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Tempo de juntar as tropas

Alinhem-se as fileiras, preparem-se os escudos, lancem-se os ataques à defensiva contrária e una-se toda a nação na luta pela nossa honra. A batalha aproxima-se. Com hora marcada para as 18H do próximo domingo, o Académico de Viseu tem um novo desafio a enfrentar, na longa caminhada a que chamamos Liga Portugal SABSEG. Pela frente, surge um adversário que viaja da capital portuguesa para a capital do interior, com vontade de levar pontos no regresso a Lisboa. No entanto, em Viseu mora uma armada de Viriatos que com o orgulho ferido, mas com a moral e união em altas, querem provar o seu valor e a sua prontidão na conquista de objetivos. Os nossos rapazes, que tantas vezes já provaram ter capacidade para voos mais altos, partem para nova batalha na qual lutarão em campo pelos três pontos. Vestidos com a armadura beirã, no relvado do Fontelo, serão eles a figura do general lusitano que também defendeu as terras viseenses, frente ao Império Romano em Expansão. Este será o 21º primeiro encontro da história entre os Viriatos e a equipa B das águias. Em 20 partidas nas quais se encontraram, o emblema viseense leva vantagem, com nove vitórias face a sete derrotas e quatro empates. Outro ponto que favorece os beirões é o facto de que, nos últimos 13 jogos, os mesmos apenas somaram duas derrotas, tendo sido vencidos pelo Benfica B em duas ocasiões no Fontelo (a primeira em 2017 e a última já em 2021, sempre pela margem mínima). De resto, nos encontros em casa da turma academista, os jogos entre os dois conjuntos têm mantido uma forte toada de equilíbrio, com empates a poucos (ou nenhuns) golos ou vitórias, na sua maioria, pela margem mínima. Separados por três pontos na tabela (com desvantagem para o Académico), o 15º e 11º classificados da Liga Portugal SABSEG encontram-se na 11ª jornada do campeonato, sem tempo para desperdiçarem mais pontos. Em fases opostas na temporada (os Viriatos não ganham há cinco jogos, enquanto os benfiquistas vêm de três seguidos sem perder), ambas as equipas procuram nesta partida objetivos tanto ou quanto opostos: os visitados anseiam interromper, com a ajuda das suas gentes, a senda de maus resultados das últimas jornadas; já os lisboetas querem dar seguimento à vitória caseira da última ronda, frente ao Penafiel. Estão, assim, colocadas todas as cartas em cima da mesa. As estratégias estão definidas, os lances estão estudados e a vontade de entrar em campo é maior que nunca. “Que vença o melhor, e que o melhor seja o Académico”.

