Equipa Profissional 2023-05-18

Objetivo único: Despedida de casa com uma vitória

Nada mais e nada menos que isto.

No próximo sábado, dia 20 de maio, o Académico de Viseu realiza o último jogo em casa na época 2022/2023. A receção ao Feirense dita o fim das partidas caseiras na presente temporada, que nos deixará grandes memórias dos emocionantes ambientes que vivemos este ano no nosso Fontelo. E é hora de fechar um dos melhores desempenhos anuais das últimas décadas com chave de ouro, o que quer dizer: com a conquista de mais três pontos.

Após cinco jogos sem vencer, os viriatos enfrentam um Feirense que se apresenta num ciclo idêntico, no qual não soma triunfos há quatro jornadas consecutivas. Com hipótese de assegurar, a uma jornada do fim do campeonato, o quarto lugar da classificação, o Académico de Viseu entra na 33ª jornada da segunda liga com 50 pontos e com a certeza de que os principais objetivos da temporada estão já cumpridos. Por outro lado, o Feirense soma a esta altura menos sete pontos que os viseenses, ocupando o oitavo posto da tabela, com 43.

No embate clássico entre estes dois históricos do futebol português, a vantagem é fogaceira. Ainda assim, os beirões saíram vitoriosos em 10 das 55 partidas que disputaram com a turma da Feira, tendo empatado por 16 vezes. A jogar em casa, o Académico de Viseu não vence o Feirense desde 2019, estando por esse motivo na altura de quebrar um enguiço com alguns anos.

Recordando o confronto que teve lugar na primeira volta do presente campeonato, academistas e fogaceiros empataram a uma bola no Marcolino de Castro, numa partida emocionante com várias oportunidades para ambos os lados. André Clóvis apontou, da marca dos onze metros, o único golo beirão dessa manhã de 15 de janeiro deste ano.

Está dado o mote perfeito para o derradeiro embate no Fontelo, onde os viriatos vão querer saudar os seus fiéis adeptos com uma última vitória no seu reduto, que os faça ultrapassar os resultados das rondas anteriores. Escusado será dizer que a jogar em nossa casa, a força da massa adepta que nos acompanhou até agora será essencial para o regresso aos pontos e às exibições de excelência. Contamos convosco, viseenses.

A partida que vai colocar frente a frente Académico de Viseu e Feirense está marcada para as 14H do próximo sábado, no Estádio Municipal do Fontelo. O juiz João Afonso, da Associação de Futebol de Bragança, vai chefiar a equipa de arbitragem que será composta pelos assistentes Diogo Pinto e Filipe Fernandes.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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