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“O resultado deve-se à eficácia”

O Académico de Viseu saiu derrotado da receção ao AVS. Na sexta jornada da Liga Portugal SABSEG, os viriatos perderam em casa por 1-2. Na conferência de rescaldo ao encontro, o técnico principal dos beirões, Vítor Martins, abordou um jogo que, a seu ver, ficou marcado pela alta eficácia do adversário: “O resultado deve-se à eficácia que o AVS conseguiu ter. Sentíamos que era muito importante marcar primeiro e, olhando para trás, tudo aquilo que nós perspetivámos, acabou por acontecer. Fomos uma equipa com personalidade, que assumiu os riscos da construção curta, para aproveitar o espaço nas costas. Na segunda parte, entrámos com essa ambição, chegámos ao golo e senti a equipa liberta, como ainda não tinha sentido até aqui. Quando estávamos na frente, num lance de transição em que estamos equilibrados, a tal eficácia apareceu e eles conseguiram, através desse remate, fazer o primeiro golo. Antes do 1-2, termos a bola na trave, mas o que é certo é que eles fizeram dois golos e nós não conseguimos fazer. A parte final foi um bocadinho mais com o coração, do que com outra coisa”. Questionado sobre a atual posição na tabela classificativa, Vítor Martins foi imperativo no momento de afirmar, que acredita que a equipa conquistará muitos mais pontos: “Pelos constituintes do nosso plantel, por alguns sinais que vamos dando ao longo dos jogos, não tenho dúvida nenhuma que vamos alcançar os lugares cimeiros. Tenho de ver este jogo com calma, porque acredito que fizemos dos melhores jogos até agora. Com isto, eu não estou a retirar a responsabilidade de cima de mim. Enquanto treinador e líder desta equipa, nós temos de conseguir ter mais pontos. Quem tem as condições que nós temos, a qualidade do plantel que nós temos, tem de ter mais pontos. Senti sempre que o caminho é este, é um caminho de continuidade, portanto eu tenho de acreditar, independentemente, de tudo o que possa acontecer no futuro, que a equipa do Académico de Viseu, terá todas as condições para acabar nos lugares cimeiros”. Com este resultado, o Académico de Viseu mantém os sete pontos, com os quais entrou nesta jornada. Ao fim de seis rondas no campeonato, o emblema viseense ocupa, provisoriamente, o nono lugar da tabela classificativa. Na próxima sexta-feira, os viriatos deslocam-se ao terreno do Santa Clara, em jogo que abre a jornada número oito da Liga Portugal SABSEG.    

2023-10-01

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“Tem tudo para ser um grande jogo”

O mister Vítor Martins deu, no final da manhã hoje, a conferência de imprensa de antevisão à partida deste sábado, frente à AVS. No lançamento da partida que marca o regresso ao Fontelo, o técnico academista abordou aquele que considera ser o jogo da jornada do campeonato: “São jogos de segunda liga, difíceis e contra adversários que nos vão tentar dificultar a vida ao máximo. Do nosso lado está exatamente a mesma ideia, vamos tentar impor aquilo que é o nosso jogo, tentar controlar ao máximo as coisas, sabendo que do outro lado está um adversário que também funciona como equipa, e que também vai procurar os três pontos. Adivinho um grande jogo, o jogo cartaz da jornada com duas equipas que vão querer muito a vitória, e que já deram provas de que, independentemente de quem seja o treinador, naquilo que se passa dentro das quatro linhas, não há grandes segredos. Gostava de me colocar no lugar de adepto, porque acho que tem tudo para ser um grande jogo”. Em antevisão à partida da jornada número seis do campeonato, Vítor Martins assumiu ainda que está feliz por regressar aos jogos em casa, afirmando que a equipa tentará aproveitar a energia dos academistas para vencer: “É muito bom voltar. Temos andado um bocadinho fora de casa, o calendário assim o ditou. Nesta parte inicial, de todos os jogos oficiais só fizemos dois em casa, ambos de sentido único e em que nos sentimos muito por cima. Portanto, sentimos que o Fontelo pode dar-nos essa vantagem, que teremos de saber aproveitar. Temos o direito e o dever de puxar os adeptos para nós, para que eles também consigam entusiasmar-se com as nossas exibições”. O Académico de Viseu joga às 11H de amanhã, no Estádio do Fontelo. A partida referente à sexta jornada da Liga Portugal 2 SABSEG, coloca na rota do conjunto beirão os nortenhos da Vila das Aves.    

