com oportunidades para ambos os lados. Desde os primeiros minutos, era evidente que as duas equipas estavam sedentas de vitória. Os Viriatos, embora adotando uma postura mais expectante, não deixaram de ir em busca de oportunidades para ferir o adversário. David Grilo e João Monteiro, este último substituindo Domen Grill nas opções de Jorge Simão, mostraram-se atentos e ágeis, evitando que o marcador se alterasse durante um primeiro tempo recheado de emoção, mas carente do sal do futebol (os golos). O intervalo trouxe consigo a esperança de mudança para quem ao jogo assistia, mas a toada do jogo manteve-se inalterada. A entrada em campo de Ricardo Matos, na equipa da casa, mostrou-se decisiva. Acabado de entrar, um passe preciso de Rúben Pina encontrou Ricardo Matos dentro da grande-área, e este, com uma dose bem generosa de sorte, finalizou com sucesso, desencadeando a procura academista, agora mais incessante, por uma resposta. A estreia de Francisco Machado, um dos diamantes da formação academista, foi talvez um dos pontos altos para a centena de viseenses presentes no Restelo, que acarinharam o jovem Viriato que fez o primeiro jogo ao serviço da equipa sénior. Até ao apito final, o Académico de Viseu lutou arduamente, mas não conseguiu encontrar as armas necessárias para reverter o resultado. Enquanto isso, os homens de Jorge Simão continuam a sua travessia na procura pela sorte e pelo engenho. Não foi desta, mas juntos iremos dar a volta e, de cabeças levantadas, voltaremos a gritar “Vitória”.

2024-04-13

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“Queremos honrar o respeito pelos nossos adeptos e pelas pessoas que gostam de nós”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã de hoje, a conferência de imprensa de antevisão à partida deste sábado, em casa do CF “Os Belenenses”. Perante as questões dos órgãos de comunicação social, o treinador do Académico de Viseu falou da má fase de resultados da equipa, assegurando que a abordagem ao jogo não é alterada segundo a mesma: “Independentemente, dos resultados que temos vindo a acumular, nada muda em relação à abordagem do próximo jogo. Às vezes, o maior inimigo de quem trabalha nesta vida do futebol profissional, acaba por ser a memória recente. Se fosse possível apagá-la, encarávamos cada jogo como uma nova oportunidade para conquistar os três pontos. Portanto, a abordagem a este jogo tem de ser feita da mesma forma, com que fizemos todas as outras dos momentos em que estávamos a ganhar. As condições que encontrarmos, são aquelas com as quais temos de lutar para ganhar o jogo”. Jorge Simão assumiu ainda que há muita coisa a fazer até ao fim da temporada, garantindo que não encara essas missões como uma obrigação, mas sim como algo natural da profissão: “Eu acho que há muita coisa para conquistar, e não nos queremos desleixar. Queremos honrar até ao fim do campeonato, o respeito pela instituição, pelos nossos adeptos e pelas pessoas que gostam de nós. E isto não é uma obrigação, é a nossa vida e a nossa profissão”. O Académico de Viseu joga no Estádio do Restelo, terreno do CF “Os Belenenses”, às 11H deste sábado. A partida referente à 29ª jornada da Liga Portugal 2, terá arbitragem do juiz Vítor Ferreira, da Associação de Futebol de Braga.

2024-04-12

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É Capital vencer em Lisboa

Os corações dos adeptos do Académico de Viseu estarão em Belém, ansiosos pelo confronto com o CF "Os Belenenses", um emblema também ele histórico no panorama do futebol português. Para o Académico, este jogo representa mais do que os mínimos olímpicos, que representam a conquista dos três pontos. É uma oportunidade para reafirmar o seu legado centenário, uma história de luta e devoção que transcende os relvados. A derrota sofrida na última jornada, diante do FC Porto B, ainda paira sobre as mentes dos viseenses. E é, precisamente, em momentos como este que a verdadeira essência do clube se revela. É hora de desafiar os Deuses do futebol, de enfrentar a adversidade que eles nos colocaram à frente, com coragem e determinação. O lema de Viriato ressoa entre jogadores e adeptos: é tempo de unir as tropas e ir à guerra, não apenas pelo orgulho do clube, como também pela cidade de Viseu, pela sua história e tradição. Do outro lado do campo estará um adversário sedento por pontos, lutando pela manutenção. Mas as tropas de Viseu não podem nem serão subestimadas, perseguem os seus próprios objetivos, os seus próprios sonhos no horizonte. O regresso à vitória é prioritário, um imperativo tão Capital quanto a própria Lisboa. Pisando o mítico relvado do Restelo, o Académico deseja fazer-se sentir. Queremos que o espírito Beirão invada cada canto do campo, cada mente dos jogadores. Esta é a oportunidade perfeita para voltar aos triunfos, para mostrar que a força e a determinação viseense não conhecem fronteiras, especialmente quando se trata de jogar fora de casa, principalmente após um desaire. Que o próximo sábado seja mais do que apenas um jogo de futebol. Que seja um tributo à história, à paixão e à perseverança que definem o Académico de Viseu. Que cada passe, cada remate, seja uma homenagem aos que vieram antes, aos que lutaram e se sacrificaram pelo amor ao clube. Em frente, Viriatos.

2024-04-11

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“Há ainda muita coisa para fazer até ao final da época”

O Académico de Viseu foi derrotado, esta tarde, por 0-2 frente ao FC Porto B. No regresso ao Fontelo, os viseenses somaram a segunda derrota em casa para o campeonato. Na conferência de rescaldo ao jogo desta segunda-feira, Jorge Simão sinalizou a boa primeira parte do Académico, num jogo onde as substituições não obtiveram frutos: “Tivemos uma primeira parte com qualidade, na linha do que nós temos vindo a fazer, mas que não resultou em golos. No início da segunda parte, sofremos o golo do penálti, e a partir daí não fiquei contente com as opções que tomei, porque não ajudaram a equipa nem fizeram com que passássemos a ser melhores. No momento imediatamente a seguir às mudanças, perdemos a bola e sofremos o segundo. Depois seguiu-se uma sequência de minutos até ao fim, onde não fomos avassaladores como eu esperava”. O técnico academista reconheceu o mau momento no que aos resultados diz respeito, assumindo que há falhas a analisar: “Se olharmos, unicamente, para os resultados, é um momento muito complicado para nós. Mas se olharmos para aquilo que tem sido o desempenho da equipa, principalmente nos últimos jogos e até na primeira parte de hoje, acho que temos um jogo com mais qualidade do que alguma vez tivemos. No entanto, não está a ser suficiente para garantir as vitórias. Temos de manter a motivação, independentemente do momento. Há ainda muita coisa para fazer até ao final da época, há uma responsabilidade muito grande porque isto ainda não acabou”. Com este resultado, o Académico de Viseu mantém os 38 pontos na tabela classificativa, ocupando o nono lugar da mesma. Na próxima jornada, os viseenses deslocam-se até ao terreno do CF “Os Belenenses”, em jogo marcado para as 11H do próximo sábado.

2024-04-08

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Um duro revés em casa

Regressava ao Estádio do Fontelo, na tarde solarengamente fria de Viseu, um Académico envolto na determinação de manter a sua invencibilidade em casa. Desde outubro, este recinto é uma fortaleza, com apenas uma derrota sofrida durante todo o campeonato. No entanto, o FC Porto B provou ser um adversário difícil de enfrentar. O jogo começou equilibrado, com ambas as equipas a disputarem cada bola com intensidade. Na primeira parte, as oportunidades de golo foram escassas, refletindo o equilíbrio em campo. O segundo tempo traria uma carta escondida na manga, impossível de vislumbrar por parte dos beirões. A balança começou a pender para o lado dos visitantes aos 60 minutos, quando o FC Porto B conseguiu uma vantagem crucial, convertendo uma grande penalidade através de Wendel Silva, após falta cometida por Marquinho. O Académico de Viseu tentou reagir, mas aos 76 minutos, num momento imediatamente após três substituições realizadas pelo treinador Jorge Simão, o FC Porto B marcou o segundo golo, silenciando as aspirações dos jogadores da casa. Apesar dos esforços finais, incluindo uma bola ao poste por parte de Marquinho e uma excelente intervenção do guarda-redes adversário, para negar um golo certo de Nduwarugira, o Académico não conseguiu alterar o resultado. A equipa viseense enfrenta agora um desafio à sua altura: o de manter a moral alta, sabendo que a resposta a esta derrota terá de ser dada no campo. O próximo compromisso é já no próximo sábado, contra o CF "Os Belenenses". Força Académico, a luta continua.

2024-04-08

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“É fundamental continuar a somar pontos”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida desta segunda-feira, na qual o Académico recebe o FC Porto B. Em antevisão ao jogo da 28ª jornada da Liga Portugal 2, o treinador principal do Académico de Viseu, Jorge Simão, assumiu que podem existir ligeiras mudanças na forma de jogar da equipa, deixando o desejo que a mesma repita a exibição da última jornada: “Não está na minha cabeça alterar os jogadores, em função de cada adversário. Na minha cabeça está a gestão dos jogadores, consoante o mérito que eles vão tendo no seu desempenho diário. Claro que isto não significa que não possamos alterar algumas nuances do nosso jogo, tendo em conta determinado adversário que vamos defrontar. Honestamente, gostava que, o nosso desempenho, fosse semelhante àquilo que fizemos no último jogo. Em termos de qualidade, fomos muito melhores do que os pontos que trouxemos. Se amanhã conseguirmos ter o mesmo nível de desempenho coletivo, acredito que estaremos mais perto de vencer”. Jorge Simão abordou ainda o número de empates que a equipa soma no campeonato, reconhecendo que é capital manter a soma sucessiva de pontos: “É importante perceber em que condições surgiram esses empates, não basta olhar para o número. Um somatório tão grande de empates, inviabiliza que nós consigamos somar muitos pontos, mas também nos diz que é muito difícil alguma equipa ganhar-nos, porque temos muito poucas derrotas no campeonato. Na verdade, estão-nos a faltar apenas alguns detalhes. É fundamental continuar a somar pontos e continuar a dar uma imagem competitiva”. O Académico de Viseu joga no Estádio do Fontelo, às 18H desta segunda-feira, em partida referente à 28ª jornada da Liga Portugal 2, que terá arbitragem do juiz Halim Shirzad, da Associação de Futebol de Santarém.

2024-04-07

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A memória traz garra

Nos confins de Viseu, onde os ventos da paixão pelo futebol ecoam entre as montanhas que testemunham o passado e moldam o futuro, o Fontelo, fortaleza inviolável desde o distante mês de outubro, prepara-se para voltar a abrir os braços aos seus fiéis adeptos. Lá, onde a história se inscreve em cada pedaço verde do bonito relvado, onde os gritos dos apaixonados academistas soam como hinos de guerra, onde a lealdade é tecida em cada bandeira desfraldada ao vento, o Académico de Viseu prepara-se para receber um novo desafio caseiro. Na iminência da jornada número 28 da Liga Portugal 2, um embate intenso avizinha-se. Às 18 horas da próxima segunda-feira, as cortinas deslizam pelo perímetro do Fontelo, desvendando a batalha entre o Académico de Viseu e o FC Porto B. Duas forças que se encontram num campo de batalha, cada qual com as suas armas, as suas estratégias e com os seus destinos entrelaçados num emaranhado de altos e baixos. Os Viriatos, guerreiros incansáveis, ocupam o oitavo posto na classificação, erguendo o estandarte dos 38 pontos com o orgulho de quem bem sabe o que passámos até aqui chegar. Empatados com o Mafra, mas não contentes com o meio-termo, anseiam por mais, por uma escalada rumo às alturas que só os verdadeiros heróis ousam alcançar. No entanto, diante deles, surge um desafio: o FC Porto B, um adversário conhecido que não conseguiu triunfar nas últimas três peregrinações a Viseu. Cravada na memória dos Viriatos, ecoa a derrota na primeira volta, uma sombra que se transforma em combustível para a fogueira, que faz arder os seus corações de desejo de vitória. Recordam, amargamente, o embate no Olival, onde sucumbiram por 3-0, uma ferida aberta que clama por cicatrizar. E não é de resignação que se alimentam estes guerreiros. Não, é de determinação, de garra, de uma chama interior que consome toda a dúvida e todo o medo. Jogadores e adeptos, unidos por uma paixão indomável, convergem para o Fontelo após quatro empates consecutivos a uma bola. Estes homens e mulheres, que constituem a Nação Viriathus, não satisfeitos com a mediocridade do empate, anseiam pela vitória, pelo triunfo que os elevará na tabela. Para os desejos alcançar, os bravos Viriatos treinam incansavelmente, aprimorando as suas habilidades, forjando uma unidade indissolúvel que os tornará mais fortes do que a soma de todas partes. Nos olhos dos jogadores, reluz a determinação de quem não se contenta com menos do que a vitória. Nos corações dos adeptos, pulsa a esperança de que este seja o dia em que a fortaleza do Fontelo se imponha uma vez mais. Que se ergam as cortinas, que soe o apito do árbitro, que comece a batalha. Nos campos de Viseu, onde os heróis se forjam e as lendas se inscrevem na eternidade, o Académico está pronto para continuar a mostrar ao mundo, o que é isto da Raça Beirã.

2024-04-05

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VIRIATHUS ON TOUR: Centro Social e Paroquial de Rio de Loba

Quatro elementos da equipa sénior do Académico de Viseu, Domen Gril, Henrique Gomes, Marquinho e André Clóvis, fizeram as maravilhas de cerca de meia centena de crianças, ao visitarem as instalações do Centro Social e Paroquial de Rio de Loba. O evento proporcionou, aos mais pequenos, a oportunidade de interagir com os jogadores, receber autógrafos e até participar numa emocionante "peladinha" interior. Em declarações exclusivas aos meios de comunicação do Académico de Viseu, Vanda Rodrigues, Educadora Social do Centro Social e Paroquial de Rio de Loba, expressou a importância dessas iniciativas, especialmente para as crianças. "A nossa primeira ideia foi fazê-los felizes. Eles são grandes admiradores do Académico, por ser a equipa da nossa cidade. Muitos deles estão envolvidos nas camadas jovens ou até mesmo na secção de natação, portanto, é extremamente significativo para eles conhecerem os jogadores. Como instituição, esta visita também representa uma oportunidade de estabelecer laços, promovendo um intercâmbio entre instituições. Isso fortalece os valores de associativismo e o gosto pelo desporto, que são princípios fundamentais que orientam o nosso centro social e paroquial", destacou Vanda Rodrigues. A visita dos jogadores não apenas proporcionou momentos de alegria e inspiração para as crianças, como também reforçou os vínculos entre o clube e a comunidade local. O Académico de Viseu reitera, assim, o seu compromisso em contribuir positivamente para a comunidade, promovendo valores que vão além das quatro linhas do campo de futebol.

2024-04-02

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O teimoso mantém-se

No bem tratado relvado do Benfica Campus, assistimos esta tarde a um duelo intenso e cheio de ambições entre Académico de Viseu e Benfica B. A resiliência e o ímpeto dos Viriatos, tentavam erguer-se como um desafio intransponível para os encarnados. Desde o apito inaugural, ficou patente que os homens da Beira não viajaram à Capital apenas para competir, mas sim para deixar uma marca indelével, que os fizesse regressar aos triunfos. Apesar do arranque dominado pelos jovens encarnados, com Pedro Santos a roçar a trave, os comandados de Jorge Simão recusaram-se a ser meros espectadores desta partida, que levou mais de meia centena de academistas ao Seixal. Com uma progressiva ascensão, foram conquistando terreno, desafiando a integridade defensiva do adversário e criando oportunidades de fazer tremer os alicerces do Benfica Campus. Yuri Araújo esteve perto de capitalizar essas mesmas oportunidades aos 24 minutos, num deslize do guardião benfiquista. No entanto, o canarinho rematou à figura, não concretizando a abertura do marcador, mas alimentando as chamas de esperança que ardiam nos corações dos academistas. Contudo, foi na segunda metade que os rapazes, de Manto Negro encorpado, revelaram a sua verdadeira força. Mesmo após o Benfica B converter uma grande penalidade, num lance polémico que originou uma alegada mão na bola, os homens de Viseu não vacilaram. Apenas oito minutos após o “fatídico 49´”, a dupla de centrais foi lá à frente inscrever o seu nome na ficha de jogo. Na sequência de um lance confuso, o Capitão André Almeida subiu às alturas, encontrando a desmarcação de Arthur. De Chaves na mão, qual ponta-de-lança, o brasileiro venceu no primeiro ressalto, aplicando o pé esquerdo à saída do guardião encarnado. 57 é o minuto do engenho e da justiça, que juntos soltaram a festa no setor que abrigou as boas gentes de Viseu. Convictos de que não queriam trazer para o Fontelo o quarto empate seguido a uma bola, os beirões travaram uma batalha intensa pela bola, desdobrando-se em esforços e desafiando os seus limites. Steven Petkov, entrado no segundo tempo, ainda almejou a baliza contrária, mas o remate com selo de golo foi travado por André Gomes. A balança do destino não se inclinou para nenhum lado, e o empate persistiu como testemunha desta aguerrida discussão pelos três pontos. Também a discutir, seguimos lado a lado com os quatro empates “mínimos” a um golo, que em nada traduzem aquela que é, desde sempre, a nossa vontade de vencer. Como se costuma dizer em bom português: em caso de não se conseguir vencer, pois então que não se perca.

2024-04-02

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“Preparámo-nos a fundo para defrontar uma equipa com muita juventude”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã de hoje, a conferência de imprensa de antevisão à partida desta segunda-feira, em casa do SL Benfica B. Perante as questões dos órgãos de comunicação social, o treinador do Académico de Viseu começou por reforçar que não é adepto das pausas na competição, assumindo que a equipa está preparada para o jogo desta jornada: “Se pudesse escolher, obviamente não havia semanas sem competição, porque é importante manter a regularidade. Se não for possível, devemos manter as nossas rotinas, insistindo nos comportamentos que queremos ver no jogo. E o nosso último jogo foi uma boa amostra desses comportamentos. Preparámo-nos a fundo para defrontar uma equipa com muita juventude, que tem uma forma de jogar talvez diferente, da maior parte das equipas da segunda liga. Tem bons jogadores a nível individual, que procura muito ligar o seu jogo entre setores, com poucas bolas longas. Acho que vamos jogar com bom clima, num bom terreno e, portanto, tem tudo para ser uma boa partida”. Já sobre o atual momento academista, Jorge Simão mostrou-se convicto de que, no que toca às exibições, esta é a melhor fase da temporada: “O bom ou mau momento de uma equipa, eu sinto-o por aquilo que vou me apercebendo ao nível comportamental, ou seja, segundo o que nós conseguimos fazer no jogo. Se olharmos só para o resultado, vamos estar eufóricos se estivermos numa sequência de vitórias, e deprimidos se sofrermos derrotas consecutivas. E essa não é uma boa base de análise. Continuamos a manter serenidade naquilo que são os resultados que estamos a alcançar. Acima de tudo, se olharmos para o nosso comportamento, estamos muito bem melhor do que alguma vez tivemos esta época.” Questionado acerca das mais recentes renovações de André Almeida e de Igor Milioransa, o técnico dos Viriatos destacou o bom trabalho de toda a estrutura: “Este clube tem dado passos, etapa após etapa, para construir e criar bases cada vez mais sólidas para um futuro melhor. Falo, concretamente, de uma equipa de juniores forte, que está neste momento a lutar para ser campeã nacional, e da equipa de sub-23 com jogadores com muita qualidade, que têm trabalhado bastante connosco. As renovações destes jogadores, com uma faixa etária diferente dos mais novos, é que fazem o “cimento” desta equipa, para que depois possa ser complementada com outros jogadores jovens que estão a emergir dos escalões jovens. Fechar jogadores maduros, com provas dadas e com muito para conquistar ao serviço do clube, são decisões que reforçam o bom trabalho que aqui a ser feito”. O Académico de Viseu joga no Benfica Campus, às 18H desta segunda-feira, terreno do SL Benfica B. A partida referente à 27ª jornada da Liga Portugal 2, terá arbitragem do juiz Miguel Fonseca, da Associação de Futebol de Porto.

2024-03-30

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Compasso Beirão

Desta feita, não teremos a habitual crónica de antevisão. Imbuídos do espírito de reinvenção e de evolução, propomos à Nação Viriathus a leitura desta "Crónica" de lançamento do jogo entre o Académico de Viseu e o SL Benfica B, da próxima segunda feira, escrita em poema.   Numa Santa tarde de Páscoa, no fervor da Capital Académico e Benfica B encaram-se, num duelo primordial. No Benfica Campus, em Lisboa, Viseu se ouvirá, Envolto em cânticos academistas disfarçados de “bruaá”.   Viajantes Viriatos chegam com fome de vitória, Após uma igualdade tripla, que deixou um gosto agridoce na memória. 1-1 foi o resultado repetido, que como nunca nos fez suspirar, Essa divisão de pontos madrasta, persistente, que nos impediu de “triunfo” cantar.   Cientes do que nos une, partimos em busca do nosso Fado, Em terra de fadistas, espalhamos este histórico legado. Frente às águias de encarnado queremos alto voar, E o Manto Negro que envergamos, desejamos orgulhar.   A ronda é a vinte e sete, quando faltam oito para jogar É só um ponto que os separa, com vantagem para o que da Beira vão viajar. Nós o oitavo, do outro lado está o nono, Vamos lá mostrar-lhes quem da glória quer ser dono.    Fácil não será, mas juntos continuaremos, Aliciados pelo desejo de fazer tudo o que podemos. Na Capital deste país, carregamos o Interior às costas, Envaidecidos pela guerra que fazemos às desigualdades impostas.   Nesta Visita Pascal, o beijo dá-se no símbolo Beirão, Com a fé com que cada um ajudou a fundar esta Nação. Somos gigantes, e disso bem sabemos, Vencer por vocês, é tudo aquilo pelo qual nos movemos.

2024-03-28

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Igor Milioransa renova por mais dois anos

O Académico de Viseu anuncia a todos os seus sócios, adeptos e simpatizantes, a renovação do contrato do jogador Igor Milioransa, por mais duas temporadas. A sua ligação anterior, que terminaria no final da próxima época desportiva, é assim estendida até 2027. Igor Milioransa chegou a Viseu no ano de 2021, por empréstimo do Grémio Anápolis, do Brasil. Na sua primeira temporada no futebol europeu, o defesa-lateral direito representou o emblema beirão por 27 vezes, antes do Académico formalizar a sua transferência em definitivo. Desde então, o defensor brasileiro nascido no Concelho de Itapema, no Estado de Santa Catarina, alinhou noutras 87 partidas com o símbolo viseense ao peito, nas quais apontou duas assistências.   Em declarações exclusivas aos canais de informação do Académico, o defesa confessou-se feliz em Viseu, admitindo que a renovação não foi um processo difícil de gerir: “É um sentimento de muita felicidade, é um clube que tem um carinho muito especial para mim e que me abriu as portas na Europa. Estou muito feliz aqui, e penso que isso é fruto de um trabalho muito bem feito da minha parte, e também do Académico. Foi fácil renovar, reconheceram o meu crescimento e deram-me condições para que tal acontecesse. Quando trabalhas num local onde as pessoas e os adeptos têm um carinho especial por ti, também facilita muito a decisão de continuar”. A renovação do contrato de Igor Milioransa, tornou-se imprescindível ao futuro sucesso desportivo da equipa sénior do Académico de Viseu, que ganha assim um novo “reforço” até 2027. A Direção desta Sociedade Anónima Desportiva, felicita-se pelo acordo realizado com o jogador de 27 anos, desejando, ao mesmo, os maiores sucessos desportivos ao serviço do Académico de Viseu.

2024-03-27

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O Capitão dos Viriatos continua a sua jornada no Académico

O Académico de Viseu anuncia a todos os seus sócios, adeptos e simpatizantes, a renovação do contrato do jogador André Almeida, por mais dois anos. A sua ligação anterior, que terminaria no final da presente temporada é assim estendida, garantindo a continuidade do Capitão academista em terras viseenses. André Almeida, formado no Real Massamá, trouxe consigo uma rica experiência quando se juntou ao Académico de Viseu, no início da época 2022-23. Com passagens pelo CF “Os Belenenses” e pelo Sporting Clube da Covilhã, o defesa-central teve ainda uma experiência no estrangeiro, onde representou o Stumbras, da Lituânia. O seu retorno à Beira-Alta foi marcado por mais de uma época e meia de sucesso e determinação, que o fizeram tornar-se numa peça fundamental na defesa e comando dos Viriatos. Desde que chegou ao Académico de Viseu, André Almeida participou em 67 jogos, nos quais apontou cinco golos e quatro assistências. A sua dedicação, profissionalismo e liderança em campo, tornaram-no não apenas um jogador valioso, como também um símbolo da força e garra beirãs. Na hora da assinatura do novo contrato, o defesa português assumiu que a decisão foi natural e fácil, mostrando-se agradado com o momento no qual a renovação foi proposta: “É um sentimento mesmo muito bom, porque desde o meu primeiro dia aqui que me sinto em casa. Foi muito fácil quando falámos de renovação, que era algo com que eu já contava, porque queria continuar aqui, vejo-me aqui durante muitos e muitos anos. O facto de me terem abordado tão cedo, ainda a faltarem seis meses para acabar o campeonato, demonstra também a vontade que têm em contar comigo. Isso também pesou muito na minha decisão”. A renovação do contrato de André Almeida, é um testemunho do compromisso contínuo desta estrutura em fortalecer a sua equipa, com o propósito de alcançar os respetivos objetivos desportivos. A continuidade do defesa em Viseu, por mais dois anos, é motivo de celebração para toda a Nação Viriathus. Ao jogador, a Direção da Académico de Viseu Futebol Clube, Futebol SAD, aproveita para desejar as maiores conquistas desportivas ao serviço do nosso emblema.

2024-03-18

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“Merecíamos ganhar com um golo no último minuto”

O Académico de Viseu empatou a uma bola frente ao FC Paços de Ferreira, no regresso ao Estádio do Fontelo. O golo viseense foi marcado por André Clóvis, de grande penalidade, numa partida onde um golo anulado por fora de jogo, já para lá dos 90, travou a vitória da turma de Jorge Simão. Em reação ao 1-1, o técnico academista demonstrou o agrado com a exibição da equipa, admitindo que o empate sabe muito a pouco: “Desde que estou aqui, hoje terá sido o jogo em que senti a minha equipa mais unida e coesa. Aquilo que nós tínhamos para fazer durante o tempo de jogo, fizemos. Mantivemos a consistência neste tipo de comportamentos e, nesse seguimento, acho que o que levamos deste jogo é mesmo muito pouco”. Quanto ao lance anulado em cima do fim do encontro, por fora de jogo, Jorge Simão reconheceu que a equipa merecia mais: “Estes lances são muito difíceis de sinalizar. A meu ver, ainda não temos o desenvolvimento tecnológico, que nos permita ter uma decisão, convictamente, correta. Na minha opinião, e pelo que vou percebendo em lances destes, tudo depende do momento em que se coloca a linha. Foi um lance muito bem construído da nossa parte, num jogo em que merecíamos ganhar com um golo no último minuto. Os deuses do futebol não o quiseram”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 37 pontos. O emblema viseense ocupa agora o oitavo lugar da tabela, mesmo antes da pausa para as seleções. O próximo jogo dos Viriatos está agendado para o fim de semana de 30 e 31 de março, em casa do SL Benfica B, com hora e dia ainda a definir.

2024-03-16

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Dez Centímetros de Azar

Assistimos, esta tarde, a um embate de vontades entre o Académico de Viseu e o FC Paços de Ferreira, com as expectativas a elevarem-se no Estádio do Fontelo. Ambas as equipas, ansiosas por domar a bola e explorando os corredores laterais, deram ao início da partida um jogo cativante e equilibrado. No entanto, a disputa desenrolava-se longe das balizas, com dificuldades de penetração no último terço do campo. Já bem dentro do primeiro tempo, foi do Académico de Viseu que partiu a iniciativa de intensificar as linhas de pressão alta. Com agressividade imposta nas divididas, a equipa rentabilizou esse esforço, crescendo no jogo e assumindo, de forma ligeira, o controlo das operações num relvado que ia sendo acarinhado por mais de 1200 academistas. Com o controlo parcial do encontro a ficar nas mãos dos viseenses, o primeiro remate do encontro nasceu do “pequenino” Martim Ferreira, ele que fez, hoje, a estreia a titular no Fontelo, uma semana após ter sido titular pela primeira vez ao serviço da equipa sénior do Académico. O remate à figura de Marafona, precedeu um outro tiro de Marquinho, aos 20 minutos, que fez o esférico sair por cima e sem perigo.   O intervalo trouxe a promessa de uma segunda parte mais vibrante, onde os "castores" regressaram com mais perigo, personificando no seu jogo a boa primeira parte do Académico. Os homens da Capital do Móvel chegariam à vantagem ainda dentro dos primeiros cinco minutos do segundo período, com Welton a desmarcar Afonso Rodrigues, que cruzou para Uilton inaugurar o marcador. A turma beirã iria responder logo a seguir, tanto dentro de campo como através do banco. Foi, precisamente de lá, que Yuri e Quizera ainda viram André Clóvis a rematar por duas vezes, com a bola a sair ao lado. E aos 61 minutos, surgiria uma oportunidade crucial no jogo, que daria ainda mais ânimo ao Académico. Afonso Rodrigues, da marca dos 11 metros, falhou uma grande penalidade que faria o 0-2, mas que rapidamente se transformou em crença e motivação para os Viriatos, que tornaram a crescer e a pressionar o Paços. As oportunidades sucediam-se, com Marafona em destaque na baliza pacense. André Almeida, Gautier, Clóvis, Yuri eram as vozes inconformadas que “gritavam” em formato de remate, mas sem sucesso. No entanto, aos 88 minutos, o ex-Académico, Ícaro Silva, cometeu uma grande penalidade, e Clóvis não desperdiçou, empatando o jogo. Com o Fontelo em estado de ebulição, sentia-se no ar o doce aroma a reviravolta, e os seis minutos de compensação ajudavam a construir as esperanças viseenses. Não se contentando com o empate, Steven Petkov (entrado no segundo tempo) marcou aos 90+6 minutos, após assistência de Miguel Bandarra. Os festejos emocionados das boas gentes beirãs, do nada se tornaram em espectativa, após a bandeira subir em direção aos céus. O vídeo-árbitro demorou, e acabou por assinalar fora de jogo do avançado búlgaro pela simples distância de dez centímetros, que é o tamanho exato de algumas canetas, lápis, de uma caixa de fósforos ou de um cartão multibanco. O resultado final de 1-1 persistiu, mantendo os dois conjuntos colados na tabela classificativa, ambos com 37 pontos. Apenas dez centímetros…

2024-03-16

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“Queremos ficar três pontos mais perto”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida deste sábado, na qual o Académico recebe o FC Paços de Ferreira. Em antevisão ao jogo da 25ª jornada da Liga Portugal 2, o treinador principal do Académico de Viseu abordou os últimos jogos, em que a equipa foi incapaz de segurar as vantagens no marcador: “Aquilo que nos deve guiar são os comportamentos que nós temos de fazer em campo. É o rigor dos nossos comportamentos, que acabaram por deixar fugir a vantagem que tínhamos no marcador, nos últimos dois jogos. Temos de olhar para nós, para aquilo que fazemos ou que deixamos por fazer no decurso do jogo. Não quero pensar naquilo que o adversário fez ”. Jorge Simão reforçou ainda que, em caso de conseguir manter um equilíbrio exibicional, o Académico estará, certamente, mais perto de alcançar vitórias: “Nós atacamos e defendemos todos juntos. No entanto, reconheço que há uma diferença de comportamento da equipa quando marcamos golos e estamos em vantagem. Acabamos por perder algum rigor e temos de ser capazes de mantermos a nossa capacidade, a mesma serenidade e a mesma organização coletiva. Se formos capazes de não sofrer alterações do nosso comportamento, consoante aquilo que o adversário também faz, acredito que marcando primeiro, podemos estar mais perto de fazer o segundo golo do que de sofrer. Queremos ficar três pontos mais perto, no fim desta jornada”. O Académico de Viseu joga no Estádio da Madeira, às 15H deste sábado, em partida referente à 26ª jornada da Liga Portugal 2, que terá arbitragem do juiz Flávio Duarte, da Associação de Futebol de Lisboa.

2024-03-15

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Confronto entre Capitais

Num sábado nublado, com o relvado verdejante do Estádio do Fontelo pronto para mais uma batalha, as cidades de Viseu e Paços de Ferreira preparam-se para ver os seus guerreiros a enfrentar-se em campo. De um lado, o Académico continua a crescer das terras da Muralha, na Capital da Beira-Alta, onde os Viriatos são mais que uma tradição, são uma essência gastronómica, tão enraizada quanto o orgulho que pulsa nas veias dos seus viseenses. Desde outubro, o Académico mantém a sua fortaleza inviolada, erguendo-se como uma muralha impenetrável diante de adversários ousados. Nem mesmo a derrota na Vila das Aves, que trouxe consigo a quebra na senda pontual, foi capaz de abalar as fundações desta equipa que, com garra e determinação enfrentou, recentemente, dois dos principais candidatos à subida, mantendo-se firme e determinada em não se amedrontar seja perante quem for. Do outro lado do relvado, encaramos o FC Paços de Ferreira, oriundo da Capital do Móvel, onde a arte de moldar a madeira é uma tradição, que se reflete até nos corações daqueles que lá vivem. Com os mesmos 36 pontos que o Académico, o Paços apresenta-se com vantagem na tabela classificativa, trazendo consigo o ímpeto de três vitórias consecutivas no campeonato. Na primeira volta, a turma de Jorge Simão sofreu uma derrota por 1-0, num jogo onde a sorte não sorriu a seu favor, mas onde a ambição foi inegável. Agora, diante da muralha viseense, estes Viriatos estão determinados a mostrar a força e a qualidade que os trouxeram até aqui, sabendo que, neste embate, tal como em todos os outros, não há espaço para erros. Será o 15º confronto entre os dois históricos do futebol português, numa história que se desenrola desde 1983. Numa época que acabaria em tristeza para as gentes de Viseu, que viam o seu Académico em queda livre para a terceira divisão, dois anos depois de ter estado no topo superior do futebol nacional, Viriatos e Castores empatariam a zero no Fontelo, sendo que os pacenses venceriam na segunda volta por 2-0. Seguiram-se 12 partidas, onde os academistas só venceram por uma vez. Está, por esse mesmo motivo, mais que na hora de quebrar tal enguiço As cidades de Viseu e Paços de Ferreira unem-se na esperança e na paixão pelo desporto. O Fontelo pulsa com a saudade em ver os seus academistas nas bancadas, enquanto os jogadores entram em campo. Força, Viriatos.

2024-03-14

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Duas partes, duas histórias

No embate entre o Académico de Viseu e o CD Nacional, que terminou empatado a uma bola, assistimos a duas metades distintas, cada uma com a sua própria narrativa. Na primeira metade do jogo, presenciamos um espetáculo vibrante, repleto de oportunidades de golo, bom futebol e intensidade. O Académico entrou em campo com garra, demonstrando um futebol envolvente, eficaz e pressionante que deixou, por várias vezes, a defesa insular em dificuldades. Foi aos 21 minutos que o marcador se movimentou a favor dos viseenses, num belo lance que teve início com uma recuperação de bola de Marquinho. Miguel Bandarra fez um cruzamento perfeito ao segundo poste, onde Gautier apareceu para servir Clóvis, que não desperdiçou a oportunidade e colocou o Académico em vantagem. Durante esta primeira parte, André Almeida, Miguel Bandarra e Clóvis voltaram a ameaçar a baliza adversária, mostrando a determinação da equipa em ampliar a vantagem. No entanto, mesmo em cima do intervalo, o Nacional conseguiu igualar o marcador. Witi desferiu um cruzamento certeiro para Gustavo da Silva, que apenas teve de encostar para fazer o golo do empate. Já na segunda metade do jogo, o ritmo e a qualidade do espetáculo diminuíram. Ambas as equipas adotaram uma postura mais cautelosa e tática, privilegiando a segurança defensiva. O meio-campo tornou-se num campo de batalha, com duelos intensos que demonstraram alguma perda do fulgor academista do primeiro tempo. De forma controversa, a turma de Jorge Simão viu-se reduzida a dez jogadores aos 86 minutos, com a expulsão de Arthur Chaves após o segundo cartão amarelo, numa falta que dividiu opiniões. No final, o resultado refletiu o equilíbrio e a intensidade do confronto. Duas partes, duas histórias, cada uma contribuindo para a riqueza do espetáculo desportivo que deixou os adeptos academistas, novamente, com água na boca.

2024-03-10

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“Vai ser, seguramente, uma luta dura”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida deste sábado, que leva o Académico de Viseu a deslocar-se à Ilha da Madeira, para defrontar o CD Nacional. Perante as questões dos órgãos de comunicação social, o treinador principal do Académico de Viseu falou do adversário deste fim de semana, atendendo às características próprias do Estádio da “Choupana”: “Por aquilo que aquele clube tem feito no seu passado mais recente, acho que é sempre um clube que não pode estar longe da luta, pelos lugares de promoção à primeira liga. É uma equipa com a qual vamos jogar em circunstâncias diferentes, num estádio com algumas particularidades. O clima é uma delas e a outra é a relva, são dois dos fatores a ter em conta. À medida que as jornadas se vão aproximando do término do campeonato, são jogos aos quais acresce o grau de responsabilidade, quer para quem está na luta pela subida, quer para quem luta, desesperadamente, por somar três pontos, que é o nosso caso. Dito isto, vai ser, seguramente, uma luta dura”. Jorge Simão deixou, igualmente claro, que o tempo gasto na deslocação até ao Arquipélago da Madeira não será um entrave à preparação da equipa: “Uma coisa seria chegarmos à Madeira às 23H e jogarmos no outro dia, ao início da tarde. No entanto, nós vamos fazer a viagem hoje, e vamos ter o dia de amanhã para trabalhar, portanto, não há nenhuma interferência na logística que nos possa afetar”. O Académico de Viseu joga no Estádio da Madeira, às 15H deste sábado, em partida referente à 24ª jornada da Liga Portugal 2, que terá arbitragem do juiz Diogo Rosa, da Associação de Futebol de Beja.

2024-03-07

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Voamos pelos três pontos

Em pleno Estádio da Madeira, no próximo sábado, às 15H, o Académico enfrentará o CD Nacional, num dos confrontos que preenchem o cartaz da jornada número 25 da Liga Portugal 2. Esta partida, marca a terceira viagem dos academistas às Regiões Autónomas nesta temporada, e traz consigo o peso das experiências anteriores. A primeira incursão, com destino aos Açores, resultou numa derrota contra o CD  Santa Clara, seguida por um empate madeirense nos Barreiros, reduto do CS Marítimo. Apesar da vitória ter escapado, o Académico demonstrou resiliência e competitividade em ambos os jogos, deixando uma marca positiva mesmo perante adversários difíceis. Por estas razões, está na altura de fechar o ciclo atlântico com chave douro, vencendo na “Choupana”. No confronto com o Nacional, espera-se novo desafio de alto nível. O palco está pronto para receber o embate entre duas realidades distantes, geograficamente. De um lado, o Académico de Viseu, representante do interior do país, onde a paixão pelo futebol é tão intensa quanto as paisagens que adornam as terras serranas. Do outro, o Nacional traz consigo o encanto da Ilha da Madeira, onde as suas majestosas montanhas se confundem com o azul profundo do oceano Atlântico, que serve de pano de fundo. Os insulares são, a par dos Viriatos, reconhecidos como uma das equipas mais fortes deste campeonato, aspeto crucial que dá contornos de jogo grande ao embate deste sábado. E a última exibição do Académico, contra o líder da prova, mostrou um desempenho promissor, alimentado pela esperança semanal dos academistas, em regressarem aos triunfos. Olhando a fundo para o histórico entre os dois conjuntos, esta não é uma reedição de grandes memórias para os viseenses. Desde 1983, ano em que se encontraram pela primeira vez, o Académico apenas venceu o Nacional por duas vezes: em 1992, na antiga segunda divisão, Alain marcou no Fontelo aos quatro minutos de jogo, dando a vitória à turma de Carlos Alhinho pela margem mínima; já em 2022, com a corda ao pescoço, a equipa treinada, à data, por Pedro Ribeiro, venceu por 1-2 na “Choupana” com dois tentos de Famana Quizera, garantindo a manutenção na penúltima jornada do campeonato. Está lançado o repto à história, que esta equipa transporta no avião com destino à Madeira. A vontade de desafiar as modernas odds estatísticas, que oferecem a vitória mais provável aos da casa, corre-nos no sangue. O desejo de vitória, de pontos e de bom futebol, é o objetivo que perseguimos desde sempre, principalmente agora. Voamos, única e exclusivamente, pelos três pontos. Os adeptos academistas estão unidos no apoio à equipa, confiantes de que os jogadores darão o seu melhor em campo. Esta partida não é apenas mais um jogo, mas sim um desafio que exige concentração, dedicação e trabalho. Estamos prontos para enfrentá-lo, com a determinação e espírito de luta que nos caracterizam, na busca pelos tão desejados pontos que os aproximam dos nossos objetivos na Liga Portugal 2.

2024-03-06

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Talvez dois pontos perdidos

Onde o coração da Beira soa mais forte, onde os ventos sussurram histórias de glória e bravura, o Fontelo preencheu-se como palco de um duelo entre os Viriatos do Académico de Viseu e os insulares do Santa Clara. Estava em jogo mais do que um simples embate desportivo: era uma batalha pela redenção, pela afirmação de honra em campo. Academistas inatos, determinados a reagir após o revés da jornada anterior, receberam os líderes da Liga Portugal 2 com uma mistura de garra e esperança dentro do peito. No compasso frenético da primeira parte, ambos os lados desferiram golpes e contragolpes, como guerreiros numa dança de destemor. Os açorianos, com Ricardinho e Safira como aves de rapina, rondaram a área viseense, pintando o ar com tons perigosos de vermelho. Atiçado pelas investidas contrárias foi, no entanto, “Marquinho O Poeta da Bola”, que ergueu a bandeira da fé aos 28 minutos, convertendo a sua esperança em golo. Um passe de abertura total de Samba Koné, encontrou o pé certeiro do médio canarinho que, entre linhas, rematou fora da grande-área, estremecendo o Fontelo com o rugido das redes balançadas. O grito de jubilo ecoou pelas ruas da Capital desta Beira, carregando consigo o orgulho dos viseenses com sotaque sul-americano. Ainda assim, a batalha estava longe de findar. Os insulares não tardaram em retaliar, com Safira a desferir um golpe certeiro ao poste de Gril, recordando aos Viriatos que a luta estava ainda viva. Os segundos 45 minutos desvelaram-se como um novo capítulo nesta tarde/noite onde o Fontelo foi anfitrião, com os academistas a manterem-se firmes em campo. No entanto, num ato de resiliência, os açorianos arrancaram o empate, com Sidney Lima a elevar-se mais alto que todos, após um canto da forma como defendia o Académico. Com Domen batido, bastou um instante para gelar os corações viseenses. O grito de guerra dos insulares soou alto, mas os Viriatos não abaixaram as armas. Clóvis e Marquinho, senhores incansáveis na busca pela glória, cumprimentaram o segundo golo, mas destino já havia traçado a nossa sentença. Ao soar do apito final, o Fontelo tornou-se palco de emoções contraditórias. O empate, sabor agridoce para os academistas, deixou um rasto de questões aos Deuses do futebol. Enquanto um ponto não sabe mal, outros dois estiveram ali tão perto, à “mão de semear”…Contudo, no coração da Beira Alta, onde os sonhos são tecidos com fios de determinação, os Viriatos mantêm-se unidos e prontos para os embates que se avizinham. Obrigado, academistas.

2024-03-04

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“O nosso sentimento é de alguma frustração”

O Académico de Viseu empatou a uma bola, na receção ao CD Santa Clara. Na 24ª jornada da Liga Portugal 2, o golo dos Viriatos foi apontado por Marquinho, que não chegou para garantir os três pontos no Fontelo.   Na conferência de rescaldo ao empate em casa, o técnico Jorge Simão assumiu que a equipa esteve coesa na retaguarda, e que poderia ter chegado ao 2-1: “Defensivamente, nunca me senti muito desconfortável no jogo, porque o que aconteceu, na verdade, foram muitos cruzamentos para dentro da nossa área. Isto não quer dizer que não tenham existido oportunidades claras de golo, mas nós conseguimos aguentar o jogo com até aos 83 minutos. Também criámos claríssimas oportunidades, e corrigindo algumas situações momentâneas, em que os nossos centrais tinham de proteger as costas dos laterais quando saltavam na pressão, senti que o Santa Clara apenas cruzou. Depois do empate, ainda conseguimos ter oportunidades de golo para o 2-1. O nosso sentimento, e aquilo que eu sinto da parte dos jogadores, é de alguma frustração, porque obviamente íamos com 1-0 até aos 83 minutos, e na parte final sofremos o empate”. O técnico academista reiterou a frustração da equipa, num jogo onde até se adianto contra a tendência do jogo: “Se calhar nós marcámos contra a tendência do jogo. Era importante na segunda parte, continuamos a ser muito rigorosos com as nossas tarefas táticas, à procura de bola para chegarmos ao último terço e conseguir criar situações para poder fazer o segundo golo. E é desse aspeto que advém a frustração, porque o tempo aproximou-se do fim, e quando estávamos minimamente confortáveis, sofremos de canto”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 35 pontos. Ao fim de 24 jornadas, o emblema viseense mantém o sétimo lugar da tabela classificativa.

2024-03-04

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“Os jogadores estão com vontade de jogar novamente, para poder lutar pelos três pontos”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida desta segunda-feira, frente ao CD Santa Clara. Em resposta aos órgãos de comunicação social presentes, o treinador principal dos academistas, Jorge Simão, falou sobre o término de um longo ciclo sem perder, assumindo que a equipa já só pensa em conquistar os três pontos nesta nova jornada: “É extremamente difícil, e basta olhar para o registo das equipas no campeonato, ficar 11 jogos consecutivos sem perder. Algum dia iria acabar por acontecer. O importante é seguir com o que tínhamos vindo a fazer, e não ficar a pensar obcecadamente no resultado. Temos de perceber o que temos de melhorar, para conseguir já uma vitória. Os jogadores estão tranquilos e com vontade de jogar novamente, para poder lutar pelos três pontos”. Jorge Simão abordou o equilíbrio mental que deve reinar na equipa, que deve manter sempre o foco naquilo que é feito no terreno de jogo: “O nosso foco é cumprir com rigor as nossas missões dentro de campo. E temos de nos agarrar a isso, senão ficamos eufóricos quando ganhamos, e deprimidos quando perdemos. E não pode ser assim. O resultado é a consequência do que fazemos em campo. Temos de perceber o que nos levou a atingir aquele resultado em específico, trabalhando e treinando para que, no jogo a seguir, sejamos melhores”. O Académico de Viseu joga às 18H de amanhã, no Estádio do Fontelo, frente ao CD Santa Clara. A partida da jornada número 24 da Liga Portugal 2, terá arbitragem do juiz David Rafael Silva, da Associação de Futebol do Porto. 

2024-03-03

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Hora de Reagir

O relógio marca 18H do quarto dia de março. O sol está a cerca de 20 minutos de se despedir, timidamente, no horizonte. Numa substituição milenar, a lua toma o seu lugar e encarregar-se-á de acompanhar, vigilantemente, o relvado do Fontelo, no decorrer de mais uma partida do mítico Académico. “Hora de reagir”, são as palavras de ordem que ecoam nos cânticos dos adeptos apaixonados pelo seu Académico, numa melodia de esperança e determinação. Após o último desafio árduo, onde o destino não sorriu favoravelmente, é chegada a vez de erguer-nos novamente, como um falcão que renasce das brasas. Orgulho ferido, é o que sentimos. No entanto, a lembrança dos golos adversários não apoquenta mais a alma viseense, que não se verga perante a adversidade. Sabemos das nossas qualidades, do nosso espírito guerreiro, e é com esse fogo interior que iremos incendiar o relvado, num espetáculo de paixão e entrega. Nas vielas de Viseu e nas marés açorianas, palpita o coração do futebol, onde cada jogo é uma epopeia, uma odisseia de emoções. Unidos pela vontade de vencer, Viriatos e Açorianos enfrentam-se, não como inimigos, mas como adversários dignos, num duelo de honra e respeito mútuo. Após o tropeção na Vila das Aves, é o CD Santa Clara quem surge para pagar as despesas da nossa redenção. Por esse mesmo motivo, temos nós de estar preparados para apresentar a conta. Com sede de glória, com a fome insaciável de golos, marchamos para o confronto, determinados a escrever o nosso próprio destino. Lembrando os anteriores 11 confrontos, são seis vitórias contra quatro derrotas, onde só existe um empate. Podemos, portanto, concluir que neste duelo há, por norma, sempre um vencedor e um vencido. No mítico Fontelo, onde a mata envolvente conta histórias de glória e de sacrifício, declamadas pelas suas árvores centenárias,  é hora de voltar a vencer. Sob o olhar atento das estrelas, chefiadas pela lua, sob o suspiro dos troncos que nos abraçam, erguemos os pergaminhos da esperança, da fé, da convicção. Olhamos sobriamente para a tabela, com a garra e valentia que nos definem. Porque somos mais do que um clube, somos uma família, somos uma cidade, somos o Académico. Porque hoje e sempre, é o Académico que nos une, que nos emociona, que nos faz sonhar. Força Viriatos, rumo à glória!

