Equipa Profissional 2022-07-09

Domen Gril torna-se Viriato em definitivo até 2026

   A Académico de Viseu Futebol Clube, Futebol SAD, vem por este meio informar que chegou a acordo com TSG Hoffenheim para a compra do passe do jogador Domen Gril.

   Na sua primeira época ao serviço do Académico de Viseu, o guardião, de 20 anos, atuou em 27 jogos, tendo afirmado a sua titularidade na 6ª jornada.

   Gril foi eleito por 4 vezes o Homem do Jogo na época 21/22 e foi convocado a seleção sub-21 da Eslovénia.

 

Bem-vindo a casa e "Želim uspeh”, Domen Gril!

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"Sabemos da dificuldade que vamos ter, mas acreditamos na nossa qualidade"

O treinador do Académico de Viseu, Bruno Pinheiro, fez esta quinta-feira a antevisão ao encontro frente ao CD Nacional, relativo à próxima jornada da Liga Portugal. O técnico academista perspetivou uma deslocação exigente à Madeira, destacou as diferenças táticas do adversário e mostrou confiança na capacidade da sua equipa para conquistar mais três pontos. Depois de um ciclo de seis vitórias consecutivas, que expectativas tem para este encontro frente ao CD Nacional? "Acho que será um jogo diferente em termos táticos, com dificuldades também diferentes. As nossas vitórias têm sido todas muito difíceis. Os jogos em casa terminaram sempre com resultados de 2-1 e, embora neste último tenhamos tido de recuperar de uma desvantagem, todos exigiram muito de nós. Na Madeira, teremos pela frente uma equipa mais compacta defensivamente, que está a jogar com uma linha de cinco. Isso altera, desde logo, a forma como temos de abordar o jogo. Nos dois últimos encontros, sob o comando do novo treinador, o Nacional sofreu apenas um golo, de bola parada, e conseguiu vencer o SC Braga. Sabemos das dificuldades que vamos encontrar e teremos de estar muito concentrados. Será difícil, como têm sido todos os jogos, mas com características diferentes." Considera que este é o melhor plantel, o melhor coletivo ou o melhor balneário com que já trabalhou? "São coisas diferentes. Em termos de balneário, o Estoril também tinha um grupo muito bom. O Gil Vicente não era mau, embora tivesse um plantel mais desequilibrado, com algumas posições em que era mais difícil substituir jogadores. Os três balneários eram bons. No Académico, sinto que existe uma vontade ainda maior. Os jogadores têm uma disponibilidade enorme para trabalhar e correr. Como costumo dizer, podemos não ter os melhores jogadores nem o melhor treinador, mas temos uma vontade muito grande. E, quando é assim, a vida do treinador torna-se sempre mais fácil. Em termos coletivos, há diferenças. Ofensivamente, o Estoril era provavelmente a equipa que melhor interpretava aquilo que pretendíamos. Defensivamente, porém, era uma equipa mais paciente, mais de espera e mais zonal do que somos atualmente. A organização defensiva que temos vindo a desenvolver no Académico ajuda-nos a conseguir melhores resultados. No que diz respeito à qualidade de jogo com bola, considero que ainda temos uma margem de progressão significativa. Resumindo, temos aqui um balneário fantástico, um plantel equilibrado e jogadores com uma enorme vontade de trabalhar. Coletivamente, podemos ainda crescer na qualidade do nosso jogo, embora isso não signifique necessariamente que se traduza sempre em melhores resultados." A deslocação à Madeira obriga a uma abordagem tática diferente. A equipa está preparada para essa mudança e para responder aos argumentos do Nacional? "Vamos ter de encontrar soluções e fazer com que os argumentos estejam do nosso lado. O Nacional, nestes últimos dois jogos, mostrou ser uma equipa que concede bastante iniciativa ao adversário, mas que fecha bem os espaços e é muito paciente defensivamente. Provavelmente, vamos precisar de maior capacidade individual nos momentos em que houver menos espaço. Temos trabalhado dinâmicas coletivas para conseguir criar desequilíbrios no último terço, mas, neste tipo de jogos, a individualidade também pode fazer a diferença. Acredito que temos qualidade individual e coletiva para vencer e vamos ter de demonstrá-lo uma vez mais." O mister tem referido que os adversários estudam bem o