2023-11-10

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Um Viriato nunca se verga

Seja qual for o contexto, a situação ou o resultado. Não iremos ao chão. Em Paços de Ferreira, a noite fria acabou mesmo por congelar os corações academistas, bafejados por mais uma onda de azar. Não será ele o culpado de tudo, mas sem dúvida que não tem facilitado nada… Será clichê dizer que o jogo não teve história? Talvez. No entanto, não fujamos à verdade. Numa partida decidida num lance relativamente madrugador, onde Djaló aproveitou o espaço nas costas da defensiva viseense, para sozinho fazer o golo da vitória, foi até o Académico de Viseu a entrar melhor e a dispor da primeira oportunidade para marcar. Após uma falta ganha por Yuri Araújo (que seguia disparado para a baliza, travado apenas pelo amarelado Luiz Carlos), as excelentes intenções de Famana Quizera esbarraram com estrondo na trave da baliza de Marafona, após o jovem médio ter batido o livre em posição frontal, mesmo à entrada da grande-área dos visitados. Perante um duro revés ainda cedo na partida, os Viriatos colocaram mãos à obra e avançaram à procura do empate. Ingloriamente, debateram-se no resto do jogo contra uma equipa expectante e bem organizada defensivamente, que aproveitava as saídas na transição para tentar causar alvoroço à turma beirã. Ainda no primeiro tempo, à passagem do minuto 24, Domen Gril brilhou e respondeu afirmativamente a um cabeceamento perigoso que nasceu de um canto. Chegávamos ao intervalo com o 1-0 com o qual terminaria o encontro. Ainda assim, acutilantes na pressão, os comandados de Jorge Simão realizaram um bom segundo tempo, dispondo das melhores ocasiões para fazer golo. Na primeira (e mais perigosa), onde a pressão resultou num roubo de bola em zona subida, Gautier colocou à prova o guardião pacense que teve se esmerar para impedir o golo do francês, aos 51 minutos. Depois deste lance, reconheçamos que foram poucos aqueles que colocaram a defesa nortenha em alerta. Ainda que com todas as substituições à sua disposição efetuadas, o conjunto viseense teve dificuldades e acabou mesmo por sair derrotado da Mata Real. A atitude, essa, não é de novo colocada em causa. Todos os que viram a partida, reconhecem nestes nossos jogadores uma alma e um querer, dos quais poderão colher frutos em breve. Tal como diz o provérbio latino, “fortis fortuna adiuvat”, ou em bom português: “A sorte favorece os audazes”. Deste lado, continuaremos a trabalhar audaciosa e arduamente, para que também ela nos possa sorrir mais uma vez.  

2023-11-07

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“Temos de encarar os factos e preparar-nos da melhor forma ganhar o jogo”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida desta segunda-feira, frente ao FC Paços de Ferreira. No lançamento de mais uma deslocação para o campeonato, o técnico academista perspetivou um regresso a uma casa que bem conhece, mas na qual quer ser feliz como visitante: “À medida que vamos somando anos nesta profissão, vamos conhecendo cada vez mais casas, mais pessoas, mais terras e vamos deixando também boas recordações dos sítios onde vamos passando. Neste momento estou em Viseu, quero aqui criar também essas ligações, quero aqui ter momentos de grande felicidade que perdurem na memória. Portanto, e isso para que isso aconteça, precisamos de ganhar jogos, precisamos de vitórias. Isso é o que me importa”. Na projeção da segunda partida ao serviço do Académico de Viseu, Jorge Simão reconheceu a qualidade do adversário, afirmando que os viriatos têm apenas o pensamento na vitória: “É perfeitamente natural que uma equipa que acaba de descer de divisão, se consiga organizar de forma a atacar a subida no ano seguinte. O Paços teve um início difícil, com resultados se calhar abaixo das expectativas, mas progressivamente, está a entrar outra vez num bom caminho. Vem de uma sequência boa de resultados, que acaba por se aproximar da normalidade, portanto é neste contexto que os vamos apanhar. Temos de encarar os factos e preparar-nos da melhor forma ganhar o jogo”. Há pouco mais de uma semana a trabalhar a sua nova equipa, o técnico beirão disse sentir-se cada vez mais confiante, projetando um futuro que só poderá ser risonho, se for acompanhado por triunfos: “Com o tempo que vamos tendo de treino, vamos conhecendo melhor os jogadores. Tendo maior conhecimento, aumenta a nossa sensação de confiança, de segurança e a nossa perceção em relação àquilo que esperamos que vá acontecer. Devo dizer que estou confiante, mas acho que só as vitórias nos podem dar aquilo que procuramos, que é a estabilidade. Quando vencemos, as individualidades dos próprios jogadores conseguem expressar-se de outra forma, conseguem mostrar coisas que, quando a sequência dos resultados não é boa, ficam escondidas. As vitórias dão isso a qualquer jogador, a qualquer equipa, dão a possibilidade de todos os jogadores mostrarem todo o talento que têm. Quando os resultados não acontecem, as coisas tornam-se mais difíceis. Com o tempo, é fundamental que todos eles perceberem que os comportamentos têm de ter consistência, têm de perdurar” O Académico de Viseu joga às 18H de amanhã, no Estádio Capital do Móvel, casa do FC Paços de Ferreira. A partida da jornada número nove da Liga Portugal SABSEG, terá arbitragem do juiz Carlos Teixeira, da Associação de Futebol de Vila Real. 