2024-03-02

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Dois tropeções em três minutos

Num duelo intenso, onde os corações academistas batiam em uníssono, o palco avense estava armado com ratoeiras, prontas a colocar à prova a resistência beirã. Frente ao AVS, os Viriatos procuravam o brilho da vitória, como quem busca a luz no fim do túnel. Mas a noite da Vila das Aves, onde até a lua brilhava com cores quentes do vermelho da casa, não fez valer a nossa arte. Em cada toque, em cada corrida, o Académico foi a personificação do esforço e da entrega. No entanto, diante da força adversária, até mesmo o mais poderoso coletivo poderá acabar vergado. Primeiro pelo jovem John Mercado (63´) e, depois, pelo experiente Nené (66´), o AVS escreveu a sua história no encontro em apenas três minutos, destronando a nossa invencibilidade na etapa complementar do encontro. Ainda assim, o coração do Académico nunca se rendeu. Apesar de abanados pela rajada que trouxe uma dura desvantagem, lutaram os corajosos beirões, com a bravura de quem carrega séculos de história nos ombros, com a dignidade de quem porta o escudo da academia. Bem na gestão do 2-0, a turma da Vila das Aves leu os nossos pensamentos, dificultando-nos a árdua tarefa de reagir perante o resultado. Nesta noite, a vitória dançava ao som dos cantares nortenhos. E assim, entre passes e dribles, entre defesas e ataques, o jogo viseense nunca conseguiu atingir com grande perigo e lucidez a baliza de Trigueira. No final, foi o Académico que, com o coração pesado, terminou derrotado. No nosso peito, pulsa a certeza de que em cada derrota, há uma lição, e em cada desafio, uma oportunidade de renascer. Levantamos a cabeça e o semblante para cima, mirando olhos nos olhos os açorianos que se seguem. Segunda encontramo-nos no Fontelo, juntos.

2024-02-27

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Erguendo o nosso estandarte de glória

A sentir o rufar dos corações, é assim que vamos passando os dias que antecedem o próximo jogo do nosso Académico de Viseu.  Às 20:15H de terça-feira, a Vila das Aves será o campo de batalha, onde a história centenária do Académico se cruza com a juventude do AVS Futebol SAD. Dois mundos colidem: de um lado, a tradição imortalizada em cada pedra do Fontelo, onde ecoam os feitos de lendas que moldaram a identidade de um clube histórico; do outro, a frescura de um emblema que ainda não festejou aniversários. Num duelo que transcende os 90 minutos, o Académico carrega consigo o peso dos seus pergaminhos, a herança de uma muralha que resistiu ao teste do tempo. Uma história que se entrelaça com os alicerces do futebol nacional, onde cada vitória é um capítulo gravado a ferro e fogo na alma dos seus adeptos. Num único encontro anterior, o Académico conheceu o amargo da derrota, 1-2 no Fontelo, perante a investida do AVS. Mas essa é uma página que clama por ser virada, uma lição que os Viriatos guardam no cofre das memórias, prontos para escrever uma nova narrativa, sedenta de triunfo. Apesar do seu estatuto de recém-chegado, o AVS não será subestimado. Pois, no futebol, os feitos não se medem pelo calendário nem pela idade, mas sim pela bravura dos guerreiros em campo. O Académico não teme o desafio, pois sabe que a sua jornada é marcada pela determinação, pela busca incessante pela glória. No término de uma dupla jornada longe de casa, os Viriatos carregam às costas o orgulho da sua camisola, a chama que arde desde os primórdios do futebol nacional. Em cada cidade, em cada aldeia, em cada vila, queremos que se respire o espírito Beirão, que ecoe o hino dos que lutam até ao último suspiro. O Fontelo, sagrado santuário, tem sido a fortaleza inviolável do Académico. No entanto, não só de pontos conquistados em casa se tem construído a caminhada viseense nesta temporada. Fora de portas, o emblema da Capital da Beira já não cede desde novembro, somando apenas três desaires longe de casa. São já seis as partidas seguidas como visitante, embrulhadas na melhor série de resultados dos últimos anos, na segunda liga. Na Vila das Aves, essa aura de invencibilidade é o escudo que os Viriatos erguem contra as investidas do adversário. Esperamos que o tempo sopre a favor dos que o ousam desafiar, que os Deuses do futebol sorriam aos que labutam em nome da glória. Que na próxima terça-feira, o AVS testemunhe o poder imortal da raça Beirã.

2024-02-25

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Uma bomba na monotonia

Em partida adiada da 20ª jornada da Liga Portugal 2, os Viriatos viajaram de novo até Santa Maria da Feira, enfrentando em campo os fogaceiros da casa, num duelo que prometia ser uma verdadeira prova de fogo para ambas as equipas. Alertados dos perigos desta tarde/noite no Marcolino de Castro, os comandados de Jorge Simão não tremeram, dando mais uma vez provas do potencial desta equipa. O primeiro tempo revelou-se uma travessia por águas mornas, com ambas os conjuntos a discutir a posse de bola numa dança cautelosa pelo meio-campo. Apesar da maior iniciativa do Feirense e das tentativas de invasão à baliza, foram os Viriatos que lançaram os dois primeiros alertas, aos 12 e 14 minutos, com Gautier e Famana a acenderem as luzes encarnadas à guarda de Calai. Determinados e bem organizados, os homens de Viseu mostraram-se inabaláveis perante os esforços dos fogaceiros, terminando os primeiros 45 minutos por cima da partida. E se o primeiro tempo transcorreu num ritmo pouco entusiasmante, ao retornar dos balneários, a equipa de Jorge Simão manteve-se determinada em transformar o perigo em golos. E foi com sotaque brasileiro que a noite de glória começou. Na transformação de um canto, à passagem dos 62 minutos, a defensiva da casa tirou para fora da grande-área. Oportuno, "Marquinho Canarinho" recebeu e encheu o pé esquerdo ainda de longe, aplicando uma autêntica bomba na monotonia que se sentia, e que "estourou" nas mãos de Diego Calai. O guardião ainda lhe tocou, mas não evitou que a redondinha entrasse dentro da baliza, fazendo o 1-0. (Spoiler Alert - O médio não vai ficar por aqui). E se muitas vezes uma equipa relaxa após marcar, dando espaço ao adversário, foi precisamente o oposto que fez o Académico. Aos 69 minutos, ouviu-se novamente o grito de Viriato em Santa Maria da Feira. Após uma recuperação de bola em terreno atacante, Marquinho orquestrou um cruzamento para Famana Quizera, que vinha em velocidade-cruzeiro, e cujo remate falhado acabou por oferecer a André Clóvis o segundo golo da noite. A vibração dos cerca de cinquenta adeptos academistas presentes na Feira ecoou pelo estádio, reconhecendo-lhes o apoio incansável. Antes de confirmar a vitória, o Académico teve ainda outras duas grandes oportunidades, através de Clóvis e Igor Milioransa, que poderiam ter ampliado ainda mais o resultado. No entanto, foi aos 88 minutos que Gautier, com uma jogada brilhante de quem parecia ter entrado há segundos em jogo, ultrapassou meia defesa fogaceira pelo lado esquerdo do ataque. Após o cruzamento ser cortado, Messeguem chegou parecia uma mota, encostando para Marquinho que aguardava ansiosamente o seu bis. Poeticamente, o brasileiro rematou devagar (devagarinho) uma bola que ainda embateu no poste antes de entrar. A atuação de destaque de jovem médio, que marcou presença nos três golos viseenses, valeu-lhe o título de Homem do Jogo. Uma noite de festa e orgulho para os adeptos do Académico, que viram a sua equipa brilhar no relvado do Marcolino de Castro. Com as contas do calendário ajustadas, o caminho para o topo continua a ser perseguido pelos Viriatos, que agora olham ainda mais determinados para o horizonte. Ainda falta tanto, meus amigos.

2024-02-21

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“Não foi um jogo fácil”

O Académico de Viseu arrecadou três pontos da deslocação a Santa Maria da Feira. Em jogo atrasado da 20ª jornada da Liga Portugal 2, os viriatos bateram o CD Feirense por 0-3, com bis de Marquinho e um golo de André Clóvis. Na conferência de rescaldo, o treinador principal do Académico, Jorge Simão, reconheceu a dificuldade que o resultado pode não traduzir, assumindo a importância que o período de intervalo teve na exibição da equipa: “Não foi um jogo fácil. Foi uma primeira parte difícil, tivemos mais dificuldades no nosso jogo ofensivo que no defensivo, contrariamente àquilo que pareceu. Estávamos a atacar mal, ou seja, quando estávamos em posse, não conseguíamos retirar a bola limpa da zona de pressão e, consecutivamente, perdemos várias bolas que deram aproximações de perigo do Feirense. Ao intervalo sentámo-nos friamente, calmamente, e pusemos os pontos nos “is”. Logo após o apito inicial, senti a equipa com outra garra, e os golos acabam por ser resultado disso mesmo. À medida que o resultado foi aumentando, senti também mais conforto e mais confiança dos nossos jogadores em campo. Foi uma boa vitória”. Com este resultado, o Académico de Viseu acerta as contas no campeonato, somando agora 22 jogos na competição. À entrada para a jornada 23, os Viriatos ocupam o sexto lugar da tabela, com os mesmos 34 pontos que o CD Tondela. Na próxima ronda, os beirões visitam o terreno do AVS, segundo classificado, em partida agendada para a próxima terça-feira, dia 27 de fevereiro, às 20H15.

2024-02-21

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“Temos de continuar a trabalhar naquilo que temos feito”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã de hoje, a conferência de imprensa de antevisão à partida desta quarta-feira, que leva o Académico de Viseu a deslocar-se a Santa Maria da Feira, onde irá defrontar o CD Feirense. Perspetivando o adversário de amanhã, Jorge Simão encarou a última vitória do Feirense, garantindo que este é um bom desafio para os beirões: “Não é pelo Feirense ter ganhado o último jogo, contra o Nacional da Madeira, que nós vamos ficar mais ou menos em estado de alerta. A nossa preocupação é analisar o adversário, não em função dos resultados que tem tido, mas sim em função dos comportamentos que faz o que procura fazer no campo. O Feirense é uma equipa diferente da maioria das equipas da segunda liga, que procura levar o jogo para uma tendência que é diferente da maior parte das restantes. Procura ligar muito o jogo entre os setores e fazer jogo posicional. Como treinador, acho que é um desafio importante também para nós, que vamos enfrentar uma equipa que vai procurar fazer coisas no jogo, distintas das que por norma encontramos pela frente”. Face ao crescimento da equipa, o técnico principal dos viseenses garantiu que o trabalho é para manter: “Temos de continuar a trabalhar naquilo que temos feito, para construirmos uma identidade clara. Para que quem nos veja a jogar, consiga perceber qual a nossa forma de estar em campo. Temos dado sinais claros nesse sentido”. O Académico de Viseu joga no Estádio Marcolino de Castro, às 18H de amanhã, em partida em atraso da 20ª jornada da Liga Portugal 2 SABSEG, que terá arbitragem do juiz Vítor Ferreira, da Associação de Futebol de Braga.

2024-02-20

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As Sete Torres vs O Castelo da Feira (Será Desta?)

Na tarde da próxima quarta-feira, em pleno tapete sagrado onde repousa o futebol, os nossos Viriatos deslocam-se ao Estádio Marcolino de Castro (outra vez). Em embate direto, as Sete Torres da Muralha viseense elevam-se, frente a frente, com o medieval Castelo de Santa Maria da Feira. São Francisco, a Senhora das Angústias, os Cavaleiros, São Sebastião, São Miguel, o Senhor Crucificado e São José, preparam-se para defender a nação beirã num lugar imponente, histórico e que desde a Idade Média é símbolo da nacionalidade lusitana.  Palco de ilustres batalhas defensivas, que preservaram a independência portuguesa ao longo dos séculos, Santa Maria da Feira é, hoje em dia, também por si só uma referência futebolística. Nessa mesma onda, às 18H de quarta-feira, fogaceiros e viriatos entrarão mais uma vez em campo para lutarem pelos três pontos, em alturas bastante distintas para cada lado. Do lado da casa, os azuis e brancos trazem consigo o aroma inconfundível das fogaças. Além disso, são acompanhados também pela união entre jogadores e adeptos, que procuram dar contornos diferentes aos últimos resultados da sua equipa. Apesar da vitória no último fim de semana, frente ao candidato CD Nacional, o CD Feirense somou apenas uma vitória nas últimas cinco jornadas. Será, esse mesmo, o principal fator a ter em conta quanto a este adversário, que de tudo fará para voltar a somar pontos em casa, afastando-se da cauda da tabela. Já do lado de Viseu, a alma Viriata que aumentou para 10 a série de jogos seguidos a pontuar, eleva-se sobre tradições e raízes que se entrelaçam com o pulsar do coração futebolístico. Academistas de gema, com o seu símbolo centenário ao peito, continuam a olhar para cima. Podem ser 11 as partidas seguidas sem conhecer o sabor da derrota, sequência essa que vai cimentando cada vez mais, a força, garra e determinação desta Equipa (com “E” maiúsculo). A cada ronda do campeonato, uma nova oportunidade de subir na tabela, de continuar a sonhar com uma nova realidade. As doces fogaças de Santa Maria da Feira, encontram um paralelo inusitado nos ainda mais saborosos Viriatos de Viseu, símbolos não só gastronómicos, mas também de resistência e determinação das duas regiões. Recordemos os duelos épicos, as reviravoltas emocionantes e os momentos de glória que moldaram o confronto entre estas duas equipas: são ao todo 55 jogos oficiais entre Académico e Feirense, que se reeditam desde 1966, entre as várias divisões do futebol nacional. Saindo por 12 vezes vitoriosos, os academistas venceram os dois últimos confrontos (na segunda volta da época passada (2-1 no Fontelo; e na primeira volta da presente temporada (2-0 novamente em Viseu). O Marcolino de Castro, espera-se inundado por cânticos apaixonados pelo nosso Académico, e por cores vibrantes que representam os corações viseenses. Da capital da Beira, viaja uma nação determinada em “saquear” (finalmente) um triunfo do Castelo. O palco está montado, as equipas preparadas, e até as forças de segurança farão o “jeitinho” de comparecerem. Está tudo pronto. Vamos por mais, Académico.

2024-02-19

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A raça beirã que nos uniu

No coração de Viseu, onde os ventos da paixão pelo futebol sopram fortes, o Estádio do Fontelo foi palco de um emocionante jogo, no qual Académico de Viseu e UD Oliveirense escreveram versos de luta, num duelo que desafiou os limites do tempo e da bravura. Perante mais de 1200 fiéis academistas, os Viriatos ergueram a sua muralha, pressionando desde o primeiro instante, como guerreiros decididos a conquistar território. Miguel Bandarra, com um livre magistral aos 22 minutos, desafiou os céus com um grito de golo, apenas detido pelas mãos do guardião Arthur Augusto. 10 minutos depois, André Almeida esteve por duas vezes seguidas muito perto de inaugurar o marcador. Primeiro o poste direito da baliza aveirense, e depois Guilherme Soares, evitaram que de novo livre surgisse o primeiro tento da manhã. Terminavam os primeiros 45 minutos, onde faltaram os golos para fazer jus ao que se jogava em campo. Como sabemos, a sina do herói é marcada por momentos de glória e de adversidade. No iníco da etapa complementar, André Almeida, numa dança infeliz com o destino, recebeu o vermelho aos 48 minutos, após um lance infeliz onde entrou tarde sobre o jogador forasteiro. Contudo, os verdadeiros guerreiros não se dobram perante o infortúnio. O eco dos aplausos acompanhou-o na sua retirada, como uma homenagem ao sacrifício pelo bem maior. O golpe imediato da UD Oliveirense, foi como um raio que cortou o céu límpido. Kelechi, na sequência desse livre, desafiou a ordem estabelecida durante a primeira parte, marcando o primeiro tento. Cientes da missão em mãos, os beirões não viraram costas à luta, e responderam como só um Viriato sabe fazer: rápida e impetuosamente, como um trovão que ecoa nos vales da memória. Nem um minuto volvido, Gautier, o arquiteto do renascimento, encontrou Clóvis, o poeta da grande área, que com um toque divino de primeira, apareceu ao segundo poste e devolveu a esperança aos corações viseenses. Longe da batalha cessar, os desafios tornavam-se ainda maiores, com a desvantagem numérica a pesar como uma corrente de ferro. Schürrle, o intruso, aproveitou uma brecha à entrada da área academista e, num remate de ressaca, desferiu um duro golpe que gelou os ânimos nas bancadas. O relógio contava 66 minutos. Entretanto, as substituições trouxeram novas forças para os 11 Viriatos em campo. Arthur Chaves, Samba Koné, Steven Petkov e Martim Ferreira foram como reforços frescos, prontos para desafiar esta manhã que não nada queria connosco. E foi então que André Clóvis, o herói provável, emergiu das sombras para desenhar a sua obra-prima. Em cima dos 90, recebendo a bola como um presente dos deuses, lançou-se entre os defensores, rodopiando como uma estrela cadente antes de fulminar a baliza. O bis do canarinho ressuscitou o Fontelo, que via sete minutos de compensação serem mais que suficientes. Num pressing final, o Académico não foi capaz de marcar novamente. Num êxtase de emoção, o estádio tremeu com a esperança dos três pontos. O tempo, implacável, marchou inexorável até ao apito final. Fica na cabeça que, se mais uns minutos houvesse, teríamos chegado à reviravolta. Mesmo com um guerreiro a menos, este emblema ergueu-se como um colosso, garantindo um ponto na luta que é o futebol. Seguimos juntos.

2024-02-18

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“Não estou satisfeito. Estou muito satisfeito”

O Académico de Viseu empatou 2-2, na receção à UD Oliveirense. Na 22ª jornada da Liga Portugal SABSEG, os Viriatos marcaram duas vezes por André Clóvis, garantindo um precioso ponto após jogaram mais de 45 minutos com menos um homem. Na conferência de rescaldo ao empate caseiro, o técnico Jorge Simão assumiu a satisfação com a exibição da equipa: “Não estou satisfeito, estou muito satisfeito. Este ponto foi conquistado em condições muito adversas, e à custa de coisas que eu ainda não tinha visto nesta equipa, que foi o exemplo do que é ser um conjunto com alma. Para mim é motivo de grande orgulho, que aquilo que nós conseguimos fazer hoje foi muito importante. Entrámos bem no jogo, mas até ao final da primeira parte fugir um bocadinho o controlo. A ideia era que na segunda parte voltássemos a estar como estivemos na primeira meia hora, mas a expulsão e o golo logo a seguir travaram as nossas intenções. Foi a equipa que resolveu o jogo e encontrou o empate, saiu das trevas. Foi a equipa que conseguiu construir aqueles dois golos. Não acabámos a defender, acabámos a construir oportunidades e situações de perigo”. O técnico academista desvalorizou o único ponto conquistado, apontando ao espírito que os jogadores tiveram em campo: “Para mim não foi um ponto, foram três. Isto significa que a exibição foi muito mais importante que o que conquistámos pontualmente. Hoje sou um treinador contente”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 31 pontos. Ao fim de 22 jornadas, o emblema viseense mantém o sétimo lugar da tabela classificativa, mas com um jogo em atraso.

2024-02-18

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“O nosso foco é ganhar”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida deste domingo, em que o Académico de Viseu recebe o conjunto da UD Oliveirense, em jogo a contar para a jornada número 22 da Liga Portugal 2. Perante a presença dos jornalistas, o treinador principal do Académico de Viseu, Jorge Simão, abordou os últimos resultados de ambas as equipas, reconhecendo que não vê tais dados terem impacto no jogo de amanhã: “Não gosto de pensar que isso possa ter qualquer tipo de influência no jogo. Cada jogo e é uma oportunidade para conquistar os três pontos e, segundo esta linha de raciocínio, não faz sentido achar que o histórico recente possa ter algum tipo de influência. O meu foco é preparar, diariamente, os jogadores para que consigamos atingir o resultado que queremos, obviamente a vitória”. Quanto ao adversário, o técnico dos viriatos reiterou o foco nos três pontos, afirmando que a equipa tem de estar preparada para tudo: “Pela experiência que eu já vou tendo nesta segunda liga, nem as equipas que estão nos primeiros lugares conseguem esmagar territorialmente os adversários. Há diferenças entre as equipas, há umas melhores do que outras, mas essa superioridade não é assim tão evidente em jogo. Não consigo dizer qual será a tendência do jogo, mas consigo dizer qual será a tendência que eu gostava que o jogo tivesse. No entanto, se essa tendência não acontecer, temos que estar preparados para ter outro tipo de comportamentos, para que no fim do jogo consigamos os três pontos”. O Académico de Viseu joga no Estádio Do Fontelo, às 11H de amanhã, em partida referente à 22ª jornada da Liga Portugal 2, que terá arbitragem do juiz Anzhony Rodrigues, da Associação de Futebol da Madeira.

2024-02-17

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Este Viriato que vos fala

Este Viriato que vos fala, entre memórias de pedra e de história que se entrelaçam, vislumbra o horizonte tingido de preto e branco. Num domingo matinal, quando o sol desperta sobre o Fontelo, eleva-se a alma do Académico de Viseu para mais uma batalha na Liga Portugal 2. Do outro lado do campo, espera-nos a UD Oliveirense, pronta para desafiar o ímpeto viseense. Nas vielas de Viseu e nas ruelas de Oliveira, a paixão pelo futebol corre nas veias dos seus filhos. Do Fontelo ao Carlos Osório, das margens do Dão ao Cértima que serpenteia, estas duas cidades escrevem linhas de fervor e tradição nos relvados que as unem. No embate da última semana, diante do Penafiel, o Fontelo viu-se banhado em glória, reverberando os cânticos dos fiéis. Agora, já de olhos postos na turma de Azeméis, a serenidade do passado não pode toldar a vontade de vencer. E certo é que a batalha será árdua. A Oliveirense não se apresentará como adversária fácil, mas é na luta que encontramos a nossa força. Há quatro jogos sem vencer, e com uma vitória nos últimos 12 encontros, a equipa do Distrito de Aveiro quer sair desta onda negativa, vendo no Fontelo uma oportunidade para voltar a pontuar e afastar-se da linha de água. Mas aqui, mandamos nós. Nós mesmos que estamos a um jogo, de completar uma dezena seguida a somar pontos, naquela que é a melhor série da temporada. Aliás, em casa já não conhecemos nenhum dissabor desde outubro, e assim lutaremos por continuar. Não nos iludamos com utopias distantes, mas deixemos que a ambição seja a chama que nos guia. Este Viriato que vos fala, não vos mente. Não vos mente, mas acompanha-vos nos vossos sonhos. Mantemos os pés firmes no chão, no entanto erguemos o olhar para as estrelas, conscientes do potencial que reside nesta equipa aguerrida. Unidos, tecemos o futuro com os fios da esperança, da valentia e da determinação. O Fontelo quer voltar a ser testemunha da nossa entrega, e os Deuses do futebol desejam sorria novamente perante os nossos esforços. Que este Viriato que vos fala seja apenas uma voz entre muitas, ecoando o orgulho de vestir as cores do nosso Académico. Porque aqui, neste Fontelo que é tão nosso, somos mais do que onze em campo. Somos uma família, somos uma cidade, somos uma paixão que não se esmorece. Que domingo seja dia de festa, de vitória, de celebração. Porque hoje e sempre, é o Académico que nos une, que nos emociona, que nos faz sonhar. Força Viriatos, rumo à vitória!

2024-02-14

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“Estou muito contente pelos jogadores”

O Académico de Viseu recebeu e venceu a equipa do Futebol Clube de Penafiel. À 21ª jornada da Liga Portugal SABSEG, os viriatos voltaram aos triunfos em casa, derrotando os nortenhos pela margem mínima, com golo do capitão André Almeida. Desta forma, a turma viseense aumenta para nove, o número de jogos seguidos sem perder. Na conferência de rescaldo a mais uma vitória beirã, o técnico academista, Jorge Simão, assumiu a felicidade pela vitória, num jogo em que foi preciso sofrer para conquistar os três pontos: “Fizemos uma boa primeira parte, com uma superioridade evidente. Aqui ou ali faltaram-nos alguns movimentos de rotura no último terço, podíamos ter sido mais acutilantes. Faltava-nos o golo, que aparece na sequência de um livre lateral. Após isso, acho que o jogo mudou a sua tendência, e a mesma não tinha de ser tão evidente após ficarmos em vantagem, temos de trabalhar sobre isso. Ainda assim, e mesmo com uma ou outra bola de perigo do Penafiel, onde o Domen foi decisivo, podíamos ter feito o segundo golo. Dito isto, estou muito contente pelos jogadores, adoro vê-los felizes pelas vitórias”. Questionado sobre a boa série de jogos consecutivos a pontuar, Jorge Simão colocou os “pés na terra” e relembrou que o foco da equipa está jogo a jogo: “É uma pergunta com toda a lógica, e a minha resposta também vai ser: Não faço ideia. O que é importante é conseguirmos estar mentalmente fresquinhos, para abordar cada jogo, para somar mais pontos. A minha meta temporal é o próximo jogo, não consigo sequer pensar no jogo a seguir a esse”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 30 pontos. Ao fim de 21 jornadas, o emblema viseense sobe ao sétimo lugar da tabela classificativa, com 30 pontos, mas com um jogo em atraso.

2024-02-10

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“Capitão! Meu Capitão!”

No confronto entre Académico de Viseu e Penafiel, o Estádio do Fontelo testemunhou um embate de vontades e estratégias. E na manhã fria e chuvosa que se abateu na Beira Alta, e que tem vindo a fazer jus às condições climatéricas dos últimos dias, foi preciso subir mais alto, de braçadeira investida, para arrancar mais três importantes pontos. O Académico, em sua casa, procurava dar sequência aos oito jogos seguidos a pontuar para o campeonato, entre vitórias e empates. No entanto, à sua frente, surgia um Penafiel ainda longe de estar tranquilo, a precisar de pontos para se afastar ainda mais dos lugares perigosos da tabela. Os primeiros 45 minutos, reconheça-se, marcaram pela escassez visível de oportunidades, com ambas as equipas bastantes encaixadas e coesas. As investidas do ataque academista resultaram, ainda assim, num canto “cantado”, onde João Pinto quase inaugurava o marcador. O defesa beirão desviou ao primeiro poste, esbarrando com estrondo na trave, que o impediu de inaugurar o marcador. Num parágrafo apenas, consegue escrever-se o grosso do que se passou no primeiro tempo. Perante os quase 500 academistas nas bancadas, o sol ia aparecendo, timidamente, no meio de tanta nuvem negra. E foi envolto nesse mesmo espírito que o nosso Capitão, tantas vezes exemplo, tantas vezes decisivo, decidiu tentar tocá-lo numa das poucas vezes em que o mesmo apareceu. Com os olhos focados na bola, mas num salto digno de olimpíadas, André Almeida entrou de rompante na segunda parte, cabeceando com tanta força em direção ao golo, que nem o guardião Pedro Silva foi capaz de o evitar. Apenas dois minutos após o início da etapa complementar, o Fontelo saltava de alegria, de braços abertos aos três pontos. Com o objetivo de ir atrás do segundo, mas também focados em consolidar o jogo, os bravos viriatos mantiveram-se coesos, admitindo até alguma posse de bola ao adversário. E para cumprir a missão, muito tiveram de contar com outra das peças-chave do plantel academista: Domen Gril. Aos 61 e aos 75 minutos, Domen “O Seguríssimo Entre os Postes” Gril, disse “não” a Robinho e a Reko, mantendo imaculada a baliza do Académico. E desta forma, “levados ao colo” pelo nosso Capitão, conquistamos mais uma vitória, somando agora nove jogos seguidos sem perder. Esta muralha, que como já tínhamos dito está em reconstrução, terá nova batalha dentro do seu recinto, já no próximo domingo. No fim desta dupla jornada caseira, esperamos continuar a gritar vitória, que nos permita também manter a cabeça a olhar lá para cima. Porque no meio de tanta nuvem, a nação Viriathus fez com que o sol brilhasse mais uma vez. Assim lutaremos, hoje e sempre.

2024-02-10

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“Temos de ser absolutamente competitivos em todos os momentos”

O mister Jorge Simão deu, ao início da tarde de hoje, a já habitual conferência de imprensa, de lançamento ao jogo deste sábado, frente ao FC Penafiel. Face às questões dos órgãos de comunicação social presentes, o técnico principal dos viriatos falou sobre as condições atmosféricas adversas, mostrando-se confiante quanto ao estado do relvado do Fontelo: “Tem chovido intensamente nos últimos dias, mas o nosso campo tem aguentado de uma forma, que até a mim me tem surpreendido. Está em excelentes condições e acredito que, se a chuva abrandar durante o dia de hoje, estará num estado muito bom para que a bola role rápido no chão”. Questionado sobre o possível favoritismo perante os penafidelenses, Jorge Simão descartou tal posição, reafirmando a competitividade da segunda liga: “A questão do favoritismo num campeonato como a segunda liga, esbate-se completamente quando vemos as equipas do fundo da tabela, a tirarem pontos aos da frente. Quanto à nossa motivação, há aqui um ponto importante, relacionado com o facto de não termos jogado na última semana. Tentámos ao máximo reproduzir as condicionantes que iríamos ter nesse jogo, replicar aquilo que iríamos enfrentar mas, de resto, estes jogadores têm de estar no limite das suas capacidades, não só físicas como técnico-táticas. Temos de ser absolutamente competitivos em todos os momentos, seja no jogo, seja no treino”. O Académico de Viseu joga às 11H de amanhã, no Estádio do Fontelo, frente ao FC Penafiel. A partida da jornada número 21 da Liga Portugal 2, terá arbitragem do árbitro Miguel Fonseca, da Associação de Futebol do Porto.

2024-02-09

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Aviso: Muralha em Reconstrução

No coração da Beira, na Cidade que desta Região é Capital, sopram ventos fortes que espalham, pelo quotidiano dos academistas, a vontade insaciável de jogar, de pisar o relvado e de ver a redondinha em movimento. E essa vontade, perguntam vós, a que se deve? Deve-se, por sinal, ao facto de termos ficado impedidos de a saciar no fim de semana passado. Razões que a nós são alheias, atrasaram uma deslocação fora de casa, adiando o reencontro entre equipa e adeptos. Para nosso bem, a espera pouco mais irá durar. No próximo sábado, por volta das 11H, histórias de bravura e paixão voltarão a ser contadas entre os Viriatos nas bancadas, enquanto os guerreiros em campo se prepararão para voltar a defender o nosso emblema.   Ao soar dos sinos da Igreja do Sameiro, em Penafiel, ecoam os murmúrios dos adeptos, ansiosos pelo embate que se avizinha. Do outro lado, a Muralha de Viseu, imponente e inabalável, aguarda para ser posta à prova, como guardiã dos sonhos e aspirações da cidade beirã. Neste conto de rivalidade e devoção, as duas cidades encontram-se em campo, não apenas como representantes desportivos, mas como guardiãs de uma história que se escreve há décadas a fio. O Académico de Viseu, com a sua tradição de luta e entrega, carrega nos seus passos os ecos do passado, os ecos dos heróis que outrora envergaram o seu manto. O regresso ao Fontelo, onde o espírito beirão se manifesta em cada brado de apoio, é o cenário perfeito para manter viva a chama da vitória. O Académico não perde em casa desde o último outubro, quando a UD Leiria quebrou, temporariamente, a nossa fortaleza. Desde então, seis jogos se passaram, seis batalhas em que a Muralha de Viseu se ergueu com firmeza, protegendo os interesses do seu povo. E agora, mais do que nunca, é hora de continuar a defender a nossa casa, de erguer a voz em uníssono e mostrar ao país a nossa determinação. Pois o Académico de Viseu não é apenas um clube de futebol…é um símbolo de resistência, de identidade, de tudo o que torna esta região única e especial, que não necessita de estar no Litoral geográfico para ser uma referência, que marca pela diferença. Nos últimos nove encontros entre os dois escudos, o Penafiel venceu apenas por uma vez, num histórico de confrontos que se iniciou na longínqua época de 1966/1967. Puxando a fita à frente, a presente edição da Liga Portugal 2 já nos trouxe um nulo entre Académico e Penafiel, sendo que, a esta altura, são dois os pontos que os separam, com vantagem para os viseenses. Na oitava posição, com 27 pontos conquistados (mas com menos um jogo), a turma beirã continua a olhar para cima, numa ambição nada descabida de tentar aproximar-se da carruagem da frente.    Que no próximo sábado, sob o olhar atento da Muralha de Viseu, os guerreiros do Académico entrem em campo com a garra dos seus antepassados. Que cada jogador, cada adepto, seja uma pedra da muralha, que desde outubro passado temos vindo a reedificar.  Pois neste jogo intenso, onde as emoções estão à flor da pele, é o espírito de união que nos guiará rumo ao triunfo.

2024-02-08

Equipa Profissional

“Do nosso lado, nós vamos à luta”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida deste domingo, que leva o Académico de Viseu a deslocar-se a Santa Maria da Feira, onde irá defrontar o CD Feirense. Perante a presença dos jornalistas, o treinador principal do Académico de Viseu, Jorge Simão, alertou para as características distintas do Marcolino de Castro, assumindo o desejo de ver um bom número de academistas na Feira: “Vamos jogar num campo onde as dimensões não são medidas standard, e isso é uma condicionante porque, não só é mais estreito, como também menos cumprido. No entanto, temos de nos adaptar, apoiados pelo facto de jogarmos domingo à tarde, que é uma boa data para jogar. Espero que os nossos adeptos tenham disponibilidade para marcar presença num número bastante significativo. Quanto ao adversário, o técnico dos beirões falou sobre uma equipa com bons processos táticos, frisando que o Académico parte para esta jornada com o pensamento nos três pontos: “O Feirense é uma equipa que, apesar de estar no fundo da tabela, tem bons jogadores que jogam bem. Procuram uma ligação constante entre os setores, e ao facto de se encontrarem nessa situação na tabela, acresce as dificuldades de ganharem pontos. Do nosso lado, nós vamos à luta”. O Académico de Viseu joga no Estádio Marcolino de Castro, às 15:30H de amanhã, em partida referente à 20ª jornada da Liga Portugal 2 SABSEG, que terá arbitragem do juiz Vítor Ferreira, da Associação de Futebol de Braga.

2024-02-03

Equipa Profissional

As Sete Torres vs O Castelo da Feira

Na tarde do próximo domingo, em pleno tapete sagrado onde repousa o futebol, os nossos Viriatos deslocam-se ao Estádio Marcolino de Castro. Em embate direto, as Sete Torres da Muralha viseense elevam-se, frente a frente, com o medieval Castelo de Santa Maria da Feira. São Francisco, a Senhora das Angústias, os Cavaleiros, São Sebastião, São Miguel, o Senhor Crucificado e São José, preparam-se para defender a nação beirã num lugar imponente, histórico e que desde a Idade Média é símbolo da nacionalidade lusitana.  Palco de ilustres batalhas defensivas, que preservaram a independência portuguesa ao longo dos séculos, Santa Maria da Feira é, hoje em dia, também por si só uma referência futebolística. Nessa mesma onda, às 15H30 do próximo domingo, fogaceiros e viriatos entrarão em campo para lutarem pelos três pontos, em alturas bastante distintas para cada lado. Do lado da casa, os azuis e brancos trazem consigo o aroma inconfundível das fogaças. Além disso, são acompanhados também pela união entre jogadores e adeptos, que procuram dar contornos diferentes aos últimos resultados da sua equipa. Sem vencer há três jogos, o CD Feirense somou apenas uma vitória nas últimas sete jornadas. Será, esse mesmo, o principal fator a ter em conta quanto a este adversário, que de tudo fará para voltar a somar pontos em casa, afastando-se da cauda da tabela. Já do lado de Viseu, a alma Viriata ainda a viver os resquícios das emoções do Dérbi Beirão, eleva-se sobre tradições e raízes que se entrelaçam com o pulsar do coração futebolístico. Academistas de gema, com o seu símbolo centenário ao peito, continuam a olhar para cima. São já oito as partidas seguidas sem conhecer o sabor da derrota, sequência essa que vai cimentando cada vez mais, a força, garra e determinação desta Equipa (com “E” maiúsculo). A cada ronda do campeonato, uma nova oportunidade de subir na tabela, de continuar a sonhar com uma nova As doces fogaças de Santa Maria da Feira, encontram um paralelo inusitado nos ainda mais saborosos Viriatos de Viseu, símbolos não só gastronómicos, mas também de resistência e determinação das duas regiões. Recordemos os duelos épicos, as reviravoltas emocionantes e os momentos de glória que moldaram o confronto entre estas duas equipas: são ao todo 55 jogos oficiais entre Académico e Feirense, que se reeditam desde 1966, entre as várias divisões do futebol nacional. Saindo por 12 vezes vitoriosos, os academistas venceram os dois últimos confrontos (na segunda volta da época passada (2-1 no Fontelo; e na primeira volta da presente temporada (2-0 novamente em Viseu). O Marcolino de Castro, espera-se inundado por cânticos apaixonados pelo nosso Académico, e por cores vibrantes que representam os corações viseenses. Da capital da Beira, viaja uma nação determinada em “saquear” um triunfo do Castelo. O palco está montado, as equipas preparadas, e a história aguarda para ser escrita pelos talentos de chuteiras calçadas. Vamos por mais, Académico.

2024-02-02

Equipa Profissional

“Foi uma luta dura”

O Académico de Viseu conquistou um ponto, na receção ao CD Tondela. No jogo-cartaz da 19ª jornada da Liga Portugal 2, os emblemas do Distrito de Viseu empataram a uma bola no Fontelo, com o golo academista a ser marcado por André Clóvis.  Na conferência de rescaldo ao Dérbi Beirão, o técnico academista Jorge Simão apontou qual foi, no seu entender, o momento que ditou a partida, reconhecendo que o Académico poderia ter saído vitorioso: “Não faltou raça. Em termos de emoção, talvez tenha sido um jogo com poucas oportunidades claras de golo. A capacidade defensiva das equipas, foi superior que a ofensiva. Na primeira parte, conseguimos construir situações de bola em campo aberto, para poder acelerar o jogo. O que eu senti foi que nos faltaram movimentos de profundidade, para chegarmos ao último terço. Na segunda parte, conseguimos fazer um pouquinho mais, mas preocuparam-me as situações de aproximação com perigo da parte do Tondela. Nós acabamos por fazer um golo e, o momento chave, para mim, está naquele período imediatamente a seguir ao golo. São dois/três minutos em que o Tondela faz o empate, em nos quais se conseguíssemos aguentar e segurar o resultado, a partida iria acalmar e  muito perto de conseguir a vitória”. No final do seu primeiro Dérbi Beirão, Jorge Simão foi o espelho da felicidade pela melhor casa da temporada, no Fontelo: “Foi uma luta dura, uma luta intensa. Agrada-nos muito ver o estádio como esteve hoje, é um sintoma de que os viseenses gostam de futebol, gostam do Académico e do Fontelo. Colocámos quase 5000 pessoas aqui, e isto tem de ser a referência para os próximos jogos em casa”. O técnico dos viriatos aproveitou ainda para realçar a estreia de Martim Ferreira, em competições profissionais, evidenciando o bom trabalho de toda a estrutura de futebol: “Não queria deixar passar a oportunidade, de felicitar o Martim pela primeira aparição no futebol profissional. É um jogador que já vinha, há algum tempo, a ser destaque na equipa sub-23 e, enquanto treinador profissional deste clube, sinto-me contente por poder contribuir para o crescimento destes jogadores. O Marquinho já joga, o Kauã também está preparado e, para mim, isto é sinal de que as coisas estão a ser feitas como devem ser”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 27 pontos, ocupando a oitava posição da Liga Portugal 2. Na próxima jornada, os viseenses deslocam-se até ao terreno do CD Feirense, em jogo marcado para as 11H deste domingo.  

2024-01-30

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Tramados pelos postes

O Estádio do Fontelo foi palco de um emocionante Dérbi Beirão, entre o Académico de Viseu e o CD Tondela, que terminou com um empate a uma bola. A primeira parte do jogo, deixou os quase 5000 espetadores presentes entusiasmados, mesmo que ambas as equipas tenham enfrentado dificuldades para criar oportunidades no último terço contrário. Aos 18 minutos, o Académico mostrou ao que vinha e, através de um canto batido por Gautier à esquerda do ataque, Samba Koné rematou de cabeça, dando a sensação de que teria sido com o pé, dada a força com que o esférico embateu na trave da baliza defendida por Ricardo Silva. O médio subiu ao terceiro andar, faltando-lhe uns meros centímetros para inaugurar o marcador, um cenário que acabou por não se verificar em nenhuma ocasião dos primeiros 45 minutos. Ainda assim, estava dado o primeiro sinal de perigo dos comandados de Jorge Simão. O Académico demonstrou ambição, mas o marcador permaneceu inalterado ao longo da primeira metade. Já o segundo tempo foi uma reviravolta em termos de intensidade, com ambos os conjuntos a adotarem um ritmo mais rápido e mostrando mais iniciativa no ataque. As defesas estiveram em destaque, frustrando as investidas dos setores ofensivos. Os primeiros minutos trouxeram mudanças táticas na procura pelo golo. Logo aos 52 minutos, Clóvis, “O canarinho” lançava um prenúncio do golo a chegar, rematando acrobaticamente para defesa apertada do guardião tondelense. Nessa busca incessante, foi o Académico de Viseu a quebrar o impasse, trazendo alguma justiça àquilo que havia sido o desenrolar do encontro. Aos 64 minutos, André Clóvis ganhou e cobrou uma grande penalidade, que não surtiu qualquer outra interpretação a quem viu bem o lance. Nas colunas do Fontelo ouvia-se “Live is Life”, nas comemorações do tento academista, numa comunhão perfeita com aquilo que os nossos adeptos sentiam nas bancadas: “Viver (este espírito viriato) é Vida”.   Contudo, apenas quatro minutos volvidos, Rui Gomes restabeleceu a igualdade. O CD Tondela beneficiou de um ressalto favorável dentro da grande área, confirmando a rasteira que o azar pregou ao Académico, que havia sido claramente mais perigoso na partida. A turma viseense iria responder aos 82 minutos, num objetivo pressing final, altura em que Marquinho encontrou (de novo) a falta de sorte na noite serrada da Mata do Fontelo. O remate do jovem médio assertou em cheio no poste direito de Ricardo Silva, ultrapassando depois a linha final. Olhavam os academistas para o céu, questionando os deuses sobre o que estavam eles a ditar. O empate a uma bola refletiu a igualdade de forças no emocionante Dérbi Beirão, mas não espelhou a superioridade academista quanto às grandes oportunidades do encontro. A vencer alguém, não há dúvidas que o Académico chegaria em primeiro à pole position. Apesar das tentativas dos viriatos, o marcador permaneceu inalterado até ao apito final, deixando os adeptos com a sensação de que assistiram a um confronto equilibrado,  mas injusto no seu resultado final. Ainda assim, são já oito os jogos seguidos a pontuar, tanto dentro como fora de campo. Foi um autêntico espetáculo da bola, aquele que os viseenses ofereceram ao Estádio do Fontelo. Obrigado, Viriatos.

2024-01-30

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“O segredo está em fazer neste jogo, aquilo que fazemos em todos os outros”

O mister Jorge Simão deu, ao início da tarde de hoje, a já habitual conferência de imprensa, de lançamento ao dérbi desta terça-feira, frente ao CD Tondela. Face às questões dos órgãos de comunicação social presentes, o técnico principal dos viriatos valorizou a rivalidade entre os dois emblemas, garantindo que a equipa entrará como se de um jogo normal se tratasse: “O segredo está em fazer neste jogo, aquilo que nós fazemos sempre em todos os jogos. Acresce o facto de existir uma carga emocional mais pesada, por ser um jogo com uma rivalidade enorme entre duas equipas muito próximas. Faz falta ter este tipo de confrontos mais vezes, porque quando há uma rivalidade tão grande como esta, mobilizam-se mais pessoas. Vamos enfrentá-los da mesma forma como abordamos todos os outros jogos”. Jorge Simão abordou ainda o horário da partida, assegurando que os jogadores têm de se adaptar a qualquer data e hora: “Eu preferia sempre jogar ao domingo à tarde, é o melhor dia e hora para se jogar. Compreendo as razões pelas quais os jogos são distribuídos ao longo dos dias, e dei a minha opinião que, como digo, conta pouco. As coisas são como são, e só temos de fazer o melhor que conseguimos adaptar-nos o melhor possível. Os horários têm que ser absolutamente indiferentes”. Já sobre o CD Tondela, o técnico dos viriatos reconheceu que a segunda liga é um campeonato muito equilibrado, reiterando a vontade de vencer em todos os jogos: “É uma boa equipa, com bons jogadores que já têm alguns anos de casa, e um ponta-de-lança muito maduro. Na segunda liga é tão difícil ganhar ao último classificado, como ao primeiro. O equilíbrio competitivo entre as equipas, é muito mais nivelado do que na primeira liga na primeira liga. O nosso foco vai ser igual a todos os jogos, só assim conseguiremos vencer”. O Académico de Viseu joga às 20H15 de amanhã, no Estádio do Fontelo, frente ao CD Tondela. A partida da jornada número 19 da Liga Portugal 2, terá arbitragem do árbitro Márcio Torres, da Associação de Futebol Viana do Castelo.

2024-01-29

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É Muito Mais que futebol

Ouse alguém dizer ou pensar o contrário. Se o fizer, pois então que leia esta crónica, com a atenção desmesurada de quem procura significado, encontrando-o onde nunca o viu. Por outro lado, se concordar com o seu título, disfrute desta exegese sobre o jogo em questão, como se de um apaixonado pelo desporto se tratasse. Porque isto, meus amigos, é mais do que um jogo, mais do que uma jornada, e muito mais que três pontos. Preparamo-nos para dar asas a um espetáculo de paixões ardentes e rivalidades antigas. Na próxima terça-feira, às 20H15, o palco sagrado do nosso Académico, receberá um confronto que transcende o simples jogo de futebol, para se tornar num novíssimo capítulo na história do Distrito de Viseu. Antes mesmo de a bola rolar, as sombras do passado emergem das páginas poeirentas dos anais desportivos. Remontemos a 1914: os ecos da Primeira Guerra Mundial reverberavam pelo mundo. No entanto, em terras beirãs, já nesse tempo esquecidas pelo poder do litoral, nascia um duelo distinto que concentrava a luta dos seus “soldados”, unicamente dentro das quatro linhas. Foi nesse ano que o Académico de Viseu disputou o seu primeiro jogo de sempre, dias após a fundação de tão ilustre instituição, datada de sete de junho. E não foi contra um mero adversário, mas sim frente a um grupo de jogadores, precisamente da região de Tondela. Realizado no antigo Campo da Ribeira onde, atualmente, ganha vida a Feira de São Mateus, e onde se perpetua a figura de Viriato, os academistas golearam os seus adversários (ainda que o resultado final seja desconhecido), dando início a um confronto no qual, até hoje, nunca sentiram o sabor da derrota. As sementes da rivalidade foram lançadas naquele momento inaugural, num jogo anunciado pela Comissão de Festas daquele ano, em honra a Santo António, criando as raízes profundas que prosperariam até os dias de hoje. O CD Tondela, antagonista por excelência, levantar-se-ia apenas em 1933, como o principal rival do Académico. Entre estes dois colossos, nasceu uma rivalidade que vai além dos pontos na tabela classificativa, rivalidade essa que conheceu, nos últimos anos, novos contornos de emoção e paixão pelo jogo, alavancados pelos caminhos de sucesso no futebol profissional, que ambos os emblemas trilharam. Passou a ser uma guerra de orgulho, uma batalha que transcende a métrica fria dos números. Este dérbi é a expressão máxima de uma intensidade que se alastra desde o pitoresco Fontelo, até às aldeias mais remotas do distrito. E na próxima terça-feira, quando as luzes do “Mini-Jamor” - como muitos lhe chamam - iluminarem os rostos fervorosos dos adeptos, o coração do Académico baterá mais forte. Nas bancadas, a emoção dos fiéis academistas será palpável. Cada grito e cada cântico, ressoarão como uma ode à história que une esta equipa a este povo. Os jogadores, herdeiros de um legado centenário, entrarão em campo não apenas como atletas, mas como guardiões de uma tradição. As chuteiras tocarão a relva com a reverência de quem sabe que está a escrever mais uma página, no épico livro da rivalidade viseense. Essa mesma que apenas pelo nome, dá a entender quem nela tem sido o protagonista de sempre. Neste palco de emoções, o Académico não joga apenas por três pontos na tabela. Joga pela honra, pelo orgulho que é ser parte da história mais antiga e que mais envaidece a Beira e o Interior. É mais do que um jogo, isto é um capítulo vivo de uma narrativa que se desenrola há décadas. Na terça-feira não interessa o registo atual das equipas, não interessam os últimos resultados nem o número de pontos ou a posição na tabela. Não interessa a divisão, não interessam as direções, interessa sim a história e esta rivalidade irracional que nos faz querer a vitória, como que se dela precisássemos para respirar. Que a bola role, que as emoções transbordem e que vença o Maior da Beira, o Maior do Interior…porque esse, todos nós já sabemos quem é.

