Equipa Profissional 2024-01-18

“Espero que consigamos arrastar alguns academistas até Coimbra”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida desta sexta-feira, que leva o Académico de Viseu a deslocar-se a Coimbra, para defrontar o Länk Vilaverdense.

Na abordagem à jornada que marca o arranque da segunda volta do campeonato, o técnico principal da turma beirã falou de um recinto “estranho” às duas equipas, mostrando-se confiante em ver uma boa massa adepta vinda de Viseu: “Acaba por ser um estádio que não é de uma, nem de outra equipa, mas é um facto que já não vai ser a primeira vez que eles vão lá jogar. Seguramente que se vão sentir mais confortáveis ao contrário de nós, que vamos lá jogar pela primeira vez este ano. Sobre a mobilidade dos adeptos, ganhamos na distância, mesmo que a hora do jogo e o dia da semana não sejam muito propícios para as pessoas conseguirem ir até Coimbra. Ainda assim, espero que consigamos arrastar alguns academistas até Coimbra”.

O treinador do Académico de Viseu alertou para os perigos de se facilitar, perante uma equipa em lugares de descida: “Seria um erro gravíssimo olharmos para o Länk como uma equipa nos lugares de descida. Nós olhamos para o adversário como uma equipa que ganhou os últimos três jogos em casa, e é isso que tem de estar na nossa cabeça, na abordagem mental para um jogo como este. É algo que faz toda a diferença, na forma como nos podemos posicionar para o jogo. Como é óbvio, será uma luta grande”.

Questionado sobre as prestações das equipas de juniores e de sub-23, Jorge Simão admitiu que alguns dos jovens academistas têm sido chamados aos trabalhos do plantel principal, reforçando a ideia de que irão existir futuras subidas ao mesmo: “Tenho acompanhado a equipa sub-23 e a de juniores. Pontualmente, temos trazido alguns jogadores da equipa sub-23 aos treinos, e tenho na minha cabeça muita vontade de poder fazer subir mais um ou dois jogadores. Já sei perfeitamente os momentos e os nomes para tal, mas não será no imediato”.

O Académico de Viseu joga no Estádio Cidade de Coimbra, casa emprestada do Länk Vilaverdense, às 18h de amanhã, em partida referente à 18ª jornada da Liga Portugal 2. que terá arbitragem do juiz Gonçalo Neves, da Associação de Futebol de Lisboa.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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