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O escorregão do azar

Sob o luar frio desta segunda-feira de batalha, o Académico de Viseu avançou sobre o Liz com a bravura de quem conhece o peso dos seus sonhos. Nas bancadas, os fiéis academistas desafiaram o tempo e a distância, apoiando os bravos Viriatos com o seu amor único a um escudo que lhes acelera o coração. O jogo desenhou-se como um duelo de vontades. O Académico, destemido, soube conter o ímpeto inicial do adversário, erguendo muralhas de organização e paciência. Com meia hora no cronómetro, o tempo corria em lume brando, como quem aguarda pelo ponto de ebulição. Foi num lampejo de astúcia e precisão que os viseenses fizeram estremecer o Municipal de Leiria. Aos 34 minutos, num contra-ataque veloz, Paulinho desferiu um tiro que obrigou Kieszek a uma defesa apertada. Mas o destino já sorria a essa altura a Samba Koné, que, na recarga, carimbou o golo que parecia traduzir a tímida superioridade academista. Na relva, a bola beijava as redes, enquanto nas bancadas os academistas erguiam os braços, abraçando a esperança. O Académico soube vestir-se de resistência, confortando-se na sua solidez. Porém, o futebol tem caprichos e, quando menos se espera, subtrai certezas. Já na reta final do encontro, quando o minuto 80 era Rei, um deslize cruel de Bruno Brígido ofereceu a Ryan Guilherme o caminho para a igualdade. Um remate forte, uma sentença dura. O guardião, que tanta calma e experiência nos veio acrescentar, caiu na armadilha do infortúnio. Mas a noite não se despedia sem deixar um último fôlego de verdade. Com a mesma coragem que os trouxe até ali, os homens de Viseu lutaram até ao apito final, recusando-se a sucumbir à injustiça de um jogo que lhes devia mais. Os adeptos, que nunca deixaram de acreditar, saíram de Leiria conscientes de que esta equipa não se verga. Porque o Académico não é apenas um símbolo, é a persistência de um sonho que nenhum escorregão pode apagar. Domingo vislumbra-se nova batalha. Vamos em frente.

2025-02-18

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“A nossa ambição faz-nos dizer que hoje, perdemos dois pontos”

O Académico de Viseu saiu com um empate a uma bola da deslocação ao terreno da UD Leiria. Na partida de encerramento da 22ª jornada do campeonato, o golo dos Viriatos foi apontado na primeira parte por Samba Koné.   Na conferência de rescaldo ao encontro com os unionistas, o treinador academista Sérgio Vieira começou por agradecer aos academistas presentes em Leiria: “Em primeiro lugar, quero agradecer aos nossos adeptos que, a uma segunda-feira, tiveram aqui presentes. Ajudaram-nos, aplaudiram-nos no fim, deram-nos energia e cobraram-nos como é normal, mas de uma forma positiva para que no próximo jogo estejamos ainda mais determinados e mais fortes”. O técnico dos Beirões reforçou ainda os dois pontos perdidos nesta partida, onde um detalhe fez toda a diferença: “Quanto ao jogo, nós estávamos muito bem, sem permitir praticamente nada à UD Leiria. Tentámos fazer um jogo completo, mas poderíamos ter tido momentos de maior posse. Isso não é um processo fácil porque, inconscientemente, os jogadores agarram os três pontos. Mesmo em vantagem, temos de conseguir ter o controlo do jogo. De resto, o nosso golo foi uma jogada muito bem construída, tivemos todo o mérito. Tivemos situações de perigo, muito organizados defensivamente. Infelizmente, aconteceu a escorregadela do Bruno Brígido, que é um excelente reforço pela maturidade que tem. O que falhou foi um pequeno detalhe. Em situação normal, conquistávamos os três pontos aqui. É nesta linha que temos de continuar, e jogo após jogo melhorar o volume ofensivo e os golos. Isto não acontece de um momento para o outro, temos de reforçar a nossa confiança. A nossa ambição faz-nos dizer que hoje, perdemos dois pontos. Temos de refletir sobre as melhores coisas que aconteceram hoje”. Questionado sobe se o resultado desta noite poderá ter impacto nos desafios que se avizinham, o técnico Sérgio Vieira foi bem claro: “Não impacta em nada, nem no próximo jogo nem nas nossas ambições no campeonato. Todos nós gostaríamos de estar mais próximos e envolvidos nos primeiros lugares. Estamos a uma ou duas vitórias consecutivas dessas posições, estamos a construir bases que nos permitam alcançar essa sequência. Temos agora dois jogos importantes em casa, vamos olhar para o próximo com muito respeito. Só jogo a jogo é que podemos crescer”. Com este resultado o Académico de Viseu soma agora 31 pontos na tabela classificativa da Liga Portugal 2. Na próxima semana, os viseenses regressam ao Fontelo, para jogar o Dérbi da Beira. A receção ao CD Tondela está marcada para as 15H30 do próximo domingo.

