Equipa Profissional 2025-03-14

"Nestas nove finais, vamos continuar a entregar-nos de corpo e alma"

O mister Sérgio Vieira deu, no final desta manhã, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida da 26ª jornada da Liga Portugal 2, frente ao FC Penafiel.

Questionado sobre o que ainda procura na presente temporada desportiva, o técnico academista reforçou a confiança no processo e abordou o confronto com os durienses: “Queremos continuar com a expectativa e a convicção, de que podemos chegar aos lugares que nos permitam lutar pelos nossos objetivos. Volto a repetir que, este ano, a segunda liga está muito mais competitiva. Todas as equipas do topo da tabela perdem muitos mais pontos do que nos últimos anos.  Olhamos para nós de uma forma exigente, com muito compromisso para evoluirmos em relação àquilo que temos feito. O adversário passou a maior parte da época no topo da tabela, merece muito o nosso respeito e, amanhã, de uma forma humilde, unida e ambiciosa, vamos lutar para que os três pontos fiquem no Fontelo”.

Sérgio Vieira falou ainda para os academistas, deixando uma mensagem de confiança e tranquilidade para o que falta jogar da competição: “Em termos do carácter deste grupo, os nossos adeptos podem estar muito tranquilos. No dia a dia, a equipa tem a ambição, a responsabilidade e a entrega no seu trabalho. Nestas nove finais, vamos entregar-nos de corpo e alma para conseguir lutar pelos objetivos. Vamos sempre acreditar até ao último segundo de cada jogo, até ao último segundo da época de que poderemos lutar. É isso que eu quero que os nossos adeptos sintam, e que eles próprios se entreguem de corpo e alma. Que nos apoiem, que confiem em nós, porque não fugimos ao discurso. Desde que cheguei, poderia ter estado com um discurso de “vamos ver no que vai dar” ou “é jogo a jogo”, mas não foi isso que eu fiz. Continuo a acreditar muito no potencial e na qualidade dos jogadores no trabalho, na exigência e na disciplina que colocam até ao fim. Os nossos adeptos devem entender que aqui há trabalho, ambição e entrega, para que a responsabilidade e a ambição caminhem juntas. Acredito que merecemos muito e que, lá no fim, vai dar certo”.

O Académico de Viseu joga este sábado no Estádio do Fontelo. Os Viriatos recebem o FC Penafiel a partir das 11H, em jogo com arbitragem de Diogo Rosa, da Associação de Futebol de Beja e vídeo-arbitragem de Hélder Carvalho, da Associação de Futebol de Santarém.

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“Sou feliz. Confio em todos os jogadores do plantel”

Bruno Pinheiro não escondeu a satisfação pela quarta vitória consecutiva do Académico de Viseu na Liga Portugal, alcançada este sábado, frente ao Estoril (2-1), num jogo decidido nos instantes finais, com um golo de Soufiane Messeguem. O treinador destacou o carácter, a qualidade do trabalho e o ambiente vivido no balneário como fatores determinantes para o melhor arranque de sempre do clube no principal escalão. Apesar do momento histórico, manteve um discurso prudente quanto aos objetivos da temporada, sublinhando que a equipa ainda está longe de ter conquistado aquilo a que se propõe. Na análise ao encontro, Bruno Pinheiro reconheceu as dificuldades sentidas no início da segunda parte, bem como a capacidade de reação da equipa. O treinador destacou ainda as diferentes características de Kahraman e Soufiane Messeguem e antecipou uma significativa rotação do plantel nos próximos compromissos, frente ao Fátima, para a Taça de Portugal, e ao FC Porto, para a Taça da Liga. Uma decisão que justificou com a confiança que deposita em todos os jogadores. Se é um treinador feliz (pela vitória, pelo arranque na Liga e pela resposta que o grupo tem dado) Sou feliz, tenho dito sempre, pelos jogadores que tenho; já o disse aqui e volto a repetir, podemos não ter o melhor treinador do mundo, podemos não ter os melhores jogadores do mundo, mas a verdade é que este é um grupo que trabalha muito e bem, com muita alegria; dá mesmo prazer vê-los quando chegam ao estádio, vêm sempre felizes. Há sempre um ambiente fantástico entre eles e com a equipa técnica. E isso torna-nos felizes. Obviamente, os resultados ajudam imenso. Precisávamos de ganhar jogos para ganhar confiança e ter esta capacidade de jogar com bola… obviamente estou muito, muito feliz pelo grupo que tenho e pelos resultados que estamos a conseguir até ao momento. Tendo a noção que, até hoje, nada está ganho. Está uma boa parte do caminho feito, mas estamos muito longe de ter conseguido alguma coisa. A razão das dificuldades no início da segunda parte; e a reacção. Tivemos dificuldade no início da segunda parte por duas razões. Uma, porque jogamos contra um adversário que tem muita qualidade individual; a segunda razão, porque alteraram a sua estrutura, tiraram o terceiro central, fizeram subir o Tsoungui para o meio, deram liberdade ao João Carvalho, e eu não queria estar a substituir sem ter a noção exata do que é que eu queria fazer e de como queria travar o Estoril. Infelizmente, levei demasiado tempo a perceber e a proceder às substituições… Felizmente, o grupo reagiu e, a partir do momento que fizemos as primeiras substituições, a verdade é que a equipa voltou a encaixar, voltou a controlar o jogo defensivamente e, a partir daí, acho eu, voltamos a ter mais oportunidades que o adversário. Nunca vamos conseguir dominar jogos em noventa minutos, esqueçam, isso não existe no futebol. A opinião sobre a exibição de Kahraman. A maior influência do Kahraman é no último terço, é aquele jogador que pode fazer mais assistências que os seus colegas (já não digo golos, embora eu acredite que ele possa fazerr golos, porque, de facto, remata bem, pé direito, pé esquerdo, é um jogador que é muito forte no último terço). É aí que ele pode diferenciar-se. Por exemplo, o Soufiane é um trabalhador, tremendo; são jogadores completamente diferentes, o Sofi é muito forte no equilíbrio da equipa, o Kahraman é muito forte no último terço; sempre que ele se enquadra, sempre que ele consegue receber a bola virado para a baliza contrário, vai sempre sair qualquer coisa. Se está surpreendido com arranque na Liga; e como vai gerir a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Como treinador, tenho sempre esperança de que as coisas corram pelo melhor, de ganhar todos os jogos. O que sinto é que, de facto, com a idade e com a experiência, conseguimos acelerar o rendimento. O treinador nunca tem tempo, isto é mesmo assim, os treinadores nunca têm tempo, mas a verdade é que, quer eu, quer a minha equipa técnica, com a experiência, estamos cada vez mais capazes de fazer com que as ideias também sejam absorvidas de forma mais rápida. Ter um grupo que trabalha, que gosta de trabalhar e compreende a ideia, facilita muito. É o nosso caso. Quanto às competições que aí vêm, as taças, sinceramente, vai ser um momento para dar oportunidades aos jogadores, porque todos eles merecem. Vai haver muitas mexidas, certamente, porque o grupo demonstrou ser competente e, também, é uma forma de mostrar essa confiança aos jogadores. São jogos a eliminar, mas queremos ganhar e isso é negociável. Às vezes utilizo esta expressão, isto não é a Santa Casa da Misericórdia, não estamos aqui para fazer favores a ninguém. Mas vamos dar oportunidades, porque, de facto, eles merecem e porque eu acredito que, jogue quem jogar, podemos ganhar. Confio em todos os jogadores do plantel neste momento.

2026-10-11

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