2023-11-05

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Arthur Chaves conquista o ouro pelo Brasil nos Jogos Pan-Americanos 2023

O defesa-central do Académico de Viseu conquistou a medalha de ouro ao serviço a seleção Pré-Olímpica do Brasil, que venceu o Chile na final dos Jogos Pan-Americanos 2023. Chaves foi titular e contribuiu com uma assistência no golo que garantiu o empate no tempo regulamentar. O defesa-central do Académico Viseu FC, Arthur Chaves, vai regressar a Portugal com a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos ao peito, conquistada na madrugada deste domingo. A seleção do Brasil empatou a uma bola com a seleção chilena, anfitriã do torneio, no tempo regulamentar. Após a persistência da igualdade no prolongamento, a grande final foi mesmo decidida nas grandes penalidades, onde os canarinhos levaram a melhor, num total de 4-2. O jovem academista de 22 anos foi titular e totalista nesta final, como foi seu apanágio em todo o restante torneio. O central do Académico Viseu revelou-se, desta forma, um dos destaques da seleção Pré-Olímpica, tendo sido mesmo determinante para o Brasil: na sequência de um canto aos 83 minutos de jogo, Arthur Chaves assistiu Ronald de cabeça, para aquele que seria o golo do empate. O Chile tinha marcado a poucos instantes do fim da primeira parte, por Guerrero, aos 43 minutos. Em declarações exclusivas aos canais de informação do Académico de Viseu, o central brasileiro assumiu a felicidade em conquistar os Jogos Pan-Americanos, 36 anos após a última medalha de ouro do Brasil na prova: “Estou muito feliz e com o sentimento de dever realizado após o Pan-Americano. O Brasil não ganhava a medalha de ouro há muito tempo, quebrar esse ‘tabu’ foi muito especial”. Apesar da conquista pela seleção, a jovem promessa academista já olha para o futuro regresso a Portugal e, naturalmente, para o trabalho ao serviço do emblema beirão: “Tenho acompanhando o Académico. Vejo todos os jogos e falo, diariamente, com os meus companheiros da equipa. Estamos todos muito otimistas e com vontade para colocar o Académico onde merece estar.” Em cinco jogos, a seleção brasileira onde Arthur Chaves se estreou, sofreu apenas um golo. O central, que viaja nos próximos dias para Portugal, contabiliza um total de 38 jogos e um golo apontado em todas as provas ao serviço do Académico de Viseu. Parabéns, Arthur Chaves.

2023-11-05

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Na Antiga Mata Real, que Vença o que da Beira é Capital

“Novembro tem outro encanto, quando se joga de preto e branco”. Para os mais atentos, o penúltimo mês dos últimos anos civis, têm sido de boa memória para o nosso Académico. Em 11 jogos realizados nos períodos homólogos do 2020, 2021 e 2022, os Viriatos somaram apenas duas derrotas, tendo saído vitoriosos da esmagadora maioria dos jogos que discutiram nesta fase do ano. Ora, no novo mês de novembro, estão as baterias recarregadas para os três importantes encontros que se avizinham, determinantes para a escalada que os academistas querem operar na tabela classificativa. O primeiro deles, joga-se já na próxima segunda-feira, em casa de um dos outros grandes nomes da segunda liga. Falamos do Paços de Ferreira. A turma da casa, com apenas mais dois pontos que os viseenses, segue em décimo lugar depois de um mau arranque de campeonato. Os castores recuperaram a forma e chegam a esta ronda com 10 pontos, vindos de duas vitórias seguidas (Länk e Torreense). Já o Académico de Viseu ocupa a 15ª posição, tendo empatado na última jornada frente ao Nacional da Madeira, no Fontelo. São dois clubes com muita tradição no futebol português, aqueles que se irão defrontar na próxima segunda-feira. Nas 13 ocasiões anteriores, não há que fugir ao facto de os pacenses terem clara vantagem. São sete vitórias contra apenas uma dos academistas, que nunca ganharam em Paços de Ferreira. É, por isso, uma ótima ocasião para quebrar um enguiço que já leva várias décadas de existência, “quebra” essa que chegaria na melhor altura possível. Após a partida de estreia de Jorge Simão ao comando do barco viseense, na qual foram inúmeros os sinais de clara melhoria dados pela equipa, a nação academista parte para nova jornada, com esperanças renovadas quanto a uma possível vitória. Aquela que já nos escapa há um tempo, e pela qual continuamos incessantemente à procura. E como “quem espera, sempre alcança”, tal triunfo nos irá cair aos pés, mais cedo ou mais tarde. Importante é mantermos a união, a garra e a força deste povo beirão, que não se verga perante os obstáculos. O jogo que fecha a jornada número nove da Liga Portugal SABSEG, tem início marcado para as 18H da próxima segunda-feira. Castores e Viriatos defrontam-se no Estádio Capital do Móvel, com arbitragem do juiz Carlos Ferreira, da Associação de Futebol de Vila Real.

