Equipa Profissional 2026-08-07

“Vamos fazer da humildade uma força”

Antevisão SL Benfica x Académico: 1ª jornada da Liga Portugal Betclic 26/27

Bruno Pinheiro: “Vamos fazer da humildade uma força”

Na antevisão ao regresso histórico do Académico de Viseu à Primeira Liga, 37 anos depois, o treinador Bruno Pinheiro perspetivou esta tarde, em conferência de imprensa realizada no Estádio do Fontelo, o exigente desafio do próximo domingo no Estádio da Luz, frente ao Benfica. Ciente do valor do adversário, e do maior ritmo competitivo já alcançado, o técnico viseense garantiu uma equipa humilde, mas dotada de ambição para disputar o jogo, procurando ter bola, e sabendo sofrer quando necessário. Sem encontrar desculpas na maior inexperiência do plantel Viriato na primeira liga, ou na ausência de público nas bancadas, Bruno Pinheiro sublinhou que a meta primordial passa por tentar discutir o jogo e lançar o Académico em contínuo crescimento ao longo do campeonato. Eis a conferência de Imprensa na íntegra:

Sobre a preparação para o jogo com o Benfica.

Nós, treinadores, gostávamos sempre de ter mais tempo para trabalhar e, honestamente, contra estas equipas grandes nunca é fácil estar totalmente preparado. Mas podemos dizer que estamos preparados. Vai ser um jogo extremamente difícil contra uma equipa que tem muita qualidade, que o demonstrou ainda ontem com um jogo quase perfeito, diria eu. Mas estamos focados em nós. Sabemos que a caminhada é longa, nada se decide na primeira jornada, não é como se começa, será sempre como termina, mas vamos, espero eu, fazer um jogo competitivo. Trabalhámos para isso e teremos certamente um jogo diferente para apresentar, relativamente ao adversário de ontem do Benfica. Esperemos que essas diferenças possam criar mais problemas ao Benfica do que os adversários têm causado até agora.

Sobre o jogo à porta fechada.

Honestamente não ponho sentimentos nisso. Acabamos por nem pensar muito nisso, honestamente. É o que é… Estamos sempre em modo trabalho e esta situação acaba por não alterar rigorosamente nada, não provoca qualquer tipo de sentimento. Agora, obviamente toda a gente sabe que o futebol é bom é com público. E obviamente que seria também bom para os nossos adeptos terem a possibilidade de ver o Académico na primeira jornada no Estádio da Luz. Também não o vão poder fazer. Obviamente que não estariam em maioria, como é óbvio, mas também seria interessante ter os nossos adeptos. Agora contaremos com o apoio deles à distância e no próximo jogo no Fontelo contamos com os nossos adeptos. Quanto ao jogo… vantagens que eventualmente possa ter, acho que, de facto, a multidão galvaniza os jogadores. Esperemos que… Que a sua ausência possa equilibrar um bocadinho mais as contas entre as duas equipas.

Sobre a menor experiência de Primeira Liga do Académico.

Quatro jogadores têm essa experiência de Primeira Liga, e um deles não estará presente. Obviamente, numa fase inicial, quando caracterizamos o plantel, temos consciência dessa situação, mas o plantel fez um bom trabalho no ano passado. A qualidade não tem tanto a ver com a experiência. Obviamente, a experiência ajuda… na gestão do ritmo do jogo, por exemplo, ajuda num estádio cheio, que se calhar na Segunda Liga nem sempre se consegue ter, mas não… Não nos focamos nisso. Não pode ser considerado um handicap, senão era melhor nem começar o campeonato. Os jogadores demonstraram qualidade o ano passado e temos essa confiança do nosso lado. Se fôssemos só pelos experientes, nunca os jogadores novos chegariam lá…

Sobre os pontos fortes e fracos do Benfica.

Ui, pontos fracos… ontem não os vi. Há que dar mérito às pessoas quando o têm. Acho que o Marco Silva é um excelente treinador, acho que está a fazer um bom trabalho. Diria que existe um ponto forte, para além da qualidade individual e coletiva que o Marco também conseguiu acrescentar, o facto do Benfica ir para o seu quarto jogo oficial, enquanto este é o nosso primeiro jogo oficial. O Benfica é sempre superior individualmente, com certeza que irá tentar impor o seu jogo, e tem a diferença de ter o ritmo competitivo do quarto jogo, com vitórias muito moralizadoras.

