Equipa Profissional 2023-12-16

Deserto de oportunidades no último jogo do ano em casa

No arranque da jornada 14 da Liga Portugal 2, Académico de Viseu e Torreense empataram no Fontelo, numa partida que não foi de todo pródiga em oportunidades.

O desfecho com um nulo no resultado, reflete de maneira precisa o que se desenrolou esta manhã, num confronto marcado por poucas oportunidades, no qual ambos os guardiões serviram mais de espectadores que de intervenientes.

Nos primeiros 45 minutos, a escassez geral de aproximações às balizas, foi reflexo de um ritmo bastante reduzido, com inúmeras perdas de bola de parte a parte, nas quais a redondinha acabou por ser excessivamente “mastigada” a meio-campo. O equilíbrio dominou as hostes do encontro, que ainda assim chegou para Pipe Gómez ameaçar por duas vezes a baliza de Domen Gril. A grande oportunidade viseense, chegou aos 26 minutos, quando Daniel Labila apareceu à entrada da pequena área (assistido por Gautier), onde por pouco não fez o primeiro. O defesa Joãozinho “tirou o pão da boca” do avançado academista, desviando para canto.

Já na etapa complementar, o regresso dos balneários trouxe algumas melhorias, no que às transições defensivas diz respeito. Académico e Torrense tentaram focar-se mais no contra-ataque, no entanto as duas linhas mais recuadas trataram de todos os lances que procuravam chegar perto das balizas.  trouxe algum vigor à partida, com ambas as equipes demonstrando alguma vontade de marcar.

O marcador do Fontelo acabaria por não mexer pela primeira vez na presente temporada, assinalando o terceiro jogo seguido sem perder para a turma beirã. Aos mais de 1600 adeptos presentes nas bancadas, agradecemos por tornarem o nosso Académico de Viseu em algo tão especial. Que este Natal traga a todos nós muita alegria. Agradecemos-te por todo o apoio que sempre nos continuam a dar incessantemente. Feliz Natal e viv’ó Académico.

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Dieser Sieg war für dich, Messeguem

No cenário de um jogo travado e sem grandes deslumbramentos, o Académico de Viseu construiu a sua vitória em terras mafrenses com precisão e paciência, aproveitando as escassas oportunidades e impondo-se com determinação. O jogo iniciou-se com um equilíbrio de forças no meio-campo e uma luta intensa por espaços. Os viseenses, meticulosos, surgiram perigosos pela primeira vez aos oito minutos, quando Nikos Michelis, após um desvio de cabeça de Sori Mané, teve uma chance clara, mas acabou por rematar ao lado, perdendo a possibilidade de um início avassalador. Com domínio estratégico, o Académico voltou a tentar a sorte aos 25 minutos, quando Soufiane Messeguem desviou um cruzamento e testou o guarda-redes adversário, Martin Fraisl. A partida prosseguia morna, com poucas incursões, mas o Académico foi paciente e aguardou a sua oportunidade com confiança. Aos 45+10 minutos, um lance inesperado rompeu o marasmo. Clóvis cruzou despretensiosamente, mas Fabinho, ao tentar cortar, desviou de forma caricata para a sua própria baliza, abrindo o marcador e abençoando o Académico com um golo inusitado que parecia improvável naquela primeira metade. Na segunda parte, os inatos Viriatos entraram com a mesma serenidade, mas foi no banco que o técnico viseense encontrou a chave para “fechar o jogo”. Aos 65 minutos, Marquinho irrompeu da linha lateral e logo mostrou ao que vinha. Aos 83 minutos, após um passe rasgado de Nils Mortimer, o médio brasileiro entrou na área sem pedir licença e, de pé esquerdo, finalizou com frieza, ampliando a vantagem e selando o destino do jogo. Apesar da pressão tardia do Mafra e algumas ameaças de Bryan Passi e Miguel Falé, a defesa viseense manteve-se sólida, com Domen Gril a assegurar a tranquilidade na baliza até ao apito final. O Académico mostrou-se eficaz, tático e resiliente, conquistando um valioso triunfo, ao qual adicionou uma excelente exibição. No final de uma partida dura, o Académico saiu de Mafra com um triunfo importante, mas com a celebração incompleta. Soufiane Messeguem, nome de a quem foi dedicada esta vitória, viu o jogo interrompido ao precisar de assistência urgente após um choque violento de cabeças. A força e resiliência com que jogou representam o espírito que guiou a equipa até o último apito. “Esta vitória”, tal como o título em alemão declara, “foi para ti, Messeguem” – um brinde à tua rápida recuperação.

2024-11-10

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