Equipa Profissional 2024-01-16

À Conquista de "Coimbra"

Na ilustre e boémia Coimbra, as expectativas viseenses percorrem as margens do majestoso Rio Mondego, prontas para desaguar no estádio ao qual a cidade dá nome. É sexta-feira, são 18 horas, e a “Magia do Académico” prepara-se para se desdobrar na jornada número 18 da Liga Portugal 2.

Os protagonistas desta narrativa desportiva são o Académico de Viseu FC e o Länk Vilaverdense, duas equipas destinadas a transformar o relvado do Cidade de Coimbra, num campo de discussão de pontos. No epicentro desta antecipação, destaca-se o Académico de Viseu, cujo percurso recente é uma sinfonia de triunfos e resiliência. Uma série invencível estende-se por seis jogos consecutivos, erguendo-se como um escudo impenetrável. Cada vitória e cada ponto não é apenas uma conquista; é a celebração do espírito indomável, da força coletiva que une jogadores e adeptos, numa simbiose academista vibrante. Nos últimos oito encontros, fomos apenas batidos num deles, condição que comprova a crescente melhoria de rendimento, prestações e resultados.

Ao entrar na segunda volta deste campeonato apaixonante, o Académico de Viseu não é apenas um participante; é um artífice do destino desportivo. O seu desempenho não é apenas estatístico; é uma narrativa em construção, um capítulo que se desdobra perante os olhos atentos de uma cidade que pulsa com paixão pelo futebol.

Coimbra, capital dos estudantes, torna-se o epicentro deste confronto. O Estádio Cidade de Coimbra, testemunha silenciosa de históricas batalhas futebolísticas, prepara-se para acolher o duelo entre dois emblemas que na cidade não têm raízes. As ruas estreitas e os edifícios históricos, permeados pela tradição da Associação Académica de Coimbra, tornam-se o pano de fundo onde os sonhos desportivos das competições profissionais ganham vida. De um lado, a manutenção; do outro, os olhos postos lá em cima.

Beirões e Minhotos voltam a encontrar-se na cambalhota do calendário, num duelo que é apenas editado pela segunda vez na história. Na primeira, de memória azeda para os Viriatos, Académico e Länk empataram a uma bola no Fontelo, naquele que foi um arranque de campeonato aos tropeções. Cinco meses volvidos, a turma minhota apresenta-se novamente em “casa” (emprestada), após importante triunfo na última jornada do campeonato, frente ao CD Feirense.

Quando em confronto direto com algum dos participantes na luta dos aflitos, onde todos os pontos interessam, os perigos e desafios adensam-se, comandados pelo desespero adversário de tirar a corda do pescoço. Para quem já lá andou em temporadas passadas, poucas são as memórias positivas e vivas são as recordações da vontade irracional de pontuar. Com respeito, entendemos a posição de quem nos enfrenta, mas seguimos focados num único desejo: vencer.

Que o Académico de Viseu, impulsionado pela recente série invicta, encontre na atmosfera única de Coimbra, ainda que despida do seu verdadeiro significado, a testemunha vitoriosa deste duelo.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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