Equipa Profissional 2023-03-23

1, 2, 3, são nossos os jogadores do mês

Foram entregues, esta semana, os prémios de jogador do mês de fevereiro, na Liga Portugal SABSEG. Após a votação, onde participam, mensalmente, os treinadores de todas as equipas do campeonato, André Clóvis, Famana Quizera e Arthur Chaves receberam, em mãos, os prémios de melhor jogador das respetivas posições, que já tinham sido revelados na semana passada. Além destas distinções, André Clóvis juntou também a atribuição de melhor jogador de toda a segunda liga, no mês de fevereiro.

Em entrevista aos canais oficiais da Liga Portugal, o avançado academista mostrou-se bastante realizado com mais dois prémios arrecadados, e não esqueceu a importância dos colegas: “Estou muito feliz por receber o prémio de jogador do mês, com a ajuda dos meus companheiros. Eles fazem parte de tudo isto, se não fossem eles eu também não conseguiria marcar tantos golos. Sinto-me privilegiado”.

A viver uma época de sonho, onde já soma 20 golos na segunda liga, André Clóvis revelou quais os segredos para tamanho sucesso: “O segredo é o trabalho de cada dia. Eu respeito todos os pontas de lança desta competição, que sabemos que tem grandes jogadores. O segredo é o trabalho, não desistir e continuar a tentar. A qualquer hora, irá aparecer, e aqui está a resposta”.

Para as últimas nove jornadas que restam da época, o ponta de lança brasileiro prometeu continuar a trabalhar dentro e fora de campo: “Podemos esperar muita ambição e raça, estou aqui para ajudar o Académico de Viseu. Não irei desistir, vou continuar a lutar e ajudar os meus companheiros, que é o mais importante”.

Também Famana Quizera arrecadou, pela primeira vez, a distinção de melhor médio da competição. Na hora de receber o prémio, o jovem jogador português lembrou, igualmente, a importância da equipa: “Em primeiro, muito obrigado por este prémio. Sinto-me muito feliz, mas não é só para mim. É também para toda a equipa, por me ter ajudado a conseguir conquistá-lo”.  

Decisivo nas manobras ofensivas, o médio de 20 anos afirmou o momento de confiança pelo qual está a passar: “É isso que procuro fazer no meu jogo, partir no um para um e criar desequilíbrios. Estou confiante e as coisas têm-me saído bem, procuro sempre tentar ajudar a equipa com golos, assistências e com jogadas para romper a linha adversária”.

E como não há duas, sem três, também a defesa academista está de parabéns no mês de fevereiro. O central brasileiro, Arthur Chaves, conquistou, pela primeira vez, o prémio de melhor defesa do campeonato. Perante a concorrência dos restantes adversários, o jovem de 22 anos destacou o trabalho coletivo da equipa: “É com certeza uma honra ser eleito o defesa do mês, ainda para mais numa competição tão disputada, que tem bons defesas. Por isso, fico muito feliz com este prémio, mas também enalteço o grupo, porque é um trabalho coletivo”.

Distinguido como melhor defesa da segunda liga, no mês de fevereiro, Arthur abordou as “Chaves” que abrem as portas do sucesso individual e coletivo, e disse esperar mais prémios no futuro: “É o primeiro, mas espero que não seja o último. No entanto, mais importante que o prémio individual, são as vitórias e o trabalho em grupo que temos vindo a fazer, e que tem dado resultados. Os grandes segredos são o trabalho, a nossa união, a confiança que temos uns nos outros para fazer as coisas dentro e fora de campo e a felicidade com que vimos trabalhar todos os dias”, concluiu o defesa academista.

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“Queremos ser os primeiros a pôr um carimbo da derrota no Estrela”