2025-02-16

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“Temos de ter a ambição de conquistar vitórias fora, e ela existe aqui no nosso dia-a-dia”

O mister Sérgio Vieira deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa, que serviu de antevisão à partida da 22ª jornada da Liga Portugal 2, frente à UD Leiria. Face às questões dos órgãos de comunicação social, o técnico academista falou da ambição de conquistar os três pontos, para manter viva a posição nos lugares mais altos do campeonato: “Vai ser um jogo difícil, contra que, coletiva e individualmente, tem valor e qualidade. Acima de tudo, temos de olhar para nós, nesta segunda liga não há equipas claramente destacadas ou extremamente fortes. Existe um campeonato muito equilibrado, e a União de Leiria é uma equipa difícil a jogar em casa. Temos toda a ambição de dar esta alegria aos nossos adeptos, jogadores e a toda a estrutura que trabalha diariamente connosco. Precisamos disto para mantermo-nos vivos nesta luta pelos lugares cimeiros da tabela”. Sérgio Vieira abordou ainda o jogo anterior, diante do FC Alverca, trazendo a exibição para o jogo desta segunda-feira: “A semana de trabalho correu muito bem e de uma forma muito positiva. Os nossos jogadores agarraram a primeira parte que nós tivemos contra o Alverca, que foi extremamente positiva. Depois de refletir sobre o jogo, se tivéssemos igualdade numérica até ao final da partida, muito provavelmente poderíamos ter conquistado os três pontos, e com todo o mérito. Com o mérito da organização, do desempenho coletivo, individual e da confiança. Com espírito de entreajuda, o apoio dos nossos adeptos, as saídas em transição e as situações onde podíamos ter feito o golo da vitória. Agarrámos as coisas positivas que aconteceram nesse jogo, foi demonstrado o caminho que temos de percorrer em Leiria e nas próximas jornadas”. O treinador dos Viriatos apontou também o que ainda há a melhorar, numa equipa que deve e pode sonhar com voos mais altos: “Ainda nos falta alguma consistência do desempenho coletivo e individual, e falta a performance estabilizar-se nos processos que evitem erros. Temos de transportar isso também para os jogos fora, independentemente de onde formos jogar. Temos de evitar cometer erros, manter-nos focados e agarrados às regras.  Quanto mais eles se agarrarem a essas regras, mais acredito que possamos estar próximos de estabilizar o desempenho. Acredito que, mais jornada menos jornada, vamos conseguir conquistar pontos fora. Mais do que conquistar pontos, queremos depois manter essa performance e essas conquistas fora de casa. Quem quer realmente andar nos lugares cimeiros e lutar pela subida, tem de ter essa ambição de conquistar vitórias fora, e ela existe aqui no nosso dia-a-dia. Por isso, temos de continuar a insistir nos processos que nos darão essa possibilidade”. O Académico de Viseu joga esta segunda-feira em Leiria. Os Viriatos visitam o terreno da União a partir das 18H, em jogo com arbitragem de Sérgio Guelho, da Associação de Futebol da Guarda e vídeo-arbitragem de Bruno Vieira, da Associação de Futebol de Lisboa.

