Equipa Profissional 2023-05-11

SCHOOL ON TOUR: EB MESTRE ARNALDO MALHO

A equipa sénior de futebol do Académico de Viseu mantém a senda de visitas às escolas da região da Beira Alta. Nesta quarta-feira, foram cerca de duas as centenas de crianças da Escola Básica Mestre Arnaldo Malho que receberam três jogadores profissionais do clube viseense: Jovani Welch, Ícaro Silva e Javier Currás.

Após uma breve apresentação da equipa de futebol, onde os alunos tiveram oportunidade de fazer as suas questões aos atletas academistas e deles receberem autógrafos, Arlete Pinto, Coordenadora de Estabelecimento, reconheceu o entusiasmo das crianças e a importância da interação entre o clube e a cidade: “Como disse na apresentação dos jogadores, é um gosto recebermos um clube da nossa cidade, achamos prioritário acarinharmos as equipas da nossa região. Muitos dos nossos alunos conhecem e gostam muito do Académico de Viseu, eles andavam ansiosos por receberem cá os seus jogadores. Aliás, tivemos de fazer um adiamento e eu tive de gerir as expectativas durante esse tempo, que como viram são elevadas. O futebol e o desporto são atividades de sucesso, que os alunos reconhecem e gostam de praticar”.

A também professora de ensino especial, que orientou a ida dos jogadores a mais uma escola básica da cidade, assumiu ainda o grau capital que estas visitas têm no incentivo da prática desportiva junto dos mais pequenos: “Virem atletas e clubes de sucesso como o Académico é bastante estimulante para eles. Em termos pedagógicos e educativos, é sem dúvida um incentivo à prática desportiva. O futebol, mas não só, é bastante importante para os estimular à prática do desporto. Como viu, na apresentação eu quis evidenciar que o clube também tem outras modalidades, porque é importante para eles perceberem que se não gostarem de futebol, têm à disposição outros desportos que lhes permitam ter uma vida ativa. Este tipo de iniciativas ajuda a integrar no dia-a-dia das pessoas uma vida ativa. Tudo o que seja exercício é saudável”.

Já o defesa central academista, Ícaro Silva, aproveitou para demonstrar a importância que têm tipo de interações para os adeptos mais pequenos: “É um momento muito bom para eles. Estão habituados ver-nos no campo, no estádio ou mesmo na televisão e quando nos veem ao pé deles, ficam impressionados e querem logo fazer perguntas, para saberem os detalhes de tudo. Acho que é uma experiência muito mais vantajosa para eles, apesar de também o ser para nós”.

O brasileiro falou também da evolução que sente dentro do clube e da motivação que estas interações têm no grupo de trabalho: “É muito gratificante para nós, que além de fazermos o nosso trabalho em campo, sentimos também que estamos a incentivar as crianças que nos veem. É muito bom saber que eles nos acompanham, que nos conhecem pelo nome e que vibram com o clube. Dá-nos uma motivação extra para o que falta do campeonato. O Académico de Viseu tem vindo a melhorar bastante nesse aspeto e a evoluir de dia para dia. A integração da cidade com o clube só nos traz benefícios, adeptos e energias positivas. Estas iniciativas têm tudo para dar sempre certo”.

Partilhar:
Equipa Profissional

“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

Patrocinadores Principais