Sobre que Académico vamos ter na Liga 37 anos depois (uma equipa do “pontinho” para “garantir a manutenção”?).

Assinava já essa de garantir a manutenção. Do pontinho a pontinho não, mas a de assegurar a manutenção assinava já, como é óbvio. Temos de ter noção da realidade. É um Académico que esteve 37 anos ausente da Primeira Liga e, quer se queira quer não, cria-se um fosso. Portanto, os 37 anos de ausência acarretam, de facto, um fosso maior a vários níveis. Agora, quem me conhece sabe que sou um treinador humilde e acho que aqui encontrei também um clube humilde e que vamos ter que fazer da humildade também uma força. Mas vamos ter ambição e quem me conhece sabe que adoro que as equipas que são trabalhadas por mim assumam o jogo, que não tenham receio de jogar com bola. Se se refere ao pontinho, jogar fechados atrás, não será… Não será a estratégia que nós pretendemos. Agora, quando os adversários nos empurrarem e tivermos que o fazer, vamos ser humildes para o fazer, vamos ser solidários, sabendo que a nossa vontade será sempre controlar o jogo através do domínio da bola e a partir daí fazer um jogo que toda a gente goste; e fazê-lo, acima de tudo, porque acreditamos que a melhor forma de ganhar o jogo será sabendo jogar com bola. Portanto, o Académico será sempre uma equipa que terá como ambição jogar mais com bola do que o seu adversário. Quando formos obrigados a defender atrás e formos empurrados, também o faremos e teremos que o fazer com todas as forças e com toda a alma possível.

Sobre se preferia começar a Liga contra um adversário mais fácil.

Temos um início de campeonato, em teoria, difícil, mas a verdade é que temos que jogar contra esses adversários e, mais uma vez, não adianta ficar aqui a pensar se o início é difícil, se não é. Tem que ser feito. Estamos cá. Também podemos ver a coisa de outra maneira: se as coisas saírem muito bem, podem embalar para um campeonato diferente. Não dá para escolher adversários. É o que é, vamos jogar com o Benfica. Se tem um peso diferente junto à equipa? Honestamente, durante a semana não o senti e espero no domingo não sentir que seja um peso para os jogadores. A partir do momento em que a bola começar a rolar, tudo se torna normal. É mais um jogo de futebol. A única diferença é contra um dos ditos grandes do nosso campeonato e que, de facto, é uma equipa grande e que está muito bem. Essa é a única diferença.

Sobre se o Académico está preparado para a intensidade da Primeira Liga.

Acredito que com o decorrer da época vamos crescer. Isso para mim é claro. E é aqui que todos nós temos que ter consciência e ser humildes, de saber onde estamos e para onde queremos ir. Por isso é que eu frisei ainda há pouco: não é como começa, é como acaba. Acredito que vamos ter um Académico de Viseu a crescer durante o campeonato com… Com uma nova ideia de jogo também, a procurar também encaixar-se mais, também, com o ritmo de jogo da Primeira Liga. Estamos a trabalhar nessa ideia, vai levar o seu tempo, os jogadores vão-se adaptar e, acima de tudo, acho que a adaptação vai chegar com os jogos.

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“Queremos ser os primeiros a pôr um carimbo da derrota no Estrela”

