Equipa Profissional 2023-11-03

Arthur Chaves no assalto brasileiro à final dos Jogos Pan-Americanos 2023

O defesa-central do Académico de Viseu foi totalista nos quatro jogos da seleção Pré-Olímpica do Brasil e joga este sábado a final dos Jogos Pan-Americanos contra o Chile. Canarinhos estão a rubricar a melhor campanha de sempre na prova, em busca de um título que lhes escapa há 36 anos.

Arthur Chaves, 22 anos, defesa-central do Académico Viseu FC, tem sido um dos destaques da seleção Pré-Olímpica do Brasil que disputa, no Chile, os Jogos Pan-Americanos 2023, cuja final se realiza este sábado a partir das 23 horas. O Brasil irá tentar conquistar a sua quinta medalha de ouro nesta competição em jogo contra a anfitriã, o Chile. Há 36 anos que o Brasil não vence esta prova. A última vez aconteceu em 1987 e o Chile foi também o adversário da final.

A seleção brasileira tem realizado até agora a melhor campanha de sempre em jogos Pan-Americanos: 100 por cento de aproveitamento, sete golos marcados e nenhum golo sofrido, tendo vencido as congéneres dos Estados Unidos da América, Colômbia, Honduras e México.

Arthur Chaves, jogador do Académico de Viseu desde o verão de 2022, adquirido ao Avaí, é totalista (360 minutos) nesta que representa a sua estreia na seleção Pré-Olímpica. Chaves é um dos quatro selecionados pelo técnico Ramón Menezes que jogam fora do Brasil e tem sido reconhecido pela Imprensa canarinha como um dos destaques entre os 18 convocados.

“Tem sido uma experiência fantástica. Sinto-me muito feliz e honrado em fazer parte deste grupo. Sempre foi um sonho jogar pela seleção e espero que seja só o início de uma história com a amarelinha. Tem sido uma sensação única entrar em campo pela seleção, ouvir o hino nacional, realmente algo diferente”, sublinhou Arthur Chaves, que espera agora poder regressar a Viseu com a medalha de ouro ao peito:

“Estou muito feliz em poder participar na final dos Jogos Pan-Americanos, ainda mais com a oportunidade de conquistar o ouro, algo que há mais de 30 anos que o Brasil não vence. Acredito que a seleção tem crescido a cada jogo. Prova disso é que ainda não sofremos golos. Seguramente vai ser um jogo muito difícil contra o Chile, seleção que joga em casa, mas é um jogo que todo o mundo quer jogar, uma grande final”, completou o internacional brasileiro.

Ao serviço do Académico de Viseu, o defesa-central brasileiro contabiliza um total de 38 jogos, entre Liga 2, Taça de Portugal e Taça da Liga, e tem um golo apontado. 

Chaves é mais um dos exemplos da aposta da Académico de Viseu FC, Futebol SAD em jovens talentos. Desde o outro lado do Atlântico viajaram também para Viseu mais quatro promessas, os defesas Kauã Vinícius e Bruno Ramos, dupla que se tem destacado nos sub-23, o médio Marquinho, que começou pelos sub-23 mas já chegou à equipa principal, e ainda o avançado Bruno Branco, a jogar nos sub-19. Quatro jogadores que chegaram ao nosso emblema provenientes do Barra FC.

O Académico de Viseu dá os parabéns a Arthur Chaves pela chegada à grande final, desejando-lhe as maiores felicidades ao serviço da sua seleção.

O jogo do título, este sábado, tem início às 23h00 de Portugal Continental, no Estádio Sausalito, em Viña Del Mar, no Chile.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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