Equipa Profissional 2025-02-16

“Temos de ter a ambição de conquistar vitórias fora, e ela existe aqui no nosso dia-a-dia”

O mister Sérgio Vieira deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa, que serviu de antevisão à partida da 22ª jornada da Liga Portugal 2, frente à UD Leiria.

Face às questões dos órgãos de comunicação social, o técnico academista falou da ambição de conquistar os três pontos, para manter viva a posição nos lugares mais altos do campeonato: “Vai ser um jogo difícil, contra que, coletiva e individualmente, tem valor e qualidade. Acima de tudo, temos de olhar para nós, nesta segunda liga não há equipas claramente destacadas ou extremamente fortes. Existe um campeonato muito equilibrado, e a União de Leiria é uma equipa difícil a jogar em casa. Temos toda a ambição de dar esta alegria aos nossos adeptos, jogadores e a toda a estrutura que trabalha diariamente connosco. Precisamos disto para mantermo-nos vivos nesta luta pelos lugares cimeiros da tabela”.

Sérgio Vieira abordou ainda o jogo anterior, diante do FC Alverca, trazendo a exibição para o jogo desta segunda-feira: “A semana de trabalho correu muito bem e de uma forma muito positiva. Os nossos jogadores agarraram a primeira parte que nós tivemos contra o Alverca, que foi extremamente positiva. Depois de refletir sobre o jogo, se tivéssemos igualdade numérica até ao final da partida, muito provavelmente poderíamos ter conquistado os três pontos, e com todo o mérito. Com o mérito da organização, do desempenho coletivo, individual e da confiança. Com espírito de entreajuda, o apoio dos nossos adeptos, as saídas em transição e as situações onde podíamos ter feito o golo da vitória. Agarrámos as coisas positivas que aconteceram nesse jogo, foi demonstrado o caminho que temos de percorrer em Leiria e nas próximas jornadas”.

O treinador dos Viriatos apontou também o que ainda há a melhorar, numa equipa que deve e pode sonhar com voos mais altos: “Ainda nos falta alguma consistência do desempenho coletivo e individual, e falta a performance estabilizar-se nos processos que evitem erros. Temos de transportar isso também para os jogos fora, independentemente de onde formos jogar. Temos de evitar cometer erros, manter-nos focados e agarrados às regras.  Quanto mais eles se agarrarem a essas regras, mais acredito que possamos estar próximos de estabilizar o desempenho. Acredito que, mais jornada menos jornada, vamos conseguir conquistar pontos fora. Mais do que conquistar pontos, queremos depois manter essa performance e essas conquistas fora de casa. Quem quer realmente andar nos lugares cimeiros e lutar pela subida, tem de ter essa ambição de conquistar vitórias fora, e ela existe aqui no nosso dia-a-dia. Por isso, temos de continuar a insistir nos processos que nos darão essa possibilidade”.

O Académico de Viseu joga esta segunda-feira em Leiria. Os Viriatos visitam o terreno da União a partir das 18H, em jogo com arbitragem de Sérgio Guelho, da Associação de Futebol da Guarda e vídeo-arbitragem de Bruno Vieira, da Associação de Futebol de Lisboa.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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