Equipa Profissional 2024-09-13

“Temos de ser ambiciosos”

O mister Rui Ferreira deu, no final desta manhã, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida da quinta jornada da Liga Portugal 2, frente à UD Leiria.

Face às questões dos órgãos de comunicação social, o treinador da equipa profissional do Académico de Viseu admitiu que a equipa conseguiu retirar o melhor da interrupção relativa às datas FIFA, mas confirmou que preferia não ter parado: “Preferia não parar, mas há momentos nos quais pode ser conveniente. Em termos de lesões, a aproximação do Diogo Almeida foi muito importante. Numa sequência positiva, encaramos isso com naturalidade e como uma oportunidade para cimentar o nosso trabalho e conhecimento entre jogadores e equipa técnica. Pensamos sempre no que podemos acrescentar, portanto retiramos o melhor desta paragem. Não nos queixamos”.

Rui Ferreira abordou a UD Leiria como uma equipa que vai causar problemas ao conjunto viseense, assegurando que a equipa terá de ser ambiciosa: “Vamos defrontar um candidato à subida, teoricamente difícil nos confrontos com o Académico. Temos de ser ambiciosos, jogamos em casa e, nesse sentido, não podemos esperar fragilidades do adversário. Já fomos claros em dizer que queremos criar hábitos de vitória em casa. Temos de saber lidar com o histórico complicado que temos contra eles”.

O técnico academista reiterou a mensagem de querer ver o Fontelo repleto de adeptos, com a noção de que só as vitórias impulsionarão tal realidade: “Pessoalmente, tenho curiosidade de saber quantas pessoas teremos, após as boas casas do mês de agosto. Pretendemos continuar a entusiasmar, para que os academistas possam continuar a acompanhar-nos em maior número. Gostaríamos de ver o Fontelo cheio, novamente. Temos plena consciência que só há acompanhamento se existirem vitórias. Não deveria ser assim, deveria ser por paixão e por amor ao clube. Temos de saber lidar com isso, visto que os nossos adeptos são muito importantes se estiverem perto de nós”.

O Académico de Viseu joga este sábado no Estádio Municipal do Fontelo. Os Viriatos recebem A UD Leiria a partir das 14H, em jogo com arbitragem de José Rodrigues, da Associação de Futebol de Lisboa e vídeo-arbitragem de Pedro Ferreira, da Associação de Futebol de Braga.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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