2024-01-28

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Lição bem estudada dá nota 2(-)0

Em terra de estudantes, como já havíamos referido na passada crónica de antevisão, o Académico de Viseu tinha de chegar com o estudo em dia, sem atrasos ou faltas de “material”. Isto, porque a equipa que se colocava no horizonte, fazia-nos frente com um trunfo importante: três vitórias seguidas no Estádio Cidade de Coimbra, a sua casa emprestada. Por isso mesmo, e avisados dos perigos de um conjunto a precisar de pontos, os viriatos entraram em campo em estado de alerta e, acima de tudo, com a confiança em alta (não fossem os seis jogos consecutivos sem derrotas). Nas mentes academistas, brilhava um outro objetivo imediato, que se distanciava a apenas uma vitória: caso conquistassem os três pontos, os viseenses assumiam de forma isolada, o sétimo lugar da classificação, ultrapassando o FC Paços de Ferreira e pressionando a carruagem da frente. Vamos então ao jogo. No silêncio ensurdecedor do Cidade de Coimbra, que entre os presentes fez recordar os tempos da pandemia de Covid-19, a partida entre Académico e Länk iniciou-se com um ritmo moderado e, consideravelmente, equilibrado. Ainda assim, a diferença qualitativa entre os dois oponentes foi, desde cedo, bastante evidente, mesmo que o conjunto de Jorge Simão não tenha sido capaz de, logo no início, demonstrar tal facto. Com alguma dificuldade em impor-se, o Académico conseguiu conter o ímpeto adversário dos primeiros 20 minutos, passando a partir daí, a controlar as hostes do encontro. À passagem do minuto 41, surgiu o primeiro grito de guerra da armada viriata na cidade estudantil. Com recurso aos resumos que fizeram de cada treino passado, os “homens da bola” de Viseu ao peito, desenharam uma jogada que combinou engenho e alguma sorte. Gautier cobrou um canto curto à direita do ataque, para o canarinho em ascensão Iuri Araújo gritar em alto e bom som: “Marquinho”. Como um aluno empenhado em entregar o trabalho a tempo, o jovem brasileiro recebeu do compatriota, e à entrada da grande-área rematou de primeira (com o corpo em posição exemplar), sendo feliz no desvio que levou a redondinha a entrar na baliza. Festejava assim a quase centena de adeptos beirões que se deslocaram até Coimbra. Sem nunca permitir ao Länk uma verdadeira chance de golo, a turma viseense manteve a toada de superioridade, chegando ao segundo com apenas 10 minutos da etapa complementar. Foi com sotaque brasileiro que se reescreveu, novamente, o balançar das redes da baliza minhota. André Clóvis bombeou para a entrada da grande-área, onde Gautier viu a chegada de Marquinho. O extremo francês amorteceu de cabeça e o jovem médio aplicou o pé esquerdo, para de primeira bisar e soltar a festa na bancada destinada aos academistas. Estava feito o resultado final, e escrito mais um capítulo bonito para guardar nos futuros livros do Académico: com esta vitória, o clube beirão completa um total de 600 jogos na segunda liga, assinalando a incrível marca de 200 vitórias, dentro delas 50 fora de casa. Não é para todos... Quanto ao presente, são agora sete os jogos consecutivos a pontuar, numa sequência que nos eleva até ao sétimo posto da classificação. Este começo positivo da segunda volta do campeonato, aguça o apetite para a jornada já por si saborosa que aí vem: a receção ao eterno rival, o CD Tondela, com quem mantemos até hoje 100 de invencibilidade. O caminho é longo, mas iremos fazê-lo juntos. #SomosViriathus

2024-01-19

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“Espero que consigamos arrastar alguns academistas até Coimbra”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida desta sexta-feira, que leva o Académico de Viseu a deslocar-se a Coimbra, para defrontar o Länk Vilaverdense. Na abordagem à jornada que marca o arranque da segunda volta do campeonato, o técnico principal da turma beirã falou de um recinto “estranho” às duas equipas, mostrando-se confiante em ver uma boa massa adepta vinda de Viseu: “Acaba por ser um estádio que não é de uma, nem de outra equipa, mas é um facto que já não vai ser a primeira vez que eles vão lá jogar. Seguramente que se vão sentir mais confortáveis ao contrário de nós, que vamos lá jogar pela primeira vez este ano. Sobre a mobilidade dos adeptos, ganhamos na distância, mesmo que a hora do jogo e o dia da semana não sejam muito propícios para as pessoas conseguirem ir até Coimbra. Ainda assim, espero que consigamos arrastar alguns academistas até Coimbra”. O treinador do Académico de Viseu alertou para os perigos de se facilitar, perante uma equipa em lugares de descida: “Seria um erro gravíssimo olharmos para o Länk como uma equipa nos lugares de descida. Nós olhamos para o adversário como uma equipa que ganhou os últimos três jogos em casa, e é isso que tem de estar na nossa cabeça, na abordagem mental para um jogo como este. É algo que faz toda a diferença, na forma como nos podemos posicionar para o jogo. Como é óbvio, será uma luta grande”. Questionado sobre as prestações das equipas de juniores e de sub-23, Jorge Simão admitiu que alguns dos jovens academistas têm sido chamados aos trabalhos do plantel principal, reforçando a ideia de que irão existir futuras subidas ao mesmo: “Tenho acompanhado a equipa sub-23 e a de juniores. Pontualmente, temos trazido alguns jogadores da equipa sub-23 aos treinos, e tenho na minha cabeça muita vontade de poder fazer subir mais um ou dois jogadores. Já sei perfeitamente os momentos e os nomes para tal, mas não será no imediato”. O Académico de Viseu joga no Estádio Cidade de Coimbra, casa emprestada do Länk Vilaverdense, às 18h de amanhã, em partida referente à 18ª jornada da Liga Portugal 2. que terá arbitragem do juiz Gonçalo Neves, da Associação de Futebol de Lisboa.

2024-01-18

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À Conquista de "Coimbra"

Na ilustre e boémia Coimbra, as expectativas viseenses percorrem as margens do majestoso Rio Mondego, prontas para desaguar no estádio ao qual a cidade dá nome. É sexta-feira, são 18 horas, e a “Magia do Académico” prepara-se para se desdobrar na jornada número 18 da Liga Portugal 2. Os protagonistas desta narrativa desportiva são o Académico de Viseu FC e o Länk Vilaverdense, duas equipas destinadas a transformar o relvado do Cidade de Coimbra, num campo de discussão de pontos. No epicentro desta antecipação, destaca-se o Académico de Viseu, cujo percurso recente é uma sinfonia de triunfos e resiliência. Uma série invencível estende-se por seis jogos consecutivos, erguendo-se como um escudo impenetrável. Cada vitória e cada ponto não é apenas uma conquista; é a celebração do espírito indomável, da força coletiva que une jogadores e adeptos, numa simbiose academista vibrante. Nos últimos oito encontros, fomos apenas batidos num deles, condição que comprova a crescente melhoria de rendimento, prestações e resultados. Ao entrar na segunda volta deste campeonato apaixonante, o Académico de Viseu não é apenas um participante; é um artífice do destino desportivo. O seu desempenho não é apenas estatístico; é uma narrativa em construção, um capítulo que se desdobra perante os olhos atentos de uma cidade que pulsa com paixão pelo futebol. Coimbra, capital dos estudantes, torna-se o epicentro deste confronto. O Estádio Cidade de Coimbra, testemunha silenciosa de históricas batalhas futebolísticas, prepara-se para acolher o duelo entre dois emblemas que na cidade não têm raízes. As ruas estreitas e os edifícios históricos, permeados pela tradição da Associação Académica de Coimbra, tornam-se o pano de fundo onde os sonhos desportivos das competições profissionais ganham vida. De um lado, a manutenção; do outro, os olhos postos lá em cima. Beirões e Minhotos voltam a encontrar-se na cambalhota do calendário, num duelo que é apenas editado pela segunda vez na história. Na primeira, de memória azeda para os Viriatos, Académico e Länk empataram a uma bola no Fontelo, naquele que foi um arranque de campeonato aos tropeções. Cinco meses volvidos, a turma minhota apresenta-se novamente em “casa” (emprestada), após importante triunfo na última jornada do campeonato, frente ao CD Feirense. Quando em confronto direto com algum dos participantes na luta dos aflitos, onde todos os pontos interessam, os perigos e desafios adensam-se, comandados pelo desespero adversário de tirar a corda do pescoço. Para quem já lá andou em temporadas passadas, poucas são as memórias positivas e vivas são as recordações da vontade irracional de pontuar. Com respeito, entendemos a posição de quem nos enfrenta, mas seguimos focados num único desejo: vencer. Que o Académico de Viseu, impulsionado pela recente série invicta, encontre na atmosfera única de Coimbra, ainda que despida do seu verdadeiro significado, a testemunha vitoriosa deste duelo.

2024-01-16

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Um ponto na Madeira em regime “Mea Culpa”

Foi nesta tarde solarenga do janeiro madeirense, que o Académico de Viseu empatou a uma bola em casa do CS Marítimo. Cientes do momento de invencibilidade que conseguiram aumentar, os Viriatos saíram da ilha com um sabor agridoce quanto à divisão de pontos. Perante uma equipa bem organizada, o Académico assumiu o primeiro lote de despesas no encontro, posicionando-se no seu meio-campo ofensivo nos primeiros dez minutos de jogo, criando alta pressão sobre a defensiva contrária e o portador da bola. Aos 11 minutos, após excelente recuperação alta, Yuri Araújo (de regresso à titularidade) recebeu uma bola pré-simulada com classe por Clóvis, para se isolar perante o guardião maritimista. No entanto, o brasileiro tocou para o lado, preterindo o passe ao remate, perdendo a primeira grande oportunidade nos Barreiros. Apenas quatro minutos depois, a dupla canarinha voltou a mostrar as armas do exército viriato, quando Clóvis descobriu Yuri nas costas da defesa, bombeando o esférico para a entrada direita da grande-área. O extremo chutou de primeira, para defesa a dois tempos de Abedz. Nunca permitindo muita posse de bola ao Marítimo, a turma de Jorge Simão chegou à primeira meia hora por cima, com mais ascendente atacante e muito mais forte nos duelos. Aos 39 minutos, o primeiro grito academista soou na Ilha onde se fala “à madeirense”, mas com sotaque brasileiro. Igor Milioransa arremessou longo um lançamento na projeção da grande área insular, onde o capitão André Almeida penteou a redondinha nas alturas, para Clóvis fazer de cabeça o 0-1. Os primeiros 45 minutos chegariam ao fim pouco depois, com uma clara justiça no marcador. No arranque da segunda parte, com ascendente natural do conjunto da casa, os academistas mantiveram-se coesos, privilegiando a posse de bola atrás e as triangulações quase sempre certeiras no miolo do terreno. Aos 52 minutos, Samba Koné foi incisivo ao entrar na metade atacante, rematando forte à entrada da grande área, mas ligeiramente ao lado do poste esquerdo da baliza. À entrada para a última meia-hora, os madeirenses conquistaram duas boas ocasiões de perigo junto às redes de Grill, que ainda assim não teve grande trabalho fora dos postes. Já sem Samba Koné em campo, expulso por duplo amarelo, o Marítimo chegou ao empate aos 78 minutos, através de um livre direto marcado por Lucas. Mesmo com apenas 10 unidades, o Académico foi capaz de aproximar-se diversas vezes da baliza do Marítimo, numa fase terminal do jogo, totalmente partida entre os ataques de ambas as equipas. Mal batido no golo do empate, Domen Grill redimiu-se aos 89 e aos 90 minutos, ao fazer duas enormíssimas defesas, que mantiveram o empate a uma bola. Fica, como dissemos no início, um sabor agridoce quanto ao resultado. Ainda que reconhecendo o valor e as oportunidades do adversário, ficam na retina vários momentos, nos quais a turma beirã poderia ter colocado, ainda mais em evidência, a superioridade que conseguiu atingir. O domínio do meio-campo, as excelentes transições e a coesão defensiva, perante uma das melhores equipas do campeonato, foram notórios. Ainda assim, são agora seis os jogos consecutivos a pontuar, e esse mérito já ninguém nos tira. Avante, Académico. Sexta-feira há mais.

2024-01-14

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“Poderíamos ter ganhado este jogo”

O Académico de Viseu empatou a uma bola frente ao Marítimo, na primeira de duas deslocações desta época ao Arquipélago da Madeira. Em reação ao 1-1 da 17ª jornada da Liga Portugal 2, o técnico principal dos beirões, Jorge Simão, elogiou a primeira metade da equipa, assumindo que no segundo tempo o Académico deveria ter sido melhor: “Na verdade foi uma primeira parte com muita qualidade da nossa equipa, totalmente personalizada. Já a segunda não teve muitas semelhanças com a primeira. Não nos podemos esquecer que estamos a jogar na casa do Marítimo, que está passar uma fase difícil nos seus resultados mais recentes. Da minha boca nunca saíram palavras de “agora vamos defender o resultado, antes pelo contrário. Aquilo que eu disse aos jogadores ao intervalo foi que precisávamos de marcar um golo para ganhar este jogo. O que acaba por explicar a segunda parte, talvez seja uma reação natural da equipa do Marítimo, associada ao facto de nos ter faltado bola para organizarmos o nosso ataque, para respirarmos. A tendência da segunda parte passou a ser defendermos, o que confesso que me desagrada”. Jorge Simão reconheceu ainda que os viriatos poderiam ter vencido a partida e que, mesmo a jogar com menos um jogador, poderiam ter regressado à dianteira do marcador: “Considero que poderíamos ter ganhado este jogo, e os jogadores também têm este sentimento. Não houve manifestações de regozijo no balneário no fim do jogo, pelo contrário estavam cabisbaixos pelo resultado. É algo que me agrada, porque aquilo que eu quero incutir na mentalidade destes rapazes é: ganhar. Se for preciso defender, pois que assim seja e que consigamos segurar a nossa vantagem. Queria dizer outra coisa: depois do lance expulsão e do golo, mesmo com 10 foi o nosso melhor período da segunda parte. Isto traduz a vontade que os jogadores tinham de ganhar, tivemos aproximações com muito perigo”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 23 pontos. Com o término da primeira volta do campeonato, o emblema viseense mantém o nono lugar com que entrou nesta jornada. Na próxima ronda, os academistas deslocam-se até Coimbra, para defrontar o Länk Vilaverdense.

2024-01-14

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“Cada jogo é uma nova oportunidade para procurarmos fazer o melhor e ganhar”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida deste domingo, que leva o Académico de Viseu a deslocar-se à Ilha da Madeira, para defrontar o CS Marítimo. Perante as questões dos órgãos de comunicação social, o treinador principal do Académico de Viseu abordou os momentos distintos das duas equipas, assumindo que os mesmos não terão, a seu ver, qualquer impacto no decorrer do jogo: “Independentemente daquilo que são os resultados recentes quer de uma, quer de outra equipa, acho que são coisas que não trazem nenhuma tendência para o jogo. Cada jogo escreve uma história nova, e cada jogo é uma nova oportunidade para procurarmos fazer o melhor e ganhar. Apesar de nós virmos num ciclo positivo, e apesar do Marítimo vir de uma derrota na Taça de Portugal, nenhum destes factos influenciará o que se passará amanhã. Para mim, o que falta da próxima época é só até amanhã, é o jogo com o Marítimo. Não consigo pensar para além deste jogo”. Jorge Simão explanou ainda quanto à abertura do mercado de transferências, admitindo que está contente com o plantel, mas assegurando que nenhuma boa oportunidade será descorada: “Eu estou satisfeito com os jogadores que tenho à minha disposição. No entanto, nenhum treinador do mundo poderá dizer que, quando o mercado está aberto, não espera que possa acontecer alguma coisa. Apesar de estar satisfeito com os jogadores, o mercado é sempre uma janela de oportunidade, mesmo que não estejamos à procura de nenhum jogador ou de uma posição em específico. Estamos atentos àquilo que se passa no mercado e, até ao dia 31 de janeiro, estamos atentos àquilo que possa surgir”. O Académico de Viseu joga no Estádio do CS Marítimo, às 15:30H de amanhã, em partida referente à 17ª jornada da Liga Portugal 2, que terá arbitragem do juiz Bruno Pires Costa, da Associação de Futebol de Viana do Castelo.

2024-01-13

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Há sempre uma primeira vez para tudo

Num rincão onde o Oceano Atlântico acaricia a terra com ternura, onde o balancear das ondas sussurra segredos de uma ilha abençoada, o Académico de Viseu prepara-se para aterrar num avião que transporta uma maré de vitória, confiança e união. É neste cenário idílico, que o próximo domingo reserva um espetáculo futebolístico que coloca em confronto o Académico de Viseu FC e o CS Marítimo, num duelo que transcende o relvado, tecendo uma história única na Jornada 17 da Liga Portugal 2. O Académico, qual poema declamado entre as Serras do Distrito que o rodeiam, chega a este confronto com a determinação de quem carrega nos ombros o orgulho de uma região. Viseu, cidade de história rica, onde os estudantes tecem sonhos entre livros e tradições, reflete agora a força de um clube que procura o triunfo, como quem parte numa demanda incessante por conhecimento. Na bagagem, os valentes Viriatos trazem uma série de cinco rondas consecutivas a somar pontos, onde venceram por três ocasiões e empataram em duas outras. É nesta sequência vitoriosa que os beirões basearam o seu salto na tabela classificativa, onde ocupam a nona posição, lugar que lhes permite abrir o alçapão onde espreitam, sorrateiramente, os postos da dianteira. Assim, quase de mansinho, traçam a caminhada que os Deuses do futebol os ajudarão a cumprir. As árvores dos jardins do Fontelo, testemunhas silenciosas de tempos passados, agitam-se agora ao ritmo das esperanças dos nossos adeptos, à medida que a equipa se prepara para esta dura jornada insular. Neste fim de semana, o mítico Fontelo ficará silencioso, sossegado e tranquilo, enquanto os rapazes que dele fazem Rei viajam, longinquamente, em busca de um regresso que lhes permita presentear a sua casa com pontos. O caminho será inóspito e capaz de testar ao máximo todas as energias que levamos. Na memória, ficam os oito confrontos passados, nos quais o Marítimo quase sempre levou a melhor. São cinco derrotas e três empates, num histórico de encontros que não é reeditado desde 1989, ou seja, que não conhece de forma alguma, a realidade atual destes dois emblemas, diametralmente oposta à dessa geração. Além disso, e como diz o velho ditado: “Há sempre uma primeira vez para tudo”. No presente, os madeirenses levam uma série de três jogos sem vencer, mas também uma vantagem pontual e classificativa perante o Académico, ocupando o quarto lugar do campeonato, com 27 pontos.   A Ilha da Madeira, pérola do Atlântico, é mais do que um mero palco para este confronto. É o canto das sereias que ecoa nos ouvidos dos nossos jogadores, desafiando-os a conquistar a vitória, sob o olhar atento do verde exuberante das serras e do azul profundo do oceano. Na cabeça, o pensamento é um só: Queremos Vencer. Força, Viriatos.

2024-01-12

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"A História dos Três Reis Magos". Por: Académico de Viseu

Os Três Reis Magos: O ouro A camisola, O incenso O golo e A mirra A vitória Reza a lenda que Baltasar, Gaspar e Belchior acorreram rapidamente a Jerusalém, vindos do Oriente, assim que souberam do nascimento de Cristo, “Rei dos Judeus”. Pois foi numa demanda idêntica e apressada, que os academistas se deslocaram nesta tarde/noite ao Fontelo, assim que souberam do regresso da sua equipa a casa. Naquele que foi o primeiro jogo no ano civil de 2024, as expectativas para dar continuação à conquista dos três pontos em Matosinhos, levaram ao Mítico Fontelo quase 1300 pessoas. Empolgados, os viseenses foram surpreendidos por uma “Estrela” até agora desconhecida, que os guiou até ao seu sagrado Estádio: em ano de comemoração do 110º aniversário do clube, foi estreada a nova camisola principal do seu Académico. Preenchido pelo negro que caracteriza a bravura e raça beirãs, o novo manto dos viriatos carrega consigo o “oiro” da história academista, marcada pelos áureos sucessos, mas também pelas cicatrizes fundas que fazem deste, o maior representante não só do centro, como de todo o interior do país. O lançamento da nova camisola, que substitui aquela que nos levou às fases decisivas de duas taças, e que nos acompanhou no sonho pela subida até aqui, não desfraldou os olhos de quem a contemplava, vidrando-os nos seus detalhes singulares repletos de requinte, charme e classe. É esta a pele que iremos passar a vestir, que nos encaminhará ao sucesso e que nunca nos deixará sozinhos. Dentro de campo, a bola foi renhida. Duas equipas já conhecidas das andanças desta época, procuravam dois objetivos diferentes: o Académico chegar ao quinto jogo sem perder; a União terminar com o ciclo sem vitórias. Tirando o cenário de divisão de pontos, apenas uma chegaria a alcançar os seus desejos em pleno Dia de Reis. Desperdiçando algumas oportunidades em ambas as metades, os bravos viriatos em campo fizeram os roedores de unhas presentes nas bancadas, aguardar pelos 81 minutos para se levantarem da cadeira, indultando o aroma do “incenso” que o Rei Soufiane trazia no seu pé esquerdo. Perfumando o Fontelo de alegria e festa, não foi sozinho que Messeguem criou a jogada do encontro: comecemos pelo ponta de lança André Clóvis, que rápido e ágil, trabalhando arduamente na pressão da equipa, obrigou Pawel Kieszek a despachar a bola para lá da linha lateral. O defesa Igor Milioransa pegou rapidamente no esférico, lançando-o para a torre do meio-campo, Samba Koné, que tocou na frente para o titular Marquinho: o brasileiro viu o buraco na marcação, dando no corredor central para o distribuidor alemão. Foram precisos apenas quatro toques na bola: um para receber, outros dois para ajeitar e tirar o adversário do caminho, e um quarto que guardava atrás de si um senhor canhão . Na bitola dos 25 metros, encheu-se de fé e não negou a mensagem que recebeu dos céus, para enviar a redondinha direta ao ângulo superior da baliza leiriense. Golo da jornada? Golo do mês? Não interessa, foi um autêntico “Großartiges Tor” ou, em bom português: um golaço.  

2024-01-07

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“Trabalhamos para ser o orgulho dos viseenses”

O mister Jorge Simão deu, ao início da tarde de hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida deste sábado, frente à UD Leiria. Em resposta às perguntas dos órgãos de comunicação social, presentes na sala de conferências de imprensa do Estádio do Fontelo, o técnico principal do Académico começou por abordar o segundo encontro entre as duas equipas, na presente temporada, relembrando que já muito se jogou desde a partida da Taça de Portugal: “Nós vimos o jogo da Taça, para estudarmos o adversário, mas se o conhecimento fosse linear e se traduzisse em vitórias, ganhava sempre quem estuda melhor e quem conhece melhor a outra equipa.  Já defrontei ex-equipas minhas imediatamente a seguir, e isso não significa que se possa traduzir em vitória. Esse jogo é passado, há muita água que correu desde então, e há muita coisa que mudou. Obviamente, amanhã espero que a história seja diferente”. Jorge Simão analisou ainda o momento de ambos os conjuntos, reforçando que não acredita que tal tenha grande influência no decorrer do encontro: “Tal como não acredito que o conhecimento se pode traduzir em vitória, a forma de ambas as equipas também não. Claro que se pode traduzir numa melhor preparação, numa melhor perceção daquilo que vai acontecer no jogo. Tenho ouvido alguns treinadores desta divisão, a dizer várias vezes que esta é uma liga onde qualquer equipa pode perder com qualquer outra, isto sem grande surpresa. E eu digo “ainda bem que é assim”, porque acho que um campeonato, no qual o nível competitivo entre as equipas é mais próximo, torna-se muito mais aliciante não só para quem joga, mas também para quem vê”. Tomando como ponto de partida uma das missivas presentes no balneário, o técnico academista lançou as bases para trazer cada vez mais viseenses ao Fontelo: “Eu dedico-me completamente a este clube e aos jogadores que com quem trabalho, para que consigamos estar perto das vitórias, que é aquilo que nós queremos. Eu recordo uma frase que está escrita aqui numa da parede do nosso balneário: “Trabalhamos para ser o orgulho dos viseenses”. Eu acho que esta é uma expressão muito curiosa, porque se nós conseguirmos devolver o orgulho as pessoas que gostam de nós, o orgulho de vir aos jogos e de se sentirem representados naquilo que nós fazemos dentro do campo, eu acho que é algo sublime”. O Académico de Viseu joga às 18H de amanhã, no Estádio do Fontelo, frente à UD Leiria. A partida da jornada número 16 da Liga Portugal 2, terá arbitragem do árbitro Miguel Nogueira, da Associação de Futebol de Lisboa.

2024-01-05

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Ano Novo, as mesmas vontades

No crepúsculo do último ano, quando as doze badaladas ecoaram como um sussurro de esperança, a nação academista abraçou a promessa de um novo ciclo. Com o despontar do sol do primeiro sábado do ano, a cidade de Viseu respira a energia renovada de 2024. As árvores nuas, testemunhas silenciosas do inverno, parecem sussurrar ao vento os segredos que o novo ano traz consigo. Eis que se ergue, envolto das mesmas, o Estádio do Fontelo, templo de emoções futebolísticas, pronto para receber o duelo entre o Académico de Viseu FC e a UD Leiria. Às 18H, enquanto o sol se prepara para abandonar o palco, dando lugar à sua irmã Diana, a capital da Beira-Alta vestirá as cores das suas paixões, e o Fontelo será o palco onde se iniciará o percurso dos Viriatos no ano do seu 110º aniversário. O Académico, qual fénix renascida, busca no novo ano a resiliência para superar desafios, e erguer-se na tabela classificativa, balanceada pela vitória forasteira no último jogo de 2023. A esperança dos academistas, como estandartes flamejantes, paira no ar, enchendo os corações de fervor e fé na reviravolta. Do outro lado, a UD Leiria, com olhos postos no horizonte, já disse a todos nós que em Viseu quer pontuar, após já ter saído do Fontelo vitoriosa, no jogo da Taça de Portugal, em outubro passado. Essa foi, curiosamente, apenas a terceira vez na história, que os unionistas venceram em Viseu, num duelo que se repete desde 1970. Em 28 jogos, os beirões somam nove vitórias, frente a 13 derrotas e seis empates, sendo que nos últimos sete encontros em casa, apenas foram derrotados por uma vez (a tal da presente temporada, a contar para a prova rainha). Um outro ponto positivo deste embate, prende-se com o facto de ambas as equipas chegarem à 16ª jornada em momentos distintos: os Viriatos não são derrotados há quatro jogos, sendo que só perderam uma das últimas seis partidas; já de Leiria, chega um coletivo que não vence há três rondas seguidas, numa série de apenas uma vitória nos últimos cinco jogos. A teoria vale o que vale, e o futebol já tão bem nos ensinou que o passado pouca influência tem, quando a bola começa a rolar. A cabeça dos jogadores fica limpa, e o acontece dentro das quatro lindas, só aos Deuses do futebol pertence, eles mesmos que escrevem uma nova história a cada novo apito inicial do árbitro. A multidão retém a respiração, e o Fontelo transforma-se no epicentro de emoções contidas. Cada passe é um suspiro de possibilidade, cada defesa um ato heroico. Ansiosos por um recomeço que os faça continuar a vibrar por Viseu, os academistas acorrem em massa ao cerne da sua nação, onde se reúnem com os companheiros, de cachecol ao pescoço e de voz recomposta para gritarem pelo seu Académico. Isto porque o ano até pode ser novo, mas a nossa união é centenária.

2024-01-03

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Maresia de três pontos

Sabendo da presença do Oceano Atlântico, na primeira fila do seu jogo desta manhã, a equipa principal do Académico de Viseu entrou no Estádio do Mar, casa do Leixões, com o pensamento focado numa só missão: terminar 2023 em beleza, com a conquista da primeira vitória forasteira do campeonato. E com uma boa entrada na partida, tentando impor o seu jogo num dos recintos mais hostis da Liga Portugal 2, os comandados de Jorge Simão partiram na frente do marcador, com direito a obra de arte. Gautier, ainda bastante longe da baliza leixonense, bateu um livre direto às redes do guardião Ricardo, que ainda se esticou, mas não conseguiu impedir o primeiro golo viseense na partida. Decorria o minuto nº 23 dos primeiros 45 minutos, e a quase centena de adeptos academistas em Matosinhos, saltava como uma mola para festejar o início do triunfo desta manhã. Entregando as despesas do encontro ao adversário, a turma beirã teve ainda várias ocasiões para dilatar a vantagem, uma delas pelo interveniente do primeiro golo: Gautier, ainda dentro da primeira metade, rematou cruzado ao poste esquerdo de Ricardo, numa bola que ainda sobrou para Samba Koné, que surpreendido não conseguiu finalizar o lance. Já na segunda parte do jogo, à passagem dos 58 minutos, Adriano Amorim (inspirado por Gautier) fez também um golo de belo efeito, reestabelecendo a vantagem algo injusta no marcador. Cientes da sua missão, e impulsionados pela boa exibição até então realizada, os bravos Viriatos não deitaram a toalha ao chão, e juntaram-se para não concederem a reviravolta ao Leixões. Saindo das transições, aproveitando a velocidade nos corredores, o Académico fecharia o resultado perto da entrada no último quarto de hora. Aos 74, aquele que viria a ser considerado o homem do jogo (Gautier, quem mais?) assistiria, com uma bola rasteira que percorreu toda a grande área matosinhense, para Marquinho (entrado no decorrer da partida) fazer, a meias com o defesa Rafa Vieira, o 1-2 final. Com a primeira vitória conquistada fora de portas, nesta edição da Liga Portugal 2, os academistas celebraram o término dos compromissos em 2023, partindo revigorados e confiantes para o que 2024 terá para nos oferecer. À nação viseense que se deslocou ao norte do país, deixamos uma palavra especial: obrigado pelo vosso apoio, reencontramo-nos em 2024, juntos como sempre. Bom ano, e Viv’O Académico de Viseu.

2023-12-30

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“É um jogo para ir à luta e conquistar os 3 pontos”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã de hoje, a conferência de imprensa de antevisão à partida deste sábado, frente ao Leixões SC. Perante as questões dos órgãos de comunicação social, o treinador do Académico de Viseu começou por projetar um jogo em que quer vencer, mas que não considera de fácil exigência: ”Está para nascer o primeiro treinador, que dirá que vai ter um jogo fácil e que não quer pontuar. Preparámo-nos para ganhar, com grande foco naquilo que são os nossos comportamentos, naquilo que nós queremos que aconteça dentro do campo. É um jogo para ir à luta e conquistar os 3 pontos”. O treinador academista abordou também a chamada de alguns viriatos, às seleções nacionais, considerando que é algo natural, e que irá oferecer oportunidades a quem não tem jogado tanto tempo: “Na verdade, esse é um problema que se coloca a seguir a este jogo. Não há nenhum clube que fique descontente quando tem jogadores seus, a representarem as respetivas seleções. É uma coisa boa, as coisas são como são e assim valorizamos os nossos jogadores, por terem a possibilidade de representar as seleções nacionais. Vão decerto abrir-se espaços para outros jogadores aparecerem, porque vamos continuar a jogar com 11.  O plantel não só os 11 que jogam, mas sim os 24 jogadores de campo mais os guarda-redes, que treinam diariamente. O Académico de Viseu joga no Estádio do Mar, às 11H deste sábado, terreno do Leixões SC. A partida referente à 15ª jornada da Liga Portugal 2, terá arbitragem do juiz Cláudio Pereira, da Associação de Futebol de Aveiro.

2023-12-29

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Mar à vista

No cenário pitoresco e fervoroso do Estádio do Mar, onde o sal do oceano dança com o aroma da relva, Académico de Viseu e Leixões comprometem-se a desenrolar um espetáculo de futebol, que promete envolver corações e manter viva a história competitiva que os unem. No próximo sábado, às 11 horas, os dois emblemáticos clubes dão entrada na 15ª jornada da Liga Portugal 2, a última do ano civil de 2023. O Estádio do Mar, como um anfiteatro à beira-mar plantado, aguarda o confronto com uma mistura de ansiedade e excitação. As ondas quebram suavemente nas cercanias, como uma sinfonia que prenuncia a chegada de dois colossos prestes a batalhar. Os viseenses, fiéis na jornada do seu clube, preparam-se para viajar pela última vez num ano cheio de emoções fortes, no qual foram muitos os quilómetros que percorreram atrás do seu Académico. Do nosso lado, a estratégia é como a arte da navegação em águas desconhecidas, através da qual tantas vezes colhemos frutos longe de casa, longe do Fontelo. Afastados dos cheiros da Capital da Beira, os Viriatos, como tripulantes destemidos, seguem as orientações do seu timoneiro Jorge Simão, em busca do caminho para o sucesso. O desafio no Estádio do Mar, é uma oportunidade de mostrar a perícia e alcançar um lugar de destaque na tabela, que não só dignifique mais o emblema que trazemos ao peito, como também nos faça entrar no novo ano renovados e com ambições de manter a senda de pontuar. Naquele que é o antepenúltimo encontro da primeira volta do campeonato, há nova viagem à casa duma das instituições, com a qual temos um dos confrontos mais reeditados da nossa história. São já 41, o número total de jogos em que Académico e Leixões se defrontaram, desde 1953. Marcado pelo equilíbrio, este duelo resultou em 12 vitórias beirãs, contra 16 derrotas e 13 empates. Aliás, prova disso mesmo são os últimos seis jogos entre os dois emblemas, nos quais os resultados falam por si só: dois empates e duas vitórias para cada lado. A rede academista está lançada ao Mar, em busca de novos espécimes que sejam capazes de alimentar a nossa fome de vencer. Para Matosinhos, parte uma comitiva de bravos navegadores, que tentam repetir o feito alcançado nas últimas duas ocasiões em que navegaram estas águas: ganhar. E assim lutando, todos queremos que a Nau viseense, erguida pelas velas que carregam o emblema academista, regresse ao porto do Fontelo carregada de esperanças, vitória e otimismo. Em frente, Viriatos.

2023-12-28

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“Foi um jogo equilibrado em termos de domínios territoriais”

O treinador-adjunto da equipa profissional de futebol do Académico de Viseu, João Correia, fez o rescaldo à partida frente ao Torrense, na qual os viriatos empataram a zero bolas. No final do jogo, o técnico academista realçou o equilíbrio entre as equipas, admitindo que a entrada da equipa poderia ter sido mais consistente: “Foi um jogo equilibrado em termos de domínios territoriais, julgo que a diferença esteve em que o Torrense foi mais agressivo no último terço, e nós não conseguimos sê-lo. As coisas no início não começaram a sair-nos bem, com passes errados e com falta de clarividência, algo que acabou por retrair a equipa”. João Correia reforçou a falta de agressividade nas transições ofensivas, diagnosticando alguns ajustes a fazer em breve: “Defensivamente, estivemos muito coesos, e é de ressalvar o facto de conseguimos manter a baliza a zero. Ofensivamente, reforço que fomos pouco agressivos no último terço, julgo que foi isso que faltou. É um processo que demora o seu tempo, e estamos convictos que iremos corrigir, visto que são apenas precisas pequenas afinações. Não é nada de extraordinário, os jogadores têm de perceber os momentos nos quais podem vir buscar a bola no apoio, ou quando têm de procurar a bola na profundidade”. O treinador-adjunto dos viriatos alertou ainda para a dificuldade de pontuar na segunda liga, valorizando o ponto conquistado frente ao Torreense: “Seria extraordinário ganhar sempre, mas não ganhando, temos de pontuar. Este é um campeonato muito competitivo, as equipas são muito equilibradas e estes pontos podem, no final, colocar-nos num patamar diferente na tabela”. Com este empate, o Académico de Viseu soma mais um ponto da classificação da Liga Portugal SABSEG. Os viriatos ocupam, provisoriamente, o 12º lugar da tabela, e têm novo desafio no próximo dia 30 de dezembro, no qual se deslocam ao Estádio do Mar, para defrontar o Leixões SC.

2023-12-16

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Deserto de oportunidades no último jogo do ano em casa

No arranque da jornada 14 da Liga Portugal 2, Académico de Viseu e Torreense empataram no Fontelo, numa partida que não foi de todo pródiga em oportunidades. O desfecho com um nulo no resultado, reflete de maneira precisa o que se desenrolou esta manhã, num confronto marcado por poucas oportunidades, no qual ambos os guardiões serviram mais de espectadores que de intervenientes. Nos primeiros 45 minutos, a escassez geral de aproximações às balizas, foi reflexo de um ritmo bastante reduzido, com inúmeras perdas de bola de parte a parte, nas quais a redondinha acabou por ser excessivamente “mastigada” a meio-campo. O equilíbrio dominou as hostes do encontro, que ainda assim chegou para Pipe Gómez ameaçar por duas vezes a baliza de Domen Gril. A grande oportunidade viseense, chegou aos 26 minutos, quando Daniel Labila apareceu à entrada da pequena área (assistido por Gautier), onde por pouco não fez o primeiro. O defesa Joãozinho “tirou o pão da boca” do avançado academista, desviando para canto. Já na etapa complementar, o regresso dos balneários trouxe algumas melhorias, no que às transições defensivas diz respeito. Académico e Torrense tentaram focar-se mais no contra-ataque, no entanto as duas linhas mais recuadas trataram de todos os lances que procuravam chegar perto das balizas.  trouxe algum vigor à partida, com ambas as equipes demonstrando alguma vontade de marcar. O marcador do Fontelo acabaria por não mexer pela primeira vez na presente temporada, assinalando o terceiro jogo seguido sem perder para a turma beirã. Aos mais de 1600 adeptos presentes nas bancadas, agradecemos por tornarem o nosso Académico de Viseu em algo tão especial. Que este Natal traga a todos nós muita alegria. Agradecemos-te por todo o apoio que sempre nos continuam a dar incessantemente. Feliz Natal e viv’ó Académico.

2023-12-16

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"Estamos focados no que nós podemos fazer”

O mister Jorge Simão deu, ao início da tarde de hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida deste sábado, frente ao SCU Torreense. Em resposta às perguntas dos órgãos de comunicação social, presentes na sala de conferências de imprensa do Estádio do Fontelo, o técnico principal dos viriatos abordou a recente mudança de treinador do adversário, afirmando que o grupo de trabalho está concentrado no seu próprio desempenho: “Quando um treinador entra no decurso da época, tenho mais ou menos a ideia daquilo que que se deve fazer, ou que se pode fazer, na preparação em dois ou três dias para um jogo. E isso facilita-nos a vida, porque não sabemos aquilo que vai acontecer e passamos a focar-nos, completamente, naquilo que queremos fazer, naquilo que são as nossas missões táticas, e naquilo que nós queremos que aconteça. O foco durante esta semana passou a ser completamente esse, porque não gosto de tentar adivinhar o que pode ou não acontecer do outro lado. Estamos focados no que nós podemos fazer”. Jorge Simão reforçou ainda a vontade de presenciar as força dos adeptos viseenses, e disse acreditar que os bons resultados voltarão a encher o Fontelo: “Eu estou cá há pouco tempo, mas já começo a sentir que esta é uma cidade que gosta muito de futebol. Se nós, clube, conseguirmos aliciar as pessoas, elas mobilizam-se para nos apoiarem. E nós só conseguimos mobilizar essas pessoas se ganharmos jogos. No passado, com aquela sequência de jogos onde tivemos muitas vitórias seguidas, a média de assistências subiu muito, o que significa que há aqui potencial humano que quer apoiar o Académico. Nós temos de puxar por isso, clube, jogadores e equipa de trabalho, entusiasmando as pessoas e ganhando jogos, ou pelo menos fazendo as pessoas sentirem-se orgulhosas do que fazemos em campo. É desta forma que vamos construir a nossa “fortaleza” O Académico de Viseu joga às 11H de amanhã, no Estádio do Fontelo, frente ao SCU Torreense. A partida da jornada número 14 da Liga Portugal 2, terá arbitragem do árbitro Carlos Macedo, da Associação de Futebol de Braga.

2023-12-15

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O último jogo do Fontelo em 2023

Na cidade de Viriato, onde a história sussurra pelas antigas calçadas e as pedras testemunham o passar dos séculos, um clube que é mais do que futebol (é legado e tradição), reforça os trabalhos de projeção para a sua próxima partida. À medida que o sol derrama os seus raios sobre o Estádio do Fontelo, a atmosfera ganha vida, antecipando o espetáculo que está prestes a desenrolar-se no tapete verde, diante do único representante do Oeste continental nas competições profissionais. O velhinho, histórico e por todos agraciado Fontelo, viverá na manhã do próximo sábado, o último folgo academista de 2023. A alma beirã que dele nunca sai, só voltará a fazer-se ouvir no primeiro compromisso oficial de janeiro, com a certeza de que a nossa casa lá estará para nos receber de braços abertos, como sempre. A brisa gelada do dezembro invernal que atravessa o Dão, carrega consigo o murmúrio das árvores que rodeiam o mítico Fontelo, e o eco dos cânticos fervorosos dos academistas, que, como fiéis guardiões, se preparam para apoiar os seus guerreiros vestidos de preto e branco. O Académico de Viseu, com a sua alma impregnada de paixão, encara a jornada número 14 da Liga Portugal 2 com a determinação de quem defende não apenas um clube, mas uma identidade e uma herança que se desenrola a cada jogo. No lado oposto do campo, surge o SCU Torreense, um desafio a ser enfrentado, um adversário que traz consigo a qualidade e mérito da sua própria trajetória futebolística. Estudando a história, analisamos um dos duelos com mais passado nesta competição. Decorria o ano de 1950, quando a 19 de fevereiro os beirões de deslocaram a Torres Vedras, onde venceram por 0-1, em jogo referente à Zona B da segunda fase da segunda divisão nacional. Foi o primeiro de 57 encontros entre os dois emblemas, nos quais os viseenses levam clara vantagem: são 25 vitórias, frente a 19 derrotas e 13 empates. Neste universo de jogos, regista-se apenas um empate a zero bolas, o que perspetiva uma partida de novo emocionante, onde os golos farão parte das linhas que a mesma irá traçar. Em fases similares da temporada, com alguma dificuldade em manter a consistência de vitórias no campeonato, Torreense e Académico estão, a esta altura, separados por cinco pontos, com vantagem para a União. Posicionados no décimo terceiro lugar, os academistas recebem o sexto classificado da tabela, na casa onde não perdem há três jogos. Por outro lado, o Torreense perdeu na última deslocação, por 1-0 em casa da União de Leiria. No final do espetáculo, o que permanecerá é a certeza desta paixão a que chamamos “futebol” e deste amor que apelidamos de “Académico”. Força Viriathus.

2023-12-14

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Faltou materializar as oportunidades

Num emocionante confronto realizado esta manhã, o Estádio Municipal de Mafra foi palco de um duelo intenso entre o CD Mafra e o Académico de Viseu, que terminou empatado a uma bola 1-1. O primeiro tempo foi marcado pelo equilíbrio entre ambas as equipas, mas por uma entrada mais forte da turma viseense. No entanto, foi do conjunto de Mafra que surgiu a primeira grande oportunidade do jogo, aos 12 minutos, quando Domen Grill evitou o golo de Andreas Hansen com uma grande intervenção. Aos 27 surgiria a inauguração do marcador, com o guardião academista a brilhar perante o remate de Texel, mesmo antes de não se entender com o capitão André Almeida, possibilitando a Diogo Almeida fazer o primeiro golo na recarga. A resposta dos viriatos não tardava em chegar, com André Clóvis a cabecear ao poste esquerdo da baliza mafrense, após cruzamento da direita de João Pinto. Seria mesmo de cabeça, e também com sotaque brasileiro que se escreveria o empate no Municipal de Mafra. Já dentro do período de descontos, com recurso a um canto batido à maneira curta, Famana Quizera encontrou Arthur Chaves no centro da grande área, para o defesa central encontrar o melhor caminho em direção aos balneários. E foi de rompante que o Académico entrou na segunda parte, ao voltar a marcar aos 49 minutos. De novo de bola parada, Arthur Chaves apareceu após desvio de André Almeida, para enviar o esférico rumo à reviravolta. No entanto, o VAR anulou o 1-2, por fora de jogo do jovem brasileiro. O segundo tempo trouxe consigo um aumento da intensidade, com os comandados de Jorge Simão a imporem muito mais o seu ritmo, quase não permitindo oportunidades ao ataque contrário. A melhor do lado beirão foi mesmo aos 62 minutos, quando o suspeito do costume André Clóvis não conseguiu, por pouco, trazer justiça ao resultado. Apesar das oportunidades criadas, o resultado permaneceu inalterado até ao apito final do árbitro. Na próxima sexta-feira voltamos ao campeonato, cientes de que cada vez mais e melhor, progredimos juntos no crescimento desta equipa. Obrigado academistas, voltamos a encontrar-nos no Fontelo.

2023-12-10

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“Foi um jogo equilibrado, mas que poderia ter caído para o lado do Académico”

O Académico de Viseu empatou a uma bola, na visita ao terreno do CD Mafra. Em jogo a contar para a jornada número 13 da Liga Portugal 2, os viriatos dividiram pontos com a turma mafrense. Na conferência de rescaldo à partida, o técnico academista, Jorge Simão, disse ter apreciado em especial a segunda parte da equipa, num jogo onde o resultado poderia ter sido favorável para os beirões: “Gostei particularmente da segunda parte. Na primeira, apesar de termos construído claras oportunidades de golo e boas chegadas ao último terço, também permitimos que o Mafra construísse algumas. No entanto, na segunda parte isso já não aconteceu, portanto eu diria que me sinto resignado. Marcámos um golo que não contou, é a questão das linhas dos “frames”. Fizemos uma segunda parte de domínio territorial, parece-me que de bom nível e acabou com um empate. Estatisticamente foi um jogo equilibrado, mas que poderia ter caído para o lado do Académico”. Questionado sobre até onde poderá levar a equipa, o técnico academista foi direto, ao explicar que o foco está sempre no jogo que se avizinha: “O horizonte temporal que temos de idealizar é sempre o próximo jogo. Estou aqui há seis jogos, sinto-me confortável porque vejo que há melhorias em alguns parâmetros onde estamos a incidir nos treinos. Os jogadores têm correspondido nisso, sinto que eles também estão mais confortáveis. Neste momento podemos chegar até ao próximo jogo, sexta-feira com o Torreense”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora quinze pontos. Ao fim de treze jornadas no campeonato, o emblema viseense ocupa o 13º lugar da tabela classificativa. Na próxima sexta-feira, os viseenses regressam ao Fontelo, para receber o SCU Torrense, em partida agendada para as 18H.

2023-12-10

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“Queremos nós próprios fazer uma nova história”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida deste domingo, frente ao CD Mafra. Em resposta às perguntas dos órgãos de comunicação social, o treinador do Académico de Viseu abordou o encontro em Mafra como uma nova história a ser escrita: ”Espero os registos estatísticos até este momento, não tenham interferência no jogo, ou seja, que não fiquemos dependentes daquilo que já aconteceu antes. Queremos nós próprios fazer uma nova história, a partir do jogo de amanhã”. O técnico dos beirões falou ainda do empenho que sente na equipa, numa semana mais agradável após a última vitória: “Sinto neste grupo de jogadores um empenho diário para conseguir alcançar aquilo que nós, equipa técnica, definimos como pontos que temos a melhorar. Nisso estes jogadores têm estado extremamente focados, em ouvir, interpretar e entender aquilo que se pretende. Enquanto treinador tenho gostado de estar aqui, tenho gostado de trabalhar com estes jogadores, tenho gostado do clube, tenho gostado da cidade. E claro que quando ganhamos jogos, obviamente que tudo fica muito mais ligeiro, mais agradável”. Sobre possíveis mudanças no 11 inicial, foi de forma concisa e direta que Jorge Simão afirmou que tudo pode acontecer: ”Eu não sou muito dessa linha do “equipa que ganha não se mexe”. É preciso perceber o que é que nos levou a conseguir essa vitória, e é preciso perceber, caso a caso, os jogadores que nos levaram a tal e aqueles que, por alguma razão ficaram de fora, mas que podem vir a ser opção. Muitas vezes ganhamos, mas nem tudo esteve bem, nem todos os desempenhos individuais foram maravilhosos. Às vezes jogadores que não estão a jogar no 11, podem ter a sua oportunidade porque a conquistaram no decurso dos treinos”  . A equipa sénior do Académico de Viseu joga no Estádio Municipal de Mafra, às 11H deste domingo, frente ao CD Mafra. A partida referente à 13ª jornada da Liga Portugal 2 SABSEG, terá arbitragem do juiz Sérgio Guelho, da Associação de Futebol da Guarda.

2023-12-09

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Oceano de Emoções: Duelo em Mafra na procura de novo triunfo

Num palco colado à longa extensão lusitana do Oceânico Atlântico, onde o verde do relvado dás as mãos ao azul do mar, o Académico de Viseu prepara-se para nova deslocação na Liga Portugal 2, numa dança futebolística que ecoará entre as muralhas históricas da bonita cidade de Mafra. É domingo, dia “da bola”, e o Estádio Municipal de Mafra aguarda com a solenidade de quem recebe dois amantes apaixonados: o desporto e a poesia. À beira-mar plantada, Mafra veste-se de amarelo e verde para receber os bravos Viriatos. O viajante beirão destemido, desembarca na arena mafrense com a herança de uma cidade que é testemunha de séculos. O Dão cruza-se com o Atlântico, num duelo que se desenha não apenas nos pés dos jogadores, mas nos versos que se formam a cada lance. Os adeptos academistas, em coro, trazem consigo a força de uma tradição que se ergue em forma de espírito do nosso clube, da nossa cidade, da nossa região. Assim, o domingo da bola constrói-se sobre uma base de “Magia do futebol”, onde o CD Mafra e o Académico de Viseu se tornam protagonistas de um verdadeiro espetáculo. O equilíbrio histórico que define os embates entre estes dois emblemas, é o pretexto perfeito para lançar esta partida da jornada 13 da segunda liga. Os números falam por si, quanto à estatística proporcional de vitórias e empates entre as duas respeitadas instituições desportivas. Em 15 jogos nos quais se defrontaram, registaram-se sete empates e precisamente quatro vitórias para cada lado, praticamente sempre intercaladas. Na temporada 2022/2023, o equilíbrio voltou a imperar até no resultado, e o fator “visitado” decidiu os seis pontos em jogo (no Fontelo, o Académico venceu por 2-0; na segunda volta, a turma lisboeta ganhou pelos mesmos números). Há, portanto, um empate técnico por quebrar, que todos desejamos que se transforme numa vantagem pintada a preto e branco. Impulsionados pelo regresso aos triunfos da última jornada, na vitória mais convincente da época, frente ao Belenenses, os comandados de Jorge Simão partem para a antepenúltima jornada do ano, vindos de uma sequência de dois triunfos em três jogos. Do outro lado, o Mafra vem de duas derrotas seguidas (Estoril Praia, para a Taça da Liga; e Feirense para o campeonato), numa série onde ganhou apenas um dos últimos seis encontros.   Nas quatro linhas, a bola é a caneta que escreve a história, e o desfecho desse poema de paixão será selado sob o olhar atento do Atlântico, que guarda segredos tão antigos quanto o nosso amor pelo desporto rei. Que role a bola, e que no fim os três pontos regressem para Viseu.