2023-11-04

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Arthur Chaves no assalto brasileiro à final dos Jogos Pan-Americanos 2023

O defesa-central do Académico de Viseu foi totalista nos quatro jogos da seleção Pré-Olímpica do Brasil e joga este sábado a final dos Jogos Pan-Americanos contra o Chile. Canarinhos estão a rubricar a melhor campanha de sempre na prova, em busca de um título que lhes escapa há 36 anos. Arthur Chaves, 22 anos, defesa-central do Académico Viseu FC, tem sido um dos destaques da seleção Pré-Olímpica do Brasil que disputa, no Chile, os Jogos Pan-Americanos 2023, cuja final se realiza este sábado a partir das 23 horas. O Brasil irá tentar conquistar a sua quinta medalha de ouro nesta competição em jogo contra a anfitriã, o Chile. Há 36 anos que o Brasil não vence esta prova. A última vez aconteceu em 1987 e o Chile foi também o adversário da final. A seleção brasileira tem realizado até agora a melhor campanha de sempre em jogos Pan-Americanos: 100 por cento de aproveitamento, sete golos marcados e nenhum golo sofrido, tendo vencido as congéneres dos Estados Unidos da América, Colômbia, Honduras e México. Arthur Chaves, jogador do Académico de Viseu desde o verão de 2022, adquirido ao Avaí, é totalista (360 minutos) nesta que representa a sua estreia na seleção Pré-Olímpica. Chaves é um dos quatro selecionados pelo técnico Ramón Menezes que jogam fora do Brasil e tem sido reconhecido pela Imprensa canarinha como um dos destaques entre os 18 convocados. “Tem sido uma experiência fantástica. Sinto-me muito feliz e honrado em fazer parte deste grupo. Sempre foi um sonho jogar pela seleção e espero que seja só o início de uma história com a amarelinha. Tem sido uma sensação única entrar em campo pela seleção, ouvir o hino nacional, realmente algo diferente”, sublinhou Arthur Chaves, que espera agora poder regressar a Viseu com a medalha de ouro ao peito: “Estou muito feliz em poder participar na final dos Jogos Pan-Americanos, ainda mais com a oportunidade de conquistar o ouro, algo que há mais de 30 anos que o Brasil não vence. Acredito que a seleção tem crescido a cada jogo. Prova disso é que ainda não sofremos golos. Seguramente vai ser um jogo muito difícil contra o Chile, seleção que joga em casa, mas é um jogo que todo o mundo quer jogar, uma grande final”, completou o internacional brasileiro. Ao serviço do Académico de Viseu, o defesa-central brasileiro contabiliza um total de 38 jogos, entre Liga 2, Taça de Portugal e Taça da Liga, e tem um golo apontado.  Chaves é mais um dos exemplos da aposta da Académico de Viseu FC, Futebol SAD em jovens talentos. Desde o outro lado do Atlântico viajaram também para Viseu mais quatro promessas, os defesas Kauã Vinícius e Bruno Ramos, dupla que se tem destacado nos sub-23, o médio Marquinho, que começou pelos sub-23 mas já chegou à equipa principal, e ainda o avançado Bruno Branco, a jogar nos sub-19. Quatro jogadores que chegaram ao nosso emblema provenientes do Barra FC. O Académico de Viseu dá os parabéns a Arthur Chaves pela chegada à grande final, desejando-lhe as maiores felicidades ao serviço da sua seleção. O jogo do título, este sábado, tem início às 23h00 de Portugal Continental, no Estádio Sausalito, em Viña Del Mar, no Chile.

