Equipa Profissional 2024-02-18

“Não estou satisfeito. Estou muito satisfeito”

O Académico de Viseu empatou 2-2, na receção à UD Oliveirense. Na 22ª jornada da Liga Portugal SABSEG, os Viriatos marcaram duas vezes por André Clóvis, garantindo um precioso ponto após jogaram mais de 45 minutos com menos um homem.

Na conferência de rescaldo ao empate caseiro, o técnico Jorge Simão assumiu a satisfação com a exibição da equipa: “Não estou satisfeito, estou muito satisfeito. Este ponto foi conquistado em condições muito adversas, e à custa de coisas que eu ainda não tinha visto nesta equipa, que foi o exemplo do que é ser um conjunto com alma. Para mim é motivo de grande orgulho, que aquilo que nós conseguimos fazer hoje foi muito importante. Entrámos bem no jogo, mas até ao final da primeira parte fugir um bocadinho o controlo. A ideia era que na segunda parte voltássemos a estar como estivemos na primeira meia hora, mas a expulsão e o golo logo a seguir travaram as nossas intenções. Foi a equipa que resolveu o jogo e encontrou o empate, saiu das trevas. Foi a equipa que conseguiu construir aqueles dois golos. Não acabámos a defender, acabámos a construir oportunidades e situações de perigo”.

O técnico academista desvalorizou o único ponto conquistado, apontando ao espírito que os jogadores tiveram em campo: “Para mim não foi um ponto, foram três. Isto significa que a exibição foi muito mais importante que o que conquistámos pontualmente. Hoje sou um treinador contente”.

Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 31 pontos. Ao fim de 22 jornadas, o emblema viseense mantém o sétimo lugar da tabela classificativa, mas com um jogo em atraso.

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Orgulhosamente Nós

O título desta crónica, inspirado na expressão mediatizada pela última alma despida de apreço pelos outros que este país governou, serve para descrever o estado emocional de um grupo de trabalho, que segue em frente com a mesma garra e força com que sempre encarou os seus afazeres. “Orgulhosamente Nós”, é um dos motes que nos dá alento para encarar estas últimas cinco jornadas, da forma mais respeitadora, profissional e unida possível. Ficaram o que de cá são. Não “os que de cá são” em termos geográficos, mas sim em termos de espírito, de querer e de garra. Ficamos (e assim seguiremos) com os que connosco sempre estiveram, os que nunca viraram a cara à luta, fosse qual fosse a situação. Fazemos uma respeitosa vénia a quem por cá ficou, com o Manto Negro aos ombros, envergando-o com o mesmo orgulho e vontade desde o primeiro dia. Vamos lá então falar do que ainda falta por jogar, dos caminhos que ainda queremos percorrer até o final. No vislumbre desta atípica semana, bem lá no final da mesma (próximo domingo) acena-nos a ronda 30 do campeonato. De verde e amarelo, o CD Mafra viaja desde a Área Metropolitana da Capital lusitana, percorrendo a última etapa do percurso até Viseu: o doloroso IP3. Este já é, por si só, um confronto pseudoclássico do futebol português, dado que será a 17ª vez que ambos se vão encontrar. E além dessa particularidade, há outra que “salga” a partida deste fim de semana, dando-lhe traços de interesse no que aos desempates diz respeito: nas outras 16 ocasiões, os resultados aperfeiçoam-se nas diferenças, isto porque contam-se quatro vitórias para cada lado, e precisamente oito empates. Tal quer dizer que, aliados à vontade de regressar aos triunfos, coisa que tem faltado a beirões e mafrenses nos últimos jogos, há também uma igualdade histórica por quebrar, onde Viriato quer gritar mais alto. Separados por um ponto, com vantagem para os forasteiros, Académico e Mafra encontram-se às 14H deste domingo, num precioso tesouro chamado Fontelo. Embalado pela natureza que o abraça numa dança perfeita, ele lá tem estado desde 1928, a acompanhar as sortes e os azares da referência desportiva que o ajudou a fundar-se. Ele é a testemunha viva desta difícil jornada que até aqui nos trouxe. Por muito que tenha custado, aprendemos a viver as adversidades com resiliência, com coragem e união. Essa aprendizagem, será de novo colocada em prática no que falta desta época, na qual ainda procuramos somar os 15 pontos que restam jogar. “Orgulhosamente Nós”, acompanhados por quem nos quer bem, por quem nos quer ver vencer e festejar connosco. Para quem ainda acredita em nós, e nem por um momento se deixou abater pelas derrotas, obrigado por fazerem parte desta mística que nos agarra ao nosso maior amor: o Académico.

2024-04-19

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