2023-12-07

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A preto e branco se escreveu um bonito terceto

Ora, se “A Poesia do Futebol Estava em Jogo”, tal e qual como fizemos referência no título da última crónica de antevisão, é caso para dizer que neste final de tarde/início de noite no Fontelo, se escreveram três estrofes com três tercetos, recheados com conteúdo futebolístico-poético de alta qualidade, carregados de emoção e alegria. Encarnando os seus heterónimos dentro de campo, os Viriatos de emblema beirão ao peito, entraram na 12ª jornada da Liga Portugal 2 com forças e energias no máximo, prontos para conquistar o segundo triunfo seguido em casa.   Pautando a sua postura em campo pela superioridade, desde o primeiro minuto da partida, o Académico de Viseu cedo quis encontrar o caminho da baliza do Belenenses, histórico lisboeta que se fez acompanhar por uma moldura humana numerosa, que ainda antes da entrada nas bancadas, convivia pacificamente com os academistas. Assim dá gosto ir à bola. Voltando à partida, foi logo aos cinco minutos que os viriatos se adiantaram no resultado. Após recuperação de bola de Famana Quizera em meio-campo ofensivo, o número 10 soltou rapidamente o contra-ataque, tocando a bola na seta francesa que saiu disparada no flanco esquerdo, Gautier. O extremo cruzou junto à linha para a entrada de rompante de André Clóvis, que de primeira rematou à figura do guardião do Restelo, antes de Tiago Manso colocar o esférico dentro da própria baliza. Estava feito o 1-0 e estava solto no ar o primeiro grito de alegria dos viseenses. Sem tempo a perder, foi nove minutos depois que a turma de Jorge Simão fez o segundo. Desta feita pelo lado direito do processo ofensivo, Messeguem recebeu com a peitaça e de costas para o ataque, antes de fazer a chamada “cuequinha de calcanhar” que isolou o jovem Labila no flanco. Na grande-área à vista de todos, mas impossível de alcançar, já irrompia André Clóvis, para finalizar uma jogada que parecia desenhada pelos Deuses do futebol. Na passada, o ponta de lança brasileiro fez com o pé esquerdo, aquilo que o cruzamento de Labila e os já de braços levantados academistas pediam: o 2-0. E fez, festejando com toda a equipa, enquanto nas bancadas se entoava o seu nome. Ainda no primeiro tempo, houve espaço para um lance, no mínimo, curioso. Messeguem isolou Gautier no corredor central, com apenas o guarda-redes lisboeta pelo caminho. No entanto, na altura no passe o médio alemão é abalroado pelo já amarelado Rui Correia. O juiz da partida, Ricardo Baixinho, olvidou a regra do benefício do infrator, travando um golo cantado para expulsar o defesa do Belenenses.

2023-12-01

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“Foi seguramente a melhor exibição desde que cheguei”

O Académico de Viseu recebeu e venceu a equipa do CF “Os Belenenses”. À décima-segunda jornada da Liga Portugal 2, os viriatos somaram novo triunfo no Fontelo, derrotando os azuis do Restelo por 3-1. Na conferência de imprensa de desfecho à segunda vitória seguida em casa, o técnico academista, Jorge Simão, abordou uma boa exibição, que pecou apenas pelo tento consentido já perto do fim: “Um ciclo positivo de vitórias começa sempre com uma, e nós precisávamos da primeira. Já tínhamos tido uma, quebrada pela derrota do último jogo, e precisávamos de voltar outra vez às vitórias. Foi uma boa exibição, uma boa performance e um bom resultado pincelados por algum brilhantismo em jogadas bem construídas. Lamento apenas o golo sofrido nos últimos minutos, porque poderia e deveria ter sido evitado. Deixo publicamente uma palavra de apreço para os jogadores, porque é uma vitória deles”. O treinador principal dos Viriatos não tem dúvidas de que este, foi o melhor jogo desde que chegou a Viseu, declarando o mérito do resultado para os jogadores: “Foi seguramente a melhor exibição desde que cheguei. Na fase do jogo em que estávamos, o adversário quase não conseguia chegar sequer perto da nossa baliza. Era pouco expectável que houvesse um golo, menos expectável seria um golo adversário. Quando digo que a vitória é dos jogadores, não é porque fico bem na fotografia, mas sim porque é verdade. Se são eles que jogam, por muito que eu pense no jogo, o que conta é o que eles fazem com sucesso”.   Em resposta aos jornalistas, Jorge Simão afirmou ainda a seriedade e rigor com que os jogadores pisaram o relvado, lançando as bases para o próximo compromisso no campeonato: “Fomos muito rigorosos, mesmo com um jogo já com 3-0 e contra uma equipa com 10 jogadores. Se excluirmos do filme do jogo o lance do golo sofrido, fomos muito rigorosos no decurso do tempo. Fico satisfeito porque hoje vi uma equipa consistente nos comportamentos, e consistente ao longo do tempo. Temos de conseguir fazê-lo no próximo jogo também”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 14 pontos. Ao fim de doze jornadas no campeonato, o emblema viseense sobe ao décimo segundo lugar da tabela classificativa, com mais um jogo.

2023-12-01

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“Temos de ser mais consistentes e mais rigorosos nos comportamentos”

O mister Jorge Simão deu, ao início da tarde de hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida desta sexta-feira, frente ao CF “Os Belenenses”. No reencontro com os órgãos de comunicação social, o técnico principal dos viriatos reforçou a importância de marcar primeiro, desvalorizando a posição de ambas as equipas na prova: “Nos jogos que fiz ao serviço do Académico, acho que a importância do primeiro golo marcado tem sido fundamental. Sempre que a outra equipa marca primeiro, consegue segurar a vantagem no jogo. Sobre a tabela classificativa, penso que é algo secundário. A nossa função é preparar-nos da melhor forma, não só para este adversário, mas como eu tenho vindo a dizer constantemente, para melhorarmos alguns parâmetros do nosso jogo. Temos de ser mais consistentes e mais rigorosos nos comportamentos, e é nisso que me foco em trabalhar com os jogadores, para conseguirmos demonstrar essa consistência comportamental”. Questionado sobre se a equipa acredita em subir na tabela na segunda liga, Jorge Simão disse acreditar convictamente nessa possibilidade: “Por aquilo que são as reações e os comportamentos que eles vão tendo, obviamente que sim. Este grupo de jogadores tem perfeitas condições, para conseguir fazer uma sequência de jogos com resultados positivos, que nos permitam sair da posição desconfortável onde estamos. É para isso que nós trabalhamos, acho perfeitamente possível esse cenário. No último jogo, independentemente daquilo que foi o nosso desempenho, o resultado foi 3-0 para o adversário. Obviamente que com um resultado destes, eu tenho de procurar soluções que nos permitam estar mais perto da vitória, com isto estou a dizer que há espaço para que existam estas alterações”. O Académico de Viseu joga às 18H de amanhã, no Estádio do Fontelo, frente ao CF “Os Belenenses”. A partida da jornada número 12 da Liga Portugal SABSEG, terá arbitragem do juiz Ricardo Baixinho, da Associação de Futebol de Lisboa.     

2023-11-30

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A Poesia do futebol está em jogo

No centro deste Portugal continental, ergue-se a cidade de Viseu, guardiã de histórias entrelaçadas com o fio do destino. É cá, no coração do nosso país, que o Académico de Viseu se prepara para tecer mais um capítulo da sua temporada. O Sol, cúmplice das paixões que habitam os campos de jogo, pintará de tons dourados o relvado do Estádio do Fontelo, palco de emoções que se desdobram como páginas de um livro ainda por escrever. Os viseenses, fiéis depositários das tradições e fervorosas chamas do amor academista, agitar-se-ão nas bancadas, ansiosos pelo espetáculo que está prestes a desenrolar-se diante de seus olhos. Do outro lado do tabuleiro, como peças de um xadrez imprevisível, estarão os azuis do CF "Os Belenenses". O clube lisboeta, enraizado na capital que respira fado e poesia, trará consigo o eco de muitas batalhas travadas nos relvados nacionais. Em 13 ocasiões anteriores, nas quais estiveram frente a frente estes históricos emblemas desportivos, “O Belém” levou a melhor em nove ocasiões, contra duas vitórias do Académico e dois empates. Tal história, não conhece qualquer reedição oficial desde a temporada 2014-15, altura em que no Restelo ambos se defrontaram para a Taça da Liga. É esta a promessa de um duelo onde cada lance é uma estrofe, e cada golo é um verso rimado pela destreza e pela arte. O apito do árbitro Ricardo Baixinho da AF de Lisboa, como o início de uma sinfonia, dará o mote para a dança das equipas. Os jogadores, atletas por natureza e poetas por vocação, deslizarão pelo campo como versos livres, procurando a métrica perfeita que os conduza à baliza adversária. O esférico, mensageiro de sonhos e desafios, circulará entre pés ágeis e mentes estrategicamente afiadas. No banco de suplentes, Jorge Simão, estratega de um poema tático, estará na primeira fila a observar o desenrolar da narrativa. A multidão, fervilhante como um poema recitado em uníssono, cantará e gritará, eufórica com o nosso Académico, impulsionando esta equipa que de carinho e apoio necessita. E assim, no crepúsculo que se avizinha, a partida entre o Académico de Viseu e o CF "Os Belenenses", marca o regresso dos nossos viriatos à cidade que é capital do interior. Focados na recuperação, atrás do tempo perdido, erguem-se da derrota antecessora, cientes das capacidades do seu jogo, da sua força coletiva e capacitados de novas táticas, que os façam sair vitoriosos perante os azuis de Belém. Marcamos encontro para o Estádio do Fontelo, nesta sexta-feira às 18H. Esperamos por si.

2023-11-29

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“Não pensamos no adversário como uma equipa B”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã de hoje, a conferência de imprensa de antevisão à partida deste sábado, frente ao FC Porto B. Perante as questões dos órgãos de comunicação social, o treinador do Académico de Viseu começou por projetar a segunda partida seguida frente a equipas B, algo que não difere a preparação do jogo: ”Fazemos referência às equipas B como se fossem uma coisa à parte do nosso campeonato, no entanto é uma equipa como outra qualquer. Ou seja, não é o facto de ser uma equipa B que passa a ter um significado diferente, é uma equipa do nosso campeonato, com a qual nós temos de jogar e de nos preparar de forma exatamente igual às outras. Não pensamos no adversário como uma equipa B, preparámo-nos para defrontar o FC Porto B consoante aquilo que analisámos e, sobretudo, tendo em conta a nossa identidade”. Sobre o facto de este ser um jogo em atraso, e dos adversários mais próximos da equipa já terem jogado, Jorge Simão assumiu que tal facto não é uma preocupação: “É completamente indiferente. Podem não acreditar em mim, mas não faço ideia da posição em que estamos na tabela. Tenho uma ideia e sei que não é muito agradável, mas não sei porque o mais importante é conseguirmos melhorar aspetos do nosso jogo, conseguirmos, por inerência disso, ser mais competitivos e estarmos mais perto de ganhar os três pontos jogo após jogo. É esse o pensamento que nos guia”.  O Académico de Viseu joga no Estádio Luís Filipe Menezes, às 11H deste sábado, terreno do FC Porto B. A partida referente à 11ª jornada da Liga Portugal 2 SABSEG, terá arbitragem do juiz Flávio Duarte, da Associação de Futebol de Lisboa.

2023-11-24

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Na procura de mais três pontos

Duas semanas de paragem, e já sentimos falta do nosso Académico em campo. O “até já” dos compromissos oficiais não podia ter corrido melhor, com o regresso aos triunfos frente ao SL Benfica B. Tal vitória, abriu-nos ainda mais o apetite de pisarmos novamente o relvado, prontos para conquistar pontos e mais pontos, que nos catapultem para uma nova, merecida e justa dimensão classificativa. No Estádio Luís Filipe Menezes, Vila de Crestuma e concelho de Vila Nova de Gaia, defrontam-se o sexto e o 14º classificados da Liga Portugal SABSEG. Atualmente separados por 12 lugares, mas por apenas quatro pontos, FC Porto B e Académico de Viseu encontram-se na 11ª ronda da competição em fases diametralmente opostas. Os viriatos, após uma sequência negativa de resultados, regressaram aos triunfos na última jornada, após a vitória por 1-0 frente a outra equipa B, no caso o SL Benfica. Já os dragões, embalados por quatro jogos seguidos sem perder, saíram derrotados da visita a Penafiel na última ronda, por 3-2. Dentro do grupo de comandados de António Folha, técnico azul e branco, há que guardar atenções redobradas ao ponta de lança de serviço: Wendel Silva. O avançado brasileiro partilha, a esta altura, o estatuto de melhor marcador da competição com Welthon, do SCU Torreense. Será, decerto, uma das mais perigosas referências à guarda da defensiva academista, que se encontra mais que preparada para estes e outros desafios. Até à data, foram 19 o total de ocasiões em que viriatos e jovens dragões se defrontaram. A vantagem, essa, é da equipa B portista, que leva 10 vitórias contra seis triunfos academistas. A jogar na condição de visitante, o Académico de Viseu saiu vitorioso contra este adversário por duas vezes, a primeira em março de 2018 e a última no dia 30 de dezembro de 2020. Na última visita a Vila Nova de Gaia, na reta final da temporada transata, os beirões perderam por 3-1. Nesta nova deslocação, precisamos mais que nunca de consolidarmos o nosso trajeto. A parte mais difícil, foi já garantida e superada. Agora, cabe-nos manter a mesma linha de produção, num sistema que só funciona se todas as peças envolvidas, das maiores às mais ínfimas, fizerem o que a elas lhes compete e se preocupem com o bem comum. Isto porque o todo será sempre, mas mesmo sempre, maior que a soma de todas as peças.

2023-11-23

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Bom ambiente da nação academista, marca 1ª sessão de autógrafos da temporada

Na tarde desta terça-feira, a Loja do Académico de Viseu, situada no Palácio do Gelo Shopping, testemunhou um cenário festivo, durante a sessão de autógrafos de três jogadores do plantel principal dos viriatos. Cerca de uma centena de adeptos disseram “sim” ao convite lançado nas redes sociais, ansiosos por uma recordação dos atletas, evidenciando o clima positivo que permeia a nação academista. Uma das caras desta ação foi o capitão de equipa, André Almeida, que em declarações aos órgãos de comunicação social, atribuiu esse otimismo ao "crescimento" dos beirões sob a orientação de Jorge Simão, destacando a recente vitória sobre o Benfica B como catalisador desse momento promissor. "A equipa tem reagido muito bem às novas ideias e prova disso são as últimas exibições. Estamos em crescendo, tanto a nível exibicional como motivacional, o que torna mais fácil assimilar as ideias do mister". Também Yuri Araújo fez as vontades aos adeptos viseenses, e a cumprir o seu sétimo ano no clube, admitiu sentir-se "em casa", agradecendo ao clube e aos adeptos pelo apoio constante: "Conforme os anos passaram, ganhei mais confiança e comecei a ficar mais próximo dos fãs. Sinto-me muito à vontade no clube e espero continuar aqui por muitos mais anos", disse o extremo, revelando um vínculo emocional com a cidade. O terceiro elemento a marcar presença nesta sessão de autógrafos, Samba Koné, recém-chegado esta temporada, destacou a generosidade dos adeptos e a receção calorosa que recebeu: "Fui bem recebido pelos adeptos, o que facilitou a minha integração. É um sentimento caseiro. Não posso esquecer a generosidade e ajuda da direção e dos meus colegas, que foram importantes para mim. Agradeço muito à população de Viseu".

2023-11-21

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Juntaram-se as tropas e venceu-se a batalha

Esta já ninguém nos tira. Tão bem que soube, tão merecida e justa que foi. Os nossos Viriatos bateram, no final de tarde de ontem a equipa B do SL Benfica, colocando termo a uma série de jogos sem vencer no campeonato. O triunfo por 1-0, o primeiro de Jorge Simão no comando técnico beirão, consolidou o trabalho de uma equipa e de um conjunto de jogadores, que de tudo vinham a fazer para conquistar pontos. Hoje, com o espírito de sacrifício, união, garra e querer esta vitória é, definitivamente, deles. Com uma entrada forte no encontro, ao estilo do que tem vindo a acontecer desde a chegada de Jorge Simão, o Académico de Viseu colocou-se em vantagem aos seis minutos da primeira parte. O tão merecido golo, que há tanto se ansiava ver, chegou atrasado ao Fontelo, pediu desculpas, mas ofereceu-nos uma preciosa vitória como moeda de troca. Escusado será dizer que todo o academista aceitou as desculpas, e perdoou a hora tardia a que apareceu. Vamos então pintar o quadro do tento vitorioso do nosso goleador, André Clóvis. Chris Nduwarugira bombeou o esférico para a desmarcação na esquerda de Daniel Labila. No entanto a defensiva benfiquista cortou a bola de cabeça, tendo a mesma sido recuperada em terreno ofensivo pelo ponta de lança brasileiro, que deu início à jogada que lhe daria o primeiro golo no campeonato. Tabelando curtinho no número sete, Yuri Araújo, André Clóvis recebeu à entrada da área, curvando o corpo que levaria a bola ao canto inferior esquerdo do guardião adversário. Porém, os “Deuses do Futebol” tinham outras ideias em mente, e fizeram com que o remate ainda ressaltasse no corpo do capitão encarnado, traindo Kokubo e abrindo o marcador no Fontelo. Perante as bancadas que ajudavam o speaker a gritar seu o nome, toda a equipa viseense se abraçou em torno do avançado canarinho, que abriu finalmente o frasco de ketchup. Estava feito o 1-0. Cerca de 10 minutos volvidos, apanhando a defesa do Benfica B em contrapé (depois de uma recuperação de Labila), foi por muito pouco que os viriatos não fizeram o segundo. Costuma dizer-se que os jovens se entendem uns aos outros de forma perfeita, e pela conversa que “ouvimos” nesta jogada, teremos de dar razão a essa ideia. Juvenilmente, o extremo de 20 anos cruzou da esquerda para o médio Famana Quizera, de 21, que apareceu no centro da pequena área, rematando de primeira uma bola de golo. Estirou-se o guarda-redes Kokubo, que fez uma das defesas da tarde/noite para evitar o 2-0. Não ficariam por aqui as oportunidades eminentes do lado academista, visto que quatro minutos depois (aos 20) Famana Quizera teve de novo o golo nos pés. O remate foi intercetado por um corte flagrante de Adrian Bajrami, que repetiu o feito aos 23 minutos, mas perante um potente chuto de Samba Koné. Numa segunda parte onde o Benfica B não conseguiu agitar, verdadeiramente, o decurso de jogo, tendo ainda assim criado oportunidades nas quais poderia ter faturado, o Académico entregou as despesas do encontro e organizou-se defensivamente, procurando atacar nas transições. Dignas de registo, destacam-se duas oportunidades perigosas das jovens águias: aos 53 minutos, Pedro Santos fez abanar o poste direito de Grill, que estava já batido; aos 58, Gilson Benchimol rematou acrobaticamente dentro da área viseense, para uma defesa segura do guardião esloveno. O jogo terminaria com algum sofrimento nos corações dos academistas, ansiosos por uma vitória. Em tempos de dificuldade, todas as montanhas parecem mais difíceis de escalar. De forma poética, entramos em mais uma pausa FIFA com a moral mais elevada, mais cientes das nossas capacidades e com a certeza cada vez maior, de que também a nós a sorte nos pode sorrir. Ainda falta muito.

2023-11-13

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“É importante enaltecer os jogadores, aquilo que eles fizeram deu-nos o resultado”

O Académico de Viseu recebeu e venceu a equipa B do Sport Lisboa e Benfica. À décima jornada da Liga Portugal SABSEG, os viriatos voltaram aos triunfos em casa, derrotando as águias por 1-0. Na conferência de rescaldo aos primeiros três pontos alcançados pela equipa beirã, o técnico academista, Jorge Simão, assumiu a felicidade pela vitória, num jogo em que foi preciso sofrer para conquistar os três pontos: “Entrámos bem, e após fazermos o golo continuámos personalizados, tendo estado seguros e confortáveis na primeira parte. No segundo tempo, começámos com algumas situações de grande perigo, onde podíamos ter feito o segundo golo. Na minha cabeça estava: se nós não marcamos o segundo golo, vai ser uma vitória daquelas arrancadas, como se diz em bom português, a ferros. Penso que foi isso que aconteceu, e acho que é importante enaltecer os jogadores, aquilo que eles fizeram deu-nos o resultado. Conseguimos segurar a vantagem, em condições que não eram muito favoráveis”. Em resposta às questões dos jornalistas, o técnico Jorge Simão disse : “O resultado é melhor que exibição, como é óbvio. Esta equipa tem capacidade para jogar um jogo mais dominante, com mais qualidade. Posso dizer que hoje o fundamental era ganhar, e ganhar fazendo aquilo que fosse necessário fazer para tal. Por isso, volto a enaltecer a bravura dos jogadores. Defensivamente estivemos a um bom nível, e este é um bom ponto de partida para podermos trabalhar nos próximos jogos”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 11 pontos. Ao fim de dez jornadas no campeonato, o emblema viseense sobe ao décimo terceiro lugar da tabela classificativa.

2023-11-12

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“Todos os jogos são um momento perfeito para ganhar”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida deste domingo, frente ao SL Benfica B. Em resposta aos órgãos de comunicação social presentes, o treinador dos viriatos falou do crescente rendimento da equipa, ao qual admite que apenas falta consistência e golos: “Em termos comportamentais, daquilo que eu espero que os jogadores façam dentro de campo, nós crescemos do primeiro para o segundo jogo, apesar do resultado não traduzir esse facto. No que toca à performance, fizemos coisas mais ricas no segundo jogo, mesmo que isso não se tenha traduzido em situações claras de golo. O que está a faltar é, realmente, marcar o primeiro golo, porque em ambos os jogos estivemos em situação de desvantagem, e sermos mais consistentes na melhoria que tivemos”. Jorge Simão analisou ainda o adversário deste fim de semana, afirmando que as academistas estudaram bem a equipa B das águias: “Se pensarmos na média de idades, tal pode significar irreverência, imprevisibilidade, mas não incerteza nos comportamentos dos jogadores. Nós fizemos o nosso trabalho de casa, analisámos o desempenho dos últimos jogos da equipa B do Benfica, e conseguimos olhar para o padrão comportamental do seu jogo. Portanto, para nós não há grande imprevisibilidade ou grande incerteza, em relação àquilo que o Benfica procura fazer no seu jogo””. Questionado sobre a paragem para as seleções que se avizinha, o técnico beirão admitiu só trabalhar sobre o próximo compromisso no calendário: “Todos os jogos são um momento perfeito para ganhar. O que vem a seguir eu não sei, porque a minha cabeça funciona só por ciclos de jogos: qual é o jogo seguinte? Então é este para o qual nos vamos preparar, como se não houvesse amanhã depois do jogo. É um pensamento muito simplista”. O Académico de Viseu joga às 18H de amanhã, no Estádio do Fontelo, frente ao SL Benfica B. A partida da jornada número 10 da Liga Portugal SABSEG, terá arbitragem do juiz Vítor Ferreira, da Associação de Futebol de Braga. 

2023-11-11

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Tempo de juntar as tropas

Alinhem-se as fileiras, preparem-se os escudos, lancem-se os ataques à defensiva contrária e una-se toda a nação na luta pela nossa honra. A batalha aproxima-se. Com hora marcada para as 18H do próximo domingo, o Académico de Viseu tem um novo desafio a enfrentar, na longa caminhada a que chamamos Liga Portugal SABSEG. Pela frente, surge um adversário que viaja da capital portuguesa para a capital do interior, com vontade de levar pontos no regresso a Lisboa. No entanto, em Viseu mora uma armada de Viriatos que com o orgulho ferido, mas com a moral e união em altas, querem provar o seu valor e a sua prontidão na conquista de objetivos. Os nossos rapazes, que tantas vezes já provaram ter capacidade para voos mais altos, partem para nova batalha na qual lutarão em campo pelos três pontos. Vestidos com a armadura beirã, no relvado do Fontelo, serão eles a figura do general lusitano que também defendeu as terras viseenses, frente ao Império Romano em Expansão. Este será o 21º primeiro encontro da história entre os Viriatos e a equipa B das águias. Em 20 partidas nas quais se encontraram, o emblema viseense leva vantagem, com nove vitórias face a sete derrotas e quatro empates. Outro ponto que favorece os beirões é o facto de que, nos últimos 13 jogos, os mesmos apenas somaram duas derrotas, tendo sido vencidos pelo Benfica B em duas ocasiões no Fontelo (a primeira em 2017 e a última já em 2021, sempre pela margem mínima). De resto, nos encontros em casa da turma academista, os jogos entre os dois conjuntos têm mantido uma forte toada de equilíbrio, com empates a poucos (ou nenhuns) golos ou vitórias, na sua maioria, pela margem mínima. Separados por três pontos na tabela (com desvantagem para o Académico), o 15º e 11º classificados da Liga Portugal SABSEG encontram-se na 11ª jornada do campeonato, sem tempo para desperdiçarem mais pontos. Em fases opostas na temporada (os Viriatos não ganham há cinco jogos, enquanto os benfiquistas vêm de três seguidos sem perder), ambas as equipas procuram nesta partida objetivos tanto ou quanto opostos: os visitados anseiam interromper, com a ajuda das suas gentes, a senda de maus resultados das últimas jornadas; já os lisboetas querem dar seguimento à vitória caseira da última ronda, frente ao Penafiel. Estão, assim, colocadas todas as cartas em cima da mesa. As estratégias estão definidas, os lances estão estudados e a vontade de entrar em campo é maior que nunca. “Que vença o melhor, e que o melhor seja o Académico”.

2023-11-10

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Um Viriato nunca se verga

Seja qual for o contexto, a situação ou o resultado. Não iremos ao chão. Em Paços de Ferreira, a noite fria acabou mesmo por congelar os corações academistas, bafejados por mais uma onda de azar. Não será ele o culpado de tudo, mas sem dúvida que não tem facilitado nada… Será clichê dizer que o jogo não teve história? Talvez. No entanto, não fujamos à verdade. Numa partida decidida num lance relativamente madrugador, onde Djaló aproveitou o espaço nas costas da defensiva viseense, para sozinho fazer o golo da vitória, foi até o Académico de Viseu a entrar melhor e a dispor da primeira oportunidade para marcar. Após uma falta ganha por Yuri Araújo (que seguia disparado para a baliza, travado apenas pelo amarelado Luiz Carlos), as excelentes intenções de Famana Quizera esbarraram com estrondo na trave da baliza de Marafona, após o jovem médio ter batido o livre em posição frontal, mesmo à entrada da grande-área dos visitados. Perante um duro revés ainda cedo na partida, os Viriatos colocaram mãos à obra e avançaram à procura do empate. Ingloriamente, debateram-se no resto do jogo contra uma equipa expectante e bem organizada defensivamente, que aproveitava as saídas na transição para tentar causar alvoroço à turma beirã. Ainda no primeiro tempo, à passagem do minuto 24, Domen Gril brilhou e respondeu afirmativamente a um cabeceamento perigoso que nasceu de um canto. Chegávamos ao intervalo com o 1-0 com o qual terminaria o encontro. Ainda assim, acutilantes na pressão, os comandados de Jorge Simão realizaram um bom segundo tempo, dispondo das melhores ocasiões para fazer golo. Na primeira (e mais perigosa), onde a pressão resultou num roubo de bola em zona subida, Gautier colocou à prova o guardião pacense que teve se esmerar para impedir o golo do francês, aos 51 minutos. Depois deste lance, reconheçamos que foram poucos aqueles que colocaram a defesa nortenha em alerta. Ainda que com todas as substituições à sua disposição efetuadas, o conjunto viseense teve dificuldades e acabou mesmo por sair derrotado da Mata Real. A atitude, essa, não é de novo colocada em causa. Todos os que viram a partida, reconhecem nestes nossos jogadores uma alma e um querer, dos quais poderão colher frutos em breve. Tal como diz o provérbio latino, “fortis fortuna adiuvat”, ou em bom português: “A sorte favorece os audazes”. Deste lado, continuaremos a trabalhar audaciosa e arduamente, para que também ela nos possa sorrir mais uma vez.  

2023-11-07

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Arthur Chaves conquista o ouro pelo Brasil nos Jogos Pan-Americanos 2023

O defesa-central do Académico de Viseu conquistou a medalha de ouro ao serviço a seleção Pré-Olímpica do Brasil, que venceu o Chile na final dos Jogos Pan-Americanos 2023. Chaves foi titular e contribuiu com uma assistência no golo que garantiu o empate no tempo regulamentar. O defesa-central do Académico Viseu FC, Arthur Chaves, vai regressar a Portugal com a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos ao peito, conquistada na madrugada deste domingo. A seleção do Brasil empatou a uma bola com a seleção chilena, anfitriã do torneio, no tempo regulamentar. Após a persistência da igualdade no prolongamento, a grande final foi mesmo decidida nas grandes penalidades, onde os canarinhos levaram a melhor, num total de 4-2. O jovem academista de 22 anos foi titular e totalista nesta final, como foi seu apanágio em todo o restante torneio. O central do Académico Viseu revelou-se, desta forma, um dos destaques da seleção Pré-Olímpica, tendo sido mesmo determinante para o Brasil: na sequência de um canto aos 83 minutos de jogo, Arthur Chaves assistiu Ronald de cabeça, para aquele que seria o golo do empate. O Chile tinha marcado a poucos instantes do fim da primeira parte, por Guerrero, aos 43 minutos. Em declarações exclusivas aos canais de informação do Académico de Viseu, o central brasileiro assumiu a felicidade em conquistar os Jogos Pan-Americanos, 36 anos após a última medalha de ouro do Brasil na prova: “Estou muito feliz e com o sentimento de dever realizado após o Pan-Americano. O Brasil não ganhava a medalha de ouro há muito tempo, quebrar esse ‘tabu’ foi muito especial”. Apesar da conquista pela seleção, a jovem promessa academista já olha para o futuro regresso a Portugal e, naturalmente, para o trabalho ao serviço do emblema beirão: “Tenho acompanhando o Académico. Vejo todos os jogos e falo, diariamente, com os meus companheiros da equipa. Estamos todos muito otimistas e com vontade para colocar o Académico onde merece estar.” Em cinco jogos, a seleção brasileira onde Arthur Chaves se estreou, sofreu apenas um golo. O central, que viaja nos próximos dias para Portugal, contabiliza um total de 38 jogos e um golo apontado em todas as provas ao serviço do Académico de Viseu. Parabéns, Arthur Chaves.

2023-11-05

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“Temos de encarar os factos e preparar-nos da melhor forma ganhar o jogo”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida desta segunda-feira, frente ao FC Paços de Ferreira. No lançamento de mais uma deslocação para o campeonato, o técnico academista perspetivou um regresso a uma casa que bem conhece, mas na qual quer ser feliz como visitante: “À medida que vamos somando anos nesta profissão, vamos conhecendo cada vez mais casas, mais pessoas, mais terras e vamos deixando também boas recordações dos sítios onde vamos passando. Neste momento estou em Viseu, quero aqui criar também essas ligações, quero aqui ter momentos de grande felicidade que perdurem na memória. Portanto, e isso para que isso aconteça, precisamos de ganhar jogos, precisamos de vitórias. Isso é o que me importa”. Na projeção da segunda partida ao serviço do Académico de Viseu, Jorge Simão reconheceu a qualidade do adversário, afirmando que os viriatos têm apenas o pensamento na vitória: “É perfeitamente natural que uma equipa que acaba de descer de divisão, se consiga organizar de forma a atacar a subida no ano seguinte. O Paços teve um início difícil, com resultados se calhar abaixo das expectativas, mas progressivamente, está a entrar outra vez num bom caminho. Vem de uma sequência boa de resultados, que acaba por se aproximar da normalidade, portanto é neste contexto que os vamos apanhar. Temos de encarar os factos e preparar-nos da melhor forma ganhar o jogo”. Há pouco mais de uma semana a trabalhar a sua nova equipa, o técnico beirão disse sentir-se cada vez mais confiante, projetando um futuro que só poderá ser risonho, se for acompanhado por triunfos: “Com o tempo que vamos tendo de treino, vamos conhecendo melhor os jogadores. Tendo maior conhecimento, aumenta a nossa sensação de confiança, de segurança e a nossa perceção em relação àquilo que esperamos que vá acontecer. Devo dizer que estou confiante, mas acho que só as vitórias nos podem dar aquilo que procuramos, que é a estabilidade. Quando vencemos, as individualidades dos próprios jogadores conseguem expressar-se de outra forma, conseguem mostrar coisas que, quando a sequência dos resultados não é boa, ficam escondidas. As vitórias dão isso a qualquer jogador, a qualquer equipa, dão a possibilidade de todos os jogadores mostrarem todo o talento que têm. Quando os resultados não acontecem, as coisas tornam-se mais difíceis. Com o tempo, é fundamental que todos eles perceberem que os comportamentos têm de ter consistência, têm de perdurar” O Académico de Viseu joga às 18H de amanhã, no Estádio Capital do Móvel, casa do FC Paços de Ferreira. A partida da jornada número nove da Liga Portugal SABSEG, terá arbitragem do juiz Carlos Teixeira, da Associação de Futebol de Vila Real. 

2023-11-05

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Na Antiga Mata Real, que Vença o que da Beira é Capital

“Novembro tem outro encanto, quando se joga de preto e branco”. Para os mais atentos, o penúltimo mês dos últimos anos civis, têm sido de boa memória para o nosso Académico. Em 11 jogos realizados nos períodos homólogos do 2020, 2021 e 2022, os Viriatos somaram apenas duas derrotas, tendo saído vitoriosos da esmagadora maioria dos jogos que discutiram nesta fase do ano. Ora, no novo mês de novembro, estão as baterias recarregadas para os três importantes encontros que se avizinham, determinantes para a escalada que os academistas querem operar na tabela classificativa. O primeiro deles, joga-se já na próxima segunda-feira, em casa de um dos outros grandes nomes da segunda liga. Falamos do Paços de Ferreira. A turma da casa, com apenas mais dois pontos que os viseenses, segue em décimo lugar depois de um mau arranque de campeonato. Os castores recuperaram a forma e chegam a esta ronda com 10 pontos, vindos de duas vitórias seguidas (Länk e Torreense). Já o Académico de Viseu ocupa a 15ª posição, tendo empatado na última jornada frente ao Nacional da Madeira, no Fontelo. São dois clubes com muita tradição no futebol português, aqueles que se irão defrontar na próxima segunda-feira. Nas 13 ocasiões anteriores, não há que fugir ao facto de os pacenses terem clara vantagem. São sete vitórias contra apenas uma dos academistas, que nunca ganharam em Paços de Ferreira. É, por isso, uma ótima ocasião para quebrar um enguiço que já leva várias décadas de existência, “quebra” essa que chegaria na melhor altura possível. Após a partida de estreia de Jorge Simão ao comando do barco viseense, na qual foram inúmeros os sinais de clara melhoria dados pela equipa, a nação academista parte para nova jornada, com esperanças renovadas quanto a uma possível vitória. Aquela que já nos escapa há um tempo, e pela qual continuamos incessantemente à procura. E como “quem espera, sempre alcança”, tal triunfo nos irá cair aos pés, mais cedo ou mais tarde. Importante é mantermos a união, a garra e a força deste povo beirão, que não se verga perante os obstáculos. O jogo que fecha a jornada número nove da Liga Portugal SABSEG, tem início marcado para as 18H da próxima segunda-feira. Castores e Viriatos defrontam-se no Estádio Capital do Móvel, com arbitragem do juiz Carlos Ferreira, da Associação de Futebol de Vila Real.

2023-11-04

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Arthur Chaves no assalto brasileiro à final dos Jogos Pan-Americanos 2023

O defesa-central do Académico de Viseu foi totalista nos quatro jogos da seleção Pré-Olímpica do Brasil e joga este sábado a final dos Jogos Pan-Americanos contra o Chile. Canarinhos estão a rubricar a melhor campanha de sempre na prova, em busca de um título que lhes escapa há 36 anos. Arthur Chaves, 22 anos, defesa-central do Académico Viseu FC, tem sido um dos destaques da seleção Pré-Olímpica do Brasil que disputa, no Chile, os Jogos Pan-Americanos 2023, cuja final se realiza este sábado a partir das 23 horas. O Brasil irá tentar conquistar a sua quinta medalha de ouro nesta competição em jogo contra a anfitriã, o Chile. Há 36 anos que o Brasil não vence esta prova. A última vez aconteceu em 1987 e o Chile foi também o adversário da final. A seleção brasileira tem realizado até agora a melhor campanha de sempre em jogos Pan-Americanos: 100 por cento de aproveitamento, sete golos marcados e nenhum golo sofrido, tendo vencido as congéneres dos Estados Unidos da América, Colômbia, Honduras e México. Arthur Chaves, jogador do Académico de Viseu desde o verão de 2022, adquirido ao Avaí, é totalista (360 minutos) nesta que representa a sua estreia na seleção Pré-Olímpica. Chaves é um dos quatro selecionados pelo técnico Ramón Menezes que jogam fora do Brasil e tem sido reconhecido pela Imprensa canarinha como um dos destaques entre os 18 convocados. “Tem sido uma experiência fantástica. Sinto-me muito feliz e honrado em fazer parte deste grupo. Sempre foi um sonho jogar pela seleção e espero que seja só o início de uma história com a amarelinha. Tem sido uma sensação única entrar em campo pela seleção, ouvir o hino nacional, realmente algo diferente”, sublinhou Arthur Chaves, que espera agora poder regressar a Viseu com a medalha de ouro ao peito: “Estou muito feliz em poder participar na final dos Jogos Pan-Americanos, ainda mais com a oportunidade de conquistar o ouro, algo que há mais de 30 anos que o Brasil não vence. Acredito que a seleção tem crescido a cada jogo. Prova disso é que ainda não sofremos golos. Seguramente vai ser um jogo muito difícil contra o Chile, seleção que joga em casa, mas é um jogo que todo o mundo quer jogar, uma grande final”, completou o internacional brasileiro. Ao serviço do Académico de Viseu, o defesa-central brasileiro contabiliza um total de 38 jogos, entre Liga 2, Taça de Portugal e Taça da Liga, e tem um golo apontado.  Chaves é mais um dos exemplos da aposta da Académico de Viseu FC, Futebol SAD em jovens talentos. Desde o outro lado do Atlântico viajaram também para Viseu mais quatro promessas, os defesas Kauã Vinícius e Bruno Ramos, dupla que se tem destacado nos sub-23, o médio Marquinho, que começou pelos sub-23 mas já chegou à equipa principal, e ainda o avançado Bruno Branco, a jogar nos sub-19. Quatro jogadores que chegaram ao nosso emblema provenientes do Barra FC. O Académico de Viseu dá os parabéns a Arthur Chaves pela chegada à grande final, desejando-lhe as maiores felicidades ao serviço da sua seleção. O jogo do título, este sábado, tem início às 23h00 de Portugal Continental, no Estádio Sausalito, em Viña Del Mar, no Chile.

2023-11-03

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"Fiquei satisfeito com a equipa"

O treinador principal da equipa de futebol sénior do Académico de Viseu, Jorge Simão, fez o rescaldo à partida frente ao CD Nacional, na qual os viriatos empataram a uma bola. No final do jogo, o técnico português em estreia no comando da formação viseense, afirmou a sua satisfação com o desempenho coletivo da equipa, mostrando-se descontente com a expulsão nos minutos finais: “Fiquei satisfeito com a equipa. Acho que temos de aceitar o resultado, devido às circunstâncias do jogo. Talvez aqueles minutos finais, em que ficámos a jogar com 10, poderiam ter sido minutos onde o jogo poder-nos-ia ter dado mais uma oportunidade para decidir o resultado. Tivemos várias oportunidades, mas ficou claro que houve duas fases. Nos primeiros 15 minutos o Nacional esteve melhor do que nós, mas a partir do golo acho que nós dominamos até ao fim. Criámos muitas situações claras de golo, muitos remates enquadrados (julgo saber que foram 10 remates) que em condições normais davam para fazermos mais do que um golo. Fico um pouco dececionado com o facto de termos perdido, para o próximo jogo, o melhor jogador em campo hoje. Não foi mal expulso, mas é uma pena porque o Samba estava a ser o melhor jogador”. Questionado sobre os objetivos traçados para o resto da temporada, Jorge Simão não hesitou em reconhecer a vontade de levar os beirões mais alto na tabela classificativa: “Pediram-nos para fazer um bom trabalho, tirando o Académico da posição em que se encontra e encostar aos lugares cimeiros. É isto que pretendemos. Acaba por ser natural para um clube como este, no momento em que se encontra, tirá-lo desta posição e encostá-lo aos lugares de cima. É para isso que vamos lutar”. Com este empate, o Académico de Viseu soma mais um ponto da classificação da Liga Portugal SABSEG. Os viriatos têm novo desafio no dia seis de novembro, dia em que se deslocam ao terreno do FC Paços de Ferreira.

2023-10-29

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Com o Natal a chegar, ainda nos falta a estrelinha

Só faltou mesmo isso…aquela estrelinha que nos poderia guiar aos três pontos, acabou por não aparecer no meio da manhã nublada de hoje. A receção ao CD Nacional tinha dois toppings especiais a cobrir o Estádio do Fontelo: o primeiro prendia-se com regresso a casa, em jogos do campeonato; o segundo, talvez o mais importante, preparava a estreia do novo timoneiro beirão: Jorge Simão (técnico apresentado na última sexta-feira) fazia o seu primeiro jogo ao serviço do Maior do Interior, com direito a prato caseiro. Posto isto, estavam reunidos os ingredientes necessários, para que este fosse um apetecível reencontro dos viriatos com as gentes de Viseu. Com algumas alterações no onze inicial, onde já se notou a “mão” do novo treinador academista, o conjunto viseense iniciou a partida algo nervoso, possibilitando ao adversário algumas situações de perigo nos primeiros 30 minutos. Foi, de resto, o único período de jogo em que os insulares estiveram por cima, e nos quais conseguiram chegar à vantagem. Aos 13 minutos, Gustavo Silva trabalhou bem na alta direita, cruzando para a entrada da pequena área. Com tempo e espaço, Ramirez recebeu e rematou com o pé direito, batendo o guardião Domen Gril que ainda se esticou para tentar evitar uma bola de golo que não viu a partir. Estava em vantagem o Nacional. E foi precisamente a partir deste momento, que os bravos viriatos arregaçaram as mangas, colocaram mãos à obra, e partiram para uma das melhores (se não a melhor) exibições da presente temporada. Ainda que o ascendente madeirense se tenha prolongado até à primeira meia hora, o conjunto às ordens de Jorge Simão começou a encarrilhar, dando o primeiro sinal de perigo aos 33 minutos, quando o suspeito Famana Quizera tentou um remate de trivela, cortado para canto. Estava dado o aviso, que se materializaria em golo apenas cinco minutos volvidos. Através de um livre lateral no flanco esquerdo, o luso-guineense entrou em modo espetáculo, cruzou uma bola que não encontrou ninguém (felizmente), e enganou tudo e todos ao fazer o esférico entrar no canto superior esquerdo da baliza adversária. Estava reestabelecida a igualdade no marcador, mesmo antes do intervalo. A cereja no topo da exibição do jovem médio academista, poderia ter surgido ainda antes da ida para os balneários, mas o guarda-redes Lucas França segurou um outro remate de Quizera, tirado ainda fora da grande-área.

2023-10-29

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Novos tempos, o foco de sempre

Muitos dizem que no regresso ao campeonato, após pausa para os compromissos nas taças, o chip tem de mudar. Ora, não só não tem de mudar, como terá mesmo de se manter. E falamos, claro, do chip da vitória, do pensamento no triunfo, no esforço diário para alcançar os três pontos no próximo jogo. É com este mesmo chip com que temos de entrar no domingo, na receção ao CD Nacional, da Madeira. Aliados à chegada do novo mister, os bravos viriatos partem para mais uma jornada da Liga SABSEG, com um único desejo: conquistar três pontos, alavancando uma equipa que já há muito merece descolar na tabela classificativa. Jorge Simão traz a este barco: experiência, sabedoria e, acima de tudo, pulso firme. Uma postura flexível, mas ao mesmo tempo convicta e feroz, que traça objetivos sérios e concisos sobre a longa caminhada que ainda falta fazer em 2023-24. Este não tem sido um duelo historicamente fácil para os viriatos, que venceram por apenas duas vezes, num total de 18 jogos com os insulares. Ainda assim, o Nacional regista uma só vitória no Estádio do Fontelo, nos últimos 26 anos. Para além do facto revelado no parágrafo anterior, o adversário do próximo domingo tem apresentado uma forma de resultados consideravelmente positiva. Após duas derrotas no arranque do campeonato, o Nacional venceu sete dos últimos oito jogos que discutiu. Pelo meio, uma derrota com o primodivisionário Casa Pia, a contar para a ALLIANZ Cup, abriu “alas” para uma sequência de três goleadas consecutivas (1-4, 5-0 e 6-1). Ainda assim, estes não são números que assustam os academistas, que estão focados e confiantes no regresso às vitórias, após dois desaires seguidos no campeonato. A estreia de Jorge Simão ao comando da nau viseense, não podia ter sido marcada para local melhor: a fortaleza à qual chamamos Casa, ou seja, o imperiral e mítico Fontelo. Espera-se uma receção onde o técnico beirão (sim, porque também ele tem raízes na Beira do território nacional) seja acarinhado e saudado pelos academistas que, pelas boas perspetivas, acorrerão em peso ao jogo frente aos madeirenses. O entusiasmo dos adeptos torna a aumentar, após alguns resultados menos positivos que, quer queiramos quer não, fazem parte da vida de um clube de futebol. Mais que nunca, necessitamos da ajuda, do apoio e do fervor desta nação academista que está esfomeada por bons resultados, por golos e por vitórias. Porque isto não é como começa, mas sim como acaba. 

2023-10-28

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Bem-vindo, Jorge Simão

A Académico de Viseu FC, Futebol SAD tem o prazer de anunciar a contratação de Jorge Simão. O técnico de 47 anos assinou hoje contrato até ao final da presente temporada e assume de imediato o comando da equipa, orientando já esta tarde o seu primeiro treino. Declaração de Mariano Lopez, presidente da Académico de Viseu FC, Futebol SAD: “A contratação de Jorge Simão, um treinador com percurso e experiência ao mais alto nível no futebol português, representa a dimensão e a exigência do projeto Académico de Viseu. Queremos desejar as maiores felicidades ao Jorge, estando seguros de que a sua capacidade de trabalho e visão para o futebol estão alinhados com os valores do nosso clube e da nossa região”. Declaração de Jorge Simão, treinador da equipa principal do Académico de Viseu: “Quero sobretudo agradecer a confiança e dar conta do orgulho pelo desafio que assumimos, com grande entusiasmo, ambição e sentido de responsabilidade. Este é um projeto único, com identidade e potencial muito especiais. Vamos dar o nosso melhor pelo Académico de Viseu, pelos seus adeptos e pela região”. Perfil de Jorge Simão Jorge Simão conquistou uma carreira a pulso, desde os escalões amadores até ao futebol profissional. Com duas subidas de divisão no currículo, assume-se como um técnico batalhador e ambicioso que não vira a cara à luta, por mais exigentes que os desafios se apresentem. António Jorge Rocha Simão é natural de Pampilhosa da Serra. Tem 47 anos (12/08/1976) e a licença de treinador UEFA Pro. Abraçou a carreira de treinador quando tinha apenas 26 anos, então como treinador-adjunto do Atlético Cacém, na Divisão de Honra da Associação de Futebol de Lisboa. Passou depois por Sacavenense, Odivelas, Olivais e Moscavide e Estrela da Amadora, sempre como adjunto de treinadores como Rui Gregório, Lázaro Oliveira, Lito Vidigal ou Marco Paulo. Em 2012/13, ainda como adjunto de Mitchell van der Gaag, ajudou o Belenenses a conquistar o título de campeão da Liga 2 e consequente promoção à I Liga. Em fevereiro de 2014 assumiu pela primeira vez o cargo de treinador principal, aceitando o desafio de liderar o Atlético na Liga 2. Na época seguinte, em 2014/15, muda-se para o Mafra e aí conduz a equipa à conquista do Campeonato de Portugal. Não esteve na festa do título porque, entretanto, surgiu o convite para dirigir pela primeira vez uma equipa da I Liga, o Belenenses, que assumiu em março de 2014 após a saída de Lito Vidigal. Seis meses depois seguiu para novo projeto, desta vez em Paços de Ferreira, onde esteve na temporada 2015/16. Seguiu-se o Chaves, em 2016/17, numa altura em que já era um dos treinadores mais requisitados a nível nacional. Em dezembro de 2016, Jorge Simão é desafiado para ingressar no SC Braga. Passou, depois, pelo Boavista, antes de duas passagens pelo futebol internacional, primeiro na Arábia Saudita, onde orientou o Al-Fayha, em 2019/20, e depois na Bélgica, em 2020/21, onde dirigiu o Mouscron. Voltou a Portugal para liderar a equipa técnica do Paços de Ferreira, antes de chegar ao Santa Clara, em 2022/23. No total soma 261 jogos, a maioria deles na I Liga (140). A vida de Jorge Simão está intimamente ligada ao futebol. Jogou como médio, tendo-se formado nas escolinhas do Estrela da Amadora, onde passou por todos os escalões. Seguiu posteriormente para o Real SC, Atlético Cacém, Fanhões e terminou no Carregado, em 2002/03. A Académico de Viseu FC, Futebol SAD dá as boas-vindas e deseja os maiores sucessos a Jorge Simão.

2023-10-27

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“A jogar em casa, só temos que ser favoritos”

O mister Vítor Martins e o defesa academista, André Almeida deram, no final da manhã de hoje, a conferência de imprensa de antevisão à partida deste sábado, frente à UD Leira. No lançamento do jogo no Estádio do Fontelo, a contar para a terceira eliminatória da Taça de Portugal, o técnico academista abordou um jogo referente a uma competição distinta, mas onde o foco é o mesmo: “Os contornos são iguais, passam por ganhar, fazer um bom jogo e seguir em frente. Queremos muito fazê-lo e preparámos-mos no sentido de ser competitivos, de conhecer bem o adversário e de saber aquilo que podemos fazer bem estrategicamente. É esse o objetivo e é só isso que está dentro de nós, desde o momento em que o sorteio nos ditou o Leiria”. Em resposta aos órgãos de comunicação social, Vítor Martins falou ainda da vontade diária em ganhar jogos, transversal a toda a equipa: “Todos sabemos a exigência que é representar este projeto do Académico de Viseu, portanto temos de seguir em frente. Nunca podemos facilitar, em todos os jogos queremos seguir em frente, somar mais uma vitória. Mesmo sendo uma competição diferente, havendo a possibilidade até de mais de 30 minutos, temos sempre a perspetiva de fazermos o melhor possível e o melhor possível é ganhar. Nunca vamos olhar de outra perspetiva, nunca vamos para os jogos de outra forma”. Também um dos capitães do plantel, André Almeida, fez a projeção da partida deste sábado. O defesa-central assumiu o favoritismo, apelando ao apoio de toda a nação academista: “Claramente somos favoritos, a jogar em casa só temos é que ser favoritos, só temos de fazer o nosso trabalho e passar esta fase. Além de ganhar, queremos trazer a energia positiva à nossa volta. Precisamos dela animicamente, e precisamos de toda a gente a remar para o mesmo lado”. O Académico de Viseu joga em casa, às 20H deste sábado, frente à UD Leiria, em partida referente à terceira eliminatória da Taça de Portugal.

