Equipa Profissional 2023-08-24

À terceira, vai ser de vez

Vai ter de ser. A cabeça já não pensa em mais nada e o coração acelera a pulsação, à medida que o apito inicial se aproxima. A fome de vitórias vai-se adensando e os dois empates que ficaram para trás das costas, aumentaram a necessidade de mostrar, de uma vez por todas, que foram quatro os pontos perdidos, em vez de terem sido dois ganhos. É pelo menos este o sentimento com que partimos para a terceira jornada, o de que tudo o que podíamos controlar para vencer, foi feito. Mas faltou o golo. A superioridade ficou mais que espelhada em ambos os encontros, mas não foi traduzida em vitórias no final dos 90 minutos.

Por isso mesmo, reside nesta nação academista, o sentimento de que desta tem de ser, der por onde der. O Fontelo vai receber a segunda enchente preta e branca da época, criando as condições perfeitas para carregar a equipa, em busca do primeiro triunfo oficial da temporada.

A comunhão dos adeptos com os nossos rapazes em campo, mostrou mais uma vez, desta feita em Tondela, a sua vivacidade e a sua força. É caso para dizer que apoio nunca faltou, muito menos agora. E é com esse princípio que entramos em mais uma batalha de início de época, com a certeza de que o nosso Fontelo se irá vestir novamente de gala, para receber os nossos rapazes e impulsionar os mesmos rumo ao primeiro triunfo caseiro da época.

Pela frente surge um sempre desafiante CD Feirense. Os fogaceiros, conhecidos por construírem de época para época, equipas competentes e bastante determinadas, chegam ao Fontelo moralizados pela vitória conquistada na segunda ronda do campeonato. Após um arranque em falso (derrota por 3-1 em casa da UD Oliveirense), os azuis da Feira receberam a bateram o Penafiel por 2-0, antes da jornada na qual se deslocam a Viseu.

Se analisarmos a história, repleta de jogos entre os dois emblemas, os visitantes levam vantagem. Num total de 56 encontros, foram 11 as vitórias viseenses e 16 os empates registados. Na temporada passada, um empate no Marcolino de Castro e uma vitória academista no Fontelo, ditaram os confrontos entre viseenses e fogaceiros, que terminaram o campeonato separados por sete pontos (com vantagem beirã).

A partida entre o Académico de Viseu e o Feirense tem início marcado para as 11H do próximo sábado. O jogo da terceira jornada da Liga Portugal SABSEG terá arbitragem de Nuno Almeida, da Associação de Futebol do Algarve.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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