Equipa Profissional 2024-08-17

“Vai ser, seguramente, um jogo difícil e competitivo”

O mister Rui Ferreira deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa, que serviu de antevisão à partida da segunda jornada da Liga Portugal 2, frente ao CD Feirense.

Face as questões dos órgãos de comunicação social, o treinador da equipa profissional do Académico de Viseu FC alertou para as dificuldades da deslocação ao Marcolino de Castro, assegurando que a equipa está concentrada na vitória: “Vai ser, seguramente, um jogo difícil e competitivo. O CD Feirense não quer passar pelo sobressalto do ano passado, portanto quer rapidamente amealhar pontos. É um clube e uma massa adepta apaixonados, que criam um ambiente de adversidade no seu próprio estádio. Teremos de ir com muito cuidado e respeito, sem pensar no que aconteceu na época passada mas, a cima de tudo, no que pode o CD Feirense fazer este ano. Vamos muito concentrados, trabalhámos bem durante a semana e sabemos aquilo que temos de fazer para conquistar os três pontos. Vai ser difícil contra uma equipa que tem os mesmos pontos que nós”.

Questionado sobre o conhecimento profundo que tem o técnico do CD Feirense face aos jogadores academistas, Rui Ferreira reconheceu alguma vantagem, afirmando que de tudo os Viriatos farão para fazer esquecer a mesma: “Vamos querer transportar para o jogo a nossa forma de jogar, tentando enganar o Vítor (Martins) no sentido do conhecimento que ele tem da nossa equipa. Se dermos o nosso máximo, estou confiante que poderemos trazer um bom resultado. Repetindo, será um jogo difícil no qual, seguramente, o adversário quererá ganhar na sua estreia em casa”.

Quanto ao horário da partida, para o qual se esperam temperaturas elevadas, o treinador principal dos Beirões garantiu que essa adversidade terá de ser ultrapassa: “Na semana passada jogámos às 18H e estavam 37 graus. Amanhã, às 14H, será novamente muito complicado mas temos de nos adaptar, porque a dificuldade será para as duas equipas. Vamos entrar como devemos e temos entrado, para poder chegar ao que pretendemos. Será um handicap que temos de superar”.

O Académico de Viseu joga este domingo em Santa Maria da Feira. Os Viriatos visitam o terreno do CD Feirense, a partir das 14H, em jogo com arbitragem de Rui Lima, da Associação de Futebol de Viana do Castelo e vídeo-arbitragem de Catarina Campos.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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