2023-10-20

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É da Taça que o Povo gosta

15 anos passaram desde a última vez em que Académico de Viseu e União de Leira se defrontaram. Os dois históricos do futebol português, estão separados de qualquer confronto oficial desde o dia um de março de 1998. Na altura, lutavam por pontos na segunda divisão de honra, sendo que os leirienses saíram do Fontelo com uma magra vitória por 0-1. Essa foi, inclusivamente, uma época de sortes bem distintas para os dois emblemas. O Académico acabaria por descer de divisão no final da temporada, enquanto a União Desportiva tornar-se-ia campeã, ascendendo à primeira liga. Mais de década e meia volvida, muito mudou na história destas duas míticas instituições desportivas . Competições europeias, distritais, divisões secundárias e o regresso ao futebol profissional. Foi por estes momentos que passaram viriatos e unionistas nos últimos anos, encontrando-se neste momento a competir na mesma divisão. No Fontelo, ultimam-se os preparativos para um dia de festa academista, envolta no espírito da Taça de Portugal. Para o viseense, está a ser criada uma Fan Zone a partir das 14H, com vista ao jogo da equipa sub-19 dos viriatos, que entra em campo às 15H no Estádio 1º de maio, frente ao Sporting CP. Estão criadas as condições perfeitas para uma grande reunião da família beirã, que se compromete a unir forças em torno dos dois grandes jogos da tarde/noite. Historicamente, a equipa do lis leva uma pequena vantagem. Em 27 jogos, o Académico de Viseu foi vitorioso por nove vezes, tendo empatado por seis, e perdido por 12. Ainda assim, esta será apenas a segunda ocasião em que os dois clubes se encontram na Prova Rainha. A anterior, curiosamente no primeiro jogo em que se defrontaram na história, os leirienses venceram por 3-0 na edição de 1970-71 da Taça. Já na atual temporada, os dois conjuntos têm tido percursos idênticos. Ambos afastados da Taça da Liga, Académico e Leiria estão separados por apenas um ponto na tabela da Liga Portugal SABSEG. Além disso, antes da paragem para as seleções, o último jogo que realizaram no campeonato foi de má memória: os viseenses saíram derrotados dos Açores, tal como os leirienses regressaram da visita a Mafra. No entanto, na Taça algum deles terá de, invariavelmente, sair vitorioso (seja nos 90´, 120´ou nos penáltis). E, por terras de viriato, convence-se um coletivo de jogadores, staff, dirigentes e adeptos, de que está na altura de arrancar prego a fundo, de demonstrar o nosso talento, ambição e garra, seja dentro ou fora de campo. Isto porque, em Viseu, mandamos nós.

2023-10-19

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Um desaire açoriano

Foi com uma tarde de chuva copiosa, que a Ilha de São Miguel recebeu o encontro inaugural da jornada sete da Liga Portugal SABSEG. Ao contrário de todo o país, onde impera o sol e o calor, a partida desta sexta-feira, entre Santa Clara e Académico de Viseu, foi “benzida” pelas nuvens do Arquipélago Regional. Com um início equilibrado, e por algumas vezes mal jogado, o encontro entre açorianos e viseenses começou morno. Registando-se um ligeiro ascendente dos da casa, os lances de aproximação às duas balizas foram surgindo de forma natural. Numa abordagem infeliz, pouco depois dos primeiros 10 minutos, Miguel Bandarra tocou inadvertidamente com a mão na bola, gerando a grande penalidade com que a equipa da casa saiu na frente do marcador. Bruno Almeida rematou forte, não dando quaisquer hipóteses a Domen Gril. A partir do 1-0, a partida ficou ao encargo beirão, que começou a dominar a posse de bola, mas sem encontrar a chave das oportunidades de golo. Confortável em campo, e perante a pressão alta dos academistas, a turma visitada foi impedindo, com maior ou menor facilidade, que o Académico se aproximasse com perigo da baliza açoriana. A exceção dos primeiros 45 minutos, surgiu já dentro do período de descontos. Num bom movimento do meio para a linha, Miguel Bandarra apareceu na projeção da grande área, cruzando para André Clóvis. O ponta de lança brasileiro, pressionado, conseguiu um remate que ainda tirou tinta ao poste da baliza, à guarda de Gabriel Batista. A segunda metade começou com duas mexidas, que operaram as entradas de Daniel Labila e de Steven Petkov. A equipa viseense entrou melhor, tentando chegar ao empate com bastante intensidade. Ainda assim, passados oito minutos dos 45 (53 no cronómetro), o Santa Clara ampliou a vantagem, através de um livre direto. Novamente Bruno Almeida, contou com um desvio na barreira e com a escorregadela do guardião academista, para fazer o 2-0. Este seria um duro golpe nas pretensões beirãs. Unidos pela vontade de alterar o rumo dos acontecimentos, os viriatos partiram para cima do adversário, dominando de novo a posse de bola, mas sem conseguir ligar o jogo com a rapidez necessária, capaz de levar a equipa à baliza dos insulares. Assumindo a iniciativa, pela frente surgiu uma defesa bem posicionada, que não se deixou incomodar pelo ímpeto viseense. Após duas boas oportunidades (uma de Maiga, aos 72 e outra de Arthur Chaves, em cima dos 90 minutos), o Académico não foi mais capaz de contrariar a superioridade caseira, somando assim a segunda derrota no campeonato. Nas próximas duas semanas, há nova paragem interna, estando o próximo compromisso oficial, marcado apenas para dia 21 de outubro. Será, portanto, uma excelente oportunidade para parar, refletir e corrigir os erros. A cabeça terá de continuar levantada para cima, porque no meio de uma maratona, os momentos difíceis são propícios de acontecer.

2023-10-07

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“Sofremos dois golos nos piores momentos possíveis”

O Académico de Viseu saiu derrotado da deslocação aos Açores. Na sétima jornada da Liga Portugal SABSEG, os viriatos perderam no terreno do CD Santa Clara, por 2-0. Na conferência de rescaldo ao encontro, o técnico principal dos beirões, Vítor Martins, falou da vantagem academista no plano estatístico, que ainda assim não se traduziu em pontos: “Temos tido boas estatísticas, mas sem impacto nos resultados. A posse de bola foi, também, algo consentida pelo Santa Clara, a partir do momento em que se apanhou a ganhar. Fomos tentando aproveitar, mas esta é uma equipa muito difícil de desmontar. Entrámos tímidos, inseguros e receosos, com uma circulação algo lenta. As oportunidades, talvez com uma estrelinha diferente, podiam ter acabado em golo. Custa, mas há que continuar e basear-nos nas coisas que fizemos bem. Acabámos por fazer duas faltas desnecessárias, que resultaram nos dois lances de golo”. Em resposta aos órgãos de comunicação social, o treinador dos viriatos reconheceu que os dois golos, chegaram nas duas piores alturas da partida: “Nunca nenhuma altura é boa para sofrer, mas hoje sofremos dois golos nos piores momentos possíveis. Sabíamos que não ia ser um jogo com muitas oportunidades de parte a parte, portanto era importante manter o jogo do nosso lado. Sofrendo um golo, as coisas tiveram de ser alteradas, e esperámos pelo intervalo. Foram dois golos que nos condicionaram muito o jogo”. Com este resultado, o Académico de Viseu mantém os sete pontos, com os quais entrou nesta jornada. Ao fim de sete rondas no campeonato, o emblema viseense ocupa, provisoriamente, o 11º lugar da tabela classificativa da Liga Portugal SABSEG.

2023-10-06

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“Será um jogo que se vai decidir nos detalhes”

O mister Vítor Martins deu, no final da manhã de hoje, a conferência de imprensa de antevisão à partida desta sexta-feira, em casa do CD Santa Clara. No lançamento do jogo em Ponta Delgada, o técnico academista previu uma partida equilibrada, para a qual a equipa parte com o pensamento somente nos três pontos: “Será um jogo de equilíbrio, que se vai decidir nos detalhes. É um jogo que queremos muito ganhar, portanto temos de trabalhar muito para que assim seja. Vamos chegar otimistas por aquilo que fizemos no último jogo, é factual perceber que fizemos realmente um último bom jogo. Portanto vamos tentar corrigir aqueles detalhes, que não nos permitiram a vitória. Corrigindo esses detalhes, e tendo foco em todos os lances, acredito que vamos discutir o resultado, e acredito muito numa vitória para o Académico de Viseu”. Em resposta aos órgãos de comunicação social, o treinador Vítor Martins afirmou que sentes os jogadores motivados, reiterando a vontade de vencer: “Sinto os jogadores sempre a darem o máximo, a tentarem serem melhores. A leveza vem com resultados, mas não há nenhuma pressão associada, até porque não há nenhum motivo para isso. O motivo que nós temos sempre é vir ao treino, numa perspetiva de melhorarmos, de sermos mais competitivos. Quando assim é, os ingredientes estão montados para uma vitória nos Açores”. O Académico de Viseu joga no Estádio de São Miguel, às 18H desta sexta sexta-feira, no terreno do CD Santa Clara. A partida referente à sétima jornada da Liga Portugal 2 SABSEG, terá arbitragem do juiz Rui Lima, da Associação de Futebol de Viana do Castelo.    

2023-10-05

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Confiantes e unidos

“Bem-vindos ao Boeing 1914, com destino à Ilha de São Miguel, nos Açores. Iniciamos agora a nossa rota de descolagem, em direção ao regresso aos triunfos”. Este é o ponto de partida perfeito, para aquela que será a deslocação mais longínqua, que iremos fazer na presente temporada. O Clube Desportivo Santa Clara, único representante açoriano nos campeonatos profissionais, espera pela comitiva beirã, que voa para a sétima jornada do campeonato, com o pensamento focado nos três pontos. Não vale a pena desesperar. Se bem conhecermos a segunda divisão portuguesa, sabemos perfeitamente que a competitividade, os resultados renhidos e inesperados e a divisão de pontos são, talvez, a sua propriedade característica mais recorrente. E como isto não é como começa, mas sim como acaba, viremos atenções para uma nova oportunidade de responder, com convicção, ao desaire do fim de semana anterior.  Analisando a história, o Académico de Viseu torna-se o teórico favorito, num embate frente a um adversário com o qual não perde desde 2015. Em 10 jogos entre os dois emblemas, a turma viseense levou a melhor em seis ocasiões, tendo sofrido derrotas em apenas três delas, a última precisamente nos Açores, em abril de 2015. Apesar do terreno tradicionalmente difícil, os viriatos apenas perderam por uma vez nos últimos 10 anos, dados que aumentam (à priori) as probabilidades de sucesso. No entanto é preciso transformar, na prática, a vantagem teórica de que vos falamos. Para tal, é necessário encher as malas de viagem com confiança e união, ingredientes capitais para que a equipa volte ao rumo das vitórias. Sem estas duas premissas, nenhum conjunto de trabalho conseguirá atingir objetivos, sejam eles quais forem. Já diagnosticando o atual momento dos dois conjuntos, os açorianos ainda não foram derrotados na presente temporada, somando 12 pontos no campeonato, no qual ocupam o terceiro lugar. São, por isso e a par do AVS, as duas únicas equipas da segunda liga ainda sem derrotas. Desse restrito grupo, saiu precisamente o Académico de Viseu, que até à última ronda da competição, não tinha qualquer deslize na prova interna. Após a derrota caseira, frente ao líder, torna-se então imperativo dar uma boa resposta na visita aos Açores. Muitos poderão pensar que esta é uma “conversa da treta”, até porque o fervoroso adepto viseense vive de resultados, é esfomeado pelo golo e pelo triunfo. Ainda assim, a nossa missão passa por manter o ADN VIRIATHUS acima de tudo, génese essa que nos une e fortalece, nas alturas de maior dúvida ou dificuldade. “Confiantes e unidos”, é desta forma que teremos de estar, mais que nunca.

2023-10-04

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“O resultado deve-se à eficácia”

O Académico de Viseu saiu derrotado da receção ao AVS. Na sexta jornada da Liga Portugal SABSEG, os viriatos perderam em casa por 1-2. Na conferência de rescaldo ao encontro, o técnico principal dos beirões, Vítor Martins, abordou um jogo que, a seu ver, ficou marcado pela alta eficácia do adversário: “O resultado deve-se à eficácia que o AVS conseguiu ter. Sentíamos que era muito importante marcar primeiro e, olhando para trás, tudo aquilo que nós perspetivámos, acabou por acontecer. Fomos uma equipa com personalidade, que assumiu os riscos da construção curta, para aproveitar o espaço nas costas. Na segunda parte, entrámos com essa ambição, chegámos ao golo e senti a equipa liberta, como ainda não tinha sentido até aqui. Quando estávamos na frente, num lance de transição em que estamos equilibrados, a tal eficácia apareceu e eles conseguiram, através desse remate, fazer o primeiro golo. Antes do 1-2, termos a bola na trave, mas o que é certo é que eles fizeram dois golos e nós não conseguimos fazer. A parte final foi um bocadinho mais com o coração, do que com outra coisa”. Questionado sobre a atual posição na tabela classificativa, Vítor Martins foi imperativo no momento de afirmar, que acredita que a equipa conquistará muitos mais pontos: “Pelos constituintes do nosso plantel, por alguns sinais que vamos dando ao longo dos jogos, não tenho dúvida nenhuma que vamos alcançar os lugares cimeiros. Tenho de ver este jogo com calma, porque acredito que fizemos dos melhores jogos até agora. Com isto, eu não estou a retirar a responsabilidade de cima de mim. Enquanto treinador e líder desta equipa, nós temos de conseguir ter mais pontos. Quem tem as condições que nós temos, a qualidade do plantel que nós temos, tem de ter mais pontos. Senti sempre que o caminho é este, é um caminho de continuidade, portanto eu tenho de acreditar, independentemente, de tudo o que possa acontecer no futuro, que a equipa do Académico de Viseu, terá todas as condições para acabar nos lugares cimeiros”. Com este resultado, o Académico de Viseu mantém os sete pontos, com os quais entrou nesta jornada. Ao fim de seis rondas no campeonato, o emblema viseense ocupa, provisoriamente, o nono lugar da tabela classificativa. Na próxima sexta-feira, os viriatos deslocam-se ao terreno do Santa Clara, em jogo que abre a jornada número oito da Liga Portugal SABSEG.    

2023-10-01

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Superioridade ≠ Vitória

Num campeonato tão competitivo, as derrotas ou desaires, fazem parte do processo normal de crescimento e amadurecimento de uma equipa. Hoje, jogámos frente ao líder da prova, terminando a partida com o sentimento de que a superioridade não voltou, de novo, a refletir-se no resultado. Com mais posse de bola, ocasiões de perigo e remates, a derrota acabou por surgir frente a uma equipa que será, de forma justa, considerada mais experiente. O primeiro tempo do encontro desta manhã foi subjugado ao equilíbrio, tendo pertencido ao Académico as duas principais ocasiões para marcar. A primeira delas, aos 37 minutos, surgiu quando, após um canto batido à maneira curta no flanco direito do ataque, Famana Quizera cruzou uma bola redondinha para a cabeça de Arthur Chaves. O defesa central brasileiro, conquistou o espaço à entrada da pequena área, saltando sozinho e cabeceando pouquíssimo por cima da baliza de Pedro Trigueira. Ainda antes do apito para os balneários, com dois minutos para lá dos 45, o número 10 dos viriatos voltou a estar em destaque. Depois de uma bola guerreiramente segurada por André Clóvis, de costas para o ataque, Quizera foi assistido à entrada da grande área. Após trocar os olhos à defensiva contrária, o luso-guineense disparou colocado para uma boa intervenção do guarda-redes dos nortenhos, que manteve o nulo para a segunda parte. Nela mesma iriam surgir todos os golos, que ditaram a marcha do marcador no final do encontro. Entrando com tudo no regresso ao relvado, foi numa jogada de insistência (onde Gautier podia ter marcado) que o Fontelo assistiu a um dos momentos da manhã. Jovani Welch, de regresso ao onze titular, recebeu de Messeguem antes de aplicar o pé direito para um golaço. Pouco para lá da metade do meio-campo adversário, o panamiano encontrou as redes do AVS, fazendo o 1-0 que trazia justiça ao marcador.

2023-10-01

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“Tem tudo para ser um grande jogo”

O mister Vítor Martins deu, no final da manhã hoje, a conferência de imprensa de antevisão à partida deste sábado, frente à AVS. No lançamento da partida que marca o regresso ao Fontelo, o técnico academista abordou aquele que considera ser o jogo da jornada do campeonato: “São jogos de segunda liga, difíceis e contra adversários que nos vão tentar dificultar a vida ao máximo. Do nosso lado está exatamente a mesma ideia, vamos tentar impor aquilo que é o nosso jogo, tentar controlar ao máximo as coisas, sabendo que do outro lado está um adversário que também funciona como equipa, e que também vai procurar os três pontos. Adivinho um grande jogo, o jogo cartaz da jornada com duas equipas que vão querer muito a vitória, e que já deram provas de que, independentemente de quem seja o treinador, naquilo que se passa dentro das quatro linhas, não há grandes segredos. Gostava de me colocar no lugar de adepto, porque acho que tem tudo para ser um grande jogo”. Em antevisão à partida da jornada número seis do campeonato, Vítor Martins assumiu ainda que está feliz por regressar aos jogos em casa, afirmando que a equipa tentará aproveitar a energia dos academistas para vencer: “É muito bom voltar. Temos andado um bocadinho fora de casa, o calendário assim o ditou. Nesta parte inicial, de todos os jogos oficiais só fizemos dois em casa, ambos de sentido único e em que nos sentimos muito por cima. Portanto, sentimos que o Fontelo pode dar-nos essa vantagem, que teremos de saber aproveitar. Temos o direito e o dever de puxar os adeptos para nós, para que eles também consigam entusiasmar-se com as nossas exibições”. O Académico de Viseu joga às 11H de amanhã, no Estádio do Fontelo. A partida referente à sexta jornada da Liga Portugal 2 SABSEG, coloca na rota do conjunto beirão os nortenhos da Vila das Aves.    

2023-09-30

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Hora de colocar os pontos nos Is

O relógio marca 11H do primeiro dia do mês de outubro de 2023. No Estádio do Fontelo, sob uma manhã de céu azul e de calor, o juiz da Associação de Futebol do Porto, João Gonçalves, apita para o início da partida entre o Académico de Viseu e a AVS, ouvindo-se um “Força Académico” nas colunas do recinto viseense. Com os adeptos academistas em peso, a turma ao comando de Vítor Martins (o viriato que está de regresso ao banco de suplentes, pronto para nova batalha) arranca para a próxima vitória caseira, a segunda no campeonato. Com mais ou menos nuances, este será o quadro que um artista poderá ilustrar, sobre o início do próximo encontro do Académico de Viseu. A cidade entusiasma-se com um regresso há muito esperado: desde 26 de agosto, data que marcou o primeiro triunfo da época (por 2-0, frente ao Feirense), o conjunto beirão não mais jogou em casa para qualquer competição. Seguiram-se três jogos fora de portas, mas perto de casa: empates nos terrenos de Penafiel e Oliveirense, para o campeonato, e a vitória frente ao Lourosa, a contar para a Taça de Portugal. Ainda que os academistas tenham respondido afirmativamente, no apoio aos seus jogadores nas deslocações da equipa, jogar em casa tem outra magia. O público do Fontelo tem sido preponderante nos nossos sucessos, pelo carinho, garra e força que tem o condão de transmitir para o relvado. Em casa, tem sido fácil vencer e, além disso, vencer bem. Preparamo-nos para uma nova enchente, alavancada pelas duas principais iniciativas levadas a cabo nesta partida: aos sócios cativos, é oferecido um bilhete extra, e aos adeptos com mais de 65 anos (no âmbito das comemorações do Dia Internacional do Idoso), é oferecida a entrada gratuita. Estão, portanto, reunidas as condições perfeitas para a receção ao atual líder do campeonato e é, por isso, “hora de colocar os pontos nos is”. Se, até esta altura, as exibições têm sido mais positivas que os resultados, é tempo de traduzir a superioridade, as oportunidades e o ataque perigoso, em golos que tragam os três pontos. Algo que temos repetido nas crónicas de antevisão, é mesmo o facto de ser este, o único fator que por vezes tem falhado presencialmente nos nossos jogos: o triunfo. Nesse seguimento, a nação Viriathus acredita numa descolagem da tripulação viseense, rumo à constelação onde se encontram as estrelas do pódio. A invencibilidade manteve-se intacta após a visita a Lourosa, aumentando o número de jogos que fazem desta, uma equipa a que ainda ninguém venceu desde o começo do campeonato. Pela frente, um outro conjunto que não perdeu para a Liga SABSEG, mas que vem do primeiro desaire da temporada, na passada terça-feira, frente ao Arouca em compromisso referente à ALLIANZ Cup. Desta feita, não abordaremos o histórico de confrontos, visto ser esta a primeira vez em que Académico de Viseu e AVS se defrontam. O clube recém-criado, que conta com a maioria dos jogadores e estrutura da antiga UD Vilafranquense, segue em primeiro lugar da tabela, com 13 pontos. Na teoria, esta é uma batalha com características únicas, capazes de criar as melhores condições possíveis, para a tal “descolagem” onde já todos merecemos entrar. Segurem-se bem e coloquem os cintos, estamos prestes a iniciar a contagem decrescente para a nossa trajetória de subida.

2023-09-29

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Arthur Chaves chamado à seleção olímpica brasileira

O defesa central do Académico de Viseu, Arthur Chaves, foi chamado pela seleção do Brasil Olímpica, para os compromissos nos jogos Pan-Americanos. A competição que vai ser jogada entre 20 de outubro e cinco de novembro, vai levar a seleção canarinha (inserida no grupo B) a jogar frente aos Estados Unidos, Honduras e Colômbia.   Em declarações exclusivas aos canais de comunicação do clube viseense, o jovem central reconheceu a felicidade pela convocatória, deixando um especial agradecimento: “Sinto-me muito feliz por ter atingido esse objetivo. Chegar à seleção é um sonho realizado. Agradeço sempre o apoio da minha família e dos meus companheiros de equipa”.   Arthur Chaves, uma das referências da defensiva beirã, abordou ainda a sua evolução desde que chegou a Viseu: “Sou muito grato ao Académico, por me ter aberto as portas de Portugal e da Europa. Desde que cheguei aqui, sinto-me muito mais preparado e maduro, para os desafios que o futebol me apresenta”. Na antecâmara da primeira ida à seleção nacional do Brasil, o defesa academista decidiu ainda reconhecer o apoio dos adeptos viseenses, que na sua opinião ajudam-no a si e a toda a equipa, a atingir os objetivos coletivos e individuais: “Eu agradeço aos adeptos que sempre me apoiaram a mim e à equipa. Sinto que somos muito bem acolhidos pela cidade, e esse apoio faz toda a diferença”.   A Académico de Viseu FC, Futebol SAD, endereça os mais sinceros votos de sucesso a Arthur Chaves e à seleção brasileira que estará presente nos jogos Pan-Americanos, entre 20 de outubro e cinco de novembro.

2023-09-26

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Resiliência beirã coroada na prova rainha

“Nunca se atira a toalha ao chão”. Este será, decerto, um dos princípios mais vezes ensinados, explicados e passados de geração em geração, no mundo do futebol. A capacidade de não desistir, mesmo quando confrontada com adversidades, é uma das primordiais características que deve suportar uma equipa, que quer atingir os seus objetivos. Se dúvidas ainda houvesse quanto ao Académico de Viseu, o conjunto beirão tratou de as dissipar na deslocação desta tarde, a casa da desafiante Lusitânia de Lourosa. Como falado na crónica de antevisão a esta partida, muitos eram os fatores de risco no compromisso da Taça de Portugal: a qualidade do adversário; as especificidades dos adeptos da casa e do estádio; e, claro está, a própria competição, pródiga em surpresas e em tomba gigantes. Os sinais de alerta estavam lançados, nunca descorando a noção da qualidade desta nossa equipa, que com mais ou menos dificuldade, sempre nos dá garantias de sucesso (recordamos que se mantém a vaga de invencibilidade, desde o início do campeonato). Com algumas mexidas no onze inicial (titularidades dadas ao guardião Mbaye, a Jeppe Simonsen e a Arthur Chaves na defesa, aos médios Christophe Nduwarugira e Jovani Welch e ao avançado Rodrigo Pereira), o encontro iniciou-se com um ritmo frenético e, sobretudo, com a prática de um futebol positivo de ambos os lados. Sem medo de atacar, as duas equipas foram criando as suas oportunidades durante a primeira parte, marcada pelo ascendente viseense. A primeira grande ocasião surgiu no ataque visitante, quando Nduwarugira viu a desmarcação de Yuri nas costas da defensiva contrária, antes do brasileiro cruzar para o centro da pequena área. Com um toque subtil, foi por muito pouco que o jovem Rodrigo Pereira não inaugurou o marcador aos oito minutos. Aos 18, foi a vez de Nuninho, avançado do Lourosa, responder com um potente remate à trave de Mbaye. André Clóvis, Yuri e Gautier foram os homens-perigo do lado academista, com várias chegadas à baliza dos leões. Inclusivamente, foi antes da primeira meia hora de jogo, que o ponta de lança brasileiro viu anulado, aquele que seria o seu primeiro golo da temporada. E como “quem não marca, sofre”, os lusitanistas chegaram à vantagem mesmo em cima do intervalo. Com uma boa jogada de envolvimento, Nuninho (que já tinha ameaçado por duas vezes) entrou pelo lado direito da grande área, desfeiteando um forte remate que não deu hipóteses de defesa a Momo Mbaye.

2023-09-24

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“Temos a responsabilidade de fazer tudo para passar”

O mister Vítor Martins deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida deste domingo, frente ao Lusitânia de Lourosa, a contar para a segunda eliminatória da Taça de Portugal. Perante as questões dos órgãos de comunicação social, o treinador do Académico de Viseu começou por projetar uma partida que se adivinha complicada, perante um adversário de uma divisão inferior, mas que já provou na presente temporada que tem qualidade acima da média: “Será um jogo difícil, com um adversário de Liga 3 mas que tem pouco de Liga 3. Pelas condições que o Lourosa oferece aos seus profissionais, pelo plantel que tem, pela própria equipa técnica que, mais cedo ou mais tarde, também estará nas ligas profissionais, olhamos para este adversário não como uma equipa da Liga 3, mas sim da Taça de Portugal. Sentimos que o Lourosa irá vender o jogo muito caro, vão fazer das tripas coração para passar a ser eliminatória, tal e qual como nós. Preparámo-nos ao máximo para passar a eliminatória e para tornar este jogo difícil, num jogo que nos possa garantir a qualificação à próxima fase, sabendo de antemão toda essa dificuldade que é jogar em Lourosa, principalmente quando a equipa ultrapassa um bom momento. Achamos que temos um plano capaz de contrariar o adversário, aliado à nossa responsabilidade de querer e de fazer tudo para passar”. Também o ponta de lança academista, Rodrigo Pereira, respondeu às perguntas dos jornalistas, no lançamento da estreia viseense na prova rainha. O jovem avançado afirmou que o pensamento está, somente, na vitória, e que a equipa entrará em Lourosa para vencer: “Claramente que para quem joga no Académico, o pensamento na vitória tem de estar sempre presente. Foi-nos transmitido durante a semana, que será um jogo difícil, ainda por cima na casa do Lourosa. No entanto, vamos encarar a partida com a Máxima seriedade, tal e qual como o mister disse, como se fosse um jogo do campeonato. Entraremos em campo para ganhar“. O Académico de Viseu joga no Estádio do Lusitânia de Lourosa Futebol Clube, às 14H deste domingo. A partida referente à segunda eliminatória da Taça de Portugal, terá arbitragem do juiz Márcio Torres, da Associação de Futebol de Viana do Castelo.    

2023-09-23

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Na prova rainha, sê burguês

Numa sociedade dominada pelo capitalismo, a burguesia será o setor que, na gíria, faz circular o “esférico” da riqueza, controlando a “posse de bola” das diversas parcelas da indústria. Trocado por miúdos, os burgueses são conhecidos por serem os “Donos Disto Tudo”, os líderes da “tabela classificativa” social, que trabalham arduamente para conquistar o seu lugar. E é exatamente com essa mentalidade (que nunca deve descorar a humildade), com a qual o Académico de Viseu terá de entrar em campo, na casa do Lusitânia de Lourosa Futebol Clube. À espera dos corajosos viriatos, que se estreiam este domingo na prova rainha do futebol português, estará uma equipa, um estádio e uma massa adepta, que prometem dificultar ao máximo a tarefa viseense em Lourosa. Na verdade, no nosso caminho está uma equipa de um escalão inferior (Liga 3), mas tendo em conta a competitividade e ritmo a que se joga esse patamar, aliados à qualidade do adversário e às características presentes nos genes da Taça de Portugal, este é um encontro de “alto risco”. Quem de Viseu olhar para o Lusitânia, pensando em “favas contadas”, saiba desde já que está inteiramente enganado. Taça que é taça, é pródiga em surpresas, principalmente quando se entra em campo de “pés no céu”. Há também que saber fazer a distinção entre ser confiante, e agir sem humildade, dado o facto de que a linha que separa estes dois estados emotivos, é muito ténue. O que se pretende é entrar com o rosto levantado, tendo a noção da responsabilidade que acarreta ser favorito, sem medo de envergar esse “fardo” às costas. Não há que negar essa posição, mas sim prová-la dentro de campo. Historicamente há um fator motivacional, que promove ainda mais a vontade de vencer esta eliminatória: analisando os confrontos diretos, o Académico de Viseu nunca venceu o Lusitânia de Lourosa. Se este é um fator importante para a partida, também é verdade que as únicas seis ocasiões em que se defrontaram, datam todas entre as épocas 1964-65 e 1971-72. Portanto, este é um confronto histórico, mas que não conhece um “remake” há várias décadas. São, em absoluto, quatro empates e duas vitórias nortenhas. Para quem desconhece, o estádio dos lusitanistas é uma referência no que toca ao seu fervoroso ambiente, proporcionado pelos adeptos aguerridos. Ainda assim, da capital da Beira Alta, parte um conjunto de jogadores e de adeptos, mais que capazes de fazerem face às difíceis condicionantes que se apresentam no horizonte. Quebrar o enguiço é, portanto, a mensagem de ordem na estreia academista na Taça de Portugal. Esta é uma prova na qual o Académico de Viseu tem um importante legado a defender, principalmente num passado recente. Será a 62ª presença da turma beirã na prova rainha, competição onde chegou, por cinco vezes aos oitavos de final, por duas ocasiões aos quatros de final, e por uma vez (em 2019-20) às meias-finais. Nos últimos quatro anos, só por uma vez os academistas não chegaram aos oitavos de final, dado que eleva naturalmente as expectativas. No próximo domingo, o futebol tem um cheirinho diferente. A bola, os intervenientes, as regras e os espectadores são os mesmos, mas o sabor da Taça traz às nossas pupilas gustativas um novo sabor, totalmente diferenciado de qualquer outro. O bota-fora desta competição é um aliciante, tal e qual como o embate entre equipas de diferentes escalões. A oportunidade de uns serem tomba-gigantes, é a mesma para outros evidenciarem, na prática, a sua superioridade teórica. Que comece a verdadeira festa do futebol português.

2023-09-22

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“Se nos dá tanto trabalho a fazer um golo, não podemos oferecer dois”

O Académico de Viseu empatou na quinta jornada do campeonato. No regresso à Liga Portugal SABSEG, os viriatos deslocaram-se ao terreno da UD Oliveirense, empatando a dois golos. Na conferência de rescaldo à partida realizada no Estádio Dr. Carlos Osório, o técnico academista, Vítor Martins, lamentou os dois golos sofridos: “Temos sempre de aceitar o empate, mas a nossa grande tarefa é perceber como é que o resultado acontece. Permitimos à Oliveirense fazer dois golos e pôr-se em vantagem, essa é a mágoa que eu levo daqui. Trabalhámos, mas não conseguimos controlar o jogo, na altura mais fácil de o controlar. Depois de uma primeira parte a sofrer contra o vento, onde conseguimos chegar à vantagem, entrámos na segunda parte com a ideia de aumentar o marcador, de não nos fecharmos e irmos em busca do segundo golo. Terminamos empatados, porque desligámos em dois momentos, nos quais não podíamos desligar. É algo que não pode acontecer, nunca mais”. O treinador academista afirmou ainda que a equipa leva, desta partida, mais uma lição para o futuro: “O que eu não posso aceitar, e a responsabilidade é minha, é termos oferecido dois golos à Oliveirense. Não lhes retirando mérito, o que é certo é que eles conseguiram apanhar-se a vencer por demérito nosso. Temos de levar a lição de que, se nos dá tanto trabalho a fazer um golo, não podemos oferecer dois” Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora sete pontos. Ao fim de cinco jornadas no campeonato, o emblema viseense ocupa agora o oitavo lugar da tabela classificativa. Na próximas semana, os viriatos deslocam-se ao terreno do Lusitânia de Lourosa, naquela que será a estreia viseense na presente edição da Taça de Portugal.  

2023-09-17

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Um vendaval de igualdades

O sabor agridoce mantém-se, apesar deste ser um empate bem diferente daquele da deslocação a Penafiel. Uma nova igualdade surgiu no centro das muitas nuvens, da muita chuva e, principalmente, do fortíssimo vento que se fez sentir no Dr. Carlos Osório, casa da UD Oliveirense. Separados por três pontos, à entrada para ronda número cinco do campeonato, academistas e unionistas promoveram em campo um bom duelo, que colocou frente a frente duas equipas a privilegiar um futebol positivo, procurando constantemente a baliza contrária. Numa partida equilibrada, até foi a turma da casa a dispor da primeira oportunidade de golo, quando Anthony Carter (ex- Académico de Viseu) introduziu a bola dentro da baliza de Grill, mas em posição irregular. A resposta dos viriatos não podia ter sido mais eficaz: Sori Mané (qual arquiteto), em estreia no onze inicial do Académico de Viseu, desceu no terreno, recebeu o esférico dos pés do central João Pinto e, a partir daí, foi tudo uma questão de arte. Com régua e esquadro, o médio defensivo dos beirões traçou, bem antes da linha de meio-campo, um passe magistral para a desmarcação diagonal feita por Yuri Araújo, que aproveitou a saída em falso do guardião adversário, para receber com a peitaça e rematar com o pé esquerdo, para dentro da baliza aveirense. Os festejos deste minuto 19, em conjunto com os cerca de 100 adeptos viseenses que se deslocaram a Oliveira de Azeméis, refletiram o sentimento de uma nação sedenta por vitórias.

2023-09-17

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Hora de preparar novo triunfo

Duas semanas? Mais pareceu uma eternidade. 15 dias certos, sem tirar nem pôr, sem ver o Académico em ação, custam bastante a passar. Os jogos amigáveis serviram apenas de uma pequena e leve entrada, numa refeição que só nos deixa satisfeitos com partidas oficiais. O “chef” Vítor Martins, de jaleca preta e branca, esteve a preparar a ementa principal do próximo domingo, deixando-a em “repouso” por duas semanas, com tempo para apurar todo o gosto que queremos apresentar aos academistas que viajem até Oliveira de Azeméis. Recuperaram-se os índices físicos da equipa, integraram-se os reforços que chegaram no final de mercado, e afinaram-se as abordagens táticas de um grupo que está programado para vencer. No vislumbre beirão, apresenta-se à vista um terreno historicamente difícil, onde joga uma equipa frente à qual o equilíbrio tem marcado os embates entre os dois emblemas. Se analisarmos a história, das 58 ocasiões em que se encontraram Académico de Viseu e União Oliveirense, são 21 as vitórias academistas e 13 os empates. No entanto, há um enguiço por quebrar: o Académico não vence os aveirenses desde 2018, tendo empatado a uma bola na última deslocação que fez ao Carlos Osório, na temporada 2022-23. Estes factos, reforçam ainda mais a missão viseense de sair do distrito de Aveiro com os três pontos, objetivo que já não era novo, mas que se rejuvenesce à medida que se aproxima o próximo compromisso oficial. Vindos de uma sequência imaculada (0 derrotas nos primeiros quatro jogos), os viriatos têm ainda mais um excelente registo para juntar ao cartão de visita: duas partidas seguidas sem sofrer golos, sendo uma das quartas melhores defesas de todo o campeonato da segunda liga. Ainda assim, o momento é de alerta, não tivesse este adversário iniciado o campeonato de forma rompante, tendo apenas deslizado na última jornada antes da paragem para as seleções: recordamos que a UD Oliveirense arrancou a época com três vitórias seguidas (sobre Feirense, Länk e Penafiel), sofrendo uma derrota na quarta ronda, em casa do Torreense. Com nove pontos, os unionistas entram na jornada cinco no terceiro lugar, com mais três que os academistas, que seguem em sétimo. Este será, desta forma, quase que um jogo de múltiplas vantagens dado que, em caso de vitória, será pontualmente alcançado mais um adversário que se encontra posicionado nos lugares que todos querem alcançar. Nesta maratona a que chamam “Liga Portugal SABSEG”, todas as oportunidades são de ouro. A partida entre Académico de Viseu e União Desportiva Oliveirense, tem início marcado para as 11H do próximo domingo, no Estádio Dr. Carlos Osório, em Oliveira de Azeméis. O jogo estará a cargo do juiz David Rafael Silva, da Associação de Futebol do Porto. 

2023-09-15

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“Temos de estar preparados”

O mister Vítor Martins deu, no final da manhã hoje, a conferência de imprensa de antevisão à partida deste domingo, frente à UD Oliveirense. No lançamento do encontro, o técnico academista perspetivou uma partida num terreno historicamente complicado, comparando a deslocação à casa da Oliveirense, não só com o passado jogo com o Penafiel, como também com a partida da Taça de Portugal, no terreno do Lusitânia de Lourosa: “Temos de estar preparados, independentemente das condições dos relvados. São três jogos com adversários muito semelhantes, que em casa têm autênticas fortalezas, e que baseiam a maioria da sua pontuação, nos jogos em casa. São equipas muito guerreiras, com uma capacidade de lutar em casa um bocadinho acima da média. Portanto, nós temos de nos preparar para isso, e preparamo-nos sempre para ganhar. É com esse espírito e objetivo que nos vamos deslocar a Oliveira de Azeméis. Queremos mais uma vitória, que dará consequência àquilo que temos vindo. Temos tudo para sermos os vencedores”. Já sobre a paragem para os compromissos internacionais, o treinador dos viriatos apontou a evolução dos processos dentro de campo, abrindo sempre espaço a novas melhorias: “Foi um período para treinar, fizemos dois jogos de preparação com notas muito positivas. Sentimo-nos mais aptos, mais preparados e que isto tudo é um processo também do nosso treino. Acreditamos no nosso modelo de treino e de jogo, e sentimos que o mesmo está cada vez melhor. Vamos tentar sempre aperfeiçoarmo-nos e ser cada vez melhores” O Académico de Viseu joga às 11H de amanhã, no Estádio Dr. Carlos Osório, casa da UD Oliveirense. A partida da jornada cinco da Liga Portugal SABSEG terá arbitragem do juiz David Rafael Silva, da Associação de Futebol do Porto.     

2023-09-15

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Academistas brilham ao serviço das seleções

Está fechada a jornada internacional, no calendário do futebol mundial. Os quatro academistas que foram chamados às respetivas seleções (Famana Quizera, Christophe Nduwarugira, Jovani Welch e Jeppe Simonsen), somaram bastantes minutos nos compromissos internacionais. Os primeiros a entrar em ação foram Jeppe Simonense e Jovani Welch. O médio do Panamá esteve presente na vitória da sua seleção, frente a Martinica, por 3-0. Na partida referente à fase de grupos da Liga da Nações da CONCACAF, Jovani Welch entrou aos 56 minutos. Três dias depois, o jovem de 23 anos voltou a representar o país natal, entrando aos 72 minutos no empate frente à Guatemala, em jogo a contar para a mesma competição. Jeppe Simonsen cumpriu também a dupla jornada internacional. O defesa foi titular nas duas igualdades que o Haiti registou na fase de grupos da Liga da Nações da CONCACAF (0-0 frente a Cuba e 2-2 em casa da Jamaica). Também Famana Quizera e Nduwarugira estiveram ao serviço das respetivas seleções nacionais. O jovem médio ofensivo foi titular, na vitória da Guiné-Bissau frente à Serra Leoa, por 2-1, tendo estado em destaque ao fazer a assistência para o golo da reviravolta. Recorde-se que a seleção guineense, tinha já garantido a sua qualificação, para a próxima edição da CAN (Taça das Nações Africanas). Na mesma competição, Christophe Nduwarugira foi titular na derrota do Burundi em casa dos Camarões, por 3-0. Desta forma, a seleção do médio academista falhou, para já, o apuramento para a fase final da CAN, sobrando ainda dois jogos para o término da fase de grupos.  

2023-09-13

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“Foi um jogo com muita parra e pouca uva”

O Académico de Viseu empatou pela terceira vez no campeonato. Em jogo da quarta jornada da Liga Portugal SABSEG, os viriatos deslocaram-se ao terreno do FC Penafiel, empatando sem golos. Na conferência de rescaldo à partida realizada no Estádio Municipal 25 de abril, o técnico academista, Vítor Martins, realçou a vontade das duas equipas em marcar, reconhecendo que o conjunto beirão ainda tem muito para crescer: “Foi um jogo com intensidade, muita luta e muitos duelos. As duas equipas quiseram ganhar a bola o mais rápido possível, andaram sempre com o pé no acelerador no que toca a procurar a baliza do adversário. Foi um jogo com “muita parra e pouca uva”, tanto de um lado como do outro. O que retiramos daqui é a boa intensidade e o espírito que tivemos, na tentativa de ganhar toda e qualquer bola. No entanto, vamos ter de, obrigatoriamente, fazer crescer o lado tático que nos ajude a ter um discernimento diferente, para que as finalizações se tornem fáceis.  Saímos daqui com um ponto justo, mas com a certeza de que temos de crescer muito nos momentos com bola”. Vítor Martins assumiu também que, no seu entender, faltou alguma calma aos academistas: “Na segunda liga vamos esbarrar muitas vezes com este tipo de equipas, com uma boa estratégia para nos anular. Faltou-nos aquela paciência, portanto vamos ter de conseguir crescer, porque a realidade é que vamos encontrar mais equipas como o Penafiel. Não queremos ficar agarrados ao empate, desperdiçámos algumas tentativas de jogo interior e não criámos grandes oportunidades. Teremos de ser mais fortes com bola”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora seis pontos. Ao fim de quatro jornadas no campeonato, o emblema viseense ocupa, provisoriamente, o sexto lugar da tabela classificativa. Nas próximas duas semanas, as competições oficiais estão interrompidas, para os compromissos das seleções nacionais.

2023-09-02

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Faltou uma “pitada de sal”

Os clássicos empates a zero…são uma mistura estranha ao sentimento do genuíno adepto de futebol. Por um lado, procuram-se e retiram-se ilações positivas pela “não derrota”, mas a frustração do marcador não ter piscado, nem para um lado nem para o outro, é um potente catalisador de sensações agridoces no final dos 90 minutos. É, talvez, das ocasiões no mundo futebolístico, onde melhor se compreende o lado do adversário, dado o facto de nos envolvermos dentro do mesmo ânimo. Esta tarde, em Penafiel, o jogo prometeu tudo aquilo que de bom tem o futebol: golos. Para mal dos pecados dos academistas, o mesmíssimo jogo perdeu-se no endereço, e não foi capaz de nos entregar tudo aquilo que de bom tem o futebol: golos. A primeira parte decorreu a um ritmo acelerado, com vastas e excelentes aproximações às duas grandes-áreas. A esmagadora maioria merecia golo, com os dois ataques balanceados no processo ofensivo, como que se de uma coreografia conjunta se tratasse. A bola dançava, animada, de um lado para o outro, rodeando as malhas de ambas as balizas do Municipal 25 de abril, quase num cínico gesto de aproximação, que não surtia em qualquer toque nas mesmas. Aos sete minutos, Soufiane Messeguem encarou, pela primeira vez, o guardião Pedro Silva, que teve de evitar com uma grande intervenção, um forte remate do médio alemão que levava selo de golo. Já aos 24´, o capitão academista quase fez o primeiro tento na partida. Após canto cobrado da direita, André Almeida ganhou no primeiro poste, cabeceando uma bola que, novamente, iria para as redes. No entanto, Maga (qual bombeiro) chegou a tempo de evitar, em cima da linha, o 1-0 para o Académico. Aos 39 minutos, chegou a última grande chance viseense antes do intervalo. Depois de uma recuperação do lateral Igor Milioransa, no centro do terreno, André Clóvis lançou Gautier no flanco esquerdo. O francês aguardou que o ponta de lança chegasse à pequena área, para cruzar uma bola que só por “um bocadinho assim”, não conheceu a chuteira número 33, que decerto inauguraria o marcador.

2023-09-02

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“Estamos obcecados pela vitória”

O mister Vítor Martins deu, no final da manhã de hoje, a conferência de imprensa de antevisão à partida deste sábado, frente ao FC Penafiel. Perante as questões dos órgãos de comunicação social, o treinador do Académico de Viseu começou por projetar uma partida que prevê difícil, afirmando a obsessão da equipa com a conquista dos três pontos: “Qualquer deslocação ao terreno do Penafiel é, tradicionalmente, difícil. E isto é independente do histórico recente ou da forma da equipa da casa. É um estádio carismático, e estamos a contar com um Penafiel forte e extremamente competitivo, tal como foi nos outros três jogos. A única vitória que tiveram, foi categórica e sem qualquer tipo de contestação, mas temos todo o conhecimento de uma equipa que estará preparada, para nos dificultar a vida ao máximo. Temos de nivelar toda a motivação do adversário. Estamos preparados a todos os níveis, dentro das possibilidades que teremos de vencer. Foi mais uma semana em que a equipa trabalhou dentro dos limites, e que continua a dar mais sinais de crescimento dentro do próprio treino. Estamos em alerta, mas entusiasmados por lutar pelos três pontos e obcecados pela vitória”. Vítor Martins abordou ainda um grupo de trabalho cada vez mais competitivo, que leva para Penafiel muita convicção no triunfo: “Vamos competitivos. Levamos uma ideia de jogo, que nos garante uma vitória. Levamos 20 convocados, todos eles com a capacidade máxima de fazer a diferença e acrescentar valores individuais a um coletivo muito forte. Teremos de chegar a Penafiel com muita vontade de vencer, e sentimo-nos mais que preparados para o fazer”.  O Académico de Viseu joga no Estádio Municipal 25 de abril, às 15H30 deste sábado, terreno do FC Penafiel. A partida referente à quarta jornada da Liga Portugal 2 SABSEG, terá arbitragem do juiz João Pedro Afonso, da Associação de Futebol de Bragança.

2023-09-01

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Antes de uma pausa, recomendam-se os três pontos

“Se pausar, não se esqueça dos três pontos”. Esta será a melhor adaptação possível, aos clássicos avisos de segurança rodoviária. E calha mesmo bem, visto que esta equipa segue o seu caminho, em velocidade de cruzeiro, mesmo antes da interrupção para os compromissos internacionais. O triunfo da última semana, veio trazer a este grupo de trabalho a única coisa que lhe faltava nesta temporada: uma vitória. Tudo o resto já tinha sido feito, já tínhamos provado em campo que os empates não eram o reflexo do futebol produzido. Além disso, o fecho do mercado de transferências veranista traz calma, tranquilidade e sossego as todos os envolvidos. Contamos com quem necessitávamos, confiantes de que este é o conjunto certo, para levar a cabo a procura dos objetivos traçados. A solidez, qualidade e talento desta equipa, são as melhores garantias de que o caminho é este. No histórico de confrontos, o FC Penafiel leva vantagem. Em 43 jogos entre as duas equipas, contabilizam-se 16 vitórias academistas e seis empates, num total de 37 golos marcados e 54 sofridos. Na última temporada, os viseenses foram vencer à cidade nortenha por 1-2, ainda em dezembro, tendo empatado a zero bolas no Fontelo, já na derradeira fase da anterior edição. Ainda numa etapa muito embrionária da competição oficial, defrontam-se no Municipal 25 de abril, o 14º e o quinto classificados da Liga Portugal SABSEG. Os homens da casa iniciaram bem o campeonato, com uma vitória caseira e convincente sobre o Leixões SC, por 3-0. No entanto, nas duas rondas seguintes, onde cumpriu uma dupla jornada como visitante, a equipa penafidelense foi derrotada em casa dos dois conjuntos da AF de Aveiro (2-0 contra o CD Feirense e 3-1 em casa da líder, UD Oliveirense). De regresso a Penafiel, a turma a cargo do treinador Hélder Cristóvão, quererá decerto regressar aos bons resultados, principalmente frente às suas gentes. E esta vontade com que o adversário parte para o próximo jogo, será um dos principais pontos de atenção e cuidado, com o qual o Académico de Viseu ter-se-á de preocupar. Do seu lado, os viriatos entraram na competição com dois empates, frente ao Länk FCV (1-1) e ao CD Tondela (2-2). Na última jornada, após dois jogos em que merecia muito mais, a equipa beirã dominou e venceu o CD Feirense por 2-0, naquele que também foi o primeiro jogo oficial da temporada sem golos sofridos. Perante este cenário e, perspetivando a pausa que se avizinha, é imperial terminar a primeira “volta à pista” com o pé direito. Será, dessa forma, muito mais fácil dar espaço a que no “pit stop” das próximas duas semanas, sejam feitas as afinações necessárias na engrenagem academista, para que no regresso ao “asfalto”, tudo corra sobre rodas. Porque queremos ser, definitivamente, os primeiros a receber a bandeira axadrezada.