Académico. Também já analisou detalhadamente este Nacional, que procura somar pontos? "Nos dois últimos jogos, já com a mudança de treinador, o Nacional sofreu apenas um golo, que não foi de bola corrida. Esse será provavelmente o nosso maior desafio: conseguir marcar em jogo corrido. E estamos a falar de dois adversários de qualidade, o SC Braga e o Arouca. Quando duas equipas como estas não conseguem marcar de bola corrida, percebemos o trabalho que teremos pela frente. Isto não significa que estejamos à espera de ser dominados. Pelo contrário. O Nacional teve menos de 30% de posse de bola frente ao Braga e menos de 40% diante do Arouca. Acredito que, à medida que o treinador tiver mais tempo de trabalho, poderá acrescentar outras soluções à equipa. Nesta fase, a prioridade terá sido estabilizar defensivamente e criar condições para disputar pontos. Agora que parece ter encontrado essa estabilidade, poderá começar a introduzir algumas novidades, nomeadamente procurar ter mais bola e mais iniciativa. Vamos esperar pelo jogo para perceber se haverá alterações em relação aos últimos dois encontros. Para já, é uma equipa que tem conseguido fechar muito bem os caminhos para a sua baliza." Ewerton e Anthony estão entre os jogadores com maior percentagem de passes certos na Liga. Que importância têm as suas saídas para o ataque na construção do jogo do Académico? "São fundamentais. Isso obriga-me a entrar um pouco na nossa ideia de jogo, mas vou tentar resumir. Quando temos a posse de bola, podemos encontrar dois tipos de adversários: uns mais pressionantes e outros mais passivos. Contra equipas que pressionam muito, somos frequentemente obrigados a jogar para trás para depois conseguirmos sair para a frente em melhores condições. Perante adversários mais passivos, precisamos de ter mais paciência, circular a bola e construir de forma continuada, sem necessidade de recuar tanto. Como a maioria dos nossos adversários nos pressiona, a nossa ideia de jogo exige que, muitas vezes, os jogadores joguem para trás para depois encontrarem as melhores condições para progredir. Daí os números de jogadores como o Ewerton, o Anthony e o Nicos, que têm uma percentagem elevada de passes certos. Na nossa forma de jogar, perante equipas que pressionam, é importante não perder a bola sob pressão e evitar recorrer constantemente ao passe longo, deixando tudo dependente da capacidade individual para resolver o jogo. Por vezes, utilizamos também o guarda-redes para encontrar outros jogadores em melhores condições de receber. Frente ao Nacional, acredito que teremos um jogo diferente, talvez com menos necessidade de jogar para trás e mais exigência ao nível da paciência na circulação, procurando criar situações de um para um que nos permitam desequilibrar." Por vezes, o Académico parece permitir que o adversário tenha o controlo do jogo, mas acaba por revelar capacidade de sofrimento e eficácia nos momentos decisivos. É uma característica assumida pela equipa? "Nós não gostamos de ser dominados. A verdade é que, por vezes, somos empurrados para trás por mérito do adversário. No último jogo, penso que houve mérito do adversário, mas também muito mérito nosso. Fomos obrigados a recuar e, felizmente, as substituições permitiram alterar o rumo do encontro. A partir desse momento, o jogo mudou completamente. Diria que os últimos 20 a 25 minutos foram praticamente de sentido único, com o Académico sempre a procurar atacar. Não damos o controlo do jogo ao adversário porque queremos fazê-lo. Por vezes, simplesmente não conseguimos ter o domínio que gostaríamos, mas temos outras valências. Este grupo tem uma grande capacidade de sofrimento, trabalha muito e corre imenso, mesmo nos momentos em que está a ser condicionado. Também temos qualidade na defesa da nossa baliza, quer pela disponibilidade dos jogadores, quer pela organização defensiva que procuramos implementar. No último jogo, o golo sofrido, num cruzamento, foi uma situação que não deveríamos ter permitido, mas, de uma forma geral, temos sido competentes nesse capítulo. Mesmo quando o adversário consegue ter mais controlo, a nossa capacidade de defender a baliza é uma característica importante da equipa."

