Equipa Profissional 2023-04-06

No regresso a casa, só lutamos para a vitória

Quando soarem os sinos das 11H da manhã do próximo sábado, Académico de Viseu e Vilafranquense darão início a um dos embates que fazem cartaz na 27ª ronda da Liga Portugal 2 SabSeg. Em confronto no Municipal do Fontelo, estarão duas equipas separadas por apenas quatro pontos, com vantagem para os viriatos que somam 45, e que aparecem motivados pela reconquista do terceiro lugar na última jornada. Já as “Piranhas do Tejo”, chegam a Viseu no quinto posto da tabela, com legítimas aspirações de alcançarem os lugares que preenchem o pódio, não fosse tão curta a desvantagem que têm perante Académico e Farense.

Analisando a fundo o histórico de confrontos entre os dois clubes, nos 22 jogos em que se encontraram, os academistas levaram a melhor mais vezes, registando 10 vitórias contra sete derrotas e cinco empates. No entanto, num passado mais recente marcado pelo regresso da equipa de Vila Franca de Xira aos campeonatos profissionais, a União conquistou uma considerável vantagem: apenas uma derrota frente aos beirões, tendo somado pontos sempre que visitou o Fontelo desde 2019. Ainda assim, é importante recordar que na primeira volta da presente temporada, o Académico de Viseu conquistou os três pontos em Rio Maior, com uma vitória por 3-1.

E é precisamente na vitória em que estão focados Jorge Costa e a sua equipa. Motivados por uma importante vitória em Matosinhos, que deu excelentes indicações no que toca ao estado físico e amímico dos jogadores, os viriatos partem em busca do terceiro triunfo seguido para o campeonato. É certo que quando entrarem em campo, já saberão como se comportaram os seus adversários diretos nesta jornada (recordamos que no dia anterior, o Moreirense visita o Farense, enquanto o Estrela da Amadora recebe o Mafra), mas o foco está única e exclusivamente no jogo de sábado porque, no final de contas, o Académico já só depende de si mesmo para assegurar a presença no pódio.

Um detalhe importante prende-se também com o facto de o plantel convocado ter de sofrer, obrigatoriamente, alterações para o regresso a casa: Domem Gril e Messeguem falham a próxima jornada por castigo, após terem atingido o limite de cartões amarelos seguidos. Ainda assim, e olhando para as opções que tem à disposição Jorge Costa, é certo que quem entrar estará apostos para responder à altura do momento, não fosse esta uma equipa unida e competitiva.

A partida entre Académico de Viseu e União Vilafranquense está agendada para o próximo sábado, oito de abril. A equipa de arbitragem será chefiada por João Pinheiro da Associação de Futebol de Braga, que irá dar o pontapé de saída às 11H da manhã.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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