2025-02-16

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Contem connosco

Na fria tarde viseense, sob o manto de um Fontelo vibrante, ergueu-se um Académico de ambição afiada, de alma incandescente. Entrou no relvado como quem escreve um poema em cada passe, em cada finta, em cada olhar faminto por glória. Desde o primeiro toque, sentia-se nas bancadas que a equipa se afirmava senhora do seu destino, ditando o ritmo, impondo a sua lei contra um adversário direto, que cedo sentiu o peso de enfrentar-nos embalados pelo fervor dos academistas. Tomámos a dianteira com a naturalidade de quem comanda, com a fome de quem sabe o que quer. No coração da grande área, aos 10 minutos, Nikos Michelis surgiu como um raio, uma silhueta voraz na penumbra da defesa adversária. A bola sobrevoou o perigo, ficou presa no ressalto e, no meio do caos, o sorriso foi grego. O Alverca tentava responder, mas era um grito sem eco, abafado pela muralha viseense. Não recuávamos, empurrávamos, construíamos e insistíamos. E se a sorte sorri aos audazes, o Académico foi, mais uma vez, o rosto do contrário. Aos 19, Brenner Lucas apareceu dentro da grande-área e, no sítio onde ninguém previa que chegasse, enviou a bola direita para o empate. Com a frieza dos predestinados, o capitão André Almeida não se fez rogado. O Académico pressionava, deixava o Alverca retido na inferioridade e, com recurso a um canto à esquerda, o homem número quatro chegou mais cedo, cabeceou com precisão e fez explodir o Fontelo em êxtase. Era a justiça, a materialização de uma superioridade inequívoca. Mas o futebol, caprichoso, tece histórias de reviravoltas impiedosas. A tarde que era aquecida pelo calor vestido de negro, conheceu o seu primeiro véu de sombra quando Diogo Almeida, num desabafo de ímpeto, viu a sua caminhada interrompida pela cor rubra do cartão. Reduzido a dez, o Académico viu-se forçado a reinventar-se, a dobrar-se sem quebrar, a resistir sem abdicar do seu espírito combativo. O Alverca, sentindo a vantagem numérica, lançou-se sobre o campo como uma tempestade desgovernada, procurando diluir a muralha de preto e branco na segunda parte. E foi num daqueles instantes em que o destino se impõe, em que um detalhe altera o enredo, que Eduardo Ageu encontrou espaço para o improvável. Recolheu uma bola perdida na grande-área, armou o remate e desferiu um golpe cruel, de precisão milimétrica. A bola encontrou o ângulo que era preciso, traçando um empate que se tornava injusto para a bravura academista. Nos minutos finais, o coração do Fontelo pulsava num descompasso entre o receio e a esperança. O Alverca, sedento pelo golpe final, investia sem clemência. O Académico ferido, mas indomável, reerguia-se a cada investida, com os seus homens a defenderem não apenas um resultado, mas um símbolo, uma identidade, uma nação unida pela paixão. Marinelli e Messeguem ainda fizeram tremer as bancadas com remates audaciosos, mas o destino decidiu que este domingo seria de resistência, não de glória total. O apito final soou como um grito coletivo, um suspiro entre o alívio e a frustração. Dois pontos escaparam, mas uma verdade inegável emergiu entre as sombras de cinza: este não é apenas um grupo de jogadores, é uma equipa, uma nação academista mais forte e mais unida do que nunca. No Fontelo, onde se semeiam sonhos e se colhem lutas, ficou a certeza de que a história continua, e que a cada batalha, o Académico de Viseu se firma mais como uma equipa de alma imortal. Vai dar certo.

2025-02-09

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“O caminho é este, com o apoio dos nossos adeptos sentimos uma energia muito grande”