2026-11-05

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“É importante ganhar mesmo quando não se joga bem”

O Académico de Viseu continua a fazer história na Liga. A vitória diante do Rio Ave, no Fontelo, permitiu aos Viriatos alcançar o sexto triunfo consecutivo no campeonato, prolongando uma sequência inédita no principal escalão do futebol português e elevando para 20 os pontos conquistados nas primeiras dez jornadas. Mas, desta vez, foi preciso o grupo mostrar carácter, reagir a uma desvantagem e superar uma entrada menos conseguida. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades, sobretudo na primeira meia hora, e valorizou a capacidade de resposta dos jogadores, destacando a importância de saber vencer mesmo quando a qualidade exibicional fica aquém do habitual. O treinador admitiu que a sequência de seis vitórias supera expectativas, atribuiu parte das dificuldades ao desgaste físico e mental acumulado nos compromissos com Sporting e FC Porto e sublinhou a importância das alterações realizadas durante o encontro. Sem esconder a satisfação pelo momento histórico, rejeitou qualquer deslumbramento, elogiou a humildade do grupo e assumiu que o objetivo passa agora por procurar a sétima vitória consecutiva. Qual é o impacto desta vitória, depois da equipa começar a perder? Honestamente, acho que é muito bom ganhar dando a reviravolta ao jogo. Já tínhamos perdido quando não fomos capazes de dar a volta, e nas vitórias anteriores nunca estivemos numa situação de desvantagem. Ganhar numa situação de desvantagem é algo motivador, que galvaniza, que dá confiança. É excelente nesse sentido. Diria também que ganhar um jogo em que não fomos tão convincentes, como temos vindo a ser, tem igualmente um sabor especial porque, de facto, nem sempre vamos jogar bem; e é importante, mesmo não jogando bem, acabar por ganhar jogos. Hoje ganhamos e fico feliz por isso, mesmo não tendo feito o jogo que gostaríamos de ter feito. É importante ganhar jogos mesmo quando não... não se joga bem. Qual foi o racional das três substituições realizadas na segunda parte?; e, depois de referir várias vezes que esta temporada no Académico era o maior desafio da sua carreira, qual é a análise que faz deste momento da equipa, que chega à sexta vitória consecutiva. Estava à espera? Começo pela segunda pergunta. Nós temos sempre a esperança de fazer bons trabalhos e queremos sempre muito ganhar. Agora, honestamente, esta sequência de vitórias não é qualquer equipa que consegue. Normalmente está ao nível dos grandes. Como tal, nesse sentido, surpreende de facto. Se calhar também gostava de ter ganho mais pontos nas primeiras quatro jornadas e não conseguimos; se calhar poderíamos ter feito melhor com o Santa Clara ou como o Marítimo. E não conseguimos. Agora a sequência de seis jogos a ganhar é algo muito grandioso para uma equipa do nível do Académico de Viseu. Portanto, estamos muito felizes por isso. Temos a ambição de ir procurar a sétima e neste momento o foco já está em procurar a sétima. É isso mesmo. Obviamente estou muito agradado e não contava com esta série de seis vitórias. Quanto à primeira questão que fez, acho que faltou energia à equipa. Que não se justifica com os últimos jogos, porque houve uma gestão dos jogadores. Desta equipa que entrou hoje, apenas o Nicos o Messeguem foram os jogadores que jogaram na quarta-feira. Portanto, não se justifica esta entrada da equipa. Acho que a equipa tem consciência que fez uma entrada em falso. Não tenho explicação a não ser que, de facto, foi uma semana de trabalho muito intenso, muita viagem... tivemos cinco dias fora de casa... muito desgaste físico e mental porque eram jogos no Dragão e Alvalade. São jogos de uma exigência mesmo muito, muito grande. É a única justificação que encontro para isso. As substituições foram mesmo para dar mais energia, nomeadamente a do Gambor pelo Anthony, porque não estávamos a conseguir ser agressivos e para ser agressivos precisávamos que o Robinho empurrasse o Moreno, para o Moreno saltar nos centrais. O Kahraman, não que fosse pela parte física, estava a errar muitos passes para o que é habitual nele. E o João Guilherme não estava a ter impacto no jogo e o gohi acabou por ter esse mesmo impacto. Portanto, as substituições principalmente vieram para dar mais capacidade de pressão à equipa. Já aqui fiz um jogo com duas substituições na linha defensiva, em que ficou tudo admirado, porque precisávamos de marcar, mas a verdade é que eu entendo que se não há equilíbrio atrás, se não estamos fortes atrás, não podemos ser fortes à frente. A partir do momento em que nos tornamos mais agressivos e