Equipa Profissional 2023-08-25

“Temos de pensar na vitória”

O mister Vítor Martins deu, no final da manhã hoje, a conferência de imprensa de antevisão à partida deste sábado, frente ao CD Feirense.

No lançamento de mais uma partida em casa, o técnico academista abordou a forma física em que se encontra a equipa: “Mais do que ganhar, queremos demonstrar aquilo que temos evoluído, em todos os sentidos no processo de treino e no processo de jogo. Nota-se uma evolução na forma física, na qualidade técnica e tática. Queremos procurar essa evolução no resultado, depois de dois empates temos trabalhado muito no sentido de conseguir a vitória. Em nenhum dos empates procurámos esse resultado, mas sim o triunfo. Sabemos que não precisamos só de palavras, mas sim de ações, por isso temos de fazer melhor que o adversário”.

Em antevisão à partida da jornada número três do campeonato, Vítor Martins assumiu a existência de alguns pontos a melhorar, afirmando que o essencial é a conquista da primeira vitória da temporada: “Os dois primeiros jogos que fizemos, foram sob um imenso calor e acredito que amanhã possa ser outra vez uma das condicionantes. O que nós sentimos, claramente, é que temos cada vez mais opções e em melhor forma. Individualmente, cada um consegue destacar-se de uma forma diferente, isso depois acrescenta qualidade ao coletivo. Sentimos que estamos cada vez melhores, cada vez mais preparados e queremos demonstrar isso mesmo no resultado. Independentemente de quem joga e das nuances táticas, estou muito seguro de que temos boas soluções para alcançar um bom resultado. Há sempre coisas a melhorar e a aperfeiçoar. Tivemos uma semana de trabalho muito boa, em que as ideias estão mais claras para todos. É nesse sentido que temos estado a trabalhar, porque mais do que mudar e aperfeiçoar, mais do que estar a fazer grandes alterações, o que interessa é o resultado. Independentemente dos dois resultados anteriores, temos de pensar na vitória”.

O Académico de Viseu joga às 11H de amanhã, no Estádio do Fontelo. A partida referente à terceira jornada da Liga Portugal 2 SABSEG, coloca na rota do conjunto beirão os fogaceiros de Santa Maria da Feira. A arbitragem estará a cargo do juiz Nuno Almeida, da Associação de Futebol do Algarve.

 

 

 

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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