A equipa profissional do Académico de Viseu empatou em casa, frente ao FC Alverca. Na receção aos alverquenses, os Viriatos empataram a dois golos, conquistando novo ponto na tabela classificativa. Na conferência de rescaldo ao encontro, o técnico academista Sérgio Vieira afirmou que a exibição demonstrou o bom caminho que a equipa está a fazer, admitindo que foi nos pormenores que escaparam dois pontos: “Nós entrámos bem no jogo, a querer cumprir, taticamente, com aquilo que definimos. Podíamos até ter chegado ao 3-1 antes de sofrer a expulsão. Infelizmente, foi um lance que mexeu connosco nesta etapa, talvez daqui umas semanas ou daqui a um mês já estejamos preparados para continuar a ser perigosos e agressivos. O subconsciente dos jogadores acaba por ser condicionado com esse aspeto da inferioridade numérica, mas levamos muitas coisas: levamos a confiança para jogar, a confiança do trabalho que tem sido feito nas bolas paradas e o rigor defensivo. Infelizmente, sofremos aquele segundo golo com menos um jogador num “pormenorzinho”, porque senão tínhamos aguentado a vantagem e conquistado os três pontos. O caminho é este, com o apoio dos nossos adeptos sentimos uma energia muito grande. A nossa claque recebeu-nos, esteve connosco durante a semana e, agora, temos de acreditar até ao fim que vamos conseguir encurtar e ultrapassar os nossos adversários”. O treinador principal do Académico de Viseu lançou já a próxima partida, adiantando que a confiança e segurança dos jogadores serão fatores determinantes: “Contra a União temos de manter esta confiança. Hoje mostrámos que a ansiedade, o stress e a pressão não mexeram connosco. Vimos diferentes ações muito boas da nossa equipa, que demonstram que não temos receio de jogar. Estamos a lutar e a caminhar para sermos uma equipa cada vez mais perfeita, sabendo que isso é difícil de alcançar. O jogo tem dando muita confiança aos nossos jogadores, eles precisam disso. Enquanto estivemos em igualdade numérica, fomos excelentes”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 30 pontos na Liga Portugal 2. Na próxima jornada, a equipa Beirã desloca-se ao terreno da UD Leiria. O encontro da ronda 22 está marcado para segunda-feira, dia 17 de fevereiro, às 18H, no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa.

2025-02-09

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"Temos de ser resilientes porque acreditamos que podemos encaixar uma sequência positiva de resultados"

O Mister Sérgio Vieira deu, no final desta manhã, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida da jornada 21ª jornada da Liga Portugal 2, frente ao FC Alverca.  Face às questões dos órgãos de comunicação social, o treinador da equipa profissional do Académico de Viseu reforçou a boa atitude da equipa na última partida, demonstrando a importância de não voltar a cometer alguns erros: “Em relação ao último jogo, obviamente não era o resultado que queríamos. Tivemos uma atitude de muita ambição desde o apito inicial. Cometemos erros que se pagaram de forma muito dura para nós. No plano tático, ainda não estamos totalmente sincronizados nem a tomar, a 100%, as melhores decisões. No entanto, a atitude foi excelente e temos de a manter. Amanhã, temos de respeitar muito o Alverca, que é uma equipa que nada tem a ver com o que foi no início do campeonato. Nas segundas voltas, as equipas são muito mais difíceis e é muito mais complicado ganhar jogos. Queremos ser muito competitivos, intensos e não dar espaços para o adversário criar oportunidades nem para se sentir à vontade. Também não podemos cometer erros que nos custem os pontos, o passo seguinte é mantermos essa competitividade, mas evitar os erros que acontecem ao longo do jogo. Isto tudo para que, no fim, os três pontos sejam para nós. Logo nos primeiros segundos de jogo, temos de mostrar ao que viemos". Sérgio Vieira falou alertou ainda para a dificuldade das segundas voltas, assumindo o querer que os Viriatos têm dentro do grupo de trabalho: “Para amanhã, queremos levar as coisas boas que temos feito. Todos os jogos vão ser muito difíceis, por vezes as partidas com as equipas do cimo da tabela até são os melhores para ganhar. Os jogos mais difíceis podem ser, muitas vezes, aqueles com as equipas da segunda metade da classificação. Por isso mesmo, temos de ir jogo a jogo, treino a treino e é isso que estou a sentir no nosso grupo. Os nossos jogadores querem muito, o grupo está a evoluir como um todo. Temos de ser resilientes e determinados porque acreditamos que, em algum momento, podemos encaixar uma sequência positiva de resultados”.  O Académico de Viseu joga este domingo no Estádio do Fontelo. Os Viriatos recebem o FCV Alverca a partir das 14H, em jogo com arbitragem de Pedro Fonseca, da Associação de Futebol de Santarém e vídeo-arbitragem de David Rafael Silva, da Associação de Futebol do Porto.