começamos a recuperar bolas mais altas, como foi o caso do primeiro golo, a equipa ganhou uma confiança diferente e passou a jogar muito mais com bola. E acho que foi uma bola de neve, honestamente. Será que o Académico agora passa a ser encarado pelos adversários de outra forma, diferente daquilo que era o início da época? Acho que é normal haver uns reajustes. Às vezes, nós analisamos as equipas e depois chegamos ao campo e o jogo não é nada daquilo que preparamos. Por exemplo, o Rio Ave costuma jogar num 4-4-2, como fez hoje, mas estávamos à espera que o Diogo Nascimento dividisse muito entre a marcação ao Kahraman e ao Luís Silva. E a verdade é que tal não... não aconteceu. Portanto, acabaram por ser só os dois avançados, através de movimentos em diagonal, a tentar controlar o Luís Silva. Não houve essa dinâmica habitual, diria eu, no Rio Ave, contra equipas que jogam em 4-3-3. O Porto mudou claramente para homem a homem contra nós. É normal que isso aconteça. Vamos ter que nos adaptar, vamos ter que identificar e adaptar durante o jogo. Os jogadores começam cada vez mais a interpretar melhor essas situações. Vamos encarar o futuro com confiança; e também pensar que quando os adversários alteram muita coisa, também pode ser que não seja muito benéfico para eles, porque saem dos padrões deles. Portanto, pode até ser algo vantajoso para nós.  10 jornadas, 6 vitórias e 20 pontos... a primeira meia hora de jogo hoje foi uma chamada à terra da equipa do Académico de Viseu, lembrando que qualquer deslumbramento poderá ser fatal? Eu acho que sim. Ao intervalo foi exatamente isso que eu disse aos jogadores. Concordo consigo, pode ter sido um deslumbramento. Mas eu acredito honestamente que este grupo não se deslumbra... e se o fez hoje, tenho a certeza que no sábado vão dar uma boa resposta e não vai acontecer. Acho que é um grupo humilde, que tem noção das coisas. Acredito mais na fadiga mental, que é mais difícil de recuperar do que a fadiga física. Um jogador está cansado, dorme 10 a 12 horas, recupera; quando a fadiga mental se instala – e eu sei que para a maioria das pessoas isto é um jogo, mas tem uma exigência mental muito grande –, o ganhar muitas vezes seguidas também cansa. O segredo é mesmo trabalhar de maneiras que não cansem, fazer disto um jogo em que tenham prazer, para que se foquem mais no processo do que no resultado, e os resultados serem uma consequência. Se foi um deslumbramento, acredito que no próximo fim de semana não vá acontecer. Se este deslumbramento está controlado, também pode haver o contrário. Os adeptos estão confiantes, temos adeptos no estádio, a equipa também parece mostrar que é capaz de continuar a ganhar? Eu fico feliz se conseguir fazer mais seis vitórias seguidas [risos]. Vamos seis a seis. Não... Mas se houver deslumbramento nas bancadas, até fico feliz com isso... é normal que as pessoas nos cobrem quando não estivermos tão bem, porque estamos a habituá-los a esta dinâmica de vitórias. É natural esse deslumbramento dos adeptos. Os adeptos vivem da euforia do momento e nós queremos que eles tenham essa euforia. Do nosso lado, os jogadores e a equipa técnica, temos que ter uma gestão diferente das emoções. Acho que o grupo é consciente, a equipa técnica é consciente, do que é preciso trabalhar para se ganhar jogos. É difícil, apesar de parecer que é fácil, pela sequência de resultados. A verdade é que quase todos os jogos foram ganhos... pela margem mínima. Ganhámos três jogos no Fontelo, todos muito difíceis de ganhar. Portanto, temos essa consciência. Até que ponto é que é importante ir introduzindo nuances no próprio jogo no sentido de não tornar o jogo previsível para as outras equipas? Eu sei o que me está a dizer, mas olhe... o Porto é das equipas mais fáceis de analisar. Toda a gente sabe o que vão fazer, mas é extremamente difícil contrariar. A ideia de jogo é baseada em compreensão de espaços; se a compreensão for bem feita, o adversário poderá apresentar-se forte, obviamente, mas se tivermos qualidade técnica e compreensão do jogo, será sempre difícil de nos contrariar. Obviamente poderá haver algumas nuances, mas muitas dessas nuances às vezes aparecem pela qualidade individual dos jogadores. Hoje a troca do Mestanza pelo Kahraman traz coisas diferentes, é um jogador mais agressivo...  o João Guilherme é bom nas transições, hoje não lhe estava a sair, o Gohi entrou e fez o que fez. Portanto, muitas vezes será também a qualidade individual, a capacidade de usar as armas que os jogadores têm, a criar essas nuances no jogo e tornar o jogo um bocado diferente.

2026-11-01

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