Equipa Profissional 2023-11-05

Arthur Chaves conquista o ouro pelo Brasil nos Jogos Pan-Americanos 2023

O defesa-central do Académico de Viseu conquistou a medalha de ouro ao serviço a seleção Pré-Olímpica do Brasil, que venceu o Chile na final dos Jogos Pan-Americanos 2023. Chaves foi titular e contribuiu com uma assistência no golo que garantiu o empate no tempo regulamentar.

O defesa-central do Académico Viseu FC, Arthur Chaves, vai regressar a Portugal com a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos ao peito, conquistada na madrugada deste domingo. A seleção do Brasil empatou a uma bola com a seleção chilena, anfitriã do torneio, no tempo regulamentar. Após a persistência da igualdade no prolongamento, a grande final foi mesmo decidida nas grandes penalidades, onde os canarinhos levaram a melhor, num total de 4-2.

O jovem academista de 22 anos foi titular e totalista nesta final, como foi seu apanágio em todo o restante torneio. O central do Académico Viseu revelou-se, desta forma, um dos destaques da seleção Pré-Olímpica, tendo sido mesmo determinante para o Brasil: na sequência de um canto aos 83 minutos de jogo, Arthur Chaves assistiu Ronald de cabeça, para aquele que seria o golo do empate. O Chile tinha marcado a poucos instantes do fim da primeira parte, por Guerrero, aos 43 minutos.

Em declarações exclusivas aos canais de informação do Académico de Viseu, o central brasileiro assumiu a felicidade em conquistar os Jogos Pan-Americanos, 36 anos após a última medalha de ouro do Brasil na prova: “Estou muito feliz e com o sentimento de dever realizado após o Pan-Americano. O Brasil não ganhava a medalha de ouro há muito tempo, quebrar esse ‘tabu’ foi muito especial”.

Apesar da conquista pela seleção, a jovem promessa academista já olha para o futuro regresso a Portugal e, naturalmente, para o trabalho ao serviço do emblema beirão: “Tenho acompanhando o Académico. Vejo todos os jogos e falo, diariamente, com os meus companheiros da equipa. Estamos todos muito otimistas e com vontade para colocar o Académico onde merece estar.”

Em cinco jogos, a seleção brasileira onde Arthur Chaves se estreou, sofreu apenas um golo. O central, que viaja nos próximos dias para Portugal, contabiliza um total de 38 jogos e um golo apontado em todas as provas ao serviço do Académico de Viseu.

Parabéns, Arthur Chaves.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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