O Académico de Viseu desloca-se este fim de semana a Rio Maior para defrontar o Estrela da Amadora, na 7.ª jornada da Liga, num encontro que coloca frente a frente duas equipas em momentos distintos: o conjunto da casa ainda não conheceu a derrota no campeonato, enquanto os viseenses chegam ao desafio depois de duas vitórias consecutivas. Na antevisão, Bruno Pinheiro destacou o percurso do adversário e assumiu a ambição de travar a invencibilidade do Estrela, apontando também a margem de progressão que o Académico ainda tem no processo de adaptação ao principal escalão. - Queria perguntar o que espera do próximo jogo, frente a um Estrela que ainda não perdeu, num jogo fora de casa e fora do seu habitat natural, digamos assim. Bruno Pinheiro: Acho que sobre o Estrela já disse quase tudo, que é o facto de ainda não ter perdido. Eu acrescentaria que já defrontou equipas que, por norma, acabam no top 4, que são o Sporting e o Braga. Acrescentaria ainda que os seus homens da frente estão num momento muito bom, cada um deles com quatro golos e uma assistência. E acho que, por aí, está tudo dito. O facto de jogarem fora do seu recinto acho que não deve ser um problema para eles, porque ganharam ao Braga já fora de portas. Portanto, não me parece que seja uma vantagem, tendo em conta aquilo que já fizeram contra o Braga. - E como é que está o Académico para enfrentar este Estrela da Amadora, depois de duas vitórias? Bruno Pinheiro: Acho que vamos estar bem. Obviamente, trabalhamos sempre com a ambição de ganhar. Isso é indiscutível, nem poderia ser de outra forma. A verdade é que as vitórias ajudam a dar confiança. Pessoalmente, senti diferença da vitória de Barcelos para a vitória aqui contra o Vitória. Apesar de o jogo contra o Vitória ter sido muito difícil e poder cair para qualquer um dos lados, senti que houve, de parte a parte, possibilidade de se ganhar o jogo… em Barcelos não senti tanto essa capacidade da equipa. Portanto, acho que trabalhar com vitórias traz essa confiança. Vamos com duas vitórias, vale o que vale, mas acho que vamos fazer um jogo competente. Vamos ombrear com o Estrela e, depois, obviamente, esperamos sempre jogar mais e melhor do que o adversário para aumentar as probabilidades de ganhar. É o que vamos fazer: trabalhar para aumentar as probabilidades de ganhar. — O Mister tem dito nas suas conferências que o Académico gradualmente iria adquirir esta nova forma de estar no primeiro escalão, sendo a equipa composta por jogadores que vieram da Segunda Liga. Acha que já está nesse processo, em termos de intensidade de jogo no contexto do primeiro escalão, ou ainda acha que há margem para melhorar? Bruno Pinheiro: Acho que ainda há margem para melhorar. Haverá sempre margem para melhorar. O que senti, por exemplo, é que fomos mais capazes de identificar aquilo que se pede. Se vocês analisarem o jogo com o Vitória de Guimarães, o Vitória fez uma pressão muito alta. O avançado punha pressão na bola e os dois extremos eram muito agressivos nos centrais. Obrigava muito ao passe atrasado, que muitas vezes os adeptos não gostam, mas a verdade é que depois, quando chegava a bola, o Everton libertava o Gustavo e o Robinho, que recebiam as bolas e, a partir daí, tentávamos desbloquear. Portanto, houve essa capacidade. E o que mais me agradou foi que não era o plano de jogo. Nós tínhamos previsto um Vitória dentro da sua normalidade, com 4-4-2. A verdade é que eles, provavelmente por identificarem que teríamos alguma capacidade de saída de bola, trouxeram uma pressão diferente e a equipa soube adaptar-se a essa pressão. Isso, de facto, é algo que tranquiliza e mostra que estamos no caminho certo. Os jogadores conseguiram trabalhar numa coisa e, num jogo, ser completamente diferente e identificar aquilo que era necessário. Portanto, acho que, nesse sentido, estamos a crescer. Os limites, não gosto de pôr limites. Não vou dizer que estamos perto ou que estamos longe. Honestamente, não gosto de pôr limites em nada. Gosto de trabalhar, de desafiar e desafiar todos os dias, e o limite não existe. Portanto, não lhe sei dizer se estamos longe ou não do nosso máximo, mas acredito que ainda temos alguma margem considerável de progressão. - A mudança de relvado representa menos uma hora de viagem, em Rio Maior em vez da Amadora. Gostaria de saber se, para o Académico, é mais vantajoso, na medida em que também há mais possibilidade de ter adeptos de Viseu a apoiar o clube e porque os próprios acessos a Rio Maior são muito mais fáceis. Isso facilita o trabalho da equipa técnica e da equipa? Bruno Pinheiro: Não, em termos de equipa não altera nada, porque fazemos sempre as viagens atempadamente. Temos sempre em conta o número de horas, o descanso necessário, os horários da alimentação. Portanto, não altera nada. Quando muito, há um ajuste na hora de saída de Viseu e pouco mais. Quanto aos adeptos, acredito que seja melhor deslocarem-se a Rio Maior do que à Amadora. É mais perto e, nesse sentido, espero que eles possam comparecer. Não sei se em grande número, não tenho qualquer indicação até ao momento, mas, se fizerem ouvir-se como fizeram em Barcelos, já ficarei muito satisfeito. Tenho a convicção de que será uma enorme ajuda para os jogadores. Portanto, ficaria satisfeito com o apoio que tivemos em Barcelos. - Do histórico que vi, e corrija-me se estiver enganada, acho que o Académico nunca conseguiu sequer um empate com o Estrela da Amadora [na I Divisão]. Eu sei que são equipas totalmente diferentes e épocas totalmente diferentes. A minha pergunta é se tem esse histórico presente e se a motivação também passa por fazer história. Bruno Pinheiro: Eu arranjo uma motivação de qualquer forma: o facto de o Estrela não ter ainda perdido qualquer jogo esta época é, pessoalmente para mim, motivacional. Queremos ser os primeiros a pôr um carimbo da derrota no Estrela e, só por si, já é um fator de motivação.