2025-02-08

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Honrar a luta

A tarde vestia-se de azul no Olival, e o Académico trajava de bordô com a cor da nossa luta no coração. O apito soou, e os viseenses, intrépidos, lançaram-se ao duelo, mas cedo sentiram o peso da adversidade. Um golpe de Leonardo Vonic e outro de Melnichenko cavaram as primeiras feridas, ao primeiro minuto e aos 12. O relógio ainda respirava juventude, e já o Académico sentia o frio aço da desvantagem. No entanto, os Viriatos de Viseu não conhecem rendição. No relvado, a batalha não era só de pés e bola, mas de coração e crença. O destino sorriu-lhes, ainda que de forma duvidosa, e Diogo Almeida, da marca de castigo máximo, fez tremer a rede. 2-1. O Académico renascia. E quase explodia com o empate quando Yuri Araújo, no centro da grande-área, e Igor Milioransa, à barra, imbuídos com a fúria dos que não aceitam a derrota, ameaçaram a baliza contrária. O intervalo chegou, mas o fôlego academista não se esgotava. A segunda parte trouxe mais do mesmo: um Académico feroz, pressionante, inquieto na procura pelo empate. Mas o jogo, por vezes cruel, tem caprichos que a valentia não evita. Num lance de sombras e dúvidas, o apito apontou para o castigo máximo do outro lado. Vonic não desperdiçou, e o 3-1 caía como um trovão em tarde de tempestade. Seria esse o golpe final? Jamais. Quem veste de negro ao peito e sente Viseu no coração, não se rende ao inevitável. Igor, o incansável, cruzou com precisão, e Paulinho, feito relâmpago, rasgou a defesa e fez o 3-2. Um grito de esperança ecoou. O Académico apertou, forçou, acreditou. Os cantos sucederam-se, a bola rondou a baliza, mas a justiça do futebol, essa entidade caprichosa, negou-nos o prémio final. O apito selou a derrota, mas não silenciou o espírito. O Académico saiu vergado pelo resultado, mas não pelo esforço. Honrou-se na luta, na entrega, na crença inabalável. Há dias em que o marcador não reflete a alma de quem joga. E hoje, em terras do Dragão, o Académico mostrou que, mesmo na queda, a sua garra permanece intacta.

2025-02-01

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“Temos de continuar a trabalhar e a insistir, confiantes de que estamos no caminho certo”

O Académico de Viseu saiu derrotado da deslocação ao terreno do FC Porto B. Em partida da 20ª jornada do campeonato, os Viriatos perderam por 3-2. Na conferência de rescaldo ao encontro com os portistas, o treinador academista Sérgio Vieira falou da nova entrada em falso na partida, assumindo que o adversário soube aproveitar os erros viseenses: “Não foi uma entrada forte do FC Porto, houve muito demérito da nossa parte na entrada em jogo. Sabíamos que não podíamos dar espaço a estes jovens com qualidade. O FC Porto aproveitou os pequenos erros que nós cometemos, associados também a um ou outro lance em que podíamos ter sido mais eficazes”.   O técnico Sérgio Vieira falou ainda do lance que deu o terceiro golo ao FC Porto: “Também existiram aqui algumas situações da terceira equipa, um pouco aquém daquelas que achávamos ser as decisões certas, nomeadamente, o penálti em que o André Almeida toca só na bola. Isso teve interferência direta no resultado”. Sérgio Vieira apontou ainda para a continuidade do processo, destacando o espírito de luta que continua a crescer no centro do grupo de trabalho: “Isto já nos tinha acontecido em Chaves. Entrámos novamente com muita energia e a pressionar o adversário, mas depois temos de dar continuidade na organização defensiva. Temos de estar preparados para evitar que os adversários cheguem ao seu objetivo. Temos de continuar a melhorar, mas na atitude e no querer, estes jogadores foram excecionais. Esta é uma atitude de quem luta por objetivos diferentes. Temos de continuar a trabalhar e a insistir, confiantes de que estamos no caminho certo”. Com este resultado o Académico de Viseu mantém os 29 pontos na tabela classificativa da Liga Portugal 2. Na próxima semana, os viseenses regressam ao Fontelo. O jogo frente ao FC Alverca, está marcado para as 14H do próximo domingo.

