Equipa Profissional 2023-04-28

Depois da tempestade, que venha a bonança

Alterámos o clássico ditado português, para servir de mote na “Batalha da Trofa” que se avizinha. No último dia deste mês de abril, por volta das 15H30, o Académico de Viseu visita o Estádio do Trofense para defrontar o Clube Desportivo local.

Esta partida dará término à jornada número 30 da Liga Portugal 2 Sabseg e é com um regresso aos triunfos que os comandados de Pedro Bessa partem para nova e previsivelmente difícil deslocação. No caminho viseense está uma equipa que faz relembrar, apesar das grandes diferenças, o adversário que o Académico encontrou na última deslocação fora do Fontelo. Na altura surgia no horizonte uma BSAD aflita na luta pela manutenção, situação na qual também se encontra o adversário deste domingo. O Trofense surge nesta jornada na penúltima posição da tabela, a três pontos do lugar de play-off de manutenção. Escusado será dizer que a turma da casa irá querer tornar o mais difícil possível a missão dos viriatos.

No entanto, de Viseu parte um coletivo totalmente determinado em demonstrar a sua valia e competências, pelas quais sempre foi reconhecido no decorrer desta temporada. Jorge Palma e Sérgio Godinho diriam que é altura “de outra maré cheia vir da maré vaza”, no pronúncio de unir as tropas e partir (sem hesitações) para o regresso às vitórias, após duas jornadas onde a equipa deu tudo, mas não as conseguiu alcançar. É altura de mostrar a valia de ser um viriato, de um viseense, de um beirão.

Analisando o histórico de confrontos, este é um duelo que tipicamente cai para um dos lados, não fosse a história dizer que nunca se registaram empates entre os dois clubes nas sete ocasiões passadas. São três as vitórias academistas frente aos da Trofa, tendo a última surgido na primeira volta desta temporada, quando no Fontelo um bis de Clóvis e um autogolo de Ange Mutsinzi fizeram os três tentos com que a turma beirã derrotou o Trofense por 3-1.

São apenas cinco os pontos que distanciam o Académico de Viseu do terceiro lugar, que é ocupado pelo Farense. A faltarem 15 pontos em discussão nas próximas cinco semanas, desistir não entra (como nunca entrou) no nosso vocabulário, onde as palavras de ordem são relacionadas com a resistência às adversidades e com o pensamento no triunfo.

A partida que vai colocar frente a frente o Académico de Viseu e o Trofense está marcada para as 15H30 do próximo domingo, no Estádio do Clube Desportivo Trofense. O juiz Bruno Costa, da Associação de Futebol de Viana do Castelo, vai chefiar a equipa de arbitragem que será composta pelos assistentes Tiago Leandro e André Dias.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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