Equipa Profissional 2023-07-21

Finalmente, estamos de volta

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Se tudo isto fosse um videojogo, provavelmente seria esta a maneira acertada de darmos início a uma nova temporada. O sentimento é novo e a época que há pouco menos de dois meses terminou, parece já tão longínqua, fruto de todo o nosso pensamento estar 100% focado na que se avizinha.

Os festejos, o nervosismo, a amargura e até a euforia deram, entretanto, lugar a sentimentos imbuídos de esperança, vontade de ver a bola a rolar e desejo para que este seja um ano desportivamente proveitoso. A fome de ir ao estádio e de ver os Viriatos em campo, a lutar pela vitória, não foi saciada desde o jogo na Madeira, e os nossos adeptos academistas estão mais “esfomeados” de bola que nunca.

Por isso mesmo, voltamos com as crónicas de antevisão aos jogos da equipa sénior de futebol do nosso Académico de Viseu FC, que servem como entrada principal para abrir o apetite antes da primeira partida oficial da temporada 2023/2024.

O sorteio da Allianz CUP ditou que o arranque das competições oficiais academistas, se iniciassem em Vila do Conde, no Estádio dos Arcos. A partida frente ao Rio Ave FC, a contar para a primeira pré-eliminatória da competição, está marcada para as 11H do próximo sábado, dia 22 de julho de 2023.

O conjunto ao comando do mister Vítor Martins e restante equipa técnica, realizou grande parte da pré-época em solo germânico, numa clara demonstração da aposta que o clube pretende fazer nos seus jogadores. Os índices físicos estão em alta e os Viriatos que entrarão em campo no próximo sábado, irão dar tudo para que o começo seja feito com o pé direito. Com a espinha dorsal da temporada passada a ficar em Viseu, as novas caras do plantel estão já totalmente entrosadas nas dinâmicas do mesmo e prontas para dar o seu contributo na primeira partida de 23/24. À sua espera nesta primeira batalha, encontra-se um primodivisionário que impõe respeito, principalmente a jogar em casa.

Foram 11 as vezes em que Rio Ave e Académico de Viseu se defrontaram, sendo que os vilacondenses levaram a melhor na maioria das ocasiões, em seis para sermos precisos. Por duas delas, o Académico venceu o conjunto nortenho, como foi o caso da última vez em que se deslocou ao Estádio dos Arcos, na edição 21/22 da segunda liga. Daniel Nussbaumer saiu do banco e fez, em apenas 10 minutos, uma importante reviravolta no marcador.

Desta feita, as equipas e a realidade dos clubes são diferentes, não estivéssemos nós a falar da primeira partida oficial da temporada. Ainda muito está por ajustar e por definir, mas essa é a verdadeira magia das pré-épocas. São um período singular do ano desportivo, no qual a ânsia dos adeptos, jogadores e estruturas atinge níveis distintos de tudo o resto.

E porquê? Porque está de volta o Futebol e, sobretudo, também o nosso Académico.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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