2023-11-03

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Com o Natal a chegar, ainda nos falta a estrelinha

Só faltou mesmo isso…aquela estrelinha que nos poderia guiar aos três pontos, acabou por não aparecer no meio da manhã nublada de hoje. A receção ao CD Nacional tinha dois toppings especiais a cobrir o Estádio do Fontelo: o primeiro prendia-se com regresso a casa, em jogos do campeonato; o segundo, talvez o mais importante, preparava a estreia do novo timoneiro beirão: Jorge Simão (técnico apresentado na última sexta-feira) fazia o seu primeiro jogo ao serviço do Maior do Interior, com direito a prato caseiro. Posto isto, estavam reunidos os ingredientes necessários, para que este fosse um apetecível reencontro dos viriatos com as gentes de Viseu. Com algumas alterações no onze inicial, onde já se notou a “mão” do novo treinador academista, o conjunto viseense iniciou a partida algo nervoso, possibilitando ao adversário algumas situações de perigo nos primeiros 30 minutos. Foi, de resto, o único período de jogo em que os insulares estiveram por cima, e nos quais conseguiram chegar à vantagem. Aos 13 minutos, Gustavo Silva trabalhou bem na alta direita, cruzando para a entrada da pequena área. Com tempo e espaço, Ramirez recebeu e rematou com o pé direito, batendo o guardião Domen Gril que ainda se esticou para tentar evitar uma bola de golo que não viu a partir. Estava em vantagem o Nacional. E foi precisamente a partir deste momento, que os bravos viriatos arregaçaram as mangas, colocaram mãos à obra, e partiram para uma das melhores (se não a melhor) exibições da presente temporada. Ainda que o ascendente madeirense se tenha prolongado até à primeira meia hora, o conjunto às ordens de Jorge Simão começou a encarrilhar, dando o primeiro sinal de perigo aos 33 minutos, quando o suspeito Famana Quizera tentou um remate de trivela, cortado para canto. Estava dado o aviso, que se materializaria em golo apenas cinco minutos volvidos. Através de um livre lateral no flanco esquerdo, o luso-guineense entrou em modo espetáculo, cruzou uma bola que não encontrou ninguém (felizmente), e enganou tudo e todos ao fazer o esférico entrar no canto superior esquerdo da baliza adversária. Estava reestabelecida a igualdade no marcador, mesmo antes do intervalo. A cereja no topo da exibição do jovem médio academista, poderia ter surgido ainda antes da ida para os balneários, mas o guarda-redes Lucas França segurou um outro remate de Quizera, tirado ainda fora da grande-área.

2023-10-29

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"Fiquei satisfeito com a equipa"