O Académico de Viseu desloca-se este fim de semana a Rio Maior para defrontar o Estrela da Amadora, na 7.ª jornada da Liga, num encontro que coloca frente a frente duas equipas em momentos distintos: o conjunto da casa ainda não conheceu a derrota no campeonato, enquanto os viseenses chegam ao desafio depois de duas vitórias consecutivas. Na antevisão, Bruno Pinheiro destacou o percurso do adversário e assumiu a ambição de travar a invencibilidade do Estrela, apontando também a margem de progressão que o Académico ainda tem no processo de adaptação ao principal escalão. - Queria perguntar o que espera do próximo jogo, frente a um Estrela que ainda não perdeu, num jogo fora de casa e fora do seu habitat natural, digamos assim. Bruno Pinheiro: Acho que sobre o Estrela já disse quase tudo, que é o facto de ainda não ter perdido. Eu acrescentaria que já defrontou equipas que, por norma, acabam no top 4, que são o Sporting e o Braga. Acrescentaria ainda que os seus homens da frente estão num momento muito bom, cada um deles com quatro golos e uma assistência. E acho que, por aí, está tudo dito. O facto de jogarem fora do seu recinto acho que não deve ser um problema para eles, porque ganharam ao Braga já fora de portas. Portanto, não me parece que seja uma vantagem, tendo em conta aquilo que já fizeram contra o Braga. - E como é que está o Académico para enfrentar este Estrela da Amadora, depois de duas vitórias? Bruno Pinheiro: Acho que vamos estar bem. Obviamente, trabalhamos sempre com a ambição de ganhar. Isso é indiscutível, nem poderia ser de outra forma. A verdade é que as vitórias ajudam a dar confiança. Pessoalmente, senti diferença da vitória de Barcelos para a vitória aqui contra o Vitória. Apesar de o jogo contra o Vitória ter sido muito difícil e poder cair para qualquer um dos lados, senti que houve, de parte a parte, possibilidade de se ganhar o jogo… em Barcelos não senti tanto essa capacidade da equipa. Portanto, acho que trabalhar com vitórias traz essa confiança. Vamos com duas vitórias, vale o que vale, mas acho que vamos fazer um jogo competente. Vamos ombrear com o Estrela e, depois, obviamente, esperamos sempre jogar mais e melhor do que o adversário para aumentar as probabilidades de ganhar. É o que vamos fazer: trabalhar para aumentar as probabilidades de ganhar. — O Mister tem dito nas suas conferências que o Académico gradualmente iria adquirir esta nova forma de estar no primeiro escalão, sendo a equipa composta por jogadores que vieram da Segunda Liga. Acha que já está nesse processo, em termos de intensidade de jogo no contexto do primeiro escalão, ou ainda acha que há margem para melhorar? Bruno Pinheiro: Acho que ainda há margem para melhorar. Haverá sempre margem para melhorar. O que senti, por exemplo, é que fomos mais capazes de identificar aquilo que se pede. Se vocês analisarem o jogo com o Vitória de Guimarães, o Vitória fez uma pressão muito alta. O avançado punha pressão na bola e os dois extremos eram muito agressivos nos centrais. Obrigava muito ao passe atrasado, que muitas vezes os adeptos não gostam, mas a verdade é que depois, quando chegava a bola, o Everton libertava o Gustavo e o Robinho, que recebiam as bolas e, a partir daí, tentávamos desbloquear. Portanto, houve essa capacidade. E o que mais me agradou foi que não era o plano de jogo. Nós tínhamos previsto um Vitória dentro da sua normalidade, com 4-4-2. A verdade é que eles, provavelmente por identificarem que teríamos alguma capacidade de saída de bola, trouxeram uma pressão diferente e a equipa soube adaptar-se a essa pressão. Isso, de facto, é algo que tranquiliza e mostra que estamos no caminho certo. Os jogadores conseguiram trabalhar numa coisa e, num jogo, ser completamente diferente e identificar aquilo que era necessário. Portanto, acho que, nesse sentido, estamos a crescer. Os limites, não gosto de pôr limites. Não vou dizer que estamos perto ou que estamos longe. Honestamente, não gosto de pôr limites em nada. Gosto de trabalhar, de desafiar e desafiar todos os dias, e o limite não existe. Portanto, não lhe sei dizer se estamos longe ou não do nosso máximo, mas acredito que ainda temos alguma margem considerável de progressão. - A mudança de relvado representa menos uma hora de viagem, em Rio Maior em vez da Amadora. Gostaria de saber se, para o Académico, é mais vantajoso, na medida em que também há mais possibilidade de ter adeptos de Viseu a apoiar o clube e porque os próprios acessos a Rio Maior são muito mais fáceis. Isso facilita o trabalho da equipa técnica e da equipa? Bruno Pinheiro: Não, em termos de equipa não altera nada, porque fazemos sempre as viagens atempadamente. Temos sempre em conta o número de horas, o descanso necessário, os horários da alimentação. Portanto, não altera nada. Quando muito, há um ajuste na hora de saída de Viseu e pouco mais. Quanto aos adeptos, acredito que seja melhor deslocarem-se a Rio Maior do que à Amadora. É mais perto e, nesse sentido, espero que eles possam comparecer. Não sei se em grande número, não tenho qualquer indicação até ao momento, mas, se fizerem ouvir-se como fizeram em Barcelos, já ficarei muito satisfeito. Tenho a convicção de que será uma enorme ajuda para os jogadores. Portanto, ficaria satisfeito com o apoio que tivemos em Barcelos. - Do histórico que vi, e corrija-me se estiver enganada, acho que o Académico nunca conseguiu sequer um empate com o Estrela da Amadora [na I Divisão]. Eu sei que são equipas totalmente diferentes e épocas totalmente diferentes. A minha pergunta é se tem esse histórico presente e se a motivação também passa por fazer história. Bruno Pinheiro: Eu arranjo uma motivação de qualquer forma: o facto de o Estrela não ter ainda perdido qualquer jogo esta época é, pessoalmente para mim, motivacional. Queremos ser os primeiros a pôr um carimbo da derrota no Estrela e, só por si, já é um fator de motivação.

2026-09-18

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