2023-08-31

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“Foi uma vitória que nos obrigou a ser pacientes”

O Académico de Viseu venceu pela primeira vez na nova temporada. À terceira jornada da Liga Portugal SABSEG, os viriatos receberam o CD Feirense, triunfando por 2-0 sobre os fogaceiros. Na conferência de rescaldo aos primeiros três pontos alcançados pela equipa beirã, o técnico academista, Vítor Martins, assumiu a felicidade pela vitória construída se forma sólida: “Temos de perceber o porquê deste resultado. Foi muito nesse sentido que hoje fizemos o jogo que fizemos, porque sentimos durante a semana a forma como fomos trabalhando, como fomos evoluindo. Sabíamos que nos dois empates que tivemos, a vitória esteve sempre muito próxima e que ia aparecer com muita naturalidade. Também sabemos sempre que, agora, não podemos ficar à sombra disto, temos de continuar a evoluir e a aperfeiçoar-nos. Foi uma vitória que nos obrigou a ser pacientes, a defender, a ter um jogo posicional com mobilidade com bola, portanto é uma vitória bem construída. Além disso, este jogo trouxe-nos algo que nós queremos muito, que é ser uma equipa preparada para tudo, que sabe o que fazer com e sem bola, que ataca quando tem espaço e que se sabe posicionar. O único reparo que faço ao nosso jogo, é o de que a partir do 2-0, quando houve mais espaço, nós abdicámos um bocadinho de jogar. Seria talvez mais simples chegar à baliza do adversário”. Em resposta às questões dos jornalistas, o técnico Vítor Martins disse não sentir qualquer pressão no grupo de trabalho, apontado baterias para a preparação do próximo jogo no calendário: “Não sentimos pressão absolutamente nenhuma. Chegámos a este jogo com muita naturalidade, a saber o que temos de fazer para conseguir as vitórias. É certo que temos de melhorar, é certo que o que fizemos hoje não vai chegar para Penafiel e vai ser sempre uma constante melhoria. Sentimos que estamos a ficar cada vez melhores e, quando assim é, o resultado é muito natural e sem pressão nenhuma à mistura. Pressão é no trabalho e no treino, está em chegar aqui na segunda-feira e ter muita vontade e motivação para trabalhar”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora cinco pontos. Ao fim de três jornadas no campeonato, o emblema viseense ocupa, provisoriamente, o terceiro lugar da tabela classificativa.

2023-08-26

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Nós bem dissemos: À terceira, foi mesmo de vez

E não é que foi mesmo? Que merecida vitória, aquela a que o público do Fontelo assistiu no final de manhã/ início de tarde deste sábado. No ar de uma manhã de estranha frescura em Viseu (não estivéssemos nós em pleno Verão, no centro do país), pairava a suspeita de que seria hoje. Não existiam grandes dúvidas, o cheiro a “dia de bola” academista fazia querer toda uma nação beirã, que já só pensava no doce sabor do primeiro triunfo da temporada. A equipa, essa, estava mais que preparada e na sua máxima força, pela primeira vez desde que começou o campeonato. As palavras do timoneiro Vítor Martins ainda ecoavam na cabeça dos viseenses…” Temos de pensar na vitória”, dizia o técnico no lançamento da partida…vitória essa que nos tinha fugido nas passadas duas semanas, por entre as mãos e de forma tão incongruente. No Fontelo, praticamente dois mil viriatos começavam a reunir-se, ao som de uma nova versão do Hino da Cidade, “Senhora da Beira”. Novos tempos, mas a mesma melodia, um pouco alterada, na verdade, mas seguindo o seu histórico registo que enaltece e faz elevar a honra de qualquer viseense. Em campo, o jogo começou a uma temperatura já mais elevada. Aproveitando algum nervosismo do adversário, o Académico de Viseu iniciou o encontro por cima, conquistando por diversas vezes a posse de bola em terreno alto. O sinal de perigo que abriu as ostes no Fontelo, nasceu da cabeça do capitão academista. Depois de um grande cruzamento de Miguel Bandarra, da direita, André Almeida apareceu nas costas de toda a defesa contrária, cabeceando com perigo, mas ao lado da baliza fogaceira. Três minutos depois, com os beirões totalmente balanceados no ataque, foi de um ressalto ganho por Quizera (ele que viria a ser uma das figuras do jogo), que Gautier Ott puxou a perna direita atrás, rematando à malha lateral da baliza do Feirense. Nas bancadas, ainda se gritou “golo”, mas a verdadeira explosão de alegria estava guardada para mais tarde. Quão mais tarde? Não muito, sensivelmente 14 minutos. Aos 37´ Bandarra estendeu a Quizera, uma autoestrada (do tamanho dos troços da A1 e da A25, que ligam Viseu a Santa Maria da Feira) no lado direito do ataque, onde o número 10 teve tempo de receber com o pé esquerdo e adiantar com o direito, o mesmo com que fez a assistência para Gautier. Com o 11 nas costas, o francês ainda trocou os olhos ao adversário, antes de rematar ao canto inferior esquerdo de Pedro Mateus. “C'est simple comme bonjour”, ou como se diz em português, na expressão equivalente: “Sem espinhas”. Estava à solta a festa academista.

2023-08-26

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“Temos de pensar na vitória”

O mister Vítor Martins deu, no final da manhã hoje, a conferência de imprensa de antevisão à partida deste sábado, frente ao CD Feirense. No lançamento de mais uma partida em casa, o técnico academista abordou a forma física em que se encontra a equipa: “Mais do que ganhar, queremos demonstrar aquilo que temos evoluído, em todos os sentidos no processo de treino e no processo de jogo. Nota-se uma evolução na forma física, na qualidade técnica e tática. Queremos procurar essa evolução no resultado, depois de dois empates temos trabalhado muito no sentido de conseguir a vitória. Em nenhum dos empates procurámos esse resultado, mas sim o triunfo. Sabemos que não precisamos só de palavras, mas sim de ações, por isso temos de fazer melhor que o adversário”. Em antevisão à partida da jornada número três do campeonato, Vítor Martins assumiu a existência de alguns pontos a melhorar, afirmando que o essencial é a conquista da primeira vitória da temporada: “Os dois primeiros jogos que fizemos, foram sob um imenso calor e acredito que amanhã possa ser outra vez uma das condicionantes. O que nós sentimos, claramente, é que temos cada vez mais opções e em melhor forma. Individualmente, cada um consegue destacar-se de uma forma diferente, isso depois acrescenta qualidade ao coletivo. Sentimos que estamos cada vez melhores, cada vez mais preparados e queremos demonstrar isso mesmo no resultado. Independentemente de quem joga e das nuances táticas, estou muito seguro de que temos boas soluções para alcançar um bom resultado. Há sempre coisas a melhorar e a aperfeiçoar. Tivemos uma semana de trabalho muito boa, em que as ideias estão mais claras para todos. É nesse sentido que temos estado a trabalhar, porque mais do que mudar e aperfeiçoar, mais do que estar a fazer grandes alterações, o que interessa é o resultado. Independentemente dos dois resultados anteriores, temos de pensar na vitória”. O Académico de Viseu joga às 11H de amanhã, no Estádio do Fontelo. A partida referente à terceira jornada da Liga Portugal 2 SABSEG, coloca na rota do conjunto beirão os fogaceiros de Santa Maria da Feira. A arbitragem estará a cargo do juiz Nuno Almeida, da Associação de Futebol do Algarve.      

2023-08-25

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À terceira, vai ser de vez

Vai ter de ser. A cabeça já não pensa em mais nada e o coração acelera a pulsação, à medida que o apito inicial se aproxima. A fome de vitórias vai-se adensando e os dois empates que ficaram para trás das costas, aumentaram a necessidade de mostrar, de uma vez por todas, que foram quatro os pontos perdidos, em vez de terem sido dois ganhos. É pelo menos este o sentimento com que partimos para a terceira jornada, o de que tudo o que podíamos controlar para vencer, foi feito. Mas faltou o golo. A superioridade ficou mais que espelhada em ambos os encontros, mas não foi traduzida em vitórias no final dos 90 minutos. Por isso mesmo, reside nesta nação academista, o sentimento de que desta tem de ser, der por onde der. O Fontelo vai receber a segunda enchente preta e branca da época, criando as condições perfeitas para carregar a equipa, em busca do primeiro triunfo oficial da temporada. A comunhão dos adeptos com os nossos rapazes em campo, mostrou mais uma vez, desta feita em Tondela, a sua vivacidade e a sua força. É caso para dizer que apoio nunca faltou, muito menos agora. E é com esse princípio que entramos em mais uma batalha de início de época, com a certeza de que o nosso Fontelo se irá vestir novamente de gala, para receber os nossos rapazes e impulsionar os mesmos rumo ao primeiro triunfo caseiro da época. Pela frente surge um sempre desafiante CD Feirense. Os fogaceiros, conhecidos por construírem de época para época, equipas competentes e bastante determinadas, chegam ao Fontelo moralizados pela vitória conquistada na segunda ronda do campeonato. Após um arranque em falso (derrota por 3-1 em casa da UD Oliveirense), os azuis da Feira receberam a bateram o Penafiel por 2-0, antes da jornada na qual se deslocam a Viseu. Se analisarmos a história, repleta de jogos entre os dois emblemas, os visitantes levam vantagem. Num total de 56 encontros, foram 11 as vitórias viseenses e 16 os empates registados. Na temporada passada, um empate no Marcolino de Castro e uma vitória academista no Fontelo, ditaram os confrontos entre viseenses e fogaceiros, que terminaram o campeonato separados por sete pontos (com vantagem beirã). A partida entre o Académico de Viseu e o Feirense tem início marcado para as 11H do próximo sábado. O jogo da terceira jornada da Liga Portugal SABSEG terá arbitragem de Nuno Almeida, da Associação de Futebol do Algarve.

2023-08-24

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Académico de Viseu realiza jogo de solidariedade com o CD Cinfães

Encontro de carácter particular surge como uma iniciativa de apoio financeiro e desportivo ao clube que ficou fora do sorteio da Taça de Portugal. Partida joga-se precisamente a 9 de Setembro, em dia de primeira eliminatória da Taça.   A Académico de Viseu vai realizar um encontro de carácter particular, e de apoio financeiro e desportivo, com o CD Cinfães, no próximo dia 9 de Setembro, pelas 16h00, no Estádio Municipal do Cinfães. Esta partida, que potencia a preparação desportiva das duas equipas e cuja receita reverte na totalidade para a equipa da casa, surge na sequência do afastamento do CD Cinfães do sorteio e da primeira eliminatória da Taça de Portugal. O jogo tem lugar, precisamente, no fim-de-semana em que arranca a Taça de Portugal para as equipas não profissionais. “É da mais elementar obrigação apoiar um clube da região, um clube amigo e da mesma Associação de Futebol de Viseu, que também nos ajuda e que perdeu recentemente a oportunidade de disputar a Taça de Portugal”, afirma Mariano Lopez, presidente da SAD e do clube Académico de Viseu. “Não apenas podemos tentar gerar alguma receita, como será um jogo interessante para a preparação das duas equipas. Daí o nosso apelo aos adeptos dos dois clubes, para que possam estar presentes”, continua. Do lado do CD Cinfães, o presidente Vítor Pereira afirma que “o CD Cinfães agradece profundamente ao Académico de Viseu toda a solidariedade manifestada bem como a disponibilidade na realização deste jogo”, continuando: “É de facto indescritível todo este sentimento de tristeza e desilusão que nos assiste desde o passado dia 7 de agosto, quando percebemos que o Cinfães não integrava as equipas levadas a sorteio da primeira Eliminatória da Taça de Portugal, quando possuía todo o direito de lá estar e nada fez para que tamanho erro tivesse acontecido. O jogo com o Académico de Viseu foi uma forma encontrada para minimizar as perdas financeiras e desportivas que, inevitavelmente, tivemos que suportar. Deixamos o apelo a todos os nossos sócios, adeptos e simpatizantes que se desloquem ao estádio no dia 9 de setembro”, termina.

2023-08-21

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Está de Parabéns este dérbi beirão

Que jogo. A partida cabeça de cartaz da segunda jornada da Liga Portugal SABSEG, trouxe emoção, bons golos, uma rivalidade histórica envolta em fair play mas, acima de tudo, uma divisão de pontos que sabe a muito pouco para os lados viseenses. Vamos então a esta crónica de resumo, com vista à ilustração perfeita de tudo aquilo que se jogou no Estádio João Cardoso, em Tondela. Se não fosse o mister Vítor Martins a avisar na conferência de antevisão, talvez tivessem ficado os adeptos algo surpreendidos, com o clima de “encaixe” que o jogo viveu na sua fase primordial. Duas equipas com vontade, mas totalmente entrelaçadas no meio-campo, ainda que com um ligeiro sinal mais dos viriatos. Poder-se-á dizer que entre os 10 minutos e os 40, a partida vestiu-se de bordô (cor com que entrou o Académico de Viseu em Tondela), dada a superioridade que os viseenses conseguiram impor a pulso, no ritmo com que seguia o dérbi da Beira. O primeiro sinal de perigo surgiu dos pés de Gautier que, numa excelente jogada de insistência na esquerda do ataque, quase mexeu o marcador com um remate que acabou por sair ao lado. Com o caudal ofensivo dos viriatos a aumentar, a derradeira oportunidade de abrir o livro de histórias viseenses chegou aos 23 minutos. É caso para dizer que o trabalho em equipa é tudo, senão leia: Miguel Bandarra (em estreia a titular) entrou no meio campo ofensivo no lado direito da defesa, projetando o esférico para Rodrigo Pereira; o jovem ponta de lança recebeu de costas para o ataque, mesmo perante a pressão contrária, devolvendo ao lateral academista que, com um passe desconcertante e a rasgar totalmente a defesa tondelense, isolou Famana Quizera; o mágico número 10 olhou para a baliza e não tremeu, fazendo o seu primeiro golo na temporada e soltando a festa das centenas de adeptos do Académico presentes no estádio. Estava feito o 0-1. Não se pode negar que o carimbo do equilíbrio, foi aquele que marcou com mais força este jogo, mas até ao minuto 40 (como dissemos há pouco), foram praticamente nulas as aproximações à baliza de Domen Grill. Após Gautier ter mais dois remates perigosos que ameaçaram o 0-2, do outro lado Costinha desatou o ótimo nó que os viriatos faziam até então ao ataque da casa. Com um potente remate de fora da área, o número 11 do Tondela restabeleceu o empate no encontro, sem que a turma visitada tenha feito muito para tal. Mas isto é futebol, e ao futebol pertencem os grandes golos, os autogolos, os foras de jogo e até as decisões que nos possam causar as maiores dúvidas do mundo. Para o que interessa do espetáculo, todas estas situações estavam ainda por acontecer no João Cardoso.

2023-08-19

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“Quem trabalha assim, será recompensado no futuro”

O Académico de Viseu arrecadou um pouco da deslocação a Tondela. Na segunda jornada da Liga Portugal SABSEG, os viriatos empataram a duas bolas frente ao CD Tondela. Na conferência de rescaldo ao primeiro encontro fora de portas deste campeonato, o técnico principal dos beirões, Vítor Martins, admitiu sair de Tondela com bons apontamentos acerca da exibição da equipa: “Foi um mal menor. Acho que as duas equipas trabalharam muito, nem sempre bem, mas trabalharam com muita vontade para conseguir essa vitória. Houve momentos de muita luta, de muita intensidade, mas nem sempre com a maior das clarividências. No entanto, tivemos muita vontade, é o que retiramos daqui. Queremos ter estes momentos durante mais tempo, desde o controlar o jogo, ter posse bola, conseguir chegar à baliza adversária e menos tempo de luta, como acabou por acontecer hoje. É melhor empatar do que perder, mas queríamos muito a vitória. Foi um dérbi muito leal, com muita intensidade. Temos de olhar já para o próximo sábado, para tentarmos uma vitória e aproveitarmos o que de bom sai daqui. Saio outra vez otimista e olhar para o futuro com bons olhos, porque acredito que estamos a criar bons alicerces para que esta equipa consiga o que quer atingir”. O treinador dos viriatos reconheceu o bom trabalho que os seus jogadores têm feito, delineando as bases que levarão o conjunto beirão a alcançar os seus objetivos: “Quem trabalha assim, será recompensado no futuro. Os resultados são sempre justos, já o disse no último jogo. Aqui foi a vontade de ganhar que nos deu este empate, tanto de um lado como do outro. Saio daqui com uma mágoa, principalmente pelo que fizemos naquela primeira meia hora, onde controlámos e não permitimos oportunidades à equipa do Tondela. Podia ter caído para o nosso lado, mas as premissas são estas: fazer durante mais tempo aquilo em que nós acreditamos e aquilo em que nós trabalhamos. Estamos num bom caminho”. Há praticamente dois meses no comando da equipa viseense, Vítor Martins diz sentir-se em casa, rodeado de um projeto fundamentado e virado para o futuro: “Senti desde a primeira hora que este é um projeto com muito potencial e com jogadores com muito talento. É um desafio muito bom para mim poder abraçá-lo, poder crescer dentro do mesmo e poder sentir que faço parte da evolução destes jovens talentos. Estes dois meses passaram muito rápido, é sinal de que estou a aproveitá-los. Sinto muita vontade de continuar a ter estas bases muito sólidas”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora dois pontos na tabela classificada, ao fim de duas rondas do campeonato. Na próxima jornada, os beirões recebem o CD Feirense no Municipal do Fontelo, em partida agendada para sábado, dia 26 de setembro, às 11H.

2023-08-19

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“Desejamos sair de Tondela com uma vitória”

O mister Vítor Martins deu, no final da manhã hoje, a conferência de imprensa de antevisão à partida deste sábado, frente ao CD Tondela. No lançamento do dérbi beirão, o técnico academista perspetivou uma partida equilibrada, que poderá ser decidida apenas nos detalhes: “Irá existir muito equilíbrio. Um dérbi, independentemente de ser jogado na segunda jornada, no mês de agosto, em dezembro ou no final do campeonato, e independentemente da tabela classificativa, é um jogo no qual as duas equipas vão fazer tudo para vencer. É um jogo com cariz especial, basta passear um pouco pela cidade e nota-se um entusiasmo diferente e maior. A equipa que conseguir trabalhar melhor, que fizer a diferença nos pormenores, que estiver mais concentrada do início ao fim, vai ser a equipa que sairá vencedora. A perspetiva é mesmo de um jogo de equilíbrio, que nos entusiasmará muito, que é um prazer jogar e fazer parte dele. No final, e olhando para nós (que é o que importa), desejamos conseguir sair de lá com uma vitória e com mais uma boa exibição”. Vítor Martins afirmou ainda que prevê que as duas equipas encaixem uma na outra, reforçando que os viriatos partem para Tondela com o pensamento apenas nos três pontos: “Acima de tudo, para além de ser um dérbi entre duas equipas da região com bons executantes, acho que vai ser um jogo onde os dois conjuntos vão encaixar muito bem. Os grandes beneficiados vão ser os adeptos e quem conseguir viver este jogo. Claro que para nós um grande jogo termina com um grande resultado, portanto vamos procurá-lo”. Pela primeira vez a viver o espírito do confronto entre academistas e tondelenses, o treinador principal do Académico assegurou a sua vontade de fazer parte do dérbi beirão: “Sinto-me entusiasmado. É algo que tem sido gerado porque as pessoas fazem por mostrar a importância do jogo, contando histórias antigas, por exemplo.  Já senti este dérbi no ano passado, longe de imaginar vivê-lo por dentro. Vi os dois jogos, percebi os mesmos e estou muito entusiasmado também por fazer parte e ser um dos protagonistas. Vamos ao jogo”. O Académico de Viseu joga às 15H30 deste sábado, no Estádio João Cardoso, casa do CD Tondela. A partida referente à segunda jornada da Liga Portugal 2 SABSEG, é o jogo cartaz desta ronda, que coloca frente a frente os dois representantes do distrito de Viseu no futebol profissional. A arbitragem estará a cargo do juiz Flávio Azevedo Duarte, da Associação de Futebol de Lisboa.

2023-08-18

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Dia de Dérbi, é Dia Sagrado

Alguns dos momentos mais altos de qualquer temporada desportiva, são os jogos que provocam um aumento diferenciado de batimentos cardíacos em todos os apaixonados adeptos de qualquer clube. E um dérbi, meus amigos, é sempre um dérbi. A paixão futebolística separada por apenas alguns quilómetros, que concilia a rivalidade histórica entre duas instituições e o respeito mútuo que ambas sentem uma pela outra. São sensivelmente 26 os quilómetros que separam o Fontelo do João Cardoso. A distância é relativamente pequena, mas o caminho que se faz até ao palco onde se defrontarão CD Tondela e Académico de Viseu FC, é repleto de uma história que tem já várias décadas de idade. São anos consecutivos de confrontos, vitórias e derrotas, partilha de pontos e de convivências que enaltecem o fair play envolto em rivalidade. Os dois primeiros encontros de sempre entre academistas e auriverdes datam da época de 1935-36, na Divisão de Honra do Distrito. Os tondelenses levariam a melhor na primeira volta, vencendo em casa por 2-1, antes dos viriatos responderem na segunda metade do campeonato, triunfando por 4-2 no mítico Fontelo. Seguiu-se uma sequência de 40 jogos, onde a vantagem é claramente viseense. Entre 1936 e 2023, foram 24 as vitórias academistas, contra apenas cinco derrotas e 11 empates somados. Na temporada passada, foram três as ocasiões em que os dois emblemas se encontraram. Ainda no verão de 2022, um empate a duas bolas em casa da formação academista, com um golo de Gautier mesmo a terminar o jogo, ditou o resultado da jornada quatro do campeonato. Já em dezembro, em partida a contar para a fase de grupos da ALLIANZ CUP, o Académico de Viseu (na sua caminhada histórica até à Final Four da competição) recebeu e derrotou os tondelenses por 4-1, antes de visitar o João Cardoso (já em fevereiro de 2023) onde empatou a uma bola. No arranque da nova edição da Liga Portugal SABSEG, os representantes da Beira Interior estrearam-se com um empate nos respetivos jogos. O Académico empatou 1-1 com o Länk Vilaverdense, o mesmo resultado que o CD Tondela amealhou na visita ao terreno do FC Porto B. Desta feita, com início marcado para as 15H30 do próximo sábado, o jogo cartaz da segunda jornada da Liga Portugal SABSEG, entre CD Tondela e Académico de Viseu, estará a cargo do juiz Flávio Azevedo Duarte, da Associação de Futebol de Lisboa. A rivalidade é histórica, o momento também. Dérbi que é dérbi envolve emoções, paixões singulares, fervorosos apoios e ocasiões especiais. É nosso desejo que a rivalidade seja imbuída de fair play, mas que nunca perca a sua essência. Que seja respeitado o adversário, porque todos sabemos que, sem ele, nada disto terá a mesma piada. No entanto, e acima de tudo, que se faça sentir a força do Maior Clube da Beira.

2023-08-17

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“Saio daqui muito otimista e a olhar o futuro com bons olhos”

O treinador principal da equipa de futebol sénior do Académico de Viseu, Vítor Martins, fez no início desta tarde o rescaldo à partida frente ao Länk Vilaverdense, na qual os viriatos empataram a uma bola. No final do jogo o técnico da turma beirã falou sobre pequenas afinações que há a fazer, admitindo sair com boas expectativas quanto à entrega dos jogadores: “Não há como fugir ao resultado, mas é certo que se viu um Académico a tentar ganhar desde o primeiro momento, a tentar assumir o jogo e a tentar procurar os três pontos, mas nem sempre com um ritmo de circulação de bola que permitisse desposicionar a equipa do Länk. São pequenos pormenores que temos de corrigir e que temos de continuar a evoluir. No entanto, e apesar do empate, estou muito satisfeito e saio daqui muito otimista e a olhar o futuro com bons olhos, porque realmente a atitude a forma como nos entregámos ao trabalho acho que pode dar boas bases” Quanto ao tempo útil do jogo (apenas foram jogados 45.99% dos minutos de jogo), Vítor Martins assume a estranheza perante a estratégia do adversário em pausar a partida, mas alerta que é preciso saber contrariar estes momentos: “Temos que que saber contrariar isso. Confesso que não esperava que assim acontecesse, visto que estamos numa fase tão inicial da época. Isto é normal quando precisamos mesmo de um ponto, o que é certo é que aconteceu e temos de projetar que outros adversários possam fazer o mesmo. Temos de tentar ter este espírito que tivemos no último minuto se calhar um bocadinho mais cedo, para conseguir derrubar estas barreiras que acontecem. Honestamente custa-me, e sei que a liga tem feito um esforço pelo tempo útil, só que isso também não dá contratos. Isto já aconteceu, vai continuar a acontecer e é preciso aprendermos com isto e tentar da melhor forma conseguir contrariar”. Já sobre o a falta de eficácia nos momentos decisivos do encontro, o técnico academista retratou um processo ofensivo ao qual só faltou mais um golo: “Não tivemos aquelas oportunidades que ficam no resumo jogo, mas tivemos muitas jogadas que acabámos por não conseguir finalizar. Se calhar exagerámos nos corredores exteriores sem conseguir rematar fora da área, por isso podíamos ter feito mais um. Faltou só mais uma finalização acabar lá dentro e as coisas teriam sido diferentes”. Com este empate, o Académico de Viseu abre assim a sua participação em jogos da Liga Portugal SABSEG 2023-24. Os viriatos têm novo desafio no próximo sábado, na deslocação ao terreno do CD Tondela.

2023-08-13

Equipa Profissional

Jornada I: “Ainda à procura do tempo útil de jogo”

O Académico de Viseu estreou-se, esta manhã, na nova edição da Liga Portugal SABSEG 2023-24. Os viriatos apadrinharam o primeiro jogo da história do Länk Vilaverdense nas competições profissionais. Na primeira metade, a equipa beirã entrou a querer mandar no jogo, pautando o ritmo do mesmo com assertividade nos passes e rapidez nas laterais ofensivas. Foram algumas as oportunidades de golo na primeira parte, que contou ainda com um lance que teve análise de VAR (também ele em estreia no Fontelo). Em causa estava um toque na bola com o braço, dentro da grande-área do Länk, mas o juiz Diogo Rosa viu as imagens e mandou seguir. Talvez a falta de engenho na finalização, terá sido a principal razão pela qual os viriatos não se adiantaram no marcador antes dos 45 minutos. Ainda na primeira parte, o número 10 dos minhotos  foi expulso, por empurrar o defesa academista, João Pinto, mas acabou por ficar em campo, após Diogo Rosa reverter nova decisão, admoestando a André Soares apenas o cartão amarelo. Num encontro marcado por diversas pausas para assistência aos jogadores do Länk Vilaverdense (prova disso mesmo são os 18 minutos de compensação que adicionalmente se jogaram), o empate ao intervalo não fazia jus à ambição que a turma viseense demonstrou dentro das quatro linhas. Com as mexidas efetuadas pelos dois treinadores, já dentro da segunda metade de jogo, o Académico de Viseu acercou-se ainda mais da baliza do guardião Ivo Gonçalves, contabilizando uma atrás da outra as oportunidades que teimavam em não deixar os comandados de Vítor Martins inaugurarem o marcador. Não fosse um dia mau para a finalização beirã, este podia ter sido um jogo de relativa tranquilidade para os viriatos. E se há lei que define na perfeição aquilo que é o futebol, é a frase clássica de que “Quem não marca, sofre”. Foi exatamente isto que aconteceu à equipa academista já dentro do período de compensação, quando num contra-ataque exímio dos nortenhos, Caiado rematou na passada e fez o 0-1, gelando as até aí quentinhas bancadas do Fontelo.

2023-08-13

Equipa Profissional

“Estamos prontos”

O mister Vítor Martins deu, no final desta manhã, a conferência de imprensa de antevisão à partida deste domingo, frente ao Länk Vilaverdense. Perante as questões dos órgãos de comunicação social, o treinador do Académico de Viseu começou por projetar uma partida que se adivinha complicada, mas para a qual os jogadores partem com a máxima concentração e foco no seu próprio trabalho: “O Länk é uma equipa que se montou na grande base do ano passado, o onze titular mantém-se. Temos de tentar perspetivar como se vão apresentar, quais são os pontos fortes e tentar contrariá-los e perceber o que temos de explorar. A ideia é muito mais focada naquilo que podemos fazer do que naquilo que o Länk faz. O Académico de Viseu irá fazer pela vida e chegar o mais rapidamente possível ao entendimento do jogo. Estamos prontos e queremos mandar na partida”. Ainda sobre o embate frente ao conjunto que viaja desde Vilaverde, Vítor Martins admitiu estar à espera de uma partida equilibrada, na qual o Académico procurará a chave da vitória: “A ideia é sempre melhorar. Considerando que fizemos uma boa pré-época, queremos sempre fazer melhor. O adversário de amanhã vai criar-nos dificuldades, para as quais temos de estar preparados, fazendo com que um jogo que tem tudo para ser equilibrado, se desequilibre para o nosso lado. Começar com uma vitória é sempre importante, tal como acabar e conquistar mais no decorrer do campeonato. Queremos amealhar o máximo de pontos possível. Será um jogo difícil, mas queremos muito ganhá-lo principalmente em casa perante os nossos adeptos”. O Académico de Viseu recebe, às 11H deste domingo, a equipa do Länk Vilaverdense. A partida referente à primeira jornada da Liga Portugal 2 SabSeg marca o embate inédito entre dois clubes que nunca se defrontaram. A arbitragem estará a cargo do árbitro Diogo Rosa, da Associação de Futebol de Beja.

2023-08-12

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Antevisão: Académico de Viseu e Länk Vilaverdense abrem a temporada na segunda liga

A ansiedade está no ar à medida que a Liga Portugal SABSEG 2023-24 se prepara para iniciar a sua nova edição. Na primeira jornada, Académico de Viseu e Länk Vilaverdense enfrentam-se num inédito duelo entre os dois clubes. Agendado para o dia 13 de agosto, às 11H, no Estádio Municipal do Fontelo, este confronto promete marcar o início de uma temporada repleta de ação e competitividade a que esta competição nos foi habituando nos últimos anos. O Académico de Viseu faz a sua estreia em jogos oficiais em casa, após uma pré-temporada em que não sofreu qualquer derrota. Em cinco jogos particulares, a turma beirã não registou desaires: empate a uma bola frente ao DJK Vilzing; vitórias por 2-0 frente aos sub-23 do clube e à Académica de Coimbra; um triunfo por 3-1 perante o FC Oliveira do Hospital; para além da goleada de 4-1 na apresentação aos adeptos, frente à UD Oliveirense. Regista-se apenas uma derrota na primeira eliminatória da ALLIANZ CUP, por 3-0 em casa do Rio Ave FC, naquele que foi o primeiro jogo oficial do ano desportivo. A equipa da casa contará com o apoio apaixonado dos adeptos viseenses, que demonstraram um forte apoio à equipa no último fim de semana. A apresentação do passado sábado serviu de montra para mostrar aos academistas o compromisso, dedicação e qualidade com que a equipa técnica de Vítor Martins e os seus jogadores realizaram todo o trabalho de preparação do campeonato. E os resultados ficaram à vista, com uma sólida exibição marcada pela superioridade em campo frente a um adversário exigente que também estará presente na Liga Portugal SABSEG. Digamos que foi o pontapé de saída perfeito, para aquela que será a próxima participação do Académico de Viseu na segunda liga. Do outro lado, o estreante Länk Vilaverdense chega a este confronto depois de uma temporada em que alcançou pela primeira vez na sua história, a subida aos campeonatos profissionais. Motivados pela conquista inédita, os homens ao comando do treinador António Barbosa, quererão dar continuidade ao bom momento, tentando entrar com o pé direito na sua estreia na segunda liga. Mas no Fontelo, mora uma equipa recheada de talento, que manteve a sua espinha dorsal do ano anterior, permitindo a entrada de reforços que chegaram para aumentar o número de opções e de qualidade de jogo.  À medida que o momento se aproxima, os batimentos dos corações academistas começam a acelerar em antecipação ao que promete ser um emocionante início da Liga Portugal SABSEG 2023-24. Com a contagem regressiva para o pontapé inicial já em andamento, os viseenses estão ansiosos para o retorno da ação competitiva no seu Fontelo. Objetivo? Fazer ainda melhor que no passado, ultrapassar fantasmas e entrar com o pé direito ao guardar aqueles que serão os primeiros três pontos em discussão. Porque aqui é Viseu e em casa mandamos nós.

2023-08-11

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Um dia à Viriato

Foi uma celebração inigualável, aquela que Viseu recebeu no passado sábado. Durante a manhã, o Académico brilhou ao receber e derrotar a UD Oliveirense com um placar de 4-1, em dia de apresentação aos sócios e adeptos academistas. Este triunfo marcou o encerramento da pré-temporada, com uma notável sequência de quatro vitórias e apenas um empate concedido. Ao cair da noite, a equipa presenteou a cidade com uma exibição especial. Mas vamos primeiro ao jogo. Sob um caloroso sol de agosto, o Estádio do Fontelo vestiu-se elegantemente e realizou um dos principais objetivos do dia mesmo antes do apito inicial: a partida foi em prol de uma causa solidária, com a receita dos 1.000 bilhetes vendidos a 1 euro a reverter para a "Turma do Funil", uma associação que se dedica a apoiar crianças desfavorecidas na região. A formação comandada por Vítor Martins não perdeu tempo e dominou desde o início, abrindo o placar aos 6 minutos com um golo de Rafael Bandeira, após um cruzamento de Yuri Araújo. Com uma entrada forte em jogo, a comandar o ritmo da partida, o Académico de Viseu rapidamente podia ter ampliado o resultado, algo que não conseguiu efetuar antes do empate ter chegado. Num lançamento para a área viseense, Rafael Bandeira cometeu uma falta ao tocar na bola com a mão, resultando daí um penálti que Zé Pedro converteu, igualando o marcador. Os viriatos, determinados, mantiveram o controlo do jogo e Yuri Araújo desfez a igualdade ainda na primeira parte, aproveitando um ressalto da defesa do guarda-redes Artur Silva após um remate de Famana Quizera. Na segunda metade do jogo, com várias alterações em ambos os lados, a partida assumiu um tom mais desequilibrado. O terceiro golo dos viseenses veio dos pés de Gautier, que bateu um livre para o qual Nuno Macedo não teve mãos. Já aos 54 minutos, André Clóvis encontrou-se numa situação de um contra um e selou a contagem, capitalizando o quarto tento da equipa da casa, num lance oferecido pela defesa visitante. Mais tarde, nos primeiros momentos da noite, o elenco profissional reuniu-se com os plantéis sub-19 e sub-23 no Rossio, antes de serem “escoltados” pela TunaDão 1998, que os acompanhou até ao Adro da Sé de Viseu. Nesse lugar histórico da cidade de Viseu, os três conjuntos beirões e as respetivas equipas técnicas, foram apresentados a mais de um milhar de pessoas, num evento emocionante em total sintonia com os fervorosos adeptos academistas. Com as atuação do Grupo de Dança Movimenta e do DJ Jony Beat, este foi sem dúvida um momento de extrema união e que serviu de mote perfeito para a abertura oficial da época 2023-24 do Académico de Viseu Futebol Clube.

2023-08-07

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Estreia em falso dita afastamento da Taça da Liga

O Académico de Viseu foi derrotado, na manhã deste sábado, na abertura das competições oficiais da época 2023/2024. Em jogo a contar para a primeira eliminatória da Taça da Liga, os viriatos perderam por 3-0 em casa do primodivisionário Rio Ave, no arranque na nova edição da prova. Na estreia do técnico Vítor Martins no banco do emblema beirão, acompanhada por outras duas novidades no onze inicial viseense (os reforços João Pinto e Samba Koné foram titulares), a primeira parte do encontro foi equilibrada e marcada por um ambiente morno, propício ao aparecimento fugaz de algumas aproximações à baliza em ambos os lados do terreno. Aos 20 minutos, surgiu a primeira oportunidade para o Académico. Gautier irrompeu pela asa esquerda do ataque e só parou com um remate forte para uma defesa apertada do guardião rioavista, para canto. Na sequência, Rodrigo Pereira introduziu a bola na baliza, mas o lance estava anulado depois do esférico ter ultrapassado primeiro a linha final. Já aos 41 minutos, após uma boa jogada de Rafael Bandeira no lado direito, Famana Quizera ganhou no centro da grande área e fez novo golo academista, mas que também seria anulado. O avançado luso-guineense foi apanhado a ajeitar a bola com o braço, o que negou novamente a vantagem academista.   Apenas um minuto volvido e aparecia a primeira grande contrariedade na partida. Depois de falta cometida sobre Amine Oudrhiri, o médio Christophe Nduwarugira foi admoestado com o segundo cartão amarelo, deixando o Académico com apenas 10 unidades em campo. E nem a velha máxima do futebol de que “quem não marca, sofre”, serve para explicar o facto do Rio Ave ter chegado, mesmo à beira do intervalo, ao primeiro golo. Hernâni cruzou e Costinha, mais alto que os homens de Viseu, fez o 1-0.

2023-07-22

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Finalmente, estamos de volta

Guardar percurso – Menu – Reiniciar História – Nova Época Se tudo isto fosse um videojogo, provavelmente seria esta a maneira acertada de darmos início a uma nova temporada. O sentimento é novo e a época que há pouco menos de dois meses terminou, parece já tão longínqua, fruto de todo o nosso pensamento estar 100% focado na que se avizinha. Os festejos, o nervosismo, a amargura e até a euforia deram, entretanto, lugar a sentimentos imbuídos de esperança, vontade de ver a bola a rolar e desejo para que este seja um ano desportivamente proveitoso. A fome de ir ao estádio e de ver os Viriatos em campo, a lutar pela vitória, não foi saciada desde o jogo na Madeira, e os nossos adeptos academistas estão mais “esfomeados” de bola que nunca. Por isso mesmo, voltamos com as crónicas de antevisão aos jogos da equipa sénior de futebol do nosso Académico de Viseu FC, que servem como entrada principal para abrir o apetite antes da primeira partida oficial da temporada 2023/2024. O sorteio da Allianz CUP ditou que o arranque das competições oficiais academistas, se iniciassem em Vila do Conde, no Estádio dos Arcos. A partida frente ao Rio Ave FC, a contar para a primeira pré-eliminatória da competição, está marcada para as 11H do próximo sábado, dia 22 de julho de 2023. O conjunto ao comando do mister Vítor Martins e restante equipa técnica, realizou grande parte da pré-época em solo germânico, numa clara demonstração da aposta que o clube pretende fazer nos seus jogadores. Os índices físicos estão em alta e os Viriatos que entrarão em campo no próximo sábado, irão dar tudo para que o começo seja feito com o pé direito. Com a espinha dorsal da temporada passada a ficar em Viseu, as novas caras do plantel estão já totalmente entrosadas nas dinâmicas do mesmo e prontas para dar o seu contributo na primeira partida de 23/24. À sua espera nesta primeira batalha, encontra-se um primodivisionário que impõe respeito, principalmente a jogar em casa. Foram 11 as vezes em que Rio Ave e Académico de Viseu se defrontaram, sendo que os vilacondenses levaram a melhor na maioria das ocasiões, em seis para sermos precisos. Por duas delas, o Académico venceu o conjunto nortenho, como foi o caso da última vez em que se deslocou ao Estádio dos Arcos, na edição 21/22 da segunda liga. Daniel Nussbaumer saiu do banco e fez, em apenas 10 minutos, uma importante reviravolta no marcador. Desta feita, as equipas e a realidade dos clubes são diferentes, não estivéssemos nós a falar da primeira partida oficial da temporada. Ainda muito está por ajustar e por definir, mas essa é a verdadeira magia das pré-épocas. São um período singular do ano desportivo, no qual a ânsia dos adeptos, jogadores e estruturas atinge níveis distintos de tudo o resto. E porquê? Porque está de volta o Futebol e, sobretudo, também o nosso Académico.

2023-07-21

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André Clóvis eleito Melhor Jogador da Segunda Liga pelo CNID

Decorreu, na tarde de ontem, a cerimónia que junta, anualmente, as altas figuras do desporto e do jornalismo nacionais. A Gala CNID (Clube Nacional de Imprensa Desportiva) 2023 realizou-se no auditório do Forte de Santiago da Barra, na cidade que é Capital Europeia do Desporto no presente ano civil, Viana do Castelo. O evento organizado pela Associação dos Jornalistas de Desporto premiou os atletas que se destacaram em 2022/2023, nas diferentes modalidades desportivas, além de também dar a conhecer os melhores jornalistas do ano. Um dos primeiros prémios a ser entregue em mãos foi o de Melhor Jogador da Segunda Liga. Após sufrágio onde foram reunidos os votos dos profissionais do jornalismo pertencentes ao CNID, o ponta de lança do Académico de Viseu, André Clóvis, subiu ao palco para receber mais um prémio na presente temporada. Na hora de falar ao público presente, o avançado brasileiro que marcou 31 golos em todas as competições aproveitou para agradecer à família e também ao clube onde chegou no início da época que agora termina: “Estou muito feliz, quero agradecer à minha família e, em especial, à minha mãe e ao meu irmão que sempre me apoiaram bastante. Também quero deixar uma palavra a toda a estrutura do Académico de Viseu, que me apoiou muito nesse novo projeto”. André Clóvis aproveitou ainda para realçar a persistência com que encarou os insucessos antes de chegar a Viseu: “É muito complicado vencer prémios individuais, porque quando se está muito clube onde as coisas não correm bem, acabas por não render e consideram que não vales nada. No entanto, basta mudares para outro clube onde tudo corre bem e este é o resultado. Graças a Deus resisti, lutei e batalhei e estou mesmo muito feliz. Obrigado a todos os que votaram em mim, estou-vos muito grato por tudo”.  

2023-05-31

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Um desaire insular no fecho da temporada

A equipa principal de futebol do Académico de Viseu, saiu ontem derrotada por 3-2 da visita à Ilha da Madeira, onde defrontou o Nacional. A turma viseense entrou na Choupana com algumas mexidas efetuadas no onze inicial, procurando continuar a dar oportunidades e tempo de jogo aos atletas com menos minutos na temporada. Os beirões iniciaram a partida frente aos insulares a quererem mandar no encontro, conseguindo chegar ao primeiro golo à passagem do minuto quatro. Após uma saída de bola longa dos pés de Momo Mbaye, guardião que foi titular na baliza academista, Rafael Bandeira e André Clóvis trabalharam no flanco direito do ataque, por duas vezes seguidas e de forma perfeita, o lance que terminou com o cruzamento ao segundo poste do lateral português para a cabeça do ponta de lança brasileiro, que assim renovou o recorde de golos numa só edição da segunda liga no presente século, para um total de 28. Estava feito o primeiro e o ímpeto “mandão” do Académico perduraria por toda a primeira parte, face a um Nacional algo perdido em campo. As ocasiões sucederam-se e, mesmo em cima da meia hora de jogo, Vítor Bruno fez um golaço com que ampliaria a vantagem beirã na partida. O lateral esquerdo recebeu outro cruzamento de Rafael Bandeira da direita e, quando todos esperavam nova bola cruzada, o defesa academista rematou forte de pé esquerdo, enganando o guarda-redes madeirense, fazendo assim o 0-2 com que terminou o primeiro tempo. A segunda metade do encontro trouxe novas alterações nos onzes e revelou também o lado mais perigoso de jogar frente a uma equipa que precisa de vencer, para garantir a manutenção. O Nacional da Madeira transfigurou-se e enfrentou os segundos 45 minutos com outra postura, aproveitando alguns lances de desconcentração dos viriatos. O 1-2 surgiu com apenas três minutos volvidos do intervalo, com o avançado Zé Manuel a responder afirmativamente a um cruzamento de Dudu. Já aos 67, Zé Manuel trocou de personagem e assistiu Clayton para também ele fazer, de cabeça, o empate a dois com que o jogo entrou nos seus últimos 20 minutos.

2023-05-30

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Terminar em beleza

Agora sim, o ponto final e oficial na temporada. E tão bom que é chegar ao jogo que dá fim à presente época desportiva, vindos de uma importante vitória que assegurou a quarta posição na tabela classificativa e que, além de tudo o resto, serviu de contexto perfeito para a despedida do nosso Fontelo. Agora, segue-se a deslocação mais longínqua deste campeonato, com uma visita ao Estádio da Madeira, a mais de 1200 quilómetro de distância da capital da Beira Alta. Pela frente surge um Nacional que tem ainda contas por resolver na sua caminhada, isto no que toca à luta pela sobrevivência. Essa será, talvez, a principal ameaça dos insulares que entrarão em campo a depender apenas de si mesmos, para garantirem a manutenção na segunda liga. Na última deslocação ao Funchal, na época passada, o Académico de Viseu (embrulhado numa derradeira luta pela manutenção) venceu o Nacional por 1-2, resultado que assegurou a sua presença na edição 22/23 da segunda liga. Este ano alternam-se os papéis, mas a cabeça mantém-se mentalizada no único pensamento possível: vencer. É com esse propósito que partem os Viriatos além-mar, à procura de honrar o manto preto e branco em terras madeirenses. Na primeira volta do campeonato, os dois conjuntos empataram a uma bola no Estádio do Fontelo, num jogo que interrompeu um ciclo de oito vitórias seguidas do Académico e onde Famana Quizera marcou o tento viseense. Historicamente, este não é um confronto fácil para a turma beirã que, em 17 jogos frente aos madeirenses, venceu por duas vezes e empatou em seis ocasiões. Mas para o arquipélago viaja um conjunto de jogadores com o rosto lavado e moralizado pelo triunfo da última jornada, com a motivação adicional de fechar a temporada em beleza.   O duelo que assinala o término da época oficial 2022/2023 para o Académico de Viseu, está marcado para o próximo domingo às 15H30, na mítica “Choupana”. A arbitragem estará a cargo do juiz Miguel Nogueira da Associação de Futebol de Lisboa, coadjuvado por Rui Cidade e Nuno Pires, árbitros das associações de futebol de Setúbal e de Lisboa, respetivamente.

2023-05-26

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Uma despedida perfeita com direito a coroação

Dizem que tudo na vida tem um fim. E todos sabemos o quão precisávamos de colocar termo a este ciclo tenebroso sem triunfos. A despedida do Estádio do Fontelo na época 2022/2023 perspetivava-se segundo um quadro do clássico “jogo para cumprir calendário”, mas todos sabemos que era muito mais do que isso que estava em discussão na tarde do último sábado. Esta temporada foi repleta de sucessos, de crescimento e, sobretudo, de afirmação de um clube que carrega às costas uma das potências desportivas do interior do país. A cidade acordou de um sono profundo, o Fontelo voltou a esgotar e a comunhão entre jogadores e adeptos tornou-se mais viva que nunca. Por isso mesmo era imperativo para estes viriatos despedirem-se da sua massa adepta, que para todo o lado os acompanhou, com o tão desejado regresso às vitórias. Pedro Bessa fez rodar a equipa, dando preciosos minutos competitivos aos jogadores que mais deles precisavam, reconhecendo-lhes o mérito por sempre terem lutado pelo seu lugar no onze inicial durante todo o ano. E talvez por essa vontade de quererem mostrar serviço, o Académico entrou no jogo com pose de mandão, a querer incutir na partida apenas as suas pretensões, não dando grande espaço ao adversário. André Clóvis (a quem ainda faltava um golo para se tornar no melhor marcador do século da competição) tratou de assegurar, logo a abrir, a concretização dos bons movimentos atacantes da equipa. Por duas vezes, ainda dentro dos primeiros cinco minutos, o brasileiro tentou alvejar a baliza fogaceira, encontrando pela frente um inspirado Arthur Augusto que lhe negou a inauguração do marcador. No entanto, aos sete minutos, o guardião do Feirense nada pode fazer para evitar a história que parecia já estar escrita. Vítor Bruno bateu o pontapé de canto do lado direito do ataque da casa, colocando olhos na redondida que só soube vislumbrar a cabeça de André “26 golos” Clóvis, cujo novo cognome passou a ser “O Melhor do Século”. E o Fontelo entrou em ebulição. Festejos, palmas e um grito em conjunto que fez ecoar “Clóvis” por toda a região da Beira Alta. Era a homenagem mais que merecida ao jogador que aos academistas deu tantas alegrias. Parabéns e Obrigado, André.

2023-05-22

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Objetivo único: Despedida de casa com uma vitória

Nada mais e nada menos que isto. No próximo sábado, dia 20 de maio, o Académico de Viseu realiza o último jogo em casa na época 2022/2023. A receção ao Feirense dita o fim das partidas caseiras na presente temporada, que nos deixará grandes memórias dos emocionantes ambientes que vivemos este ano no nosso Fontelo. E é hora de fechar um dos melhores desempenhos anuais das últimas décadas com chave de ouro, o que quer dizer: com a conquista de mais três pontos. Após cinco jogos sem vencer, os viriatos enfrentam um Feirense que se apresenta num ciclo idêntico, no qual não soma triunfos há quatro jornadas consecutivas. Com hipótese de assegurar, a uma jornada do fim do campeonato, o quarto lugar da classificação, o Académico de Viseu entra na 33ª jornada da segunda liga com 50 pontos e com a certeza de que os principais objetivos da temporada estão já cumpridos. Por outro lado, o Feirense soma a esta altura menos sete pontos que os viseenses, ocupando o oitavo posto da tabela, com 43. No embate clássico entre estes dois históricos do futebol português, a vantagem é fogaceira. Ainda assim, os beirões saíram vitoriosos em 10 das 55 partidas que disputaram com a turma da Feira, tendo empatado por 16 vezes. A jogar em casa, o Académico de Viseu não vence o Feirense desde 2019, estando por esse motivo na altura de quebrar um enguiço com alguns anos. Recordando o confronto que teve lugar na primeira volta do presente campeonato, academistas e fogaceiros empataram a uma bola no Marcolino de Castro, numa partida emocionante com várias oportunidades para ambos os lados. André Clóvis apontou, da marca dos onze metros, o único golo beirão dessa manhã de 15 de janeiro deste ano. Está dado o mote perfeito para o derradeiro embate no Fontelo, onde os viriatos vão querer saudar os seus fiéis adeptos com uma última vitória no seu reduto, que os faça ultrapassar os resultados das rondas anteriores. Escusado será dizer que a jogar em nossa casa, a força da massa adepta que nos acompanhou até agora será essencial para o regresso aos pontos e às exibições de excelência. Contamos convosco, viseenses. A partida que vai colocar frente a frente Académico de Viseu e Feirense está marcada para as 14H do próximo sábado, no Estádio Municipal do Fontelo. O juiz João Afonso, da Associação de Futebol de Bragança, vai chefiar a equipa de arbitragem que será composta pelos assistentes Diogo Pinto e Filipe Fernandes.

