Equipa Profissional 2023-12-01

“Foi seguramente a melhor exibição desde que cheguei”

O Académico de Viseu recebeu e venceu a equipa do CF “Os Belenenses”. À décima-segunda jornada da Liga Portugal 2, os viriatos somaram novo triunfo no Fontelo, derrotando os azuis do Restelo por 3-1.

Na conferência de imprensa de desfecho à segunda vitória seguida em casa, o técnico academista, Jorge Simão, abordou uma boa exibição, que pecou apenas pelo tento consentido já perto do fim: “Um ciclo positivo de vitórias começa sempre com uma, e nós precisávamos da primeira. Já tínhamos tido uma, quebrada pela derrota do último jogo, e precisávamos de voltar outra vez às vitórias. Foi uma boa exibição, uma boa performance e um bom resultado pincelados por algum brilhantismo em jogadas bem construídas. Lamento apenas o golo sofrido nos últimos minutos, porque poderia e deveria ter sido evitado. Deixo publicamente uma palavra de apreço para os jogadores, porque é uma vitória deles”.

O treinador principal dos Viriatos não tem dúvidas de que este, foi o melhor jogo desde que chegou a Viseu, declarando o mérito do resultado para os jogadores: “Foi seguramente a melhor exibição desde que cheguei. Na fase do jogo em que estávamos, o adversário quase não conseguia chegar sequer perto da nossa baliza. Era pouco expectável que houvesse um golo, menos expectável seria um golo adversário. Quando digo que a vitória é dos jogadores, não é porque fico bem na fotografia, mas sim porque é verdade. Se são eles que jogam, por muito que eu pense no jogo, o que conta é o que eles fazem com sucesso”.  

Em resposta aos jornalistas, Jorge Simão afirmou ainda a seriedade e rigor com que os jogadores pisaram o relvado, lançando as bases para o próximo compromisso no campeonato: “Fomos muito rigorosos, mesmo com um jogo já com 3-0 e contra uma equipa com 10 jogadores. Se excluirmos do filme do jogo o lance do golo sofrido, fomos muito rigorosos no decurso do tempo. Fico satisfeito porque hoje vi uma equipa consistente nos comportamentos, e consistente ao longo do tempo. Temos de conseguir fazê-lo no próximo jogo também”.

Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 14 pontos. Ao fim de doze jornadas no campeonato, o emblema viseense sobe ao décimo segundo lugar da tabela classificativa, com mais um jogo.

Partilhar:
Equipa Profissional

“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

Patrocinadores Principais