Equipa Profissional 2023-08-31

Antes de uma pausa, recomendam-se os três pontos

“Se pausar, não se esqueça dos três pontos”. Esta será a melhor adaptação possível, aos clássicos avisos de segurança rodoviária. E calha mesmo bem, visto que esta equipa segue o seu caminho, em velocidade de cruzeiro, mesmo antes da interrupção para os compromissos internacionais.

O triunfo da última semana, veio trazer a este grupo de trabalho a única coisa que lhe faltava nesta temporada: uma vitória. Tudo o resto já tinha sido feito, já tínhamos provado em campo que os empates não eram o reflexo do futebol produzido. Além disso, o fecho do mercado de transferências veranista traz calma, tranquilidade e sossego as todos os envolvidos. Contamos com quem necessitávamos, confiantes de que este é o conjunto certo, para levar a cabo a procura dos objetivos traçados. A solidez, qualidade e talento desta equipa, são as melhores garantias de que o caminho é este.

No histórico de confrontos, o FC Penafiel leva vantagem. Em 43 jogos entre as duas equipas, contabilizam-se 16 vitórias academistas e seis empates, num total de 37 golos marcados e 54 sofridos. Na última temporada, os viseenses foram vencer à cidade nortenha por 1-2, ainda em dezembro, tendo empatado a zero bolas no Fontelo, já na derradeira fase da anterior edição.

Ainda numa etapa muito embrionária da competição oficial, defrontam-se no Municipal 25 de abril, o 14º e o quinto classificados da Liga Portugal SABSEG. Os homens da casa iniciaram bem o campeonato, com uma vitória caseira e convincente sobre o Leixões SC, por 3-0. No entanto, nas duas rondas seguintes, onde cumpriu uma dupla jornada como visitante, a equipa penafidelense foi derrotada em casa dos dois conjuntos da AF de Aveiro (2-0 contra o CD Feirense e 3-1 em casa da líder, UD Oliveirense). De regresso a Penafiel, a turma a cargo do treinador Hélder Cristóvão, quererá decerto regressar aos bons resultados, principalmente frente às suas gentes.

E esta vontade com que o adversário parte para o próximo jogo, será um dos principais pontos de atenção e cuidado, com o qual o Académico de Viseu ter-se-á de preocupar. Do seu lado, os viriatos entraram na competição com dois empates, frente ao Länk FCV (1-1) e ao CD Tondela (2-2). Na última jornada, após dois jogos em que merecia muito mais, a equipa beirã dominou e venceu o CD Feirense por 2-0, naquele que também foi o primeiro jogo oficial da temporada sem golos sofridos.

Perante este cenário e, perspetivando a pausa que se avizinha, é imperial terminar a primeira “volta à pista” com o pé direito. Será, dessa forma, muito mais fácil dar espaço a que no “pit stop” das próximas duas semanas, sejam feitas as afinações necessárias na engrenagem academista, para que no regresso ao “asfalto”, tudo corra sobre rodas. Porque queremos ser, definitivamente, os primeiros a receber a bandeira axadrezada.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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