Equipa Profissional 2023-05-15

Derrota no Olival impede carimbo viriato no quarto lugar

O Académico de Viseu saiu derrotado da deslocação a Vila Nova de Gaia, onde perdeu por 3-1 em casa do FC Porto B.

Em jogo a contar para a jornada 32 da Liga Portugal 2 SabSeg, os beirões viajaram até ao Centro de Treinos do Olival, após uma ronda em que tinham regressado aos pontos no campeonato, frente ao Penafiel. Em caso de vitória, os viseenses asseguravam desde já o quarto lugar na tabela, decisão essa que ficará para a próxima jornada.

Pela frente a turma academista encontrou um FC Porto B que fez, talvez, das suas melhores exibições esta temporada, principalmente na primeira metade do encontro. Aos oito minutos, numa cobrança de um livre lateral na projeção da grande área do Académico, Abraham Marcus cabeceou para dentro da baliza de Domen Grill. Apenas cinco minutos volvidos, foi altura de Wendel Silva faturar de pé esquerdo, com um remate que não deu de novo hipóteses ao guardião esloveno.

Desnorteados com dois golos “secos” dos dragões, os viseenses reagiram e conseguiram reduzir distâncias ainda no primeiro tempo. Gautier Ott bateu um pontapé de canto direto e chegado ao primeiro poste, que surpreendeu tudo e todos, inclusivamente o guarda-redes portista, Francisco Meixedo, que apesar de estar bem colocado não impediu o 2-1 para o Académico de Viseu.

Motivados por este golo ainda antes do intervalo, os jogadores academistas terminaram a primeira e iniciaram a segunda parte com um novo rosto e uma nova postura dentro de campo, convictos de que seria possível virar o resultado. Com um jogo cada vez mais partido nos segundos 45 minutos, percebia-se que a próxima equipa a marcar iria sorrir no final do jogo, dado que um golo beirão lançava o Académico para a reviravolta, mas por outro lado um golo portista fechava as contas do resultado.

Justo será dizer que ambas as equipas tiveram diversas ocasiões para alcançar o referido tento, mas a falta de eficácia e o desperdício de boas jogadas de perigo ditaram o 2-1 com que a partida chegou aos 88 minutos. A apenas dois dos noventa, Gonçalo Borges resolveu uma partida bem atada com um lance individual dentro da grande área beirã, fazendo o 3-1 que, como se previa, fechou o encontro.

Com este resultado, o Académico de Viseu mantém os 50 pontos com que iniciou esta jornada, podendo carimbar já no próximo fim de semana um honroso quarto lugar na tabela classificativa desta edição da Liga Portugal 2 SabSeg.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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