2023-05-18

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SCHOOL ON TOUR: EB1 de Gumirães

A cidade de Viseu continua a receber, nas suas escolas primárias, a equipa principal de futebol do Académico de Viseu. Na tarde desta quinta-feira, foi a vez da Escola Básica de Gumirães abrir as suas portas a três dos jogadores seniores do clube: Gautier Ott, André Almeida e Jonathan Toro. Com a presença de praticamente uma centena de crianças, os jogadores profissionais do Académico de Viseu distribuíram autógrafos individuais, mesmo antes de se juntarem aos alunos no campo de futebol da escola, onde partilharam momentos de diversão e alegria com os mais pequenos. Aos canais oficiais do clube, a professora Rosa Carmo, responsável pela visita desta tarde, abordou a felicidade que sentiu nos seus alunos, pelo facto de terem a oportunidade de conhecer os jogadores academistas: “Acho que estas iniciativas são muito giras, porque acabam por ajudar a motivar os nossos alunos para a prática de desporto. Muitos deles já conheciam o Académico, mas ainda não tinham estado com nenhum jogador ou elemento do staff. Dá para perceber bem a alegria e entusiasmo que eles sentem neste momento”. A também Coordenadora de Estabelecimento da Escola Básica de Gumirães acabou por assumir igualmente que, para além do incentivo à prática desportiva, esta é uma iniciativa que aumenta os índices de desportivismo nas crianças: “Estes convívios convosco acabam por incentivar também o desportivismo entre os alunos. Muitos são adeptos de outros clubes da cidade ou da região, mas eles ficam muito contentes na mesma e recebem muito bem os elementos de outro clube, neste caso o Académico”.

2023-05-18

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Faça-se ouvir a raça beirã

Três jornadas. Três rondas para continuarmos a honrar o nosso emblema, a nossa história. Partimos para a discussão dos últimos nove pontos com a cabeça erguida, mas ainda à procura da melhor maneira de terminarmos uma época que foi de sonho. E que melhor maneira de o fazer há, senão vencer todos os jogos que nos aparecem à frente? Pelo menos a nós, não se coloca qualquer outra opção em cima da mesa. Por isso mesmo o foco está, como sempre, única e exclusivamente na vitória, no regresso aos triunfos e nos três pontos. No calendário segue-se uma deslocação sempre difícil, a um terreno onde mora uma equipa com boas individualidades e que não perde em casa desde fevereiro. O FC Porto B segue tranquilamente na oitava posição da tabela classificativa com 42 pontos, menos oito que o Académico de Viseu, que na última ronda alcançou o patamar dos 50 pontos no campeonato. O coletivo viseense não vence há quatro jornadas, mas de tudo fará para retomar o caminho do sucesso no Olival, onde em caso de vitória assegurará o quarto lugar nesta edição da Liga Portugal 2 SabSeg. Como já tantas vezes dissemos, aqui ninguém desiste. Em 18 jogos frente à equipa B dos dragões, o Académico de Viseu soma nove derrotas, três empates e seis vitórias. Ainda assim, nas últimas cinco partidas em que se encontraram, são três os triunfos viseenses, contra apenas um dos portistas. Na primeira volta desta edição da segunda liga, foi perante o antigo e maltratado relvado do Municipal do Fontelo que os beirões levaram de vencida o FC Porto B, por 2-1, com um golo de Famana Quizera e um autogolo do guarda-redes Roko Runje. A partida da jornada número 32 da Liga Portugal 2 SabSeg tem início marcado para as 15H30 do próximo domingo, 14 de maio, no Estádio Luís Filipe Menezes em Vila Nova de Gaia. O jogo contará com arbitragem do juiz Bruno Vieira, da Associação de Futebol de Lisboa. O árbitro de 34 anos vai comandar o terceiro jogo da época do Académico de Viseu, após ter estado presente na derrota caseira frente ao Moreirense, para o campeonato, e no empate a uma bola em casa do Torreense, no caminho da fase de grupos da Allianz Cup.

2023-05-13

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SCHOOL ON TOUR: EB MESTRE ARNALDO MALHO

A equipa sénior de futebol do Académico de Viseu mantém a senda de visitas às escolas da região da Beira Alta. Nesta quarta-feira, foram cerca de duas as centenas de crianças da Escola Básica Mestre Arnaldo Malho que receberam três jogadores profissionais do clube viseense: Jovani Welch, Ícaro Silva e Javier Currás. Após uma breve apresentação da equipa de futebol, onde os alunos tiveram oportunidade de fazer as suas questões aos atletas academistas e deles receberem autógrafos, Arlete Pinto, Coordenadora de Estabelecimento, reconheceu o entusiasmo das crianças e a importância da interação entre o clube e a cidade: “Como disse na apresentação dos jogadores, é um gosto recebermos um clube da nossa cidade, achamos prioritário acarinharmos as equipas da nossa região. Muitos dos nossos alunos conhecem e gostam muito do Académico de Viseu, eles andavam ansiosos por receberem cá os seus jogadores. Aliás, tivemos de fazer um adiamento e eu tive de gerir as expectativas durante esse tempo, que como viram são elevadas. O futebol e o desporto são atividades de sucesso, que os alunos reconhecem e gostam de praticar”. A também professora de ensino especial, que orientou a ida dos jogadores a mais uma escola básica da cidade, assumiu ainda o grau capital que estas visitas têm no incentivo da prática desportiva junto dos mais pequenos: “Virem atletas e clubes de sucesso como o Académico é bastante estimulante para eles. Em termos pedagógicos e educativos, é sem dúvida um incentivo à prática desportiva. O futebol, mas não só, é bastante importante para os estimular à prática do desporto. Como viu, na apresentação eu quis evidenciar que o clube também tem outras modalidades, porque é importante para eles perceberem que se não gostarem de futebol, têm à disposição outros desportos que lhes permitam ter uma vida ativa. Este tipo de iniciativas ajuda a integrar no dia-a-dia das pessoas uma vida ativa. Tudo o que seja exercício é saudável”.

2023-05-11

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Empate com sabor agridoce

Foi com o sentimento de que poderia ter dado mais, que todos os adeptos saíram do Fontelo na tarde do último domingo. Em pleno Dia da Mãe, o Académico de Viseu recebeu no seu Estádio o Penafiel, em partida a contar para a 31ª jornada da Liga Portugal 2 SabSeg. O calor intenso que se fez sentir em Viseu, contrastou com o ambiente gélido com que se desenrolou o encontro, onde as oportunidades foram poucas para ambos os lados e onde junto às balizas foi pouca a emoção de possíveis lances de golo. A primeira parte decorreu a um ritmo bastante lento e com lances muito discutidos a meio-campo, como que se as equipas não quisessem desamarrar o nó que prendeu o seu jogo desde o primeiro minuto. Aliás, o primeiro tempo terminou mesmo sem qualquer registo de uma grande oportunidade de perigo. Talvez o facto dos forasteiros terem alterado o sistema tático (passando a jogar com três defesas centrais e ainda uma dupla de trincos, perfazendo uma linha de quase sete jogadores atrás da bola), seja um dos motivos que justificam alguma incapacidade inicial do Académico fazer brilhar o seu estilo nos primeiros 45 minutos. Mas na segunda parte, com os acertos feitos no balneário, as duas equipas regressaram ao tapete verde do Fontelo com outra vontade. Do lado academista, foram duas as grandes ocasiões que poderiam ter colocado os Viriatos em vantagem. Em primeiro, Roberto Massimo voltou a acertar no poste (tantas vezes nosso amigo, não nos cansamos de o referir) da baliza adversário, após se ter isolado perante Filipe Ferreira. E já na parte final da partida, foi mesmo o guardião penafidelense que negou o golo a Gautier Ott, com aquela que seria considerada a defesa da tarde e que impediu um golo cantado ao avançado francês do Académico. O conjunto visitante ainda respondeu com duas boas oportunidades nos pés de Adílio Santos, mas o brasileiro não foi capaz de bater Domen Grill. Com este resultado, o Académico de Viseu regressa aos pontos três jornadas depois, somando neste momento um total de 50 na tabela classificativa. Os Viriatos mantêm o quarto lugar no campeonato e aumentaram a vantagem sobre o quinto classificado, o Vilafranquense. No próximo fim de semana, a turma viseense desloca-se até Vila Nova de Gaia para defrontar fora de portas a equipa do FC Porto B.

2023-05-08

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Hora de lavar a cara

Não podemos parar. Há uma camisola, um clube, uma cidade e uma nação adepta para honrar. No próximo domingo, o Académico de Viseu regressa ao palco mítico do Estádio Municipal do Fontelo, para entrar em cena na 31ª Jornada da Liga Portugal 2 SabSeg com uma receção ao FC Penafiel. Os Viriatos, que se apresentam na quarta posição da tabela classificativa com 49 pontos, não vencem há três partidas, tendo agora a ocasião perfeita para, perante os seus adeptos, conseguirem dar uma resposta à altura das suas conhecidas capacidades. Só os três pontos passam pela cabeça dos comandados de Pedro Bessa. Do outro lado do campo estará uma equipa que, à imagem do Académico de Viseu, chega a esta ronda da competição vinda de duas derrotas consecutivas. É, por isso, um duelo entre dois conjuntos que tentarão regressar aos triunfos, mas em posições totalmente distintas da classificação. Os penafidelenses encontram-se no 14º lugar, com 35 pontos, e ainda correm risco de descida. Com o símbolo beirão ao peito, saúdam-se os regressos por castigo de Famana Quizera, de Igor Millioransa, Arthur Chaves e de Ícaro Silva, que ficaram de fora da última ronda do campeonato, juntando-se ao resto do plantel que se encontra na máxima força. Este será o 43º jogo da história entre viseenses e durienses, tendo o Académico levado a melhor por 16 vezes. Lembramos que na primeira volta da presente temporada, os beirões foram a Penafiel vencer por 1-2, com golos de Famana Quizera e André Clóvis. Em Viseu mora uma equipa com o orgulho ferido, que entrará em campo determinada em conquistar a nona vitória em casa na segunda liga, numa comunhão perfeita com a presença em massa dos seus adeptos. Estão certamente criadas as condições perfeitas para que este Dia da Mãe termine com um final feliz para todos os viseenses. A partida da 31ª jornada da Liga Portugal 2 SabSeg tem início às 14H do próximos domingo, e contará com arbitragem do juiz da Associação de Futebol do Porto, José Bessa. A nação academista uniu-se mais que nunca para defender os seus guerreiros e os seus ídolos. Sabemos de que matéria somos feitos e que é nos momentos de derrota, que se constroem as bases para as grandes vitórias do futuro. A fome de voltar a ver a bola a rolar, para poder ter a oportunidade de demonstrar que os últimos resultados não passaram de um percalço, é maior que qualquer outra vontade. Porque está na hora…de lavarmos a nossa cara.

2023-05-06

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Domen Gril e André Clóvis: as estrelas de março

Foram entregues, no dia de ontem, os prémios de jogador do mês da Liga Portugal 2 SabSeg, relativos ao passado mês de março. Divulgada há cerca de duas semanas, a votação que reúne os votos de todos os treinadores principais da segunda liga, elegeu Domen Grill como Guarda-Redes do mês e André Clóvis como Avançado e Melhor Jogador do mês. Na hora de receberem os troféus em mãos, em pleno relvado do Municipal do Fontelo, os dois jogadores academistas falaram aos canais oficiais da Liga Portugal. O guardião esloveno de 21 anos, acompanhado pelos seus colegas e treinadores de posição, preferiu dar destaque ao esforço de toda a equipa: “Este é um trabalho de todos, principalmente de toda a equipa de guarda-redes. Queremos continuar a dar o nosso melhor. O segredo é seres profissional todos os dias, ires para a cama mais cedo que todos, alimentares-te bem e seres muito focado no treino. Para além disso, é muito importante seres feliz”. Já o ponta de lança brasileiro, André Clóvis, demonstrou uma enorme felicidade por receber, respetivamente, o novo e décimo prémios individuais da temporada, evidenciando o trabalho que realiza todos os dias: “Quero agradecer por estes prémios, estou mais uma vez muito feliz. Os meus colegas fazem parte de tudo isto, mas claro que nunca coloco de lado o trabalho no dia-a-dia”. O avançado academista aproveitou, igualmente, para deixar uma palavra aos adeptos viseenses, garantindo que nas estantes de casa ainda há lugar para mais prémios: “Sou grato pelo carinho enorme dos adeptos. Receber estes troféus é muito bom, mas estou aqui para ajudar o Académico de Viseu e o resto da equipa. Ainda tenho espaço suficiente lá em casa para estes e outros prémios”.

2023-05-04

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Depois da tempestade, que venha a bonança

Alterámos o clássico ditado português, para servir de mote na “Batalha da Trofa” que se avizinha. No último dia deste mês de abril, por volta das 15H30, o Académico de Viseu visita o Estádio do Trofense para defrontar o Clube Desportivo local. Esta partida dará término à jornada número 30 da Liga Portugal 2 Sabseg e é com um regresso aos triunfos que os comandados de Pedro Bessa partem para nova e previsivelmente difícil deslocação. No caminho viseense está uma equipa que faz relembrar, apesar das grandes diferenças, o adversário que o Académico encontrou na última deslocação fora do Fontelo. Na altura surgia no horizonte uma BSAD aflita na luta pela manutenção, situação na qual também se encontra o adversário deste domingo. O Trofense surge nesta jornada na penúltima posição da tabela, a três pontos do lugar de play-off de manutenção. Escusado será dizer que a turma da casa irá querer tornar o mais difícil possível a missão dos viriatos. No entanto, de Viseu parte um coletivo totalmente determinado em demonstrar a sua valia e competências, pelas quais sempre foi reconhecido no decorrer desta temporada. Jorge Palma e Sérgio Godinho diriam que é altura “de outra maré cheia vir da maré vaza”, no pronúncio de unir as tropas e partir (sem hesitações) para o regresso às vitórias, após duas jornadas onde a equipa deu tudo, mas não as conseguiu alcançar. É altura de mostrar a valia de ser um viriato, de um viseense, de um beirão. Analisando o histórico de confrontos, este é um duelo que tipicamente cai para um dos lados, não fosse a história dizer que nunca se registaram empates entre os dois clubes nas sete ocasiões passadas. São três as vitórias academistas frente aos da Trofa, tendo a última surgido na primeira volta desta temporada, quando no Fontelo um bis de Clóvis e um autogolo de Ange Mutsinzi fizeram os três tentos com que a turma beirã derrotou o Trofense por 3-1. São apenas cinco os pontos que distanciam o Académico de Viseu do terceiro lugar, que é ocupado pelo Farense. A faltarem 15 pontos em discussão nas próximas cinco semanas, desistir não entra (como nunca entrou) no nosso vocabulário, onde as palavras de ordem são relacionadas com a resistência às adversidades e com o pensamento no triunfo. A partida que vai colocar frente a frente o Académico de Viseu e o Trofense está marcada para as 15H30 do próximo domingo, no Estádio do Clube Desportivo Trofense. O juiz Bruno Costa, da Associação de Futebol de Viana do Castelo, vai chefiar a equipa de arbitragem que será composta pelos assistentes Tiago Leandro e André Dias.

2023-04-28

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Quando não é para dar, não dá

Ouvimos muitas vezes a expressão que serve de título a esta crónica, em situações em que o sentimento que nos envolve é o de que podíamos continuar a fazer de tudo, que o desfecho seria sempre o mesmo. É talvez a melhor explicação de tudo o que aconteceu na manhã do passado sábado, no Estádio Municipal do Fontelo, de onde o Académico de Viseu saiu derrotado pela Oliveirense, por 1-4. A equipa beirã partiu para mais uma final da sua caminhada, focada e mentalizada apenas na vitória (tal como em todos os outros jogos) e a sua entrada em campo foi bastante positiva e superior, na mesma linha das restantes entradas em partidas anteriores, que traçam a sua qualidade, ambição e vontade de vencer. Mas nesta manhã houve uma diferença...a bola não entrou. Não entrou e não queria entrar, fez de tudo para cancelar o triplo dos remates com que o Académico terminou a partida (face ao adversário), a vantagem na posse de bola e o facto de ter tido mais 10(!) oportunidades de fazer golo. Foi uma manhã estranha, uma partida assombrada pela falta de eficácia de um conjunto de jogadores que também a esta maré de azar têm direito. A União Oliveirense aproveitou e, com a qualidade que também se lhe reconhece, foi para intervalo a vencer por 0-3 após 45 minutos onde chegou por apenas três vezes à baliza viseense (100% de eficácia). Mas em Viseu não se desiste, e as mexidas ao intervalo onde entraram Rodrigo Pereira e Roberto Massimo agitaram o ataque beirão, mas não resolveram o problema da eficácia. E do outro lado, perante uma defensiva que também teve um dia de menor acerto, a Oliveirense fez o quarto e arrumou a questão do resultado. Rodrigo e Massimo ainda responderam, num golo criado pelo ponta de lança português que serviu o alemão para o 1-4 com que terminou a partida. Destaque-se também a expulsão inacreditável de Famana Quisera, após o médio academista receber o segundo cartão amarelo num lance em que estava a ser agarrado e onde em momento algum atingiu o adversário de forma propositada. Falha a deslocação à Trofa. Agora é tempo de trabalhar, perceber os erros cometidos e não deixar de acreditar. Porque aqui…ninguém atira a toalha ao chão.

2023-04-24

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“Continuem a acreditar em nós”

O treinador principal da equipa de futebol sénior do Académico de Viseu, Pedro Bessa, fez no final desta manhã o rescaldo à partida frente à União Desportiva Oliveirense, em que os viriatos perderam por 1-4. No final do jogo o técnico beirão evidenciou a boa entrada da equipa em campo, mas assumiu que a eficácia foi o fator que mais pesou no resultado final: “Entrámos muito bem no jogo com duas oportunidades claras de golo do Toro e do Clóvis, mas não as conseguimos concretizar. E a diferença foi que a Oliveirense criou as suas oportunidades em que, ao contrário de nós, fez golos. A zona de finalização foi claramente o fator diferenciador, mas também não fomos felizes na forma como defendemos”. Pedro Bessa apontou falou igualmente os pontos mais fortes do adversário desta manhã, sem deixar de retratar a “mea culpa” do conjunto viseense: “Obviamente que esta derrota não se explica só pela nossa incapacidade na zona de finalização, mas também pelo facto de não termos conseguido parar uma Oliveirense que se apresentou muito bem, com um futebol ofensivo e positivo. Depois do 3-0 ainda alterámos algumas coisas, mas o adversário soube gerir o jogo. O quarto golo, que apareceu após as alterações que fizemos ao intervalo, desmonta qualquer estratégia e qualquer equipa. Não ganhámos porque não tivemos a competência para tal, mas agora iremos continuar a trabalhar porque ainda há cinco jogos para dignificar esta camisola e os vencer a todos”, concluiu o treinador do Académico de Viseu. Numa palavra dirigida à massa adepta academistas, o técnico principal dos beirões apelou ao apoio aos seus jogadores, que irão iniciar já amanhã a preparação da próxima jornada. Pedro Bessa deixou ainda claro que toda a estrutura academista está convicta de que irá fazer de tudo para atingir os seus objetivos nos últimos cinco compromissos: ”Pedimos aos adeptos que continuem a apoiar o Académico, porque se o fizeram até aqui não vejo qualquer razão para deixarem de o fazer. Continuem a acreditar em nós, na semana passada não eramos os melhores tal como hoje não somos os piores. A partir de amanhã começamos já a pensar no próximo jogo frente ao Trofense. A confiança do plantel antes do jogo estava muito boa, sentimos um grupo muito tranquilo e focado no que querem fazer. Obviamente que neste momento estão tristes porque não era o resultado que queriam, mas é algo que não nos preocupa. Este é um grupo de fantásticos profissionais, que irão querer dar a volta a estes dois últimos resultados. Em cinco jogos tudo pode acontecer e eles fazem-nos acreditar”.   Com esta derrota o Académico de Viseu mantém os meus 49 pontos com que entrou para esta jornada da Liga Portugal 2 Sabseg, segurando também a quarta posição da tabela classificativa. Na próxima ronda os viseenses deslocam-se até ao terreno do Trofense.

2023-04-22

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Diário de um viriato: dia 231 sem derrotas em casa

3 de setembro de 2022. É essa a data da última derrota do Académico de Viseu no Fontelo, em contexto de campeonato. Nessa altura uma derrota caseira frente ao Torrense colocava fim a um mau começo de temporada, dando o pontapé de saída a um dos maiores ciclos de sempre sem derrotas no Estádio do Fontelo. No próximo sábado contabilizam-se 231 dias após o início do referido ciclo e a turma beirã entrará em campo, focada em aumentar esse número com novo triunfo frente às suas gentes. Podem ser 12 as partidas consecutivas sem perder em casa para a segunda liga. Além deste fator motivacional, a vitória é ainda mais prioritária tendo em conta o empate da última jornada onde a equipa merecia sair da capital com outro desfecho. Responder a um resultado menos positivo com os três pontos são as palavras de ordem em Viseu. E pela frente surge uma União Desportiva Oliveirense relativamente tranquila no 12º lugar com 34 pontos, que na verdade não se tem dado mal nos duelos com os beirões, que não vencem os aveirenses desde 2018. Mas para cada ciclo negativo há um término e nada melhor que quatro jogos seguidos sem perder, apenas uma derrota nos últimos nove e a vontade de recuperar um lugar no pódio, para servirem de alavanca na conquista dos três pontos no próximo sábado. Na última jornada, a turma que visita este fim de semana o Municipal do Fontelo, perdeu em casa frente a um dos outros conjuntos na luta pelos primeiros lugares, o Farense. Isto enquanto o Académico de Viseu empatou no Nacional do Jamor frente à BSAD. Escusado será dizer que ambas as equipas entrarão em campo para responder aos resultados da última jornada, e que podemos por isso esperar uma partida descomplexada, aberta e virada para o jogo positivo. A coesão defensiva com que os homens de Viseu se têm apresentado nos últimos jogos, serve de enquadramento para o que pode ser a sua atuação em mais uma final. Segurança na retaguarda, melhorando a chegada ao último terço, onde porventura a equipa pecou mais na partida em Lisboa não conseguindo desenlaçar o empate. No mítico Fontelo espera-se outra enchente no caminho que se coloca entre Viseu e a conquista dos seus objetivos. Os adeptos academistas têm sido decisivos, “levando às costas” um conjunto de jogadores revigorado e que se apresenta num bom estado físico e psicológico para estas últimas seis finais. Sim, porque só faltam mesmo seis e a nação de Viriato tem noção disso. A partida da jornada 29 da Liga Portugal 2 Sabseg está marcada para as 11H da manhã deste sábado, e conta com arbitragem de Manuel Mota, da Associação de Futebol de Braga. 

2023-04-20

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School On Tour: EB1 de Fragosela

A saga das visitas do plantel principal do Académico de Viseu às escolas da região continua. Desta vez em Fragosela, foram o guardião Mbaye, o defesa Tiago Mesquita, o médio Ricardo Ramirez e o avançado Daniel Labila que fizeram as maravilhas de mais de uma centena de crianças da Escola Básica da freguesia. Entre autógrafos e a clássica “peladinha” que juntou alunos e jogadores, a coordenadora de estabelecimento, Belém Ferreira, admitiu aos canais oficiais do nosso clube que vê com muito bons olhos este tipo de iniciativas: “É uma mais-valia porque este é um clube da terra que está tão próximo de nós. Acho que é uma forma de cativar e chamar as crianças e os jovens para terem contacto com o Académico e, nomeadamente, com o futebol”. A representante da Escola Básica de Fragosela referiu também que os mais novos são, a partir destes convívios, ainda mais cativados à prática de desporto: “As crianças gostam de todos os desportos, mas sem dúvida que o futebol é a sua preferência. E tendo o Académico a vir ter connosco, através da sua equipa e dos seus jogadores, ajuda a transportar para casa a vontade dos viseenses participarem de forma mais ativa no clube. Ter contacto com esta modalidade, desperta neles (crianças) outras competências como o interesse pela atividade física. Ainda assim, é importante referir que nós (escolas) temos vindo a apelar todos os anos, em parceria com o Município e com o agrupamento, a prática do desporto em geral que tão importante é numa sociedade em que os jovens são muito sedentários”, reforçou Belém Ferreira. Já Duarte Pontes, aluno do quarto ano e adepto confesso do Académico, mostrou-se bastante animado quanto à presença dos jogadores do clube beirão na escola que frequenta: “Sinto-me feliz porque nem sempre temos a companhia dos jogadores para os podermos apoiar e eles nos darem os seus autógrafos”. O jovem aluno falou igualmente de um sonho que tem por cumprir: “Gosto muito de ver os meus amigos a apoiarem o Académico de Viseu, especialmente porque eles gostam muito do clube e eu sou sempre aquele que sabe as canções, e eles ao cantarem aprendem-nas melhor. O meu sonho é que o Académico suba para a primeira liga”.      O nosso site oficial aproveitou também para entrevistar o defesa academista, Tiago Mesquita. O jogador de 32 anos assinalou este evento como mais uma oportunidade de reunir a região beirã à volta do clube viseense: “Esta é uma ótima forma de tentar aproximar ainda mais a cidade do clube. Queremos que de jogo para jogo apareçam mais pessoas no Fontelo para nos apoiar, sentimos muito esse apoio dentro do campo. Para nós é sempre muito bom ter a moldura humana que temos tido nos últimos jogos”. A cumprir a terceira época com o símbolo de Viriato ao peito, Tiago Mesquita apontou a evolução pela qual o Académico de Viseu tem passado e que ajudará, a seu ver, a equipa a enfrentar os próximos confrontos decisivos que se avizinham: “O clube tem vindo a evoluir em diferentes áreas, e a parte do marketing e da comunicação não foge à regra. A evolução tem sido grande e é um bom presságio para aquilo que se aproxima e para as grandes batalhas que temos pela frente. Lutamos pelo continuar do crescimento do Académico e sentirmos o calor e a energia positiva de que precisamos nestes momentos é muito bom. São aspetos capitais para nos darem aquela força extra que nos irá ajudar nos momentos decisivos”.

2023-04-19

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Um dissabor chamado Jamor

De Viseu viajaram mais de três centenas. Mais de 300 adeptos beirões fizeram-se ouvir no mítico Estádio Nacional do Jamor, que recebeu a maior assistência da época em jogos da Liga Portugal 2. Este é o ponto de partida perfeito para ilustrar o jogo do último sábado onde o Académico de Viseu, apoiado incessantemente pelos seus adeptos, empatou a uma bola no terreno da BSAD. O sol brilhava sobre o velhinho Estádio Nacional, aquecendo o ambiente para uma partida bastante importante da ronda 25 da competição. Em confronto estavam polos totalmente contrários, com o 16º a receber o 3º classificado. Mas como sabemos e alertámos na crónica de antevisão, no futebol os números dizem muito pouco daquilo que pode acontecer em campo. E num embate entre equipas que precisavam (não pelos mesmos objetivos) de garantir os três pontos, a diferença na tabela ainda menos fazia prever o seu desfecho. Os primeiros minutos revelaram o que as expectativas escreveram antes do apito inicial: dois conjuntos bem abertos, a tentar jogar um futebol positivo e ofensivo. E tal vontade atacante provou-se no facto de que os únicos dois golos foram marcados ainda antes dos 25 minutos. No primeiro, onde a turma da casa se adiantou, Diogo Tavares fez Samuel Lobato irromper na grande área academista, tendo apenas de encostar para Fabrício Simões que enganou Gril, batendo o guardião esloveno aos 11 minutos. O Académico viu-se assim obrigado a ir em busca do prejuízo ainda muito cedo na partida. Depois de tomadas as rédeas do encontro, tarefa que nada foi facilitada pelo adversário, os comandados de Jorge Costa chegariam ao empate precisamente 11 minutos volvidos. Aos 22, Gautier Ott fez um cruzamento exemplar do flanco esquerdo para a entrada acrobática na pequena área do marcador de serviço brasileiro: Clóvis “25 golos”. Falta um André, apenas um. Após estes 25 primeiros minutos, o encontro concentrou-se maioritariamente no terreno ofensivo dos viriatos, que chocaram contra uma BSAD que baixou linhas e que colocou todas as suas fichas em transições atacantes. Perante a boa coordenação defensiva do Académico, esta foi uma tática que nunca surtiu verdadeiro perigo para a baliza à guarda de Domen Gril. Numa segunda metade onde o calor da capital também entrou em campo, a inclinação do mesmo foi ainda mais notória. Prova de tal facto são os 63% de posse de bola academista, as suas nove tentativas de golo (contra apenas duas do conjunto da casa) e os zero remates feitos à baliza beirã nos segundos 45 minutos. Ainda assim o Académico de Viseu foi incapaz de marcar o golo da vitória, que podia ter chegado aos 83 minutos. Em cima da linha Nuno Tomás negou um golo cantado a Ott, que tinha retirado da jogada o guarda-redes Gonçalo Tabuaço. O desporto rei é mesmo assim e dizem alguns que se o jogo durasse mais uma hora, o resultado não se alteraria. Há ainda a destacar a expulsão de Soufiane Messeguem, médio academista que levou o segundo cartão amarelo já para lá da hora (90+4´) e que falha a próxima jornada por castigo. Para Viseu regressou um conjunto de jogadores que tudo fez para alcançar e merecer a vitória, mas que não a conseguiu atingir. Regressou também uma das melhores molduras humanas visitantes desta temporada na segunda liga, que também merecia os três pontos e a manutenção do seu lugar no pódio do campeonato. Isto porque se olharmos para o pódio dos adeptos, os nossos serão sempre os primeiros classificados.

2023-04-16

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“Criámos o suficiente para sairmos daqui com outro resultado”

A equipa sénior de futebol do Académico de Viseu empatou a uma bola frente à BSAD, em partida referente à 28ª jornada da segunda liga, que decorreu no Estádio do Jamor na manhã de hoje. No rescaldo do encontro o técnico principal dos viriatos, Jorge Costa, admitiu que a equipa não entrou bem em jogo, mas que fez mais do que era necessário para sair da capital com a vitória: “Temos responsabilidade neste empate, especialmente nos primeiros 20/25 minutos da primeira parte em que demorámos muito a entrar em jogo e onde concedemos o golo da BSAD. Após isso acho que criámos o suficiente para sairmos daqui com outro resultado. Foi um jogo quase de sentido único, e que não deve ter sido muito bonito de ver, tanto para quem veio ao estádio como para quem viu em casa”. O treinador de 51 anos analisou ainda as consequências da perda de dois pontos fora de portas. Jorge Costa referiu que apesar da descida na tabela classificativa, este empate em nada muda o foco da equipa em vencer os restantes jogos do campeonato: “A implicação direta é descermos ao quarto lugar. Não podemos fugir às nossas responsabilidades, mas não era de todo previsto estarmos nesta situação a esta altura do campeonato. Estamos numa luta que não é a nossa, mas da qual não fugimos e por isso mesmo vamos continuar a tentar jogar bem, a divertirmo-nos e a lutarmos nos seis jogos que faltam pelos três pontos”. Com esta igualdade o Académico de Viseu soma agora 49 pontos na Liga Portugal 2 Sabseg, e cai para o quarto lugar da classificação por troca com o Farense, que soma mais um ponto que os viseenses. Na próxima jornada, o conjunto beirão recebe no Estádio do Fontelo a equipa da Oliveirense, em jogo marcado para as 11H do próximo sábado.

2023-04-15

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“Estamos preparados para voltar a Viseu com os três pontos”

O Académico de Viseu visita o Estádio Nacional do Jamor na manhã deste sábado, para entrar em campo na 28ª jornada da Liga Portugal 2 SabSeg. A partida no terreno da BSAD terá início às 11H, e o treinador principal dos viriatos, Jorge Costa, fez esta sexta-feira a conferência de antevisão à mesma. No lançamento do encontro, o técnico academista assumiu o respeito que a equipa tem pelo adversário de amanhã, mas afirmou o foco em dar o melhor para trazer os três pontos para Viseu: “Estamos preparados para ir ao Jamor, e regressar a Viseu com os três pontos. Vamos jogar contra uma BSAD que merece todo o respeito. Tivemos a oportunidade de analisar, em conjunto com os jogadores, o adversário de amanhã que irá exigir de nós o nosso melhor. Estamos numa fase boa, e é preciso termos consciência de que nada acontece por acaso. Temos de ser ainda mais humildes do que o normal e respeitar profundamente a BSAD, não perdendo aquilo que é a nossa identidade. Temos de estar no nosso melhor a todos os níveis”. Jorge Costa falou também do atual momento das duas equipas que se defrontam, numa partida onde a seu ver há muito a ganhar: “São duas equipas que, apesar de estarem em polos opostos na tabela, ambas têm as suas necessidades. Não é aquele típico jogo de “há pouco a perder”, antes pelo contrário. Há muito a perder, ou melhor, há muito a ganhar. E nós queremos muito ganhar os três pontos que normalmente fazem sempre falta, mas que nesta fase podem fazer muita diferença”. Especificamente sobre o conjunto que o Académico enfrenta no dia de amanhã, o técnico dos viriatos analisa uma equipa forte defensivamente, mas com naturais debilidades que devem ser aproveitadas: “É uma equipa que mudou um pouco a sua forma de jogar com o novo treinador. É muito organizada, defensivamente sólida e comete poucos erros. Não sabemos qual vai ser a abordagem da BSAD no jogo de amanhã, e por isso mesmo temos de nos concentrar muito naquelas que são as nossas capacidades. Vamos ter de explorar as debilidades do adversário, sabendo que tem pontos fortes com os quais temos de ter algum cuidado”. O treinador academista disse ainda que se a equipa conseguir adiantar-se no marcador, tanto melhor, apesar desta condição não ser decisiva para o resultado final: “Não é imperial marcarmos primeiro. Mas sabendo que as equipas defensivamente sólidas, quando se apanham a ganhar tornam o jogo ainda mais complicado, é importante sermos nós os primeiros a marcar para libertar a nossa ideia de jogo. No final, o que eu quero é marcar mais golos do que a BSAD”. O Académico de Viseu joga amanhã em Lisboa. O encontro com a BSAD está agendado para as 11H deste sábado, no Estádio Nacional do Jamor, e contará com arbitragem do juiz Nuno Almeida, da Associação de Futebol do Algarve.

2023-04-14

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André Almeida: “Queremos regressar a Viseu todos contentes”

O central português do Académico de Viseu, André Almeida, fez a antevisão à partida deste sábado, em que os academistas visitam o Estádio Nacional do Jamor para jogar frente à BSAD. Na projeção do encontro da jornada 28 da segunda liga, o defesa afirmou que a equipa se preparou para vencer o próximo jogo, não dando grande atenção ao que podem fazer os adversários diretos nesta jornada: “Foi mais uma semana de trabalho onde estivemos motivados pela última vitória, frente a um adversário direto, mas também pelas outras vitórias anteriores. Preparámo-nos para ganhar e assumir o jogo, é isso mesmo que vamos fazer no Jamor. Sabemos que temos de fazer o nosso trabalho, porque acima de tudo dependemos de nós. Não olhamos para os resultados das outras equipas e concentramo-nos apenas no nosso”. Na análise ao próximo adversário, André Almeida disse esperar um conjunto que irá tentar assumir o jogo, mas deixou a certeza de que a turma viseense está bem ciente da missão que tem pela frente: “É uma equipa que precisa igualmente dos três pontos, mas não pelos mesmos motivos que nós. Sabemos que nesta fase todos os jogos são complicados, porque tanto as equipas nos primeiros lugares como as que lutam pela manutenção, precisam de pontos. Sabemos que vamos apanhar uma equipa que vai querer assumir o jogo, porque vai precisar dele, mas nós também estamos preparados para isso. Sabemos que vão existir momentos em que não vamos ter bola e em que teremos de baixar, mas estamos totalmente confortáveis com isso”. A realizar a primeira temporada ao serviço do Académico de Viseu, o central de 27 anos aproveitou para retratar o seu desempenho individual e também o momento do grupo de trabalho: “Sinto-me muito bem e bastante motivado pelo atual momento da equipa. No ano passado, a pressão era completamente diferente nesta altura do campeonato, via o topo da tabela por mera curiosidade. As coisas estão a correr muito bem, vamos lutar por ficar o mais acima possível. Pessoalmente, tem sido muito gratificante trabalhar com uma equipa recheada de tanto talento e acompanhar o seu dia a dia. A confraternização do balneário tem sido incrível”. Numa altura em que são esperadas perto de duas centenas de adeptos viseenses no Jamor, André Almeida deixou o mote de como os jogadores esperam agradecer o apoio dos academistas: “Tem sido um apoio incrível. Amanhã o jogo será cedo, e já estão confirmados muitos adeptos no Jamor, vai parecer que estaremos a jogar em casa mesmo que a distância do Fontelo seja de 3/4 horas. Sabemos que os academistas vão aparecer em massa, e a única coisa que nós podemos fazer é agradecer-lhes com o nosso trabalho dentro de campo, dando-lhes a vitória e um bom espetáculo. Queremos regressar a Viseu todos contentes, jogadores e adeptos”.  

2023-04-14

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Bola pra a frente, que na frente ainda vai gente

A hora repete-se e o dia da semana também. O próximo jogo do Académico de Viseu é uma cópia horária da última jornada e se aos academistas oferecessem também um gémeo exemplar do resultado final e da exibição, dúvidas não restam de que todos assinariam por baixo. Mas cada partida tem as suas próprias características, a sua própria beleza. E é também por isso que o futebol é tão apaixonante. No entanto, há coisas que não mudam, que ficam intactas de jornada para jornada, semana após semana: a vontade e o querer, condições que não faltam a estes viriatos. No mítico Jamor entrarão em confronto dois perfeitos opostos: o Académico de Viseu visitante e atual terceiro classificado da Liga Portugal 2 SabSeg, em terreno de Play-Off de subida; e uma BSAD visitada no 16º lugar, que diz respeito ao outro Play-Off da tabela, o de manutenção. Na primeira volta, um golo de André Clóvis e outro de Yuri Araújo deram os três pontos à turma de Jorge Costa, embrulhados numa série de 20 jogos consecutivos em que a equipa não perdeu. Uma ronda completa ao calendário volvida, o panorama dos dois clubes é diametralmente oposto, mas não estivéssemos nós a falar da segunda liga portuguesa, esta análise bastava para adivinhar um possível desfecho. Mas não, neste campeonato tudo pode acontecer, todos podem roubar pontos a todos e os níveis de atenção e alarme têm de estar 100% despertos, principalmente quando se joga, a sete jornadas do fim, contra uma equipa que precisa de salvar a sua pele. Por isso, Jorge Costa e os seus rapazes irão entrar em campo com foco e esforço redobrados, até porque deste lado também há objetivos a cumprir. E que objetivos…em caso de vitória, os academistas dormirão pelo menos duas noites na segunda posição da tabela, não sendo difícil prever o quão confortável será a cama onde poderão repousar. Pela frente, um conjunto de jogadores que triunfou na última jornada, quando visitou o terreno do SL Benfica B, alimentando a sede da manutenção a tão poucos jogos do fim. Se vencerem neste sábado, também eles podem passar uma noite destapados dos lençóis que cobrem os perigosos lugares de descida. E por isso será tão importante travar o ímpeto com que vão chegar os homens do treinador Zé Pedro. Para tal, nada melhor que olhar para os dois últimos compromissos do nosso Académico, marcados por duas entradas fortíssimas em jogo que atordoaram dois adversários, incapazes de responder, eficazmente, ao ponto de evitarem a derrota. É essa a premissa para mais uma partida, que pode ditar o segundo triunfo consecutivo fora do Fontelo, e o quarto seguido no campeonato. Domen Gril e Messeguem regressam ao lote de disponíveis para a visita à Capital e seguem para o Jamor num autocarro repleto de atletas que deram uma resposta exemplar no último sábado, onde mesmo os que não costumam ter tantos minutos, brilharam. Enquanto isso, os viseenses acorrem o mais rápido que podem aos bilhetes para mais uma final. O seu desejo, como que de uma criança a dormir se tratassem, é pintar o Estádio Nacional de preto e branco, para que a nação academista continue a acreditar que todos os sonhos, são passíveis de se tornar realidade.

2023-04-13

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É um “show” viseense, com certeza

E não é que foi mesmo? O Fontelo assistiu a uma das melhores partidas que o Académico de Viseu fez na segunda metade do campeonato, e viu a equipa a completar um ciclo difícil de três vitórias consecutivas. Mas mais do que isso foi o ambiente, foi a comunhão entre jogadores e adeptos, foi sobretudo a certeza de que juntos iriam vencer, sem nunca levantar qualquer dúvida. Foi mais ou menos isto que o Estádio Municipal do Fontelo viveu na manhã do último sábado. Uns espetaculares 4085 viseenses deslocaram-se ao forte academista para “levar ao colo” (não fosse gigante a energia que passaram para o relvado) uma equipa confiante, competente, ciente do que queria fazer e com muito respeito pelo adversário. Mas vamos ao jogo, antes que percamos a preparação da deslocação ao Jamor, na próxima jornada. À priori teórica, este seria o compromisso oficial mais difícil até ao fim da temporada, não estivéssemos a falar de uma equipa em quinto lugar, a apenas quatro pontos de distância e que vinha de uma sequência de quatro jornadas sem derrotas. Digamos que não era uma final, dados os sete jogos que ainda restam, mas sim uma meia-final na corrida pelo pódio, onde quem perdesse via as suas esperanças a desvanecerem-se. Por esse fator, mas também pela sede e vontade de sempre conquistar mais três pontos, o Académico de Viseu entrou em campo frente ao Vilafranquense a querer mandar no jogo e com uma postura atacante felina, prova disso mesmo foi a forma como surgiu o primeiro golo, aos 15 minutos. Apesar de ter sido através de um penálti cobrado por André “23 golos” Clóvis, após falta sofrida por Gautier Ott, não podemos esquecer que toda a jogada nasceu de um canto a favor do adversário. Primeiro quarto de hora, primeira explosão de alegria no Fontelo, com mais de quatro mil a dizerem alto e em bom som o apelido do avançado brasileiro. E tal como tinha acontecido em Matosinhos, os pupilos de Jorge Costa não deixaram o adversário ter sequer tempo para pensar e responder ao golo sofrido. Apenas nove minutos depois, ainda antes da meia hora, o Municipal lançava um “bruaá” ao ver Rafael Bandeira a cruzar da direita para dentro da grande área…tudo porque quem recebia essa bola, era o renovado André “24 golos” Clóvis, que após ajeitar com o pé esquerdo, fuzilou Pedro Trigueira com o direito, apontado o segundo bis consecutivo na época. Palavras para quê? Foi dedicar o golo à família, com as bancadas em apoteose, como que a afirmar a sua vontade de chegar o mais rápido possível ao recorde de golos numa só edição da segunda liga deste século. Já só faltam dois. Agora sim, havia espaço para melhorar o que foi feito na última jornada: a gestão. E digamos que a mesma foi perfeita. Apesar de uns 10 últimos minutos da primeira parte pressionantes, e de um segundo tempo parecido, o Vilafranquense nunca conseguiu incomodar o guardião Momo Mbaye, que regressou aos relvados quatro meses depois com uma segurança e competência de assinalar. Está bem guardada a nossa baliza. Deixar apenas mais uma palavra aos adeptos academistas…criaram as condições perfeitas para que tudo corresse como planeado. Com esta força, decerto será mais fácil atingir os objetivos que ainda faltam cumprir nesta época. Obrigado, viseenses. Neste momento, faltam apenas sete jornadas. São 21 pontos em discussão, para três lugares apenas. O terceiro posto foi recuperado, após o Farense ter também vencido nesta jornada, mas sobretudo foi diminuída a distância para o Estrela da Amadora, que é segundo classificado. São agora apenas dois os pontos a separar o fundo do pódio. Como diz o outro…vai ser mesmo até ao fim.

2023-04-10

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“Vamos ver o que o futuro nos reserva”

O Académico de Viseu bateu hoje a equipa da União Vilafranquense, por 2-0. Numa partida decidida ainda na primeira parte, André Clóvis voltou a ser destaque no conjunto beirão, ao assinalar os dois golos com que os viriatos conquistaram mais um triunfo. No final da partida, e em conferência de imprensa, o técnico principal dos viseenses abordou a questão da pressão que os jogadores continuam a sentir, que a cada semana que passa é cada vez mais saudável. Jorge Costa deixou ainda o destino nas mãos do futuro, com referência a uma velha expressão portuguesa: “Não sei se eles se sentiram verdadeiramente pressionados, e esse foi um tema que eu abordei na palestra antes do jogo. Acho importante não fugirmos à realidade, e por muito que eu não lhes queira meter pressão, ela vem de todo o lado. Mas o bom desta pressão é que a maioria destes mesmos jogadores, no ano passado, estavam em zona de descida com outro tipo de pressão horrível. A que estamos a viver é uma pressão de sonho, é boa e muito positiva. Andamos em lugares estranhos, mas como se costuma dizer “primeiro estranha-se, depois entranha-se”, e iremos continuar com este mesmo espírito e qualidade, com a vontade de crescer e trabalhar diariamente. Vamos ver o que o futuro nos reserva”. Já sobre mais uma exibição de classe do ponta de lança brasileiro André Clóvis, o treinador academista admite que o trabalho e sucesso também dependem da equipa, não esquecendo a importância que tem tido o avançado na presente época: “Espero que o Clóvis bata a marca do melhor marcador da segunda liga, neste século, ele está a fazer a época da vida dele, tudo lhe sai bem. Mas também trabalha muito, tal como a equipa, porque o Clóvis sozinho não ganha jogo nenhum. O que é certo é que tem estado sempre no sítio certo, à hora certa, e tem sido claramente uma mais-valia para nós”. O Académico de Viseu soma agora 48 pontos na tabela classificativa, assegurando o terceiro lugar com que entrou para esta jornada. Os viriatos começam nos próximos dias a preparar a deslocação ao Jamor, no próximo sábado, onde irão defrontar a BSAD.

2023-04-08

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“Estamos na reta final e temos de manter o nosso foco”

O mister Jorge Costa deu, no final desta manhã, a conferência de imprensa de antevisão à partida deste sábado frente à União Desportiva Vilafranquense. Perante as questões dos órgãos de comunicação social, o treinador do Académico de Viseu começou por projetar uma partida que se adivinha complicada, mas para a qual os jogadores partem com a máxima concentração: “Será um jogo muito difícil contra uma equipa que está muito próxima de nós. O Vilafranquense é uma belíssima equipa, bem organizada e com valores individuais acima da média, que vai certamente dificultar o nosso objetivo. Estamos na reta final e temos de manter o nosso foco, concentração e esta vontade, continuando a fazer coisas boas”. Ainda sobre o embate frente ao conjunto que viaja desde Vila Franca de Xira, Jorge Costa admitiu estar à espera de uma partida mais equilibrada e repartida entre as duas formações: “Espero um jogo mais equilibrado. Temos a nossa forma de jogar bem sustentada, que não é segredo para ninguém, e dificilmente procuraremos algum efeito surpresa. Mas também pela forma do Vilafranquense jogar, acho que amanhã vamos ter um jogo mais repartido e mais equilibrado”. No que toca ao percurso que o Académico de Viseu tem feito na presente temporada, o técnico assumiu o orgulho no mesmo, e afirmou que o facto da equipa entrar em campo a saber os resultados dos adversários mais diretos, lhe é totalmente indiferente: “Temos vindo a fazer o nosso caminho de uma forma muito séria e honesta, com muita qualidade. Como é óbvio, nem sempre fazemos aquilo que queremos nem damos o espetáculo que desejamos apresentar, algumas vezes por demérito nosso e muitas outras por mérito do adversário. A segunda liga é uma competição muito renhida, onde facilmente vemos o último classificado a vencer ao primeiro. Tenho um orgulho enorme do que temos feito desde a minha chegada. Tudo o que é extra Académico é-me totalmente indiferente. Só interessa mesmo aquilo que podemos controlar, esse é o nosso foco”. O Académico de Viseu recebe, às 11H deste sábado, a equipa do Vilafranquense. A partida referente à jornada número 27 da Liga Portugal 2 SabSeg marca o embate entre o terceiro e quinto classificados, à entrada para esta ronda, e terá arbitragem do árbitro João Pinheiro.

2023-04-07

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“Queremos que os três pontos fiquem em Viseu”

Para além do técnico principal da equipa sénior do Académico de Viseu, também o médio Pana fez a antevisão ao encontro de amanhã frente ao Vilafranquense. Na projeção da jornada 27 da Liga Portugal 2 SabSeg, o centrocampista de 31 anos começou por falar de uma semana de trabalho normal e focada no próximo compromisso: “A semana de trabalho foi tranquila, dentro da normalidade de todas as outras. Temos feito o nosso trabalho e preparado o jogo da melhor forma possível”. A cumprir a sexta época com o símbolo do Académico ao peito, Pana afirmou que a última partida em Matosinhos, frente ao Leixões, serviu para a equipa retirar o melhor que fez, e aperfeiçoar a sua gestão do jogo: “Tivemos uma boa entrada no último jogo, o que foi bom porque já procurávamos isso há algum tempo. Claro que podíamos ter gerido melhor, mas do outro lado também havia uma ótima equipa. O que aconteceu faz parte do futebol, mas claro que queríamos ter gerido de outra forma o resultado. E por isso mesmo trabalhámos durante a semana para conseguirmos de novo entrar da melhor forma em jogo, e conseguirmos depois uma gestão que nos deixe mais tranquilos”. Quanto ao apoio dos viseenses, o jogador academista não teve dúvidas em assumir a gratidão que a equipa tem perante os mesmos, e aproveitou para pedir nova enchente no Fontelo, rumo à vitória: “Agradecemos aos adeptos, que têm aderido em massa. O Fontelo tem estado sempre com uma boa casa, e vê-se cada vez mais que a cidade está perto do clube, foi algo que foi muito bem trabalho e pensado. Amanhã não espero outra coisa a não ser estarem cá todos, para nos ajudarmos todos, principalmente eles a nós que estaremos dentro de campo. Precisamos que continuem a puxar por nós, para conseguirmos vencer o jogo de amanhã em casa. Queremos que os três pontos fiquem em Viseu”.