2025-02-01

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“A preparação serviu para continuarmos a evoluir (...) e para estarmos muito mais próximos das vitórias”

O mister Sérgio Vieira deu, no final desta manhã, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida da 20ª jornada da Liga Portugal 2, frente ao FC Porto B. Face às questões dos órgãos de comunicação social, o treinador da equipa profissional do Académico de Viseu afirmou estar à espera de uma partida difícil, diante de uma equipa com muita qualidade individual: “Vai ser um jogo muito difícil, como são todos os jogos na segunda liga. Hoje em dia já não existem equipas pequenas ou grandes, bem ou mal posicionadas. Existem sim equipas que se preparam bem, e outras que se preparam menos bem. Não é o facto de o FC Porto estar numa posição indesejável, que faz com que deixe de ser uma equipa muito difícil, prova disso é o último jogo em casa com o CD Tondela. É uma equipa que tem qualidade individual, são jogadores que estão muito próximos de ter oportunidade na equipa principal de um clube grande. Não conseguiram pontuar o suficiente para estar numa boa posição da tabela, mas nós já temos todas as informações e detalhes que nos garantem que vai ser um jogo difícil. Preparámos-mos para tal e para que possamos ultrapassar as dificuldades que eles nos vão colocar”. Questionado sobre a integração dos reforços de Inverno, Sérgio Vieira garantiu que o processo da sua chegada ao Académico está a ser, na globalidade, um sucesso: “São jogadores que vêm para acrescentar. A integração está a ser excelente quer estruturalmente, quer humanamente. O Académico recebeu-os muito bem, e eles chegaram preparados para acrescentar valor a todos os níveis. Por isso é que são caracterizados como reforços. Os colegas receberam-nos muito bem, e continuaram a fortalecer o ambiente do grupo. Nesta semana, a preparação serviu para continuarmos a evoluir, a ser mais fortes e para estarmos muito mais próximos das vitórias. São opções para nós utilizarmos no objetivo do jogo, que é ganhar”. Académico de Viseu joga este sábado no Estádio Luís Filipe Menezes. Os Viriatos visitam o FC Porto B a partir das 15H30, em jogo com arbitragem de Anzhony Rodrigues, da Associação de Futebol de Madeira e vídeo-arbitragem de Rui Silva, da Associação de Futebol de Vila Real.

2025-01-31

Equipa Profissional

Bruno Brígido é Viriato até 2026

O guardião brasileiro é reforço da equipa de futebol profissional da Académico de Viseu Futebol Clube, Futebol SAD. Chega proveniente do CF Estrela da Amadora, SAD e rubrica um contrato válido por uma temporada e meia. A Académico de Viseu FC, Futebol SAD anuncia a contratação do guarda-redes Bruno Brígido, de 33 anos. O atleta brasileiro cumpriu a primeira metade da época no escalão mais alto do futebol português, ao serviço do CF Estrela da Amadora, na qual realizou 19 partidas. Formado nos canarinhos do Criciúma Esporte Clube, clube que representou até 2015, Bruno Brígido passou ainda pelo Coritiba FC, Esporte Clube XV de novembro e Guarani FC, antes de se transferir para o CD Feirense em 2018/2019. Em Portugal, após quatro épocas nos fogaceiros, transferiu-se para o CF Estrela da Amadora em 2022/23. Na primeira época subiu de divisão e somou, até hoje, um total de 81 partidas. É agora reforço de inverno do Académico de Viseu, com vínculo fechado por uma época e meia. Bruno Brígido já falou em exclusivo aos canais de informação do emblema Beirão. O novo guardião academista abordou as bases do projeto a ele apresentado, falando também das razões que o levaram a aceitar a proposta: “O projeto do Académico é algo muito aliciante, é conhecido nacionalmente. As pessoas que cá estão, juntamente com os jogadores e todo o staff, fazem com que seja um projeto muito ambicioso, e esse foi o principal motivo da minha escolha. Quero participar neste projeto e tentar sair vitorioso”. Bruno Brígido afirmou ainda que vem para ajudar, naquela que não é uma luta desconhecida para o atleta: “Eu venho para ajudar, e para acrescentar ao plantel as minhas valências e qualidades. Acima de tudo, quero ajudar os mais novos, dentro daquilo que eu já passei e do caminho que já percorri. Também já estive na situação de lutar na segunda liga para subir, portanto espero que a minha experiência seja uma grande soma para os nossos jogadores e que, no fundo, consigamos tirar proveito de tudo isto”. Após as primeiras horas ao serviço do emblema Beirão, o guardião academista assumiu que irá dar o máximo, na procura do principal objetivo da temporada: “Posso prometer muita entrega e dedicação. Estou muito feliz e motivado por estar aqui, para mim é um motivo de muito orgulho. Vou dar o meu máximo para que, todos juntos, consigamos atingir o objetivo do Académico”. Bem-vindo e boa sorte, Bruno.

