Equipa Profissional 2023-08-07

Um dia à Viriato

Foi uma celebração inigualável, aquela que Viseu recebeu no passado sábado. Durante a manhã, o Académico brilhou ao receber e derrotar a UD Oliveirense com um placar de 4-1, em dia de apresentação aos sócios e adeptos academistas. Este triunfo marcou o encerramento da pré-temporada, com uma notável sequência de quatro vitórias e apenas um empate concedido. Ao cair da noite, a equipa presenteou a cidade com uma exibição especial.

Mas vamos primeiro ao jogo. Sob um caloroso sol de agosto, o Estádio do Fontelo vestiu-se elegantemente e realizou um dos principais objetivos do dia mesmo antes do apito inicial: a partida foi em prol de uma causa solidária, com a receita dos 1.000 bilhetes vendidos a 1 euro a reverter para a "Turma do Funil", uma associação que se dedica a apoiar crianças desfavorecidas na região. A formação comandada por Vítor Martins não perdeu tempo e dominou desde o início, abrindo o placar aos 6 minutos com um golo de Rafael Bandeira, após um cruzamento de Yuri Araújo. Com uma entrada forte em jogo, a comandar o ritmo da partida, o Académico de Viseu rapidamente podia ter ampliado o resultado, algo que não conseguiu efetuar antes do empate ter chegado.

Num lançamento para a área viseense, Rafael Bandeira cometeu uma falta ao tocar na bola com a mão, resultando daí um penálti que Zé Pedro converteu, igualando o marcador. Os viriatos, determinados, mantiveram o controlo do jogo e Yuri Araújo desfez a igualdade ainda na primeira parte, aproveitando um ressalto da defesa do guarda-redes Artur Silva após um remate de Famana Quizera. Na segunda metade do jogo, com várias alterações em ambos os lados, a partida assumiu um tom mais desequilibrado. O terceiro golo dos viseenses veio dos pés de Gautier, que bateu um livre para o qual Nuno Macedo não teve mãos. Já aos 54 minutos, André Clóvis encontrou-se numa situação de um contra um e selou a contagem, capitalizando o quarto tento da equipa da casa, num lance oferecido pela defesa visitante. Mais tarde, nos primeiros momentos da noite, o elenco profissional reuniu-se com os plantéis sub-19 e sub-23 no Rossio, antes de serem “escoltados” pela TunaDão 1998, que os acompanhou até ao Adro da Sé de Viseu. Nesse lugar histórico da cidade de Viseu, os três conjuntos beirões e as respetivas equipas técnicas, foram apresentados a mais de um milhar de pessoas, num evento emocionante em total sintonia com os fervorosos adeptos academistas. Com as atuação do Grupo de Dança Movimenta e do DJ Jony Beat, este foi sem dúvida um momento de extrema união e que serviu de mote perfeito para a abertura oficial da época 2023-24 do Académico de Viseu Futebol Clube.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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