2026-09-18

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“Queremos dar muitas alegrias aos nossos adeptos no Fontelo”

A segunda vitória do Académico na Liga Betclic, que assinalou o regresso academista aos triunfos em pleno Fontelo, 37 anos depois, significou, também, o melhor arranque de sempre na Liga – uma conjugação história de fatores, celebrada de forma épica pelas bancadas de um estádio mais uma vez lotado (três jogos, três casas cheias). Na conferência de Imprensa que se seguiu ao 2-1 contra o Vitória SC, o treinador Bruno Pinheiro não esqueceu, mais uma vez, a importância dos adeptos e o carácter dos jogadores e da equipa: “podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas há uma coisa que nunca nos vão poder apontar: é falta de vontade, falta de atitude, falta de querer”. Sobre a aposta final em Bouldini e o garantir da vitória. Apostei no último minuto porque, de facto, o Clóvis é o Clóvis. Havia duas opções: manter o Clóvis em campo e meter mais um avançado para tentar ganhar o jogo; ou trocar homem por homem, porque achei que o Clóvis já estava muito desgastado e que já não conseguiria ter o impacto que o Boldini teria. Fomos felizes, o Boldini entrou, acabou por fazer o golo. Muitas vezes somos criticados pelas substituições, nós vivemos com esses dilemas e temos de tomar decisões. Senti que se metesse dois avançados, poderia manter o Clóvis, mas teria de destapar noutro lado. Fui feliz. O jogador entrou e foi feliz também. Este grupo merece muito somar pontos e estou feliz pelo grupo. Sobre a entrada mais forte do Académico e o que procurou corrigir ao intervalo. Fomos surpreendidos na fase inicial porque o Vitória defende sempre em 4-4-2. Muitas vezes, quando ativam as pressões e nas variações, o médio do lado oposto à bola sai a pressionar o médio defensivo. E hoje fizeram algo diferente. Portanto, vieram numa espécie de 4-2-3-1, fecharam o 6, fizeram homem a homem no meio, e isso retirava muita capacidade de construção. O que fizemos ao intervalo foi corrigir o posicionamento do Luís Silva, para arrastar o 10 com ele e libertar o central. Ou, se o extremo ficasse agressivo, libertar o lateral. E foi por aí. Muitas vezes sei que as pessoas não gostam de ver o passe para trás, mas a verdade é que, se repararem, a maioria das vezes que a bola foi ao Ewerton, o jogo desbloqueou. Muitas vezes o Vitória acabava por ficar homem a homem, porque o lateral do Vitória saltava no nosso lateral e, naquelas bolas longas, tivemos três ou quatro lances em que poderíamos ter desequilibrado o jogo a nosso favor. Portanto, fizemos essa correção. Defensivamente, tentámos que a equipa se compactasse mais porque, na primeira parte, senti que fomos muito atrás das referências; na segunda parte, conseguimos muito mais vezes ativar a pressão e levámos muito mais vezes o Vitória até ao seu guarda-redes. Portanto, foram essas as duas correções. Só fiz uma correção ofensiva e uma defensiva. Acho que, às vezes, a simplicidade ajuda muito os jogadores e é o que tento fazer. Sobre os oito pontos e a posição do Académico na Liga. Uma coisa lhe posso dizer: podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas há uma coisa que nunca nos vão poder apontar: é falta de vontade, falta de atitude, falta de querer. Podem-nos apontar falta de qualidade, mas falta de querer não nos podem apontar. E este grupo é fortíssimo. Eu sempre... quando vim para o Académico, foi sempre aquilo que eu disse, que destaquei quando analisei o Académico: senti sempre que