Equipa Profissional 2024-03-06

Voamos pelos três pontos

Em pleno Estádio da Madeira, no próximo sábado, às 15H, o Académico enfrentará o CD Nacional, num dos confrontos que preenchem o cartaz da jornada número 25 da Liga Portugal 2. Esta partida, marca a terceira viagem dos academistas às Regiões Autónomas nesta temporada, e traz consigo o peso das experiências anteriores.

A primeira incursão, com destino aos Açores, resultou numa derrota contra o CD  Santa Clara, seguida por um empate madeirense nos Barreiros, reduto do CS Marítimo. Apesar da vitória ter escapado, o Académico demonstrou resiliência e competitividade em ambos os jogos, deixando uma marca positiva mesmo perante adversários difíceis. Por estas razões, está na altura de fechar o ciclo atlântico com chave douro, vencendo na “Choupana”.

No confronto com o Nacional, espera-se novo desafio de alto nível. O palco está pronto para receber o embate entre duas realidades distantes, geograficamente. De um lado, o Académico de Viseu, representante do interior do país, onde a paixão pelo futebol é tão intensa quanto as paisagens que adornam as terras serranas. Do outro, o Nacional traz consigo o encanto da Ilha da Madeira, onde as suas majestosas montanhas se confundem com o azul profundo do oceano Atlântico, que serve de pano de fundo. Os insulares são, a par dos Viriatos, reconhecidos como uma das equipas mais fortes deste campeonato, aspeto crucial que dá contornos de jogo grande ao embate deste sábado. E a última exibição do Académico, contra o líder da prova, mostrou um desempenho promissor, alimentado pela esperança semanal dos academistas, em regressarem aos triunfos.

Olhando a fundo para o histórico entre os dois conjuntos, esta não é uma reedição de grandes memórias para os viseenses. Desde 1983, ano em que se encontraram pela primeira vez, o Académico apenas venceu o Nacional por duas vezes: em 1992, na antiga segunda divisão, Alain marcou no Fontelo aos quatro minutos de jogo, dando a vitória à turma de Carlos Alhinho pela margem mínima; já em 2022, com a corda ao pescoço, a equipa treinada, à data, por Pedro Ribeiro, venceu por 1-2 na “Choupana” com dois tentos de Famana Quizera, garantindo a manutenção na penúltima jornada do campeonato.

Está lançado o repto à história, que esta equipa transporta no avião com destino à Madeira. A vontade de desafiar as modernas odds estatísticas, que oferecem a vitória mais provável aos da casa, corre-nos no sangue. O desejo de vitória, de pontos e de bom futebol, é o objetivo que perseguimos desde sempre, principalmente agora. Voamos, única e exclusivamente, pelos três pontos.

Os adeptos academistas estão unidos no apoio à equipa, confiantes de que os jogadores darão o seu melhor em campo. Esta partida não é apenas mais um jogo, mas sim um desafio que exige concentração, dedicação e trabalho. Estamos prontos para enfrentá-lo, com a determinação e espírito de luta que nos caracterizam, na busca pelos tão desejados pontos que os aproximam dos nossos objetivos na Liga Portugal 2.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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