O treinador principal da equipa de futebol sénior do Académico de Viseu, Jorge Simão, fez o rescaldo à partida frente ao CD Nacional, na qual os viriatos empataram a uma bola. No final do jogo, o técnico português em estreia no comando da formação viseense, afirmou a sua satisfação com o desempenho coletivo da equipa, mostrando-se descontente com a expulsão nos minutos finais: “Fiquei satisfeito com a equipa. Acho que temos de aceitar o resultado, devido às circunstâncias do jogo. Talvez aqueles minutos finais, em que ficámos a jogar com 10, poderiam ter sido minutos onde o jogo poder-nos-ia ter dado mais uma oportunidade para decidir o resultado. Tivemos várias oportunidades, mas ficou claro que houve duas fases. Nos primeiros 15 minutos o Nacional esteve melhor do que nós, mas a partir do golo acho que nós dominamos até ao fim. Criámos muitas situações claras de golo, muitos remates enquadrados (julgo saber que foram 10 remates) que em condições normais davam para fazermos mais do que um golo. Fico um pouco dececionado com o facto de termos perdido, para o próximo jogo, o melhor jogador em campo hoje. Não foi mal expulso, mas é uma pena porque o Samba estava a ser o melhor jogador”. Questionado sobre os objetivos traçados para o resto da temporada, Jorge Simão não hesitou em reconhecer a vontade de levar os beirões mais alto na tabela classificativa: “Pediram-nos para fazer um bom trabalho, tirando o Académico da posição em que se encontra e encostar aos lugares cimeiros. É isto que pretendemos. Acaba por ser natural para um clube como este, no momento em que se encontra, tirá-lo desta posição e encostá-lo aos lugares de cima. É para isso que vamos lutar”. Com este empate, o Académico de Viseu soma mais um ponto da classificação da Liga Portugal SABSEG. Os viriatos têm novo desafio no dia seis de novembro, dia em que se deslocam ao terreno do FC Paços de Ferreira.

2023-10-29

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Novos tempos, o foco de sempre

Muitos dizem que no regresso ao campeonato, após pausa para os compromissos nas taças, o chip tem de mudar. Ora, não só não tem de mudar, como terá mesmo de se manter. E falamos, claro, do chip da vitória, do pensamento no triunfo, no esforço diário para alcançar os três pontos no próximo jogo. É com este mesmo chip com que temos de entrar no domingo, na receção ao CD Nacional, da Madeira. Aliados à chegada do novo mister, os bravos viriatos partem para mais uma jornada da Liga SABSEG, com um único desejo: conquistar três pontos, alavancando uma equipa que já há muito merece descolar na tabela classificativa. Jorge Simão traz a este barco: experiência, sabedoria e, acima de tudo, pulso firme. Uma postura flexível, mas ao mesmo tempo convicta e feroz, que traça objetivos sérios e concisos sobre a longa caminhada que ainda falta fazer em 2023-24. Este não tem sido um duelo historicamente fácil para os viriatos, que venceram por apenas duas vezes, num total de 18 jogos com os insulares. Ainda assim, o Nacional regista uma só vitória no Estádio do Fontelo, nos últimos 26 anos. Para além do facto revelado no parágrafo anterior, o adversário do próximo domingo tem apresentado uma forma de resultados consideravelmente positiva. Após duas derrotas no arranque do campeonato, o Nacional venceu sete dos últimos oito jogos que discutiu. Pelo meio, uma derrota com o primodivisionário Casa Pia, a contar para a ALLIANZ Cup, abriu “alas” para uma sequência de três goleadas consecutivas (1-4, 5-0 e 6-1). Ainda assim, estes não são números que assustam os academistas, que estão focados e confiantes no regresso às vitórias, após dois desaires seguidos no campeonato. A estreia de Jorge Simão ao comando da nau viseense, não podia ter sido marcada para local melhor: a fortaleza à qual chamamos Casa, ou seja, o imperiral e mítico Fontelo. Espera-se uma receção onde o técnico beirão (sim, porque também ele tem raízes na Beira do território nacional) seja acarinhado e saudado pelos academistas que, pelas boas perspetivas, acorrerão em peso ao jogo frente aos madeirenses. O entusiasmo dos adeptos torna a aumentar, após alguns resultados menos positivos que, quer queiramos quer não, fazem parte da vida de um clube de futebol. Mais que nunca, necessitamos da ajuda, do apoio e do fervor desta nação academista que está esfomeada por bons resultados, por golos e por vitórias. Porque isto não é como começa, mas sim como acaba. 

