Equipa Profissional 2024-04-01

“Para ser sincero, o empate acaba por ser justo”

O Académico de Viseu empatou a uma bola, na deslocação desta tarde ao Benfica Campus. Frente à equipa B das águias, foi Arthur Chaves a marcar o único golo academista na partida, num jogo que marcou o quarto jogo consecutivo da turma beirã, que termina em “1-1”.

Em reação ao empate na 27ª jornada, o treinador principal do Académico, Jorge Simão, assumiu a lógica do resultado, reconhecendo que a equipa podia ter feito mais com o número de aproximações e remates dos quais dispôs: “Eu acho que foi um jogo, tirando estes últimos minutos um pouco mais caóticos. Vimos duas boas organizações coletivas, quer do Benfica quer da nossa parte. O Benfica criou mais oportunidades de golo, uma bola no poste, e outra no cruzamento que origina uma defesa do Domen que nos vale um ponto. Já nós, tivemos mais aproximações e mais remates, mas que não se traduziram em oportunidades flagrantes de golo. O empate acaba por ajustar-se àquilo que aconteceu”.

Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 38 pontos. O emblema viseense ocupa agora o oitavo lugar da tabela, mesmo antes da jornada em que recebe o FC Porto B, na próxima segunda-feira, às 18H.

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Orgulhosamente Nós

O título desta crónica, inspirado na expressão mediatizada pela última alma despida de apreço pelos outros que este país governou, serve para descrever o estado emocional de um grupo de trabalho, que segue em frente com a mesma garra e força com que sempre encarou os seus afazeres. “Orgulhosamente Nós”, é um dos motes que nos dá alento para encarar estas últimas cinco jornadas, da forma mais respeitadora, profissional e unida possível. Ficaram o que de cá são. Não “os que de cá são” em termos geográficos, mas sim em termos de espírito, de querer e de garra. Ficamos (e assim seguiremos) com os que connosco sempre estiveram, os que nunca viraram a cara à luta, fosse qual fosse a situação. Fazemos uma respeitosa vénia a quem por cá ficou, com o Manto Negro aos ombros, envergando-o com o mesmo orgulho e vontade desde o primeiro dia. Vamos lá então falar do que ainda falta por jogar, dos caminhos que ainda queremos percorrer até o final. No vislumbre desta atípica semana, bem lá no final da mesma (próximo domingo) acena-nos a ronda 30 do campeonato. De verde e amarelo, o CD Mafra viaja desde a Área Metropolitana da Capital lusitana, percorrendo a última etapa do percurso até Viseu: o doloroso IP3. Este já é, por si só, um confronto pseudoclássico do futebol português, dado que será a 17ª vez que ambos se vão encontrar. E além dessa particularidade, há outra que “salga” a partida deste fim de semana, dando-lhe traços de interesse no que aos desempates diz respeito: nas outras 16 ocasiões, os resultados aperfeiçoam-se nas diferenças, isto porque contam-se quatro vitórias para cada lado, e precisamente oito empates. Tal quer dizer que, aliados à vontade de regressar aos triunfos, coisa que tem faltado a beirões e mafrenses nos últimos jogos, há também uma igualdade histórica por quebrar, onde Viriato quer gritar mais alto. Separados por um ponto, com vantagem para os forasteiros, Académico e Mafra encontram-se às 14H deste domingo, num precioso tesouro chamado Fontelo. Embalado pela natureza que o abraça numa dança perfeita, ele lá tem estado desde 1928, a acompanhar as sortes e os azares da referência desportiva que o ajudou a fundar-se. Ele é a testemunha viva desta difícil jornada que até aqui nos trouxe. Por muito que tenha custado, aprendemos a viver as adversidades com resiliência, com coragem e união. Essa aprendizagem, será de novo colocada em prática no que falta desta época, na qual ainda procuramos somar os 15 pontos que restam jogar. “Orgulhosamente Nós”, acompanhados por quem nos quer bem, por quem nos quer ver vencer e festejar connosco. Para quem ainda acredita em nós, e nem por um momento se deixou abater pelas derrotas, obrigado por fazerem parte desta mística que nos agarra ao nosso maior amor: o Académico.

2024-04-19

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