Equipa Profissional 2023-05-08

Empate com sabor agridoce

Foi com o sentimento de que poderia ter dado mais, que todos os adeptos saíram do Fontelo na tarde do último domingo. Em pleno Dia da Mãe, o Académico de Viseu recebeu no seu Estádio o Penafiel, em partida a contar para a 31ª jornada da Liga Portugal 2 SabSeg.

O calor intenso que se fez sentir em Viseu, contrastou com o ambiente gélido com que se desenrolou o encontro, onde as oportunidades foram poucas para ambos os lados e onde junto às balizas foi pouca a emoção de possíveis lances de golo.

A primeira parte decorreu a um ritmo bastante lento e com lances muito discutidos a meio-campo, como que se as equipas não quisessem desamarrar o nó que prendeu o seu jogo desde o primeiro minuto. Aliás, o primeiro tempo terminou mesmo sem qualquer registo de uma grande oportunidade de perigo. Talvez o facto dos forasteiros terem alterado o sistema tático (passando a jogar com três defesas centrais e ainda uma dupla de trincos, perfazendo uma linha de quase sete jogadores atrás da bola), seja um dos motivos que justificam alguma incapacidade inicial do Académico fazer brilhar o seu estilo nos primeiros 45 minutos.

Mas na segunda parte, com os acertos feitos no balneário, as duas equipas regressaram ao tapete verde do Fontelo com outra vontade. Do lado academista, foram duas as grandes ocasiões que poderiam ter colocado os Viriatos em vantagem. Em primeiro, Roberto Massimo voltou a acertar no poste (tantas vezes nosso amigo, não nos cansamos de o referir) da baliza adversário, após se ter isolado perante Filipe Ferreira. E já na parte final da partida, foi mesmo o guardião penafidelense que negou o golo a Gautier Ott, com aquela que seria considerada a defesa da tarde e que impediu um golo cantado ao avançado francês do Académico.

O conjunto visitante ainda respondeu com duas boas oportunidades nos pés de Adílio Santos, mas o brasileiro não foi capaz de bater Domen Grill.

Com este resultado, o Académico de Viseu regressa aos pontos três jornadas depois, somando neste momento um total de 50 na tabela classificativa. Os Viriatos mantêm o quarto lugar no campeonato e aumentaram a vantagem sobre o quinto classificado, o Vilafranquense.

No próximo fim de semana, a turma viseense desloca-se até Vila Nova de Gaia para defrontar fora de portas a equipa do FC Porto B.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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