Equipa Profissional 2023-10-28

Novos tempos, o foco de sempre

Muitos dizem que no regresso ao campeonato, após pausa para os compromissos nas taças, o chip tem de mudar. Ora, não só não tem de mudar, como terá mesmo de se manter. E falamos, claro, do chip da vitória, do pensamento no triunfo, no esforço diário para alcançar os três pontos no próximo jogo. É com este mesmo chip com que temos de entrar no domingo, na receção ao CD Nacional, da Madeira.

Aliados à chegada do novo mister, os bravos viriatos partem para mais uma jornada da Liga SABSEG, com um único desejo: conquistar três pontos, alavancando uma equipa que já há muito merece descolar na tabela classificativa. Jorge Simão traz a este barco: experiência, sabedoria e, acima de tudo, pulso firme. Uma postura flexível, mas ao mesmo tempo convicta e feroz, que traça objetivos sérios e concisos sobre a longa caminhada que ainda falta fazer em 2023-24.

Este não tem sido um duelo historicamente fácil para os viriatos, que venceram por apenas duas vezes, num total de 18 jogos com os insulares. Ainda assim, o Nacional regista uma só vitória no Estádio do Fontelo, nos últimos 26 anos.

Para além do facto revelado no parágrafo anterior, o adversário do próximo domingo tem apresentado uma forma de resultados consideravelmente positiva. Após duas derrotas no arranque do campeonato, o Nacional venceu sete dos últimos oito jogos que discutiu. Pelo meio, uma derrota com o primodivisionário Casa Pia, a contar para a ALLIANZ Cup, abriu “alas” para uma sequência de três goleadas consecutivas (1-4, 5-0 e 6-1). Ainda assim, estes não são números que assustam os academistas, que estão focados e confiantes no regresso às vitórias, após dois desaires seguidos no campeonato.

A estreia de Jorge Simão ao comando da nau viseense, não podia ter sido marcada para local melhor: a fortaleza à qual chamamos Casa, ou seja, o imperiral e mítico Fontelo. Espera-se uma receção onde o técnico beirão (sim, porque também ele tem raízes na Beira do território nacional) seja acarinhado e saudado pelos academistas que, pelas boas perspetivas, acorrerão em peso ao jogo frente aos madeirenses.

O entusiasmo dos adeptos torna a aumentar, após alguns resultados menos positivos que, quer queiramos quer não, fazem parte da vida de um clube de futebol. Mais que nunca, necessitamos da ajuda, do apoio e do fervor desta nação academista que está esfomeada por bons resultados, por golos e por vitórias. Porque isto não é como começa, mas sim como acaba. 

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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