Equipa Profissional 2025-03-30

"Temos de superar-nos em relação a tudo o que fizemos até agora"

 O mister Sérgio Vieira deu, no final desta manhã, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida da 27ª jornada da Liga Portugal 2, frente ao SL Benfica "B".

O técnico dos Viriatos abordou um adversário difícil, colocando em cima da mesa a missão que a turma Beirã tem no pensamento: "É uma equipa que tem qualidade e que tem feito um campeonato muito bom ou excelente até, com muitas jornadas no pódio da tabela. Independentemente do objetivo de colocar jovens na primeira equipa, é um conjunto coletivamente muito forte e sabemos que a cultura de vitória nos clubes grandes está bastante presente no dia a dia e em cada jogo. Sabemos que vamos defrontar um adversário muito difícil, por isso queremos estar ao nosso melhor nível, queremos estar até numa versão superior àquela que tivemos nos jogos recentes e conquistar mais três pontos, que são determinantes para a nossa caminhada. Temos de superar-nos em relação a tudo o que fizemos até agora e sermos cada vez mais fortes".

O treinador academista lamentou ainda o impacto do mau tempo na preparação da equipa, assumindo que a pausa no campeonato aumentou os níveis de energia e ambição: "Infelizmente, o temporal das últimas semanas tirou-nos a possibilidade de realizar dois jogos de treino que tínhamos marcados. Ainda assim, substituímos isso pelo trabalho diário, pelos treinos e conseguimos trabalhar bem. Foi positivo e foi uma pausa que surgiu depois de uma vitória, na sequência de processos que nos permitiram evoluir e crescer. Saímos desta pequena paragem com mais energia, ambição, determinação, responsabilidade e querer. É isso que queremos colocar amanhã no jogo, para que no fim sejamos felizes".

Sobre os números e estatísticas, Sérgio Vieira minimizou a sua importância, reforçando a ideia de que tudo é resultado do trabalho e da evolução da equipa: "Os dados para mim e para os nossos jogadores dizem pouco, porque tudo é consequência de processos aplicados com qualidade e responsabilidade. Sabemos que, com o trabalho e com o tempo, vamos melhorar e evoluir em tudo. Houve uma fase inicial, por exemplo, em que não se fazia golo de bola parada. Depois fez-se, porque se trabalhou. O que vamos fazer é sempre isso: trabalhar para ter mais posse, criar mais oportunidades, fazer mais golos, deixar de os sofrer, ganhar fora e em casa, marcar de bola parada, marcar de transição, e fazer felizes os nossos adeptos. Isso é sempre o mais importante: fazer felizes os nossos adeptos, jogadores e todos os que participam nos processos que nos trazem os resultados".

O Académico de Viseu joga esta segunda-feira no Seixal. Os Viriatos visitam o terreno do SL Benfica "B" a partir das 18H, em jogo com arbitragem de Sandra Bastos, da Associação de Futebol de Aveiro e vídeo-arbitragem de Pedro Ferreira, da Associação de Futebol de Braga.

 

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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