era um grupo diferente, no querer, e na postura. O Luís Silva, como capitão, é um exemplo deste grupo, de vontade, querer, de liderança, de qualidade de saber estar, em jogo, em treino. Há vários jogadores que o seguem e isso faz com que o grupo acabe por criar essa essa essa postura. Portanto, é um grande grupo. Só o Ewerton é que está a jogar, de quem entrou esta época. Os reforços vão ter de conquistar o seu espaço. Estes rapazes estão cá para dar luta. Quem chegou vai ter que se adaptar, primeiro porque também houve dois ou três reforços que fisicamente não chegaram bem, porque não estavam a trabalhar; há esse período de adaptação para eles. Outros, como o Mestanza, estão muito bem, bem integrados, são uma mais-valia e ajudam imenso; mas todos eles vão ter que dar aos chinelos para descalçar os colegas que estão cá. Sobre o peso e herança da equipa que se afirmou e subiu de divisão O peso foi aquele que eu aceitei. Sabia para aquilo que vinha. Também disse, antes de começar o campeonato, honestamente, que acho que este é o maior desafio da minha carreira. Mas tive muita vontade de o abraçar. Quando cheguei, confirmei tudo aquilo que que tinha sido o meu feeling. E volto a repetir: podemos não ser os melhores do mundo, mas de vontade e de querer ninguém nos vai nunca poder apontar nada. Agora, obviamente, há um período de adaptação. Acho que podemos jogar melhor, vamos conseguir jogar melhor. A verdade é que estamos a defrontar o Vitória de Guimarães. E não nos podemos esquecer disso. Agora, trabalhamos com o que temos, com humildade, e com o carácter que temos. Sabemos que vai ser sofrido. Faltam 28 batalhas, nas quais vamos dar o nosso melhor; e acreditamos muito que vamos ser felizes no fim, sabendo que vai ser difícil. Jogamos com os jogadores que estavam na Segunda Liga e, para já, estamos a fazê-lo bem e eles estão estão de parabéns. Queremos muito jogar melhor e peço alguma paciência aos adeptos porque eu sei que os adeptos gostam sempre de um jogo muito vertical, muito para a frente, mas temos que jogar com o que temos. E, muitas vezes, quando precisamos de ter mais tempo e espaço, às vezes precisamos de fazer esticar a equipa contrária para, depois, como hoje aconteceu três ou quatro vezes, conseguirmos dar seguimento para a frente e criar toportunidades de golo. Queremos muito ganhar. As pessoas compreendam isso; e apoiem-nos. Queremos dar muitas alegrias aos nossos adeptos aqui em casa, no Fontelo. Sobre o facto de o treinador adversário referir que o Vitória não merecia perder; e sobre o Fontelo lotado e o apoio dos adeptos. Acredito que podemos ganhar os jogos todos, senão não podia ser o treinador. Acho que também não merecíamos perder com o Santa Clara, e acho que não merecíamos empatar com o Marítimo… Agora, eu só posso dizer que estou muito contente de ter feito os primeiros golos no Fontelo, ter sentido a vibração dentro do campo, dos adeptos, quando houve os golos; a vibração dos adeptos quando foi o apito final, o alívio de toda a gente… estou muito satisfeito pelos três pontos e muito satisfeito por termos sempre casa cheia, mesmo nos momentos difíceis; por isso peço essa compreensão a todos, vai ser uma época muito difícil. Apoiem-nos que merecemos ser apoiados. É só isso que eu peço. Se a paragem da Liga, que se aproxima, é benéfica para o Académico. Quando regressarmos, na primeira jornada a seguir, eu digo-lhe. Mas até lá ainda ainda falta o Estrela da Amadora.

2026-09-12

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