Equipa Profissional 2023-04-14

André Almeida: “Queremos regressar a Viseu todos contentes”

O central português do Académico de Viseu, André Almeida, fez a antevisão à partida deste sábado, em que os academistas visitam o Estádio Nacional do Jamor para jogar frente à BSAD.

Na projeção do encontro da jornada 28 da segunda liga, o defesa afirmou que a equipa se preparou para vencer o próximo jogo, não dando grande atenção ao que podem fazer os adversários diretos nesta jornada: “Foi mais uma semana de trabalho onde estivemos motivados pela última vitória, frente a um adversário direto, mas também pelas outras vitórias anteriores. Preparámo-nos para ganhar e assumir o jogo, é isso mesmo que vamos fazer no Jamor. Sabemos que temos de fazer o nosso trabalho, porque acima de tudo dependemos de nós. Não olhamos para os resultados das outras equipas e concentramo-nos apenas no nosso”.

Na análise ao próximo adversário, André Almeida disse esperar um conjunto que irá tentar assumir o jogo, mas deixou a certeza de que a turma viseense está bem ciente da missão que tem pela frente: “É uma equipa que precisa igualmente dos três pontos, mas não pelos mesmos motivos que nós. Sabemos que nesta fase todos os jogos são complicados, porque tanto as equipas nos primeiros lugares como as que lutam pela manutenção, precisam de pontos. Sabemos que vamos apanhar uma equipa que vai querer assumir o jogo, porque vai precisar dele, mas nós também estamos preparados para isso. Sabemos que vão existir momentos em que não vamos ter bola e em que teremos de baixar, mas estamos totalmente confortáveis com isso”.

A realizar a primeira temporada ao serviço do Académico de Viseu, o central de 27 anos aproveitou para retratar o seu desempenho individual e também o momento do grupo de trabalho: “Sinto-me muito bem e bastante motivado pelo atual momento da equipa. No ano passado, a pressão era completamente diferente nesta altura do campeonato, via o topo da tabela por mera curiosidade. As coisas estão a correr muito bem, vamos lutar por ficar o mais acima possível. Pessoalmente, tem sido muito gratificante trabalhar com uma equipa recheada de tanto talento e acompanhar o seu dia a dia. A confraternização do balneário tem sido incrível”.

Numa altura em que são esperadas perto de duas centenas de adeptos viseenses no Jamor, André Almeida deixou o mote de como os jogadores esperam agradecer o apoio dos academistas: “Tem sido um apoio incrível. Amanhã o jogo será cedo, e já estão confirmados muitos adeptos no Jamor, vai parecer que estaremos a jogar em casa mesmo que a distância do Fontelo seja de 3/4 horas. Sabemos que os academistas vão aparecer em massa, e a única coisa que nós podemos fazer é agradecer-lhes com o nosso trabalho dentro de campo, dando-lhes a vitória e um bom espetáculo. Queremos regressar a Viseu todos contentes, jogadores e adeptos”.  

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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