Equipa Profissional 2023-04-14

“Estamos preparados para voltar a Viseu com os três pontos”

O Académico de Viseu visita o Estádio Nacional do Jamor na manhã deste sábado, para entrar em campo na 28ª jornada da Liga Portugal 2 SabSeg. A partida no terreno da BSAD terá início às 11H, e o treinador principal dos viriatos, Jorge Costa, fez esta sexta-feira a conferência de antevisão à mesma.

No lançamento do encontro, o técnico academista assumiu o respeito que a equipa tem pelo adversário de amanhã, mas afirmou o foco em dar o melhor para trazer os três pontos para Viseu: “Estamos preparados para ir ao Jamor, e regressar a Viseu com os três pontos. Vamos jogar contra uma BSAD que merece todo o respeito. Tivemos a oportunidade de analisar, em conjunto com os jogadores, o adversário de amanhã que irá exigir de nós o nosso melhor. Estamos numa fase boa, e é preciso termos consciência de que nada acontece por acaso. Temos de ser ainda mais humildes do que o normal e respeitar profundamente a BSAD, não perdendo aquilo que é a nossa identidade. Temos de estar no nosso melhor a todos os níveis”.

Jorge Costa falou também do atual momento das duas equipas que se defrontam, numa partida onde a seu ver há muito a ganhar: “São duas equipas que, apesar de estarem em polos opostos na tabela, ambas têm as suas necessidades. Não é aquele típico jogo de “há pouco a perder”, antes pelo contrário. Há muito a perder, ou melhor, há muito a ganhar. E nós queremos muito ganhar os três pontos que normalmente fazem sempre falta, mas que nesta fase podem fazer muita diferença”.

Especificamente sobre o conjunto que o Académico enfrenta no dia de amanhã, o técnico dos viriatos analisa uma equipa forte defensivamente, mas com naturais debilidades que devem ser aproveitadas: “É uma equipa que mudou um pouco a sua forma de jogar com o novo treinador. É muito organizada, defensivamente sólida e comete poucos erros. Não sabemos qual vai ser a abordagem da BSAD no jogo de amanhã, e por isso mesmo temos de nos concentrar muito naquelas que são as nossas capacidades. Vamos ter de explorar as debilidades do adversário, sabendo que tem pontos fortes com os quais temos de ter algum cuidado”.

O treinador academista disse ainda que se a equipa conseguir adiantar-se no marcador, tanto melhor, apesar desta condição não ser decisiva para o resultado final: “Não é imperial marcarmos primeiro. Mas sabendo que as equipas defensivamente sólidas, quando se apanham a ganhar tornam o jogo ainda mais complicado, é importante sermos nós os primeiros a marcar para libertar a nossa ideia de jogo. No final, o que eu quero é marcar mais golos do que a BSAD”.

O Académico de Viseu joga amanhã em Lisboa. O encontro com a BSAD está agendado para as 11H deste sábado, no Estádio Nacional do Jamor, e contará com arbitragem do juiz Nuno Almeida, da Associação de Futebol do Algarve.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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