Equipa Profissional 2024-06-19

Marquinho é Viriato até 2028

A Académico de Viseu Futebol Clube, Futebol SAD anuncia que chegou a acordo com o jogador Marquinho, para avançar para a contratação em definitivo do médio ofensivo, que termina o contrato de empréstimo no próximo dia 30 de junho.  O novo vínculo é válido até junho de 2028.

Marquinho é agora, oficialmente, jogador do Académico de Viseu. A SAD do emblema beirão e o médio brasileiro acordaram a assinatura de um novo contrato profissional, que estende a ligação entre as duas partes por mais quatro temporadas desportivas.

O jovem canarinho chegou a Viseu no verão passado, por empréstimo do Barra FC válido para a temporada 2023-24. No seu primeiro ano na Europa, Marquinho realizou dois jogos pela equipa sub-23 dos Viriatos, onde apontou um golo, tendo participado em outros 31 jogos na equipa principal, onde fez seis golos. 

Aos canais de informação da Académico de Viseu FC, Futebol SAD, Marquinho mostrou-se realizado e com vontade de dar ainda mais alegrias aos adeptos viseenses: “Esta é a realização do meu sonho de poder jogar na Europa. Sou muito grato ao Académico pela oportunidade que me deu na última época e, agora, confirmando a minha contratação em definitivo, só tenho de continuar a dar sempre o meu melhor para continuar a ajudar a equipa e a dar alegrias aos academistas”.

O canarinho reconheceu também que a adaptação foi célere, afirmando que ficou satisfeito com a sua primeira época em Portugal: “Tive uma adaptação muito rápida e fui muito bem recebido por todos. Isso gerou muita confiança e consegui apresentar o meu trabalho e ter um bom desempenho nos treinos, que resultaram em oportunidades nos jogos. Estou feliz em ter conseguido boas atuações, ficou o sentimento de que poderíamos ter alçado coisas maiores, porém creio que consegui deixar uma boa imagem na minha primeira época com a camisola do Académico”.

Marquinho revelou ainda que viu com bons olhos a evolução do clube, garantido que ainda haverá margem para mais: “Quando cheguei ao Académico, encontrei ótimas condições, um clube muito bem estruturado. Ainda assim, ao longo do ano fui notando uma grande evolução, tenho certeza que o clube tem muita margem para crescer ainda mais”.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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