Equipa Profissional 2025-03-15

"Seja de que forma for, vamos lutar muito para termos sempre este sabor a vitória"

O Académico de Viseu regressou às vitórias na Liga Portugal 2. Na receção ao FC Penafiel, os Viriatos venceram pela margem mínima, numa partida decidida pelo golo de Yuri Araújo, marcado aos sete minutos.

Na conferência de rescaldo ao encontro com os durienses, o treinador academista Sérgio Vieira afirmou a evolução positiva da equipa, e da paragem que se segue no calendário desportivo: “Eu sinto a equipa a evoluir, sinto os jogadores mais confiantes. Sinto cada vez mais um espírito de família dentro do balneário, um cada vez maior o equilíbrio emocional. E hoje o jogo foi dentro dessa linha. Sabíamos que era um adversário que passou a temporada praticamente toda no topo da tabela, com muito mérito, mas que tínhamos capacidade plena para, colocando em prática o nosso jogo, jogarmos bem e conquistar os três pontos. É isso que temos de continuar a fazer, vem aí uma paragem de 15 dias, e para nós era muito importante esta energia extra. Esta paragem vai servir para, emocionalmente, relaxarmos um pouco. Em termos de entrega ao trabalho, vamos ter de continuar a superar-nos no rigor tático, técnico, físico e até humano. Vamos continuar a trabalhar forte e temos de preparar o jogo seguinte, na deslocação ao Seixal. O nosso foco vai ser olhar para este jogo, e perceber o que temos de melhorar para sermos mais perfeitos, para não dar nada ao adversário e para fazermos felizes os nossos adeptos, que têm sido fantásticos no apoio à equipa”.

Sérgio Vieira assumiu o sentimento de mérito de prazer pelo triunfo: “Contrariamente àquilo que o meu amigo Hélder (Cristóvão) disse aqui, eu não concordo e que acho que foi o contrário. A forma como os amarelos surgiram foi desnecessária, hoje o critério foi de que, à mínima coisa, havia falta. Fomos competitivos, agressivos e os jogadores tiveram a maturidade, mesmo condicionados pelo amarelo, de conseguir aguentar até ao final do jogo. Nós trabalhamos para isto e merecemos que tenha corrido bem. A história pesa muito, os 36 anos em que o Académico não está entre os grandes do futebol português e que deveria estar, pesam no subconsciente dos atletas, dos adeptos, da nossa estrutura, de todos nós. A forma como às vezes estes triunfos acontecem emocionalmente, faz-nos sentir um sabor especial. Vamos lutar muito para que  tenhamos sempre este sabor da vitória”.

Questionado sobre a afirmação do jogo academista, o treinador dos Beirões disse que os jogadores precisam mais que nunca dos adeptos viseenses: “A maturidade é algo que que vem com o tempo, qualquer equipa precisa disso. Precisa de liderança, de maturidade, e essa maturidade não aparece de um momento para o outro. Nós estamos juntos há 2 meses e meio e é algo que nós procuramos, ou seja, jogar bem, ser agressivos, competitivos, criar oportunidades, fazer golos e fazer os nossos adeptos felizes. Precisamos que eles nos apoiem quando as coisas estão menos boas, foi isso que eu lhes pedi, que o façam do primeiro ao último segundo. No fim, podem e devem cobrar. Quando nós não estamos tão bem, pedimos que continuem a puxar pela equipa e a equipa a puxar pelos adeptos. Assim estaremos sempre muito mais próximos da vitória e, principalmente, de manter este ADN, de manter este espírito vencedor, esta forma de estar. Isso é que é mais importante, as vitórias são uma consequência”.

Com este resultado o Académico de Viseu soma agora 37 pontos na tabela classificativa da Liga Portugal 2. Após a paragem no campeonato, os viseenses regressam à competição no Seixal. A deslocação ao terreno do SL Benfica “B” está agendada para dia 31 de março, às 18H.

Partilhar:
Equipa Profissional

“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

Patrocinadores Principais