2023-04-07

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No regresso a casa, só lutamos para a vitória

Quando soarem os sinos das 11H da manhã do próximo sábado, Académico de Viseu e Vilafranquense darão início a um dos embates que fazem cartaz na 27ª ronda da Liga Portugal 2 SabSeg. Em confronto no Municipal do Fontelo, estarão duas equipas separadas por apenas quatro pontos, com vantagem para os viriatos que somam 45, e que aparecem motivados pela reconquista do terceiro lugar na última jornada. Já as “Piranhas do Tejo”, chegam a Viseu no quinto posto da tabela, com legítimas aspirações de alcançarem os lugares que preenchem o pódio, não fosse tão curta a desvantagem que têm perante Académico e Farense. Analisando a fundo o histórico de confrontos entre os dois clubes, nos 22 jogos em que se encontraram, os academistas levaram a melhor mais vezes, registando 10 vitórias contra sete derrotas e cinco empates. No entanto, num passado mais recente marcado pelo regresso da equipa de Vila Franca de Xira aos campeonatos profissionais, a União conquistou uma considerável vantagem: apenas uma derrota frente aos beirões, tendo somado pontos sempre que visitou o Fontelo desde 2019. Ainda assim, é importante recordar que na primeira volta da presente temporada, o Académico de Viseu conquistou os três pontos em Rio Maior, com uma vitória por 3-1. E é precisamente na vitória em que estão focados Jorge Costa e a sua equipa. Motivados por uma importante vitória em Matosinhos, que deu excelentes indicações no que toca ao estado físico e amímico dos jogadores, os viriatos partem em busca do terceiro triunfo seguido para o campeonato. É certo que quando entrarem em campo, já saberão como se comportaram os seus adversários diretos nesta jornada (recordamos que no dia anterior, o Moreirense visita o Farense, enquanto o Estrela da Amadora recebe o Mafra), mas o foco está única e exclusivamente no jogo de sábado porque, no final de contas, o Académico já só depende de si mesmo para assegurar a presença no pódio. Um detalhe importante prende-se também com o facto de o plantel convocado ter de sofrer, obrigatoriamente, alterações para o regresso a casa: Domem Gril e Messeguem falham a próxima jornada por castigo, após terem atingido o limite de cartões amarelos seguidos. Ainda assim, e olhando para as opções que tem à disposição Jorge Costa, é certo que quem entrar estará apostos para responder à altura do momento, não fosse esta uma equipa unida e competitiva. A partida entre Académico de Viseu e União Vilafranquense está agendada para o próximo sábado, oito de abril. A equipa de arbitragem será chefiada por João Pinheiro da Associação de Futebol de Braga, que irá dar o pontapé de saída às 11H da manhã.

2023-04-06

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Dia Mundial da Atividade Física celebrado com a APPACDM

No âmbito do Dia Mundial da Atividade Física, que se celebra oficialmente no dia de amanhã, o Académico de Viseu juntou-se com a APPACDM (Associação Portuguesa e Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental) da cidade, para reunir alguns dos jogadores da equipa profissional de futebol e os utentes da instituição que alberga cidadãos com deficiência mental, multideficiência e jovens em risco. Num ambiente de festa e convivência, o Presidente da APPACDM de Viseu, Pedro Baila Antunes, referiu em exclusivo ao site do clube, que este tipo de eventos têm um caráter capital no aumento dos níveis de inclusão e felicidade dos mais especiais: “Prezamos, fundamentalmente, a felicidade e o bem-estar dos nossos clientes. Queremos que sejam pessoas felizes, incluídas e autónomas. Para tal, a atividade física serve de fio condutor para que, nestes dias, eles tenham um sentimento de autossatisfação pela prática desportiva. Muitos deles adoram futebol e há inclusive bastantes academistas. Para eles é um dia muito feliz, como é notório, por estarem com estes campeões. Vamos fazendo de tudo para os adaptar à sociedade, e são iniciativas como esta que motivam a sua felicidade, saúde física e inclusão”. Ao longo de uma tarde onde foram distribuídos autógrafos, e em que os utentes tiveram a oportunidade de praticar vários desportos com Nduwarugira, Messeguem, Yuri Araújo e Rodrigo Pereira, o dirigente da associação afirmou ainda que a presença dos jogadores academistas, foi sem dúvida um fator de gratificação para os demais presentes: “Os jogadores do Académico, por todo o carisma associado ao clube e a si mesmos, são um exemplo para os nossos clientes. E de repente, o facto de estarem aqui a interagir com os seus ídolos, só pode ser gratificante. É um dia, pode querer, importante para a instituição que é muito aberta à sociedade e a Viseu, e que só poderia ser fortemente parceira de outra grande referência da cidade e da região, como é o Académico”. Visivelmente emocionado, Pedro Baila Antunes não hesitou no momento de destacar o bom trabalho de ligação à cidade, que tem criado e aumentado o espírito viriato pela região centro: “Estou até um pouco emocionado como academista que sou. O clube está a fazer um trabalho exemplar em várias dimensões, a começar na desportiva e competitiva. Mas para além disso, tem tido uma grande interação com a sociedade, e isso revela-se nas assistências registadas nos seus jogos. Cada vez mais se nota uma comunhão, que partiu muito do Académico, dos seus dirigentes, do seu treinador e também dos jogadores. Estão a agregar e a motivar a comunidade de Viseu, mas também da região, colocaram-nas a vibrar com o nosso Académico, que vai ter de forma sustentável possibilidades para num futuro próximo chegar a uma primeira divisão”, rematou o presidente da APPACDM. Também os jogadores academistas Nduwarugira e Rodrigo Pereira falaram em exclusivo ao nosso site oficial. O internacional pelo Burundi começou por referir que os jogadores têm dado a vida pelo que consideram ser o seu 12º jogador: “Os adeptos fazem parte de nós e são uma peça-chave naquilo que tanto eles como a equipa querem atingir, só com eles é que será possível. O apoio que nos dão marca-nos muito, ajuda-nos bastante o facto de nos acompanharem para onde formos. Damos a vida dentro de campo por eles”. Já Rodrigo Pereira deixou o mote para a próxima partida frente ao Vilafranquense, e pediu para os viseenses acorrerem em massa ao Fontelo: “O próximo jogo é muito importante para nós, e os nossos adeptos fazem muita diferença principalmente em casa. Por isso, pedia que todos comparecessem na máxima força no sábado, porque vão ser fundamentais para conseguirmos a vitória”.  

2023-04-05

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20 minutos à Viseu devolvem o terceiro lugar

Costuma dizer-se que no futebol a eficácia é rainha. Por essa mesma razão, podem ser criadas dezenas de oportunidades de golo, mas se a bola não chegar a beijar as redes, de nada valem. E foi com este pensamento que o Académico de Viseu entrou, no dia de ontem, no Estádio do Mar. Em menos de 20 minutos, os comandados de Jorge Costa já batiam um desnorteado Leixões por 3-0. O primeiro, surgiu do lado esquerdo do ataque, com o francês Gautier Ott a roubar a bola ao defesa Coronas em terreno adiantado, antes de descobrir o sempre atento André Clóvis, que apareceu no coração da grande área para abrir o marcador aos nove minutos. Soltava-se a primeira explosão de alegria viseense em Matosinhos. O segundo grito de golo chegaria apenas quatro minutos volvidos, altura em que Rafael Bandeira cruzou da direita atacante com conta, peso e medida, para o oportuno Toro. O médio hondurenho saiu da marcação, apareceu sozinho e rematou de primeira com o pé esquerdo para o fundo da baliza leixonense. E quando todos esperavam uma resposta da equipa da casa, sobre o céu do Estádio do Mar caiu um “Déjà vu”. Uma repetição, tirada praticamente a papel químico, do primeiro golo dos viriatos. Desta vez, aos 19 minutos, Ott voltou a ganhar o duelo com o defesa lateral direito adversário, criando uma situação de dois para um. Com Clóvis a aparecer outra vez no meio, foi através de carrinho que o avançado brasileiro fez o golo número 22 da conta pessoal no campeonato. Que época. Mas se a eficácia é rainha no futebol, a gestão é considerada burguesa, pela importância que tem no jogo de uma equipa em tamanha vantagem. E foi, talvez essa, a principal debilidade dos viriatos na visita a Matosinhos. A primeira chamada de atenção chegaria ainda na primeira parte, quando aos 25 minutos, e após uma grande penalidade que André Almeida cometeu sobre Ricardo Valente, o experiente ponta de lança de 32 anos fez o 3-1. Já na segunda metade, onde o Académico teve diversas oportunidades para “matar” a partida, o segundo percalço chegaria ao minuto 74, momento em que uma perda a meio-campo, acabou por lançar João Oliveira direto para o 3-2, com um remate fora da grande área que não deu hipóteses a Domen Gril. O esloveno, quem mais (?), seria decisivo a seis minutos dos 90, quando negou o empate a um Leixões motivado e impulsionado pela massa adepta matosinhense, conhecida pelo aguerrido ambiente que costuma criar em jogos caseiros da sua equipa. Os três apitos do juiz Pedro Ramalho, que assinalavam o final do encontro, soavam cerca de seis minutos depois de ultrapassado o tempo regulamentar, e o suspiro de alívio com a conquista de mais três pontos ouvia-se de Matosinhos a Viseu. A turma do treinador Jorge Costa vencia numa das deslocações mais difíceis até ao final da época, e aproveitava o deslize do Farense, na Trofa, para igualar pontualmente os algarvios na tabela, mas favorecendo da vantagem no confronto direto para reclamar o terceiro lugar. Hoje recomeça mais uma semana de trabalho, na preparação para a importante próxima jornada, quando o quinto classificado, Vilafranquense, visitar o Estádio Municipal do Fontelo (sábado) um dia depois de jogarem as três outras equipas do Top Five da Liga Portugal 2.

2023-04-03

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“É sempre um ambiente difícil, mas entrámos muito bem no jogo”

Após a vitória do Académico de Viseu por 3-2, em casa do Leixões, o treinador principal dos viseenses fez o rescaldo da partida. Jorge Costa sublinhou a excelente entrada da equipa no encontro, mas assumiu os erros cometidos que fizeram o adversário acreditar no empate: “Entrámos muito bem no jogo. Fizemos o 3-0 e depois há um lance capital na partida, que é o do penálti e que deu alguma vida ao Leixões, fez com que acreditassem. Este é sempre um ambiente difícil, em que nós fomos culpados de não saber gerir e “matar” o jogo. Tivemos várias oportunidades para fazer o quarto golo, mesmo após o 3-1. Acabamos por sofrer o 3-2 num erro nosso, o que deu esta alma ao Leixões”. Num final de jogo intenso, em que o Leixões procurou alcançar a igualdade no marcador, o técnico do Académico de Viseu falou ainda dos bons exemplos do futebol português, que entende ser necessário replicar na segunda liga: “Este seria um jogo muito fácil de resolver. Bastava olharmos para aquilo que está a acontecer na fase de subida da Liga 3, que já conta com vídeo-árbitro. Agora faltam oito jogos, e também a segunda liga se encontra em fase de subida, portanto há que investir. O que eu quero é a verdade desportiva”. O Académico de Viseu conquistou a segunda vitória consecutiva para o campeonato, numa jornada onde também regressou aos triunfos fora de casa. Com esta vitória por 3-2 em Matosinhos, os viriatos subiram ao terceiro lugar da Liga Portugal 2, aproveitando a derrota do Farense para igualar os 45 pontos dos algarvios na tabela, com vantagem no confronto direto. Na próxima jornada da prova, o Académico regressa ao Municipal do Fontelo, na receção ao Vilafranquense, em partida marcada para as 11H do próximo sábado, oito de abril.   

2023-04-02

Equipa Profissional

“Espero voltar a Viseu com os três pontos”

O técnico principal da equipa sénior de futebol do Académico de Viseu, Jorge Costa, deu hoje a conferência de imprensa aos órgãos de comunicação social, no âmbito da antevisão à partida de amanhã, em casa do Leixões Sport Clube. No lançamento da jornada 26 da segunda liga, o treinador academista fez uma análise às duas semanas de paragem no campeonato que, a seu ver, chegaram numa boa altura: “Esta paragem veio numa fase importante para nós, deu para descarregar as energias e pensar noutras coisas. Tivemos uma primeira semana mais descontraída, e felizmente sem surpresas, voltámos ao trabalho e esta segunda semana foi quase perfeita. Estamos, portanto, preparadíssimos para o jogo de amanhã”. Jorge Costa lançou também as ideias sobre o adversário deste domingo. O técnico disse esperar um Leixões sem pressão, apontando baterias à conquista dos três pontos: “Espero do Leixões um bocadinho mais do mesmo. É uma equipa completamente tranquila na classificação e que tem uma cultura de jogo muito própria, vão estar totalmente desinibidos e sem qualquer tipo de pressão. Mas nós estamos também totalmente desinibidos e sem qualquer tipo de pressão. Honestamente, espero voltar a Viseu com os três pontos”. Roberto Massimo é a principal novidade na lista de convocados. O avançado alemão ultrapassou uma longa paragem por lesão, e foi considerado pelo seu treinador como um excelente reforço para o que falta da temporada: “O Massimo está recuperado, hoje é dia 1 de abril, mas não vou mentir. É o reforço que tanto ansiávamos e precisávamos. Ele está bastante focado e com muita vontade, irá ajudar-nos muito nesta fase final”. Ainda sobre as últimas nove jornadas da época, Jorge Costa admitiu que o objetivo passa por não absorver qualquer tipo de pressão, tática que levou a equipa a realizar a excelente época que está a fazer: “Vamos tentar manter aquilo que temos de bom, e melhorar se possível. Estamos a ser vítimas de vários tipos de pressão. Sabemos perfeitamente o que queremos fazer, e onde queremos chegar. É uma época de sonho em todas as competições, e sobre a pressão que possamos ter amanhã ou nos próximos jogos, eu irei dar o peito e não permitir que os meus jogadores a sofram. Não foi com pressão que conseguimos o que conseguimos até à data de hoje”. Recorde-se de que o Académico de Viseu entra nesta jornada no quatro lugar da tabela classificativa, somando 42 pontos, encontrando-se a apenas três do terceiro lugar. Os viseenses deslocam-se a Matosinhos, para defrontar o Leixões, que segue na 13ª posição do campeonato, com 30 pontos. A partida tem início às 11H deste domingo, no Estádio do Mar.

2023-04-01

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Ícaro Silva: “Iremos dar sempre tudo pelo Académico”

O defesa central Ícaro Silva fez, no final da manhã de hoje, a projeção do encontro deste domingo, entre o Académico de Viseu e o Leixões. Ao site oficial do clube, o experiente jogador academista assumiu que a equipa está focada nos três pontos, apesar de se ter prevenido para uma partida complicada em Matosinhos: “Esperamos um jogo difícil e muito duro, independentemente da classificação do Leixões. Estamos a entrar na reta final, e todos os jogos são muito complicados. Ainda assim, vamos lá com a intenção de ganhar o jogo, visto que todos os pontos são importantes, tanto em casa como fora. O último jogo longe do Fontelo não correu bem, mas partimos para este com a intenção de sempre: conquistar os três pontos e retomar a nossa caminhada. Temos de pensar jogo a jogo para tentar alcançar os nossos objetivos”. Já sobre o ambiente no balneário viseense, Ícaro Silva retratou o espírito de união que se vive no grupo de trabalho: “A equipa sempre esteve com um espírito fantástico, temos um grupo muito unido e muito forte. Penso que a derrota em Mafra nos trouxe um alerta, e prova disso mesmo são as retificações que fizemos no último jogo com o Covilhã. Estamos todos bastante focados”. Para esta deslocação ao terreno leixonense, é esperado um bom número de adeptos academistas no Estádio do Mar. O experiente defesa central brasileiro aproveitou para garantir que a equipa de tudo fará para retribuir o apoio dos viseenses: “Os adeptos têm-nos dado um apoio fantástico em todas as partidas. Sabemos bem o esforço tremendo que fazem para nos acompanhar e apoiar. O que posso dizer em nome do grupo é que iremos dar sempre tudo pelo Académico, para honrarmos sempre o símbolo que trazemos no peito. É isso que o clube e sobretudo os adeptos merecem”. 

2023-04-01

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Deslocação a Matosinhos, na procura dos três pontos

O próximo domingo, dia dois de abril, marca a 22ª visita da história do Académico de Viseu ao Estádio do Mar, onde apenas perdeu por três vezes nas últimas três décadas, para defrontar outro dos mais antigos clubes do futebol português, o Leixões SC. Analisando o histórico de confrontos, são precisamente 40 os jogos em que os dois emblemas se encontraram, com desvantagem para os viriatos, que somam 11 vitórias, 13 empates e 16 derrotas. Na presente temporada, 13 pontos separam, a esta altura, Académico de Viseu (que entra na jornada 26 no quarto lugar, com 42 pontos, a apenas três do lugar de Play-Off de subida) e Leixões (equipa que segue na 13ª posição, com 29 pontos, mais seis que os lugares de descida de divisão). Os leixonenses não vencem para o campeonato há quatro jornadas, sendo que o seu último triunfo em casa, foi no final do passado mês de janeiro, onde bateram o Penafiel por 2-1. Os comandados de Tiago Martins chegam a esta partida, após uma derrota pesada em casa do FC Porto B, por 4-0. Já os homens que viajarão desde Viseu, têm apenas uma derrota nas últimas seis partidas, e regressaram às vitórias no último jogo em casa, levando de vencida o Sporting Clube da Covilhã, pela margem mínima de 1-0. Prevê-se um encontro difícil, num campo difícil, onde tipicamente as adversidades são consideráveis, não só pela qualidade do adversário, como também pelo ambiente entusiasta pelo qual é conhecido o público leixonense. Ainda assim, os academistas partem para a 26ª jornada da Liga Portugal 2 SABSEG, à procura de somar a segunda vitória consecutiva, prolongando o bom momento com que terminaram o ciclo de jogos oficiais, antes da pausa para os compromissos das seleções. Jorge Costa, o timoneiro viseense, aproveitou a interrupção de duas semanas, para recuperar os índices físicos dos jogadores e tem, à sua disposição, um plantel capaz de dar uma boa resposta em Matosinhos. A partida entre Académico de Viseu e Leixões, tem início marcado para as 11H da manhã do próximo domingo, no Estádio do Mar. O encontro vai contar com arbitragem principal de Pedro Ramalho. O árbitro da Associação de Futebol de Évora, vai dirigir um jogo do Académico de Viseu pela terceira vez esta temporada, após ter estado presente no empate a uma bola no Seixal, e na vitória por 2-0 frente ao Mafra.

2023-03-31

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SCHOOL ON TOUR: EB1 de Jugueiros

A equipa de futebol sénior do Académico de Viseu continua a sua “tour” pelas várias escolas primárias da cidade de Viriato. Com a presença de mais de uma centena de crianças, Famana Quizera, Vítor Bruno, Luisinho e Rafael Bandeira, visitaram esta quarta-feira, a Escola Básica de Jugueiros, distribuindo boa disposição e autógrafos aos jovens adeptos viseenses. Antes de um pequeno momento em que, jogadores profissionais e alunos, jogaram juntos no “campo” da escola, Vítor Bruno, defesa academista, falou ao site do clube, destacando a importância destes momentos com os mais novos: “A importância é vital. Nós já estivemos do lado deles e, na altura, também gostávamos de pedir um autógrafo ou o que quer que fosse. É fundamental para eles, e torna o seu dia melhor”. O jogador de 33 anos referiu ainda que a equipa dá um grande valor à massa apoiante: “Temos sido uns privilegiados por ter esse apoio, com muita gente a acompanhar-nos todas as semanas, principalmente no Fontelo. Por isso mesmo, é vital ter esta aproximação com as pessoas, neste caso com os mais novos, para podermos continuar a ter gente a ganhar jogos”. Também o extremo direito do plantel, e uma das figuras do clube, Luisinho, aproveitou para louvar mais uma ação de contacto com os adeptos mais jovens: “Este tipo de convívio é muito importante, porque esta é a geração futura. Quanto mais pequeninos eles se identificarem com o sentimento pelo clube, e com a cidade, mais benéfico será para todos. Isto só vem engrandecer a ação do Académico perante Viseu, e acho que é de louvar”. O experiente avançado academista, afirmou ainda que se torna capital reconhecer, através de ações como esta, o apoio dos adeptos à equipa: “Já cá estou há muitos anos e, de facto, a própria imagem do clube cativa a que esta geração mais jovem tenha gosto pelo mesmo. A envolvência também ajuda. São pequenos gestos da nossa parte como este, que se tornam grandes, porque reconhecemos a força que esta juventude nos tem dado”. Ana Francisca, uma das professoras responsáveis por uma parte dos alunos que participaram nesta atividade, assumiu que é com bons olhos que vê o crescimento da interação entre as crianças e o clube: “A interação é importante, não só para o clube, porque se comunica com as crianças da cidade, como também para elas mesmas, que têm a oportunidade de conhecer os jogadores. É muito bom ver crescer a ligação entre as duas partes”. A jovem docente de Educação Física, admitiu também que, perante a distância que os mais novos têm da prática desportiva, ações destas tornam-se ainda mais indispensáveis: “As crianças, atualmente, não ligam muito ao desporto. Como professora de Educação Física, consigo perceber que não têm grande desenvolvimento ao nível da prática desportiva. E acredito que, a vinda dos jogadores às escolas, aumenta a motivação de fazer qualquer tipo de desporto. Isto cativa-as bastante”.

2023-03-30

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Sessão de autógrafos juntou academistas na loja do Palácio do Gelo

A tarde da última sexta-feira serviu para reunir a nação academista, em conjunto com quatro dos jogadores do plantel principal do Académico de Viseu. Numa iniciativa levada a cabo pelo clube, Igor Milioransa, Domen Grill, André Clóvis e Arthur Chaves estiveram presentes na loja do Palácio do Gelo, distribuindo autógrafos e convivendo com os adeptos viseenses que se deslocaram ao evento. Além do convívio com os jogadores, todos os participantes tiveram também oportunidade de vencer vários prémios, tanto do clube como dos seus patrocinadores. No final da sessão, o defesa academista Igor Milioransa, relembrou a importância de aproximar o clube à cidade: “Acredito que esta interação é muito importante, porque aproxima muito mais o clube da cidade e dos adeptos em si. Estou muito feliz por estar a participar nesta iniciativa”. O brasileiro destacou também o apoio constante que a equipa sente dos adeptos: “Não tenho dúvida nenhuma de que os adeptos, que estão sempre na bancada a apoiar-nos, e que encontramos durante a semana, são a nossa principal força para que possamos estar onde estamos, a disputar a classificação desta forma”. Também o ponta de lança do momento, André Clóvis, aproveitou a oportunidade para agradecer a todos os adeptos academistas que estiveram presentes na sessão de autógrafos. “Para mim é muito importante receber este carinho. Saber que eles estão unidos connosco, deixa-me muito feliz. Agradecemos a todos os que compareceram hoje aqui, foi uma alegria enorme. Espero retribuir da melhor forma dentro de campo, e conquistar as vitórias que eles merecem”, afirmou o avançado brasileiro.

2023-03-25

Equipa Profissional

1, 2, 3, são nossos os jogadores do mês

Foram entregues, esta semana, os prémios de jogador do mês de fevereiro, na Liga Portugal SABSEG. Após a votação, onde participam, mensalmente, os treinadores de todas as equipas do campeonato, André Clóvis, Famana Quizera e Arthur Chaves receberam, em mãos, os prémios de melhor jogador das respetivas posições, que já tinham sido revelados na semana passada. Além destas distinções, André Clóvis juntou também a atribuição de melhor jogador de toda a segunda liga, no mês de fevereiro. Em entrevista aos canais oficiais da Liga Portugal, o avançado academista mostrou-se bastante realizado com mais dois prémios arrecadados, e não esqueceu a importância dos colegas: “Estou muito feliz por receber o prémio de jogador do mês, com a ajuda dos meus companheiros. Eles fazem parte de tudo isto, se não fossem eles eu também não conseguiria marcar tantos golos. Sinto-me privilegiado”. A viver uma época de sonho, onde já soma 20 golos na segunda liga, André Clóvis revelou quais os segredos para tamanho sucesso: “O segredo é o trabalho de cada dia. Eu respeito todos os pontas de lança desta competição, que sabemos que tem grandes jogadores. O segredo é o trabalho, não desistir e continuar a tentar. A qualquer hora, irá aparecer, e aqui está a resposta”. Para as últimas nove jornadas que restam da época, o ponta de lança brasileiro prometeu continuar a trabalhar dentro e fora de campo: “Podemos esperar muita ambição e raça, estou aqui para ajudar o Académico de Viseu. Não irei desistir, vou continuar a lutar e ajudar os meus companheiros, que é o mais importante”. Também Famana Quizera arrecadou, pela primeira vez, a distinção de melhor médio da competição. Na hora de receber o prémio, o jovem jogador português lembrou, igualmente, a importância da equipa: “Em primeiro, muito obrigado por este prémio. Sinto-me muito feliz, mas não é só para mim. É também para toda a equipa, por me ter ajudado a conseguir conquistá-lo”.   Decisivo nas manobras ofensivas, o médio de 20 anos afirmou o momento de confiança pelo qual está a passar: “É isso que procuro fazer no meu jogo, partir no um para um e criar desequilíbrios. Estou confiante e as coisas têm-me saído bem, procuro sempre tentar ajudar a equipa com golos, assistências e com jogadas para romper a linha adversária”. E como não há duas, sem três, também a defesa academista está de parabéns no mês de fevereiro. O central brasileiro, Arthur Chaves, conquistou, pela primeira vez, o prémio de melhor defesa do campeonato. Perante a concorrência dos restantes adversários, o jovem de 22 anos destacou o trabalho coletivo da equipa: “É com certeza uma honra ser eleito o defesa do mês, ainda para mais numa competição tão disputada, que tem bons defesas. Por isso, fico muito feliz com este prémio, mas também enalteço o grupo, porque é um trabalho coletivo”. Distinguido como melhor defesa da segunda liga, no mês de fevereiro, Arthur abordou as “Chaves” que abrem as portas do sucesso individual e coletivo, e disse esperar mais prémios no futuro: “É o primeiro, mas espero que não seja o último. No entanto, mais importante que o prémio individual, são as vitórias e o trabalho em grupo que temos vindo a fazer, e que tem dado resultados. Os grandes segredos são o trabalho, a nossa união, a confiança que temos uns nos outros para fazer as coisas dentro e fora de campo e a felicidade com que vimos trabalhar todos os dias”, concluiu o defesa academista.

2023-03-23

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A marca certa para o regresso às vitórias

Foi da marca de grande penalidade, que o Académico de Viseu conseguiu levar de vencida o Sporting Clube da Covilhã, em jogo a contar para a jornada 25 da Liga Portugal 2 SABSEG. André Clóvis, o melhor marcador do campeonato, e aquele que viria a ser considerado, mais uma vez, o Homem do Jogo, apontou, a 11 metros da baliza de Bruno Bolas, o único golo da partida, que deixou ficar os três pontos na cidade de Viriato. Numa tarde solarenga de início de primavera, o Fontelo fez-se compor por 1761 adeptos, para receber este clássico das beiras. Da serra, viajou uma boa falange de apoio ao Sporting da Covilhã, que chegava a esta partida com apenas uma derrota nos últimos seis jogos, e a precisar de pontos para escapar aos últimos lugares da tabela. Já a turma chefiada por Jorge Costa, queria dar uma boa resposta à única derrota que tinha tido desde o início de fevereiro. O regresso a casa, diante dos seus academistas, era a oportunidade perfeita para tal. Com um início de jogo intenso, foi o conjunto visitante que dispôs da primeira oportunidade para fazer golo, mas Aponza falhou a solicitação de João Traquina, e não conseguiu adiantar o Covilhã no marcador. O Académico, ciente das dificuldades naturais de jogar frente a uma equipa na situação dos serranos, foi-se apoderando dos encargos do encontro, pautando o seu jogo com processos simples, mas suficientes para vencer a partida. Já dois minutos passavam dos 45´, e o tão desejoso grito que o Fontelo queria entoar, apareceu. Foi como que de um desabafo se tratasse, que estava preso na garganta desde o jogo em Mafra. O regresso aos golos, aos festejos, aos cachecóis pretos e brancos no ar, ao abraço entre pais e filhos. É a descrição do quadro que André Clóvis pintou, no momento em que colocou, da marca de penálti, a bola dentro da baliza do Covilhã, depois da falta que o próprio sofreu, cometida por Ângelo Meneses. O ponta de lança brasileiro, registou mais uma marca bonita no relvado do Fontelo: 20 golos em todo o campeonato. Após garantida a vantagem no marcador, a segunda parte jogou-se a um ritmo morno. Do lado viseense, o objetivo passou por controlar o resultado, protegendo ao máximo a sua baliza, onde Domen Grill e os seus defesas foram capitais, para o sucesso desta estratégia. Com maior percentagem de posse de bola (53%), os homens de Jorge Costa, condicionados por algumas limitações físicas, conseguiram suster o volume ofensivo dos leões da serra, cumprindo com o principal objetivo: regressar aos triunfos, antes da paragem para as seleções. No final de mais uma jornada, onde todos os adversários diretos também venceram, o Académico de Viseu mantém o quarto lugar no campeonato, mas com mais três pontos, somando um total de 42. O mais importante está garantido, e agora resta tempo para recuperar os índices físicos de todos os jogadores para que, no primeiro fim de semana de abril, na reabertura do campeonato, possamos disfrutar, de novo, da alegria de jogar.

2023-03-20

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“Ficam os três pontos e o sacrifício que os jogadores tiveram em campo”

A equipa sénior de futebol do Académico de Viseu venceu, neste domingo, o Sporting Clube da Covilhã, numa vitória por 1-0  no Estádio do Fontelo. Em rescaldo ao encontro, onde o golo de André Clóvis foi decisivo, o técnico principal dos viriatos, Jorge Costa, assumiu as dificuldades que a equipa sentiu, num momento em que tem sido fustigada por várias lesões: “Foi um jogo difícil, numa fase difícil para nós, e depois de um péssimo jogo em Mafra. Estamos com vários problemas físicos em alguns jogadores, e hoje notou-se que, fisicamente, não estamos no nosso melhor. Honestamente, ficam os três pontos. Fica o sacrifício que os jogadores tiveram em campo, nas condições difíceis em que estão, antes da paragem, que será fundamental”. Os campeonatos profissionais irão estar interrompidos nas próximas duas semanas, por força dos compromissos das seleções nacionais. Jorge Costa admite estar à espera desta interrupção competitiva, para poder recuperar os índices físicos da equipa: “O objetivo é usar esta paragem para recuperar jogadores e voltarmos mais fortes, em abril.  Há bem pouco tempo tivemos uma grande densidade competitiva, a jogar entre quartas-feiras e sábados, quase sempre com o mesmo onze. Isto fez com que houvesse um desequilíbrio e um desgaste grandes de alguns jogadores. Por muito que tentássemos compensar, também existiu um grande défice físico de outros. Estamos a dois meses do final da época, por isso temos de ter algum cuidado nesta gestão”. Numa altura em que faltam menos de 10 jornadas para o final da temporada, o técnico academista revela que irá pedir aos seus jogadores que se divirtam, com o objetivo de diminuir o grau de pressão a que estão sujeitos: “Agora faltam-nos nove jogos, e para os mesmos vou pedir aos jogadores que voltem a fazer o que fizeram em determinada altura da época, que foi usufruírem da profissão, dos jogos, divertirem-se a si e ao público de uma forma mais descontraída. Há vários fatores que são prejudiciais, de repente estamos sobre grande pressão que não é benéfica. Há jogadores que estão em sub-rendimento. Não estamos, de todo, preparados para jogar sobre tanta pressão”. O Académico de Viseu regressou às vitórias na Liga Portugal 2 SABSEG, após o triunfo caseiro por 1-0, frente ao Sporting da Covilhã. Os viriatos mantém o quarto lugar da tabela classificativa, com 42 pontos somados. Na próxima jornada, marcada para o primeiro fim de semana do mês de abril, o Académico desloca-se a Matosinhos, onde irá defrontar o Leixões SC.

2023-03-19

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Antevisão: "Queremos dar uma boa resposta perante o nosso público"

Jorge Costa, treinador principal da equipa de futebol sénior do Académico de Viseu, fez, no final da manhã de hoje, a antevisão da partida frente ao Sporting Clube da Covilhã, marcada para as 12H45 deste domingo. No lançamento do jogo, o técnico analisou o atual bom momento do adversário deste fim de semana, admitindo que prevê um encontro difícil: “Não espero um jogo muito diferente dos todos os outros desta segunda liga. Não há, de todo, uma grande diferença entre as equipas, e os resultados são prova disso mesmo. Esperamos um jogo difícil, perante uma equipa que está a crescer, e que há um tempos atrás era, praticamente, dada como condenada à descida. Por mérito próprio, claro, está numa fase boa”. Sobre a preparação da equipa para o regresso ao Fontelo, Jorge Costa sublinhou a confiança que sente enquanto treinador, afirmando a imensa vontade do grupo de trabalho para que a bola volte a rolar, o mais rápido possível: “Foi a semana mais longa que já tivemos. Depois do que aconteceu em Mafra, o que queremos é jogar o mais rapidamente possível, para conquistarmos os três pontos, para termos certezas de que não foi por acaso que chegámos a esta situação, e para dar uma prova de caráter de que o que se passou foi um acidente de percurso. Esta espera é dolorosa, mas de resto foi uma semana de trabalho normal, com qualidade e com vontade. Neste momento sou um treinador confiante e ansioso para que o jogo comece”. No seguimento destas declarações, o treinador reiterou que o foco da equipa está, única e exclusivamente, em regressar às vitórias perante os academistas: “Amanhã temos de nos focar em dar uma boa resposta, depois do que aconteceu em Mafra, isso é muito importante. Neste momento, somos um Académico ferido no seu orgulho, e com uma vontade enorme de voltar àquilo que já fomos e que somos. Queremos dar uma boa resposta perante o nosso público”.  São 18 os pontos que distanciam Académico de Viseu e SC Covilhã, na tabela classificativa da Liga Portugal 2 SABSEG, com vantagem para os viriatos, que seguem no quarto lugar com 39. Os serranos, que só perderam um jogo nas últimas seis jornadas, deslocam-se ao Estádio do Fontelo, onde foram derrotados nas últimas três visitas, e seguem no penúltimo lugar da classificação, com 21 pontos acumulados. A partida está marcada para as 12H45 deste domingo, e conta com arbitragem de Artur Soares Dias, da Associação de Futebol do Porto.

2023-03-18

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BILHETEIRA: AC VISEU x FC PORTO | 8 FEV 2023 20H45 | TAÇA DE PORTUGAL

A venda de bilhetes para o jogo Académico de Viseu x FC Porto, referente aos Quartos de Final da Taça de Portugal, inicia-se às 13h00 de quarta-feira, dia 1 de fevereiro na próxima quarta-feira dia 01 de fevereiro, pelas 13h00, na loja do Académico de Viseu, no Palácio do Gelo, com prioridade para os Sócios ativos. VENDA DE INGRESSOS• Início: quarta-feira (01 de fevereiro, às 13h00) para Sócios ativos, na Loja do Palácio do Gelo, no horário das 13h às 19h. • Quinta-feira (02 de fevereiro) para o Publico geral, para bancada Topo Académico, na bilheteira online e na loja do Palácio do Gelo, a partir das 00h01. • Sexta-feira (03 de fevereiro) para o Publico geral, todas as bancadas, na bilheteira online e na loja do Palácio do Gelo, a partir das 00h01. LOCAL DE VENDA • Website do Académico de Viseu - Público Geral • Loja do Palácio do Gelo | PISO 1 | 13h às 19H   PREÇO DOS BILHETES   BANCADA SÓCIOS NÃO SÓCIOS BANCADA COBERTA 15€ 20€ BANCADA LATERAL 10€ 15€ BANCADA NASCENTE 5€ 10€ TOPO NORTE 5€ 5€ CONDIÇÕES DE VENDA • Abertura do lote de venda exclusiva a Sócios ativos do Académico de Viseu, no dia 01 de fevereiro, a partir das 13h00, até dia 02 de Fevereiro, às 19h00, na loja do Palácio do Gelo. • Os sócios ativos podem adquirir o seu bilhete + 1 acompanhante ao preço normal de não sócio. • Adeptos com lugar anual tem de adquirir bilhete. Os lugares não estão garantidos para a Taça de Portugal. • Abertura do Topo ACADÉMICO (destinado a adeptos do Académico), no dia 01 de Fevereiro, a partir das 00h01, online e na loja física do Palácio do Gelo a partir das 13h00. • Caso não se esgote, haverá abertura de bilhetes livre a todos os adeptos e simpatizantes do Académico de Viseu FC, no dia 03 de Fevereiro, a partir das 00h01. • Venda online exclusiva (O que é que isto quer dizer?) ao público geral. INFORMAÇÕES RELEVANTES • Informarmos que No âmbito da venda de bilhética para o jogo dos Quartos de Final da Taça de Portugal – Académico de Viseu FC vs FC Porto, a realizar-se no Estádio Municipal do Fontelo, os seus dados pessoais (nomeadamente o seu nome e número de Cartão de Cidadão) serão partilhados com a APCVD, nos termos de da legislação em vigor. • De modo a dar cumprimento ao requisito legal, no caso dos títulos de ingresso para as ZCEAP, aquando do acesso ao recinto desportivo, os assistentes de recinto desportivo e/ou as forças de segurança podem verificar – de forma aleatória, proporcional e não discriminatória –, a correspondência da identidade do espectador com a que consta no título de ingresso, designadamente consultando através da consulta do documento de identificação civil. Todos os portadores de títulos de ingresso para as ZCEAP têm que de se fazer acompanhar do seu respetivo documento de identificação civil, sob a pena de não admissão ao recinto desportivo. • Os Sócios ativos são aqueles que têm a quota de sócio paga até janeiro de 2023. • O bilhete é pessoal e intransmissível mediante os dados inseridos. • Não existem trocas e/ou devoluções.

2023-01-31

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“Fomos a equipa que mais criou perigo junto das balizas e merecíamos ter saído do Seixal com os 3 pontos”

 Académico de Viseu FC empatou a um golo, neste sábado, com o SL Benfica B na primeira jornada da Liga Portugal 2 Sabseg.   Um jogo de emoções fortes, bem disputado e com bastantes estreias de novos jogadores no campeonato português.   O treinador Pedro Ribeiro, de um total de 16 jogadores utilizados, estreou 9 jogadores, na sua equipa, Ott, Massimo, Ramirez, ex-júnior Tomás Silva, Toro, Ícaro, André Almeida, André Clóvis e Nduwarugira.   Na primeira parte, foi a equipa beirã que dominou a partida, criando várias dificuldades à defesa do Benfica B, com os nossos avançados a serem verdadeiras dores de cabeça para os encarnados.   Ao intervalo o resultado mantinha-se nulo, mas com o Académico a criar mais oportunidades para inaugurar o marcador.   Após o intervalo, a equipa liderada por Pedro Ribeiro, acentuou-se, ganhou mais espaço no meio-campo e depois de criar várias oportunidades, André Clóvis inaugura o marcador aos 60 minutos.   Com a equipa beirã coesa e por cima do jogo até ao final, mas Henrique Pereira despejou um balde de água fria na equipa beirã, ao empatar a partida nos últimos segundos da mesma.   Pedro Ribeiro, no final do jogo, reagiu ao resultado, “Um primeiro jogo de 2ª liga, e só quem não a conhece é que pode esperar outra coisa daquilo que aconteceu aqui.  Jogo extremamente disputado, onde em termos de solidez, de presença em campo, daquilo que aconteceu é um resultado extremamente injusto, e da forma como aconteceu nos últimos segundos. Mas é um jogo muito sólido, equipa nova, que estreou hoje muitos jogadores, o clube está em reformulação, sabe muito bem o que fazer e precisamos de ter esta consistência que tivemos hoje, portanto estamos frustrados, por termos sofrido o golo do empate nos últimos segundos de jogo, mas estamos satisfeitos e cientes de que estamos a construir algo sólido e já se viu isso aqui em campo. “   O mister na flash interview, reforçou por várias vezes a superioridade da sua equipa perante a equipa B dos encarnados, uma equipa que por norma inicia sempre os seus campeonatos muito forte, devida ao trabalho de equipa contínuo que existe,  “ A regra do jogo, foi a equipa do Académico sempre muito sólida no campo, com bola com critério, a chegar muitas vezes à área do Benfica, a criar oportunidades de golo, a passar para a frente do marcador, a ter oportunidades para eventualmente fechar o jogo , com um ou outro lance que podíamos ter definido melhor um bocadinho, mas estou extremamente orgulhoso com aquilo que os meus jogadores fizeram aqui. Hoje é o inicio, e sabemos que cada jogo na 2ª Liga é muito difícil.  “       

2022-08-07

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“QUEREMOS MUDAR O PADRÃO DO ACADÉMICO NA PRÓXIMA ÉPOCA”

O técnico Pedro Ribeiro realizou ontem, 22 de junho, uma grande entrevista para o jornal nacional desportivo Record, onde abordou vários temas, focando no novo projeto do Académico de Viseu Futebol Clube, Futebol SAD.   O jornalista do Record, Pedro Morais, abordou temas como o balanço dos primeiros 5 meses ao serviço do Académico, os objetivos para a nova época, o projeto do Académico e ainda a experiência do treinador nas outras ligas, com destaque para a experiência como adjunto do treinador Vítor Pereira.   No início da entrevista, Pedro foi questionado sobre o seu balanço enquanto treinador do Académico de Viseu, respondendo que “O balanço foi positivo. O objetivo central, a permanência, foi atingido”.   O mister Pedro Ribeiro falou ainda sobre o objetivo do crescimento e desenvolvimento do clube: “Outro objetivo que penso que foi alcançado foi desenvolver o clube e que existisse uma imagem de marca no Académico”.   Abordado sobre os objetivos para a época 2022/23, Pedro Ribeiro respondeu que o mais importante é crescer diariamente em todas as vertentes. “O objetivo será desenvolver o clube diariamente, porque, se isso acontecer, todos os outros objetivos surgirão de forma natural. O caminho está bem identificado. Vamos jogo a jogo e estamos focados em começar bem o campeonato.”   Na época 2017/18 o Académico de Viseu ficou perto de garantir a subida à 1ª Liga, tendo terminado a 3 pontos do 2º Lugar. O jornalista do Record questionou o treinador se foi um acontecimento que pode voltar a acontecer, ao qual o treinador respondeu: “Essa época não é a regra, é a exceção. O habitual não é esse padrão. Nós não queremos continuar com o padrão atual, queremos fazer uma época boa e vamos lutar por isso. Se acredito que o Académico de Viseu pode voltar à 1ª Liga? Acredito!”, acrescentando ainda “tem de ser um dos objetivos do projeto, nos timings certos, mas sem ser uma obsessão a curto prazo. Têm de ser dados passos concretos, claros e sólidos. Passo a passo de forma equilibrada.”   Após uma época a jogar fora do Estádio do Fontelo, Pedro Morais perguntou ainda que impacto teve esse facto para os viseenses, questão que o treinador respondeu dizendo: “Esta época não tivemos fator casa, por muito esforço que os adeptos tenham feito… e fizeram, apoiando sempre a equipa. No Fontelo será diferente, queremos estar em casa e é urgente que a próxima época passe por voltar ao Fontelo”.    Pode consultar a entrevista completa na edição impressa do Jornal Record do dia 22 de junho ou através dos vários excertos da entrevista disponibilizados no site do Record, na secção de vídeos do jornal.     © José Gageiro/Movephoto 

2022-06-23

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JOMA É O NOVO PATROCINADOR TÉCNICO DO ACADEMICO DE VISEU

Patrocinio acordado para as próximas 3 temporadas. O Académico de Viseu FC, Futebol SAD chegou a acordo com a Joma, empresa espanhola de equipamentos desportivos, para que esta seja o patrocinador técnico do clube. Assim, a partir da temporada 22/23, todos os equipamentos de competição e de estágio de todas as equipas do clube serão fornecidos pela Joma. Da mesma forma, a marca será a única capacitada para fabricar, comercializar e abastecer material desportivo oficial do Académico de Viseu Futebol Clube, Futebol SAD. O clube depositou a sua confiança numa empresa de qualidade com tradição e prestígio que é já uma referência a nível nacional e internacional. Esta união será benéfica para ambas as partes já que Joma levará a imagem do Académico de Viseu a mais de 100 países onde tem presença comercial, enquanto que o Académico reforçará a presença da marca a nível internacional. A apresentação dos novos equipamentos será lançada em breve e os sócios e adeptos do Academico de Viseu vão poder adquirir todo o tipo de material Joma na nossa loja física no Palácio do Gelo.   www.academicodeviseu.pt Joma é a marca espanhola desportiva mais importante, com maior volume de vendas no mercado desportivo e no top 10 das marcas mundiais. É uma empresa 100% espanhola, fundada por Fructuoso López em 1965 e, desde então, o seu crescimento tem sido muito rápido até estar presente no mercado de mais de 106 países. Desde a sua fundação, a Joma tem estado muito ligada, principalmente, aos desportos de futebol, andebol e atletismo. Tem sido, e é, o patrocinador de grandes equipas a nível internacional. www.joma-sport.com  

2022-05-13

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Mbaye: " O mais difícil foram os primeiros 3 meses."

O guardião viseense, Mouhamed Mbaye, no dia 13 de setembro de 2021 sofreu uma rotura de ligamentos,  que o voltou a afastar dos relvados por uma época, recorde-se que Mbaye já havia tido uma lesão similar na época 2020/21 no FC Porto.  Após 8 meses da sua operação fomos falar com o jogador e saber como está a correr a sua recuperação e de que forma lidou psicologicamente com uma nova lesão grave.    - Mbaye como vai a tua recuperação?   “Em relação à minha recuperação, estou a sentir-me muito bem, estou evoluíndo graças ao trabalho do departamento médico, da direção e da equipa técnica que estiveram sempre disponíveis para me ajudar.”   2 – Qual foi o processo mais difícil que passaste na recuperação?   “O período mais difícil foram os primeiros três meses, porque sentia muitas dores e ao nível mental também foi bastante difícil, mas a minha família e amigos deram-me muita força.”   3 – És um guarda-redes jovem, com uma boa carreira, mas com a 2ª vez a ter uma rotura de ligamentos, psicologicamente como é que um jogador consegue ganhar confiança?   “Sim, é verdade tive duas vezes a mesma lesão, não foi fácil, mas com fé e trabalho vou recuperar. Esta segunda vez é mais fácil porque é uma lesão que já tive e como sei como é o processo, foi mais fácil ter confiança na recuperação.”   4- Mbaye neste momento não podemos contar contigo dentro de campo, mas fazes parte do balneário, gostava de pedir-te que deixasses uma mensagem ao grupo.   “ Como devem saber, queria muito estar dentro dos relvados para puder dar o meu contributo, mas como não é possível, estou de fora torcendo sempre para que a equipa atinja o seu objetivo.   Faltam 2 jornadas para acabar e eu acredito que vamos conseguir, porque sei que a malta vai honrar a camisola e vai dar tudo para que o AC VISEU se mantenha na 2ª Liga. “

2022-05-03

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Uma noite onde não nos deixaram sonhar

Académico de Viseu recebeu e saiu derrotado esta sexta-feira, frente ao Leixões SC por 1-2, num jogo que ficou marcado pela expulsão aos 29´minutos do nosso guardião Gril.   Um jogo com pouca história para contar, mas com um erro que faz mudar completamente o rumo que o jogo levava.   Antes da expulsão do Gril, era a equipa da Beira Alta que estava por cima do jogo, tendo o jogo controlado e com uma oportunidade de golo nos pés de Daniel Nussbaumer, Stefanovic defendeu com o instinto negando o golo ao Viriato.   Aos 29´minutos, num lance em que o guardião sai da grande área para cortar a bola, o árbitro entende que existe uma falta e expulsa-o, neste momento a equipa de Pedro Ribeiro vê a tarefa de conquistar os 3 pontos a tornar-se mais difícil, logo no livre da falta assinalada, o Leixões chega à vantagem, Charles de cabeça faz o primeiro golo da partida.   Com a equipa beirã a organizar-se em jogo, a equipa de Matosinhos chega ao segundo golo através de uma conversão de grande penalidade assinalada por mão de Ricardo Machado.   Ao intervalo a equipa Leixonense ia confortável e com o resultado em 0-2.   Após o intervalo, os Viriatos vieram com novo ânimo, com alma e empenho em fazer justiça no jogo. Aos 47´minutos Daniel Nussbaumer não perdoa e faz golo de cabeça.   Até ao final da partida, Académico lutou para virar o resultado mas não foi possível.   Apesar de todo o esforço, trabalho, empenho, dedicação e alma da equipa não nos deixaram sonhar e conquistar os 3 pontos.   Na próxima segunda-feira o Académico de Viseu defronta a Académica de Coimbra, pelas 19h30 com transmissão no Canal 11.

2022-02-19

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Magia de Pana não chegou

 Paná espalhou magia, mas não foi o suficiente para a equipa trazer 3 pontos de Faro.   Académico de Viseu empatou este domingo com o SC Farense, num jogo em que esteve a jogar com superioridade numérica desde os 36´minutos. Numa partida em que a entrada foi forte, os viriatos começaram a vencer aos 3 minutos de jogo, pelo médio Paná, que na grande área desviou de calcanhar um remate de Machado de fora de área. Os viriatos trouxeram a intranquilidade à equipa da casa e passado dois minutos, D. Nussbaumer teve a oportunidade de aumentar a vantagem para 0-2. Mas foi a equipa da casa que chegou ao golo, Cristian numa finalização certeira iguala o marcador no Estádio São Luís. O jogo prosseguiu de forma dividida, sem grandes ocasiões, até que ao minuto 36 SC Farense ficou em inferioridade numérica, com expulsão de Cristian, que entrou de forma negligente sobre o guardião Gril, dando-lhe um pontapé na face, que levou à substituição do guarda-redes.  Após a assistência e substituição do guardião Gril, o jogo retomou e Rafa Alves, na sua estreia, foi obrigado a uma defesa apertada num livre fora da área de Bandarra. Na segunda parte, foi a equipa da Beira Alta, que assumiu o jogo, tendo colocado a equipa da casa com as linhas recuadas e apenas a defender.  Apesar da superioridade numérica, Académico de Viseu não foi capaz de desequilibrar a linha defensiva do Farense, tendo somado apenas uma oportunidade clara, um remate de André Claro que obrigou a uma grande defesa de Rafael Defendi. Académico de Viseu, soma o seu 24º ponto e na próxima sexta-feira, defronta o Leixões SC, no Estádio Municipal de Aveiro, pelas 18h00.

2022-02-14