2025-01-28

Formação SAD

Rodrigo Conceição, Rafael Paulino e Tiago Freitas reforçam sub-23

Trio de jogadores junta-se ao plantel ao comando do mister Nuno Braga. Rodrigo Conceição, Rafael Paulino e Tiago Freitas foram contratados pelo Académico de Viseu FC, para integrarem a equipa sub-23 dos viriatos, que irá estar presente na Liga Revelação, edição 2023/2024. Rodrigo Conceição, ex-GD Estoril Praia, é um avançado de 19 anos que tem no currículo uma Liga e uma Taça Revelação, ao serviço da equipa da linha. Com 25 jogos no escalão sub-23, o jovem natural de Sintra conta também com passagens pelo CF “Os Belenenses” e pelo Real SC, tendo estado nas últimas cinco épocas nos estorilistas. Na temporada 2022/2023, Rodrigo Conceição apontou três golos. Do GD Estoril Praia chega também Rafael Paulino. O médio de 19 anos tem já experiência no escalão sub-23, tendo alinhado em sete jogos da temporada passada na Liga Revelação e no Torneio de Abertura da mesma, e outros 32 ao serviço da equipa sub-19 dos canarinhos. Em toda a época transata, apontou dois golos e uma assistência. Tiago Freitas fecha mais um lote de novos jogadores, que irão vestir a camisola do Académico de Viseu FC na nova temporada desportiva. Tendo iniciado a sua formação no Vitória SC e na AD Fafe, Tiago Freitas passou os seus últimos cinco anos no clube Vizelense, onde alinhou nas equipas sub-19 e sub-23. Na última época, o defesa lateral realizou um total de 33 jogos, onde fez uma assistência. Bem-vindos, rapazes.

2023-07-13

Formação SAD

Mais quatro reforços para as equipas sub-19 e sub-23

Estão desvendados mais quatro novos jovens jogadores, que viajaram até Viseu para integrar os trabalhos das principais equipas secundárias do Académico. O avançado de 18 anos, Rodrigo Geraldo, chega aos viriatos proveniente do Vitória FC onde esteve nas últimas seis temporadas. Com passagens nos escalões de formação do GD Fabril Barreiro e do Sporting CP, o jovem natural de Setúbal realizou na última temporada 35 jogos pela equipa sub-19 do Vitória FC, nos quais apontou oito golos e seis assistências. Já o defesa lateral Afonso Ferreira, também ele com 18 anos, será igualmente opção para os dois escalões academistas, após uma época onde realizou 26 jogos entre as equipas sub-19 e sub-23 do FC Vizela, clube onde esteve nos últimos seis anos. Com passagem pelo Vitória SC, o jovem português integra agora os trabalhos da pré-época do Académico de Viseu. Para a baliza, o guardião Rodrigo Anjos é uma das apostas para 2023/20024. Com 18 anos, o jovem de 1,87 metros de altura chega do SL Benfica, onde esteve na última temporada desportiva. Tendo feito a maior parte da sua formação no CF “Os Belenenses”, Rodrigo Anjos alinhou na última temporada em seis jogos da equipa sub-19 das águias. A fechar mais um lote das novas caras academistas, está um novo reforço para as alas mais recuadas do terreno. O defesa lateral de 19 anos, Gustavo Almeida, viajou desde o Minho, onde nas últimas quatro épocas esteve ao serviço do SC Braga. Com passagens por FC Porto, SC Beira-Mar, Anadia FC e Palmeiras FC, entre outros, o jovem lateral cumpriu seis jogos em 2023/2024, repartidos entre as equipas sub-19 e sub-23 dos bracarenses. Bem-vindos, rapazes.

