Equipa Profissional 2023-11-13

Juntaram-se as tropas e venceu-se a batalha

Esta já ninguém nos tira. Tão bem que soube, tão merecida e justa que foi. Os nossos Viriatos bateram, no final de tarde de ontem a equipa B do SL Benfica, colocando termo a uma série de jogos sem vencer no campeonato. O triunfo por 1-0, o primeiro de Jorge Simão no comando técnico beirão, consolidou o trabalho de uma equipa e de um conjunto de jogadores, que de tudo vinham a fazer para conquistar pontos. Hoje, com o espírito de sacrifício, união, garra e querer esta vitória é, definitivamente, deles.

Com uma entrada forte no encontro, ao estilo do que tem vindo a acontecer desde a chegada de Jorge Simão, o Académico de Viseu colocou-se em vantagem aos seis minutos da primeira parte. O tão merecido golo, que há tanto se ansiava ver, chegou atrasado ao Fontelo, pediu desculpas, mas ofereceu-nos uma preciosa vitória como moeda de troca. Escusado será dizer que todo o academista aceitou as desculpas, e perdoou a hora tardia a que apareceu.

Vamos então pintar o quadro do tento vitorioso do nosso goleador, André Clóvis. Chris Nduwarugira bombeou o esférico para a desmarcação na esquerda de Daniel Labila. No entanto a defensiva benfiquista cortou a bola de cabeça, tendo a mesma sido recuperada em terreno ofensivo pelo ponta de lança brasileiro, que deu início à jogada que lhe daria o primeiro golo no campeonato. Tabelando curtinho no número sete, Yuri Araújo, André Clóvis recebeu à entrada da área, curvando o corpo que levaria a bola ao canto inferior esquerdo do guardião adversário. Porém, os “Deuses do Futebol” tinham outras ideias em mente, e fizeram com que o remate ainda ressaltasse no corpo do capitão encarnado, traindo Kokubo e abrindo o marcador no Fontelo. Perante as bancadas que ajudavam o speaker a gritar seu o nome, toda a equipa viseense se abraçou em torno do avançado canarinho, que abriu finalmente o frasco de ketchup. Estava feito o 1-0.

Cerca de 10 minutos volvidos, apanhando a defesa do Benfica B em contrapé (depois de uma recuperação de Labila), foi por muito pouco que os viriatos não fizeram o segundo. Costuma dizer-se que os jovens se entendem uns aos outros de forma perfeita, e pela conversa que “ouvimos” nesta jogada, teremos de dar razão a essa ideia. Juvenilmente, o extremo de 20 anos cruzou da esquerda para o médio Famana Quizera, de 21, que apareceu no centro da pequena área, rematando de primeira uma bola de golo. Estirou-se o guarda-redes Kokubo, que fez uma das defesas da tarde/noite para evitar o 2-0. Não ficariam por aqui as oportunidades eminentes do lado academista, visto que quatro minutos depois (aos 20) Famana Quizera teve de novo o golo nos pés. O remate foi intercetado por um corte flagrante de Adrian Bajrami, que repetiu o feito aos 23 minutos, mas perante um potente chuto de Samba Koné.

Numa segunda parte onde o Benfica B não conseguiu agitar, verdadeiramente, o decurso de jogo, tendo ainda assim criado oportunidades nas quais poderia ter faturado, o Académico entregou as despesas do encontro e organizou-se defensivamente, procurando atacar nas transições. Dignas de registo, destacam-se duas oportunidades perigosas das jovens águias: aos 53 minutos, Pedro Santos fez abanar o poste direito de Grill, que estava já batido; aos 58, Gilson Benchimol rematou acrobaticamente dentro da área viseense, para uma defesa segura do guardião esloveno.

O jogo terminaria com algum sofrimento nos corações dos academistas, ansiosos por uma vitória. Em tempos de dificuldade, todas as montanhas parecem mais difíceis de escalar.

De forma poética, entramos em mais uma pausa FIFA com a moral mais elevada, mais cientes das nossas capacidades e com a certeza cada vez maior, de que também a nós a sorte nos pode sorrir. Ainda falta muito.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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