Equipa Profissional 2023-08-13

“Saio daqui muito otimista e a olhar o futuro com bons olhos”

O treinador principal da equipa de futebol sénior do Académico de Viseu, Vítor Martins, fez no início desta tarde o rescaldo à partida frente ao Länk Vilaverdense, na qual os viriatos empataram a uma bola.

No final do jogo o técnico da turma beirã falou sobre pequenas afinações que há a fazer, admitindo sair com boas expectativas quanto à entrega dos jogadores: “Não há como fugir ao resultado, mas é certo que se viu um Académico a tentar ganhar desde o primeiro momento, a tentar assumir o jogo e a tentar procurar os três pontos, mas nem sempre com um ritmo de circulação de bola que permitisse desposicionar a equipa do Länk. São pequenos pormenores que temos de corrigir e que temos de continuar a evoluir. No entanto, e apesar do empate, estou muito satisfeito e saio daqui muito otimista e a olhar o futuro com bons olhos, porque realmente a atitude a forma como nos entregámos ao trabalho acho que pode dar boas bases”

Quanto ao tempo útil do jogo (apenas foram jogados 45.99% dos minutos de jogo), Vítor Martins assume a estranheza perante a estratégia do adversário em pausar a partida, mas alerta que é preciso saber contrariar estes momentos: “Temos que que saber contrariar isso. Confesso que não esperava que assim acontecesse, visto que estamos numa fase tão inicial da época. Isto é normal quando precisamos mesmo de um ponto, o que é certo é que aconteceu e temos de projetar que outros adversários possam fazer o mesmo. Temos de tentar ter este espírito que tivemos no último minuto se calhar um bocadinho mais cedo, para conseguir derrubar estas barreiras que acontecem. Honestamente custa-me, e sei que a liga tem feito um esforço pelo tempo útil, só que isso também não dá contratos. Isto já aconteceu, vai continuar a acontecer e é preciso aprendermos com isto e tentar da melhor forma conseguir contrariar”.

Já sobre o a falta de eficácia nos momentos decisivos do encontro, o técnico academista retratou um processo ofensivo ao qual só faltou mais um golo: “Não tivemos aquelas oportunidades que ficam no resumo jogo, mas tivemos muitas jogadas que acabámos por não conseguir finalizar. Se calhar exagerámos nos corredores exteriores sem conseguir rematar fora da área, por isso podíamos ter feito mais um. Faltou só mais uma finalização acabar lá dentro e as coisas teriam sido diferentes”.

Com este empate, o Académico de Viseu abre assim a sua participação em jogos da Liga Portugal SABSEG 2023-24. Os viriatos têm novo desafio no próximo sábado, na deslocação ao terreno do CD Tondela.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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