Equipa Profissional 2023-03-31

Deslocação a Matosinhos, na procura dos três pontos

O próximo domingo, dia dois de abril, marca a 22ª visita da história do Académico de Viseu ao Estádio do Mar, onde apenas perdeu por três vezes nas últimas três décadas, para defrontar outro dos mais antigos clubes do futebol português, o Leixões SC.

Analisando o histórico de confrontos, são precisamente 40 os jogos em que os dois emblemas se encontraram, com desvantagem para os viriatos, que somam 11 vitórias, 13 empates e 16 derrotas.

Na presente temporada, 13 pontos separam, a esta altura, Académico de Viseu (que entra na jornada 26 no quarto lugar, com 42 pontos, a apenas três do lugar de Play-Off de subida) e Leixões (equipa que segue na 13ª posição, com 29 pontos, mais seis que os lugares de descida de divisão). Os leixonenses não vencem para o campeonato há quatro jornadas, sendo que o seu último triunfo em casa, foi no final do passado mês de janeiro, onde bateram o Penafiel por 2-1. Os comandados de Tiago Martins chegam a esta partida, após uma derrota pesada em casa do FC Porto B, por 4-0. Já os homens que viajarão desde Viseu, têm apenas uma derrota nas últimas seis partidas, e regressaram às vitórias no último jogo em casa, levando de vencida o Sporting Clube da Covilhã, pela margem mínima de 1-0.

Prevê-se um encontro difícil, num campo difícil, onde tipicamente as adversidades são consideráveis, não só pela qualidade do adversário, como também pelo ambiente entusiasta pelo qual é conhecido o público leixonense. Ainda assim, os academistas partem para a 26ª jornada da Liga Portugal 2 SABSEG, à procura de somar a segunda vitória consecutiva, prolongando o bom momento com que terminaram o ciclo de jogos oficiais, antes da pausa para os compromissos das seleções. Jorge Costa, o timoneiro viseense, aproveitou a interrupção de duas semanas, para recuperar os índices físicos dos jogadores e tem, à sua disposição, um plantel capaz de dar uma boa resposta em Matosinhos.

A partida entre Académico de Viseu e Leixões, tem início marcado para as 11H da manhã do próximo domingo, no Estádio do Mar. O encontro vai contar com arbitragem principal de Pedro Ramalho. O árbitro da Associação de Futebol de Évora, vai dirigir um jogo do Académico de Viseu pela terceira vez esta temporada, após ter estado presente no empate a uma bola no Seixal, e na vitória por 2-0 frente ao Mafra.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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