Equipa Profissional 2024-08-24

“Queremos muito vencer por uma razão simples: porque jogamos em casa”

O mister Rui Ferreira deu, no final desta manhã, a habitual conferência de imprensa, que serviu de antevisão à partida da terceira jornada da Liga Portugal 2, frente ao FC Porto B.

Face às questões dos órgãos de comunicação social, o treinador da equipa profissional do Académico de Viseu FC afirmou que no campeonato não existem adversários fáceis de enfrentar, assumindo que a equipa terá de manter o que tem feito de melhor até agora: “Equipas acessíveis não existem na segunda liga. Todas elas são competitivas. O Futebol Clube do Porto B para além de competitivo, tem qualidade de jogo com miúdos em constante evolução. É uma equipa que gosta de jogar e que será um grande problema para nós e se não formos competentes e se os deixarmos ter confiança durante a partida. Por isso mesmo, temos de continuar a fazer o que temos feito de melhor até agora. Vai ser difícil, mas temos de contrariar o adversário”.

Rui Ferreira relembrou o jogo anterior, em Santa Maria da Feira, alertando para os momentos de facilitismo pelos quais os Viriatos não devem voltar a passar: “Acreditamos muito no que fazemos, mas temos de ser uma verdadeira equipa que não facilite desde o primeiro momento. No jogo anterior tivemos alguns momentos de facilitismo e não queremos que se volte a repetir. Queremos voltar a entrar em força e marcar cedo, mas mantendo depois os níveis de foco e concentração”.

O técnico academista referiu ainda que jogar em casa é sempre sinónimo de querer vencer, numa missão que passa por envolver os adeptos numa autêntica “onda de entusiasmo”: “A pressão já a temos cá, diariamente, querendo fazer mais e melhor que no ano anterior. Todas as equipas são fortes e difíceis de enfrentar, mas acreditamos que temos um plantel com garantias de andarmos a lutar pelos lugares cimeiros (acima do sétimo lugar, melhorando a classificação do ano passado). Queremos muito vencer por uma razão muito simples: porque jogamos em casa. Se queremos criar uma onda de entusiasmo nos nossos adeptos, um hábito de vitórias em casa, então temos de partir com a ambição de conquistar os três pontos”.

O Académico de Viseu joga este domingo no Estádio Municipal do Fontelo. Os Viriatos recebem o FC Porto B a partir das 11H, em jogo com arbitragem de Flávio Jesus, da Associação de Futebol de Aveiro e vídeo-arbitragem de José Rodrigues, da Associação de Futebol de Lisboa.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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