Equipa Profissional 2023-05-06

Hora de lavar a cara

Não podemos parar. Há uma camisola, um clube, uma cidade e uma nação adepta para honrar.

No próximo domingo, o Académico de Viseu regressa ao palco mítico do Estádio Municipal do Fontelo, para entrar em cena na 31ª Jornada da Liga Portugal 2 SabSeg com uma receção ao FC Penafiel.

Os Viriatos, que se apresentam na quarta posição da tabela classificativa com 49 pontos, não vencem há três partidas, tendo agora a ocasião perfeita para, perante os seus adeptos, conseguirem dar uma resposta à altura das suas conhecidas capacidades. Só os três pontos passam pela cabeça dos comandados de Pedro Bessa. Do outro lado do campo estará uma equipa que, à imagem do Académico de Viseu, chega a esta ronda da competição vinda de duas derrotas consecutivas. É, por isso, um duelo entre dois conjuntos que tentarão regressar aos triunfos, mas em posições totalmente distintas da classificação. Os penafidelenses encontram-se no 14º lugar, com 35 pontos, e ainda correm risco de descida.

Com o símbolo beirão ao peito, saúdam-se os regressos por castigo de Famana Quizera, de Igor Millioransa, Arthur Chaves e de Ícaro Silva, que ficaram de fora da última ronda do campeonato, juntando-se ao resto do plantel que se encontra na máxima força.

Este será o 43º jogo da história entre viseenses e durienses, tendo o Académico levado a melhor por 16 vezes. Lembramos que na primeira volta da presente temporada, os beirões foram a Penafiel vencer por 1-2, com golos de Famana Quizera e André Clóvis.

Em Viseu mora uma equipa com o orgulho ferido, que entrará em campo determinada em conquistar a nona vitória em casa na segunda liga, numa comunhão perfeita com a presença em massa dos seus adeptos. Estão certamente criadas as condições perfeitas para que este Dia da Mãe termine com um final feliz para todos os viseenses.

A partida da 31ª jornada da Liga Portugal 2 SabSeg tem início às 14H do próximos domingo, e contará com arbitragem do juiz da Associação de Futebol do Porto, José Bessa.

A nação academista uniu-se mais que nunca para defender os seus guerreiros e os seus ídolos. Sabemos de que matéria somos feitos e que é nos momentos de derrota, que se constroem as bases para as grandes vitórias do futuro. A fome de voltar a ver a bola a rolar, para poder ter a oportunidade de demonstrar que os últimos resultados não passaram de um percalço, é maior que qualquer outra vontade.

Porque está na hora…de lavarmos a nossa cara.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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