Equipa Profissional 2023-04-22

“Continuem a acreditar em nós”

O treinador principal da equipa de futebol sénior do Académico de Viseu, Pedro Bessa, fez no final desta manhã o rescaldo à partida frente à União Desportiva Oliveirense, em que os viriatos perderam por 1-4.

No final do jogo o técnico beirão evidenciou a boa entrada da equipa em campo, mas assumiu que a eficácia foi o fator que mais pesou no resultado final: “Entrámos muito bem no jogo com duas oportunidades claras de golo do Toro e do Clóvis, mas não as conseguimos concretizar. E a diferença foi que a Oliveirense criou as suas oportunidades em que, ao contrário de nós, fez golos. A zona de finalização foi claramente o fator diferenciador, mas também não fomos felizes na forma como defendemos”.

Pedro Bessa apontou falou igualmente os pontos mais fortes do adversário desta manhã, sem deixar de retratar a “mea culpa” do conjunto viseense: “Obviamente que esta derrota não se explica só pela nossa incapacidade na zona de finalização, mas também pelo facto de não termos conseguido parar uma Oliveirense que se apresentou muito bem, com um futebol ofensivo e positivo. Depois do 3-0 ainda alterámos algumas coisas, mas o adversário soube gerir o jogo. O quarto golo, que apareceu após as alterações que fizemos ao intervalo, desmonta qualquer estratégia e qualquer equipa. Não ganhámos porque não tivemos a competência para tal, mas agora iremos continuar a trabalhar porque ainda há cinco jogos para dignificar esta camisola e os vencer a todos”, concluiu o treinador do Académico de Viseu.

Numa palavra dirigida à massa adepta academistas, o técnico principal dos beirões apelou ao apoio aos seus jogadores, que irão iniciar já amanhã a preparação da próxima jornada. Pedro Bessa deixou ainda claro que toda a estrutura academista está convicta de que irá fazer de tudo para atingir os seus objetivos nos últimos cinco compromissos: ”Pedimos aos adeptos que continuem a apoiar o Académico, porque se o fizeram até aqui não vejo qualquer razão para deixarem de o fazer. Continuem a acreditar em nós, na semana passada não eramos os melhores tal como hoje não somos os piores. A partir de amanhã começamos já a pensar no próximo jogo frente ao Trofense. A confiança do plantel antes do jogo estava muito boa, sentimos um grupo muito tranquilo e focado no que querem fazer. Obviamente que neste momento estão tristes porque não era o resultado que queriam, mas é algo que não nos preocupa. Este é um grupo de fantásticos profissionais, que irão querer dar a volta a estes dois últimos resultados. Em cinco jogos tudo pode acontecer e eles fazem-nos acreditar”.  

Com esta derrota o Académico de Viseu mantém os meus 49 pontos com que entrou para esta jornada da Liga Portugal 2 Sabseg, segurando também a quarta posição da tabela classificativa. Na próxima ronda os viseenses deslocam-se até ao terreno do Trofense.

Partilhar:
Equipa Profissional

“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

Patrocinadores Principais