Equipa Profissional 2023-08-11

Antevisão: Académico de Viseu e Länk Vilaverdense abrem a temporada na segunda liga

A ansiedade está no ar à medida que a Liga Portugal SABSEG 2023-24 se prepara para iniciar a sua nova edição. Na primeira jornada, Académico de Viseu e Länk Vilaverdense enfrentam-se num inédito duelo entre os dois clubes. Agendado para o dia 13 de agosto, às 11H, no Estádio Municipal do Fontelo, este confronto promete marcar o início de uma temporada repleta de ação e competitividade a que esta competição nos foi habituando nos últimos anos.

O Académico de Viseu faz a sua estreia em jogos oficiais em casa, após uma pré-temporada em que não sofreu qualquer derrota. Em cinco jogos particulares, a turma beirã não registou desaires: empate a uma bola frente ao DJK Vilzing; vitórias por 2-0 frente aos sub-23 do clube e à Académica de Coimbra; um triunfo por 3-1 perante o FC Oliveira do Hospital; para além da goleada de 4-1 na apresentação aos adeptos, frente à UD Oliveirense. Regista-se apenas uma derrota na primeira eliminatória da ALLIANZ CUP, por 3-0 em casa do Rio Ave FC, naquele que foi o primeiro jogo oficial do ano desportivo.

A equipa da casa contará com o apoio apaixonado dos adeptos viseenses, que demonstraram um forte apoio à equipa no último fim de semana. A apresentação do passado sábado serviu de montra para mostrar aos academistas o compromisso, dedicação e qualidade com que a equipa técnica de Vítor Martins e os seus jogadores realizaram todo o trabalho de preparação do campeonato. E os resultados ficaram à vista, com uma sólida exibição marcada pela superioridade em campo frente a um adversário exigente que também estará presente na Liga Portugal SABSEG. Digamos que foi o pontapé de saída perfeito, para aquela que será a próxima participação do Académico de Viseu na segunda liga.

Do outro lado, o estreante Länk Vilaverdense chega a este confronto depois de uma temporada em que alcançou pela primeira vez na sua história, a subida aos campeonatos profissionais. Motivados pela conquista inédita, os homens ao comando do treinador António Barbosa, quererão dar continuidade ao bom momento, tentando entrar com o pé direito na sua estreia na segunda liga. Mas no Fontelo, mora uma equipa recheada de talento, que manteve a sua espinha dorsal do ano anterior, permitindo a entrada de reforços que chegaram para aumentar o número de opções e de qualidade de jogo. 

À medida que o momento se aproxima, os batimentos dos corações academistas começam a acelerar em antecipação ao que promete ser um emocionante início da Liga Portugal SABSEG 2023-24. Com a contagem regressiva para o pontapé inicial já em andamento, os viseenses estão ansiosos para o retorno da ação competitiva no seu Fontelo. Objetivo? Fazer ainda melhor que no passado, ultrapassar fantasmas e entrar com o pé direito ao guardar aqueles que serão os primeiros três pontos em discussão.

Porque aqui é Viseu e em casa mandamos nós.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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