2023-10-28

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Bem-vindo, Jorge Simão

A Académico de Viseu FC, Futebol SAD tem o prazer de anunciar a contratação de Jorge Simão. O técnico de 47 anos assinou hoje contrato até ao final da presente temporada e assume de imediato o comando da equipa, orientando já esta tarde o seu primeiro treino. Declaração de Mariano Lopez, presidente da Académico de Viseu FC, Futebol SAD: “A contratação de Jorge Simão, um treinador com percurso e experiência ao mais alto nível no futebol português, representa a dimensão e a exigência do projeto Académico de Viseu. Queremos desejar as maiores felicidades ao Jorge, estando seguros de que a sua capacidade de trabalho e visão para o futebol estão alinhados com os valores do nosso clube e da nossa região”. Declaração de Jorge Simão, treinador da equipa principal do Académico de Viseu: “Quero sobretudo agradecer a confiança e dar conta do orgulho pelo desafio que assumimos, com grande entusiasmo, ambição e sentido de responsabilidade. Este é um projeto único, com identidade e potencial muito especiais. Vamos dar o nosso melhor pelo Académico de Viseu, pelos seus adeptos e pela região”. Perfil de Jorge Simão Jorge Simão conquistou uma carreira a pulso, desde os escalões amadores até ao futebol profissional. Com duas subidas de divisão no currículo, assume-se como um técnico batalhador e ambicioso que não vira a cara à luta, por mais exigentes que os desafios se apresentem. António Jorge Rocha Simão é natural de Pampilhosa da Serra. Tem 47 anos (12/08/1976) e a licença de treinador UEFA Pro. Abraçou a carreira de treinador quando tinha apenas 26 anos, então como treinador-adjunto do Atlético Cacém, na Divisão de Honra da Associação de Futebol de Lisboa. Passou depois por Sacavenense, Odivelas, Olivais e Moscavide e Estrela da Amadora, sempre como adjunto de treinadores como Rui Gregório, Lázaro Oliveira, Lito Vidigal ou Marco Paulo. Em 2012/13, ainda como adjunto de Mitchell van der Gaag, ajudou o Belenenses a conquistar o título de campeão da Liga 2 e consequente promoção à I Liga. Em fevereiro de 2014 assumiu pela primeira vez o cargo de treinador principal, aceitando o desafio de liderar o Atlético na Liga 2. Na época seguinte, em 2014/15, muda-se para o Mafra e aí conduz a equipa à conquista do Campeonato de Portugal. Não esteve na festa do título porque, entretanto, surgiu o convite para dirigir pela primeira vez uma equipa da I Liga, o Belenenses, que assumiu em março de 2014 após a saída de Lito Vidigal. Seis meses depois seguiu para novo projeto, desta vez em Paços de Ferreira, onde esteve na temporada 2015/16. Seguiu-se o Chaves, em 2016/17, numa altura em que já era um dos treinadores mais requisitados a nível nacional. Em dezembro de 2016, Jorge Simão é desafiado para ingressar no SC Braga. Passou, depois, pelo Boavista, antes de duas passagens pelo futebol internacional, primeiro na Arábia Saudita, onde orientou o Al-Fayha, em 2019/20, e depois na Bélgica, em 2020/21, onde dirigiu o Mouscron. Voltou a Portugal para liderar a equipa técnica do Paços de Ferreira, antes de chegar ao Santa Clara, em 2022/23. No total soma 261 jogos, a maioria deles na I Liga (140). A vida de Jorge Simão está intimamente ligada ao futebol. Jogou como médio, tendo-se formado nas escolinhas do Estrela da Amadora, onde passou por todos os escalões. Seguiu posteriormente para o Real SC, Atlético Cacém, Fanhões e terminou no Carregado, em 2002/03. A Académico de Viseu FC, Futebol SAD dá as boas-vindas e deseja os maiores sucessos a Jorge Simão.

2023-10-27