2023-07-12

Formação SAD

As quatro primeiras caras do plantel Sub-23

Kelve Semedo, Matheus, Kauã Oliveira e Cardoso integram formação que competirá na Liga Revelação. Estão apresentados os primeiros reforços academistas, para a recém-criada equipa de sub-23 do clube. As quatro caras apresentadas nesta segunda-feira são já conhecidas dos adeptos viseenses, dado o facto de terem integrado o plantel sub-19 do Académico de Viseu, que conquistou na temporada passada a histórica subida à primeira divisão do escalão. O ponta de lança Kelve Semedo, o guardião Matheus Henrique, o defesa central Kauã Oliveira e o médio Guilherme Cardoso, estarão presentes no plantel às ordens do mister Nuno Braga, rubricando quatro contratos profissionais com o clube beirão. Kelve Semedo, avançado internacional por São Tomé e Príncipe, de apenas 19 anos, chegou na época 2022/2023, cedido pelos ingleses do Rochdale AFC. Em Portugal, o Académico de Viseu é o segundo clube que representa, depois de ter já vestido a camisola de outro clube viseense, o CF “Os Repesenses”. Na primeira temporada de viriato ao peito, Kelve apontou 22 golos em 25 jogos na segunda divisão de juniores, assinando agora um acordo profissional até 2025. O guarda-redes Matheus Henrique, de 18 anos, assina também o seu contrato profissional válido para as próximas duas temporadas. O jovem brasileiro chegou na temporada passada vindo do Grêmio Esportivo Juventus, tendo estado à guarda das balizas beirãs em oito partidas do campeonato. Já o defesa central de 1,91 metros, Kauã Oliveira, permanece em Viseu para se juntar ao plantel sub-23, rubricando um contrato com duração de cinco anos, válido até 2028. O jovem de 19 anos esteve presente em 21 jogos da equipa sub-19 da temporada passada, onde apontou um golo, tendo ainda sido opção do conjunto profissional do Académico, na última jornada da Liga Portugal Sabseg, frente ao CD Nacional. A fechar este primeiro lote de caras da nova turma academista de sub-23, Guilherme Cardoso assina igualmente por dois anos, depois de uma época em que foi totalista em todas as 28 partidas dos sub-19 no campeonato da segunda divisão. O médio de 18 anos apontou cinco golos em toda a temporada, sendo a partir de agora também opção na equipa sub-23.

2023-07-03

Formação SAD

Juniores academistas homenageados pela Câmara Municipal de Viseu

A equipa de juniores sub-19 do Académico de Viseu foi recebida, na tarde desta sexta-feira, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Viseu, após ter alcançado a subida à primeira divisão do respetivo escalão no passado mês de maio. A convite do Presidente da autarquia viseense, Fernando Ruas, os jogadores, equipa técnica e dirigentes academistas foram homenageados após uma conquista inédita. O autarca de Viseu começou por felicitar toda a equipa de juniores, relembrando os tempos em que também o próprio vestiu a camisola de Viriato: “Gostava de vos dar as boas-vindas e, na pessoa do presidente Mariano Lopez, deixar-vos um especial agradecimento. Recebemos neste salão, talvez o lugar mais nobre do conselho, quem faz algumas façanhas das quais nos orgulhamos. E quando uma equipa faz um trajeto tal como o que vocês fizeram, eu faço questão de a convidar a vir cá para sublinhar o nosso obrigado. Neste caso em particular, tenho um gosto especial por vos ter aqui, visto que eu mesmo joguei nos juniores do Académico de Viseu”. Fernando Ruas aproveitou para dar ainda mais destaque à conquista academista, tendo em conta a conjuntura especial em que estará inserida a cidade de Viseu no próximo ano: “Temos uma particular atenção com o desporto, sobretudo com o mais jovem. A vossa façanha torna-se ainda mais importante, pelo facto de no próximo ano Viseu ser Cidade Europeia do Desporto, algo que nos obrigará a melhorar ainda mais as condições de trabalho. Na minha altura não haviam tão boas condições como as que a direção que vos acompanhou conseguiu facultar, jogávamos em pelados e até chegávamos a escolher as chuteiras que os mais velhos já não usavam. Eram outros tempos”. Durante o seu discurso no Salão Nobre da Câmara Municipal de Viseu, o Presidente Fernando Ruas deixou também explícito o desejo de, futuramente, voltar a receber os atletas do Académico de Viseu nas suas próximas conquistas: “No ano em que iremos ser Cidade Europeia do Desporto temos a oportunidade, devido à vossa promoção, de contar com a equipa profissional na segunda liga, com uma equipa sub-23 na Liga Revelação e com os sub-19 na primeira divisão. É algo do qual nos podemos orgulhar muito. Dou-vos os meus parabéns e espero receber-vos novamente no futuro, na conquista de outro qualquer festejo. Somos mesmo uma cidade feliz, obrigado”.

2023-06-03