Equipa Profissional 2024-08-29

“Esperamos uma equipa motivada por receber um Académico na primeira posição”

O mister Rui Ferreira deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa, que serviu de antevisão à partida da quarta jornada da Liga Portugal 2, frente ao FC Alverca.

Face as questões dos órgãos de comunicação social, o treinador da equipa profissional do Académico de Viseu FC abordou as especificidades do adversário desta sexta-feira, garantindo estar à espera de uma boa coesão defensiva da turma da casa: “Nesta competição não há equipas acessíveis. Vamos encontrar um conjunto que tem demonstrado querer encontrar o seu caminho, acabadinha de chegar à segunda liga. É uma equipa que precisa de crescer e sabe a necessidade de ter uma boa organização defensiva. Quando baixam, a linha de cinco dá-lhes essa tranquilidade e confiança. Vai ser uma equipa forte, nós teremos de estar ao nosso melhor para poder vencer o jogo. Não esperamos facilidades. Esperamos uma equipa motivada por receber um Académico na primeira posição, com um estímulo para vencer maior nesse sentido para vencer”.

O técnico academista reconheceu que o facto de ter tido menos dois dias que o FC Alverca para preparar o encontro, não terá na sua opinião qualquer influência na partida: “Não creio que isso pese. Hoje, as equipas estão bem estruturadas e têm um conhecimento muito maior quanto à recuperação dos jogadores. Não irá ter impacto. Foi uma boa semana de trabalho e mais extensa, com possibilidade para assimilarmos melhor as nossas ideias. Não esperamos facilidades, não podemos entrar à espera disso porque então vamos dar-nos mal. Temos de ser humildades e respeitar o adversário”.

Quanto à paragem nos campeonatos profissionais, agendada para as próximas duas semanas, Rui Ferreira explanou que o sentimento durante esse período será, naturalmente, condicionado pelo resultado nesta ronda: “Se ganharmos, vai ser ótimo. Se perdermos, será péssimo porque estaremos com muito tempo a querer dar a volta. Não queremos pensar nisso, mas nesses 15 dias queremos voltar a desenvolver o nosso trabalho e dar ritmo aos jogadores menos utilizados. Estamos focados no imediato”.

O Académico de Viseu joga esta sexta-feira em Alverca. Os Viriatos visitam o terreno do FC Alverca, a partir das 18H, em jogo com arbitragem de Iancu Vasilica, da Associação de Futebol de Vila Real e vídeo-arbitragem de Sérgio Guelho, da Associação de Futebol da Guarda.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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