"Seja de que forma for, vamos lutar muito para termos sempre este sabor a vitória"
O Académico de Viseu regressou às vitórias na Liga Portugal 2. Na receção ao FC Penafiel, os Viriatos venceram pela margem mínima, numa partida decidida pelo golo de Yuri Araújo, marcado aos sete minutos.
Na conferência de rescaldo ao encontro com os durienses, o treinador academista Sérgio Vieira afirmou a evolução positiva da equipa, e da paragem que se segue no calendário desportivo: “Eu sinto a equipa a evoluir, sinto os jogadores mais confiantes. Sinto cada vez mais um espírito de família dentro do balneário, um cada vez maior o equilíbrio emocional. E hoje o jogo foi dentro dessa linha. Sabíamos que era um adversário que passou a temporada praticamente toda no topo da tabela, com muito mérito, mas que tínhamos capacidade plena para, colocando em prática o nosso jogo, jogarmos bem e conquistar os três pontos. É isso que temos de continuar a fazer, vem aí uma paragem de 15 dias, e para nós era muito importante esta energia extra. Esta paragem vai servir para, emocionalmente, relaxarmos um pouco. Em termos de entrega ao trabalho, vamos ter de continuar a superar-nos no rigor tático, técnico, físico e até humano. Vamos continuar a trabalhar forte e temos de preparar o jogo seguinte, na deslocação ao Seixal. O nosso foco vai ser olhar para este jogo, e perceber o que temos de melhorar para sermos mais perfeitos, para não dar nada ao adversário e para fazermos felizes os nossos adeptos, que têm sido fantásticos no apoio à equipa”.
Sérgio Vieira assumiu o sentimento de mérito de prazer pelo triunfo: “Contrariamente àquilo que o meu amigo Hélder (Cristóvão) disse aqui, eu não concordo e que acho que foi o contrário. A forma como os amarelos surgiram foi desnecessária, hoje o critério foi de que, à mínima coisa, havia falta. Fomos competitivos, agressivos e os jogadores tiveram a maturidade, mesmo condicionados pelo amarelo, de conseguir aguentar até ao final do jogo. Nós trabalhamos para isto e merecemos que tenha corrido bem. A história pesa muito, os 36 anos em que o Académico não está entre os grandes do futebol português e que deveria estar, pesam no subconsciente dos atletas, dos adeptos, da nossa estrutura, de todos nós. A forma como às vezes estes triunfos acontecem emocionalmente, faz-nos sentir um sabor especial. Vamos lutar muito para que tenhamos sempre este sabor da vitória”.
Questionado sobre a afirmação do jogo academista, o treinador dos Beirões disse que os jogadores precisam mais que nunca dos adeptos viseenses: “A maturidade é algo que que vem com o tempo, qualquer equipa precisa disso. Precisa de liderança, de maturidade, e essa maturidade não aparece de um momento para o outro. Nós estamos juntos há 2 meses e meio e é algo que nós procuramos, ou seja, jogar bem, ser agressivos, competitivos, criar oportunidades, fazer golos e fazer os nossos adeptos felizes. Precisamos que eles nos apoiem quando as coisas estão menos boas, foi isso que eu lhes pedi, que o façam do primeiro ao último segundo. No fim, podem e devem cobrar. Quando nós não estamos tão bem, pedimos que continuem a puxar pela equipa e a equipa a puxar pelos adeptos. Assim estaremos sempre muito mais próximos da vitória e, principalmente, de manter este ADN, de manter este espírito vencedor, esta forma de estar. Isso é que é mais importante, as vitórias são uma consequência”.
Com este resultado o Académico de Viseu soma agora 37 pontos na tabela classificativa da Liga Portugal 2. Após a paragem no campeonato, os viseenses regressam à competição no Seixal. A deslocação ao terreno do SL Benfica “B” está agendada para dia 31 de março, às 18H.