2023-09-30

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Hora de colocar os pontos nos Is

O relógio marca 11H do primeiro dia do mês de outubro de 2023. No Estádio do Fontelo, sob uma manhã de céu azul e de calor, o juiz da Associação de Futebol do Porto, João Gonçalves, apita para o início da partida entre o Académico de Viseu e a AVS, ouvindo-se um “Força Académico” nas colunas do recinto viseense. Com os adeptos academistas em peso, a turma ao comando de Vítor Martins (o viriato que está de regresso ao banco de suplentes, pronto para nova batalha) arranca para a próxima vitória caseira, a segunda no campeonato. Com mais ou menos nuances, este será o quadro que um artista poderá ilustrar, sobre o início do próximo encontro do Académico de Viseu. A cidade entusiasma-se com um regresso há muito esperado: desde 26 de agosto, data que marcou o primeiro triunfo da época (por 2-0, frente ao Feirense), o conjunto beirão não mais jogou em casa para qualquer competição. Seguiram-se três jogos fora de portas, mas perto de casa: empates nos terrenos de Penafiel e Oliveirense, para o campeonato, e a vitória frente ao Lourosa, a contar para a Taça de Portugal. Ainda que os academistas tenham respondido afirmativamente, no apoio aos seus jogadores nas deslocações da equipa, jogar em casa tem outra magia. O público do Fontelo tem sido preponderante nos nossos sucessos, pelo carinho, garra e força que tem o condão de transmitir para o relvado. Em casa, tem sido fácil vencer e, além disso, vencer bem. Preparamo-nos para uma nova enchente, alavancada pelas duas principais iniciativas levadas a cabo nesta partida: aos sócios cativos, é oferecido um bilhete extra, e aos adeptos com mais de 65 anos (no âmbito das comemorações do Dia Internacional do Idoso), é oferecida a entrada gratuita. Estão, portanto, reunidas as condições perfeitas para a receção ao atual líder do campeonato e é, por isso, “hora de colocar os pontos nos is”. Se, até esta altura, as exibições têm sido mais positivas que os resultados, é tempo de traduzir a superioridade, as oportunidades e o ataque perigoso, em golos que tragam os três pontos. Algo que temos repetido nas crónicas de antevisão, é mesmo o facto de ser este, o único fator que por vezes tem falhado presencialmente nos nossos jogos: o triunfo. Nesse seguimento, a nação Viriathus acredita numa descolagem da tripulação viseense, rumo à constelação onde se encontram as estrelas do pódio. A invencibilidade manteve-se intacta após a visita a Lourosa, aumentando o número de jogos que fazem desta, uma equipa a que ainda ninguém venceu desde o começo do campeonato. Pela frente, um outro conjunto que não perdeu para a Liga SABSEG, mas que vem do primeiro desaire da temporada, na passada terça-feira, frente ao Arouca em compromisso referente à ALLIANZ Cup. Desta feita, não abordaremos o histórico de confrontos, visto ser esta a primeira vez em que Académico de Viseu e AVS se defrontam. O clube recém-criado, que conta com a maioria dos jogadores e estrutura da antiga UD Vilafranquense, segue em primeiro lugar da tabela, com 13 pontos. Na teoria, esta é uma batalha com características únicas, capazes de criar as melhores condições possíveis, para a tal “descolagem” onde já todos merecemos entrar. Segurem-se bem e coloquem os cintos, estamos prestes a iniciar a contagem decrescente para a nossa trajetória de subida.

2023-09-29

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Arthur Chaves chamado à seleção olímpica brasileira

O defesa central do Académico de Viseu, Arthur Chaves, foi chamado pela seleção do Brasil Olímpica, para os compromissos nos jogos Pan-Americanos. A competição que vai ser jogada entre 20 de outubro e cinco de novembro, vai levar a seleção canarinha (inserida no grupo B) a jogar frente aos Estados Unidos, Honduras e Colômbia.   Em declarações exclusivas aos canais de comunicação do clube viseense, o jovem central reconheceu a felicidade pela convocatória, deixando um especial agradecimento: “Sinto-me muito feliz por ter atingido esse objetivo. Chegar à seleção é um sonho realizado. Agradeço sempre o apoio da minha família e dos meus companheiros de equipa”.   Arthur Chaves, uma das referências da defensiva beirã, abordou ainda a sua evolução desde que chegou a Viseu: “Sou muito grato ao Académico, por me ter aberto as portas de Portugal e da Europa. Desde que cheguei aqui, sinto-me muito mais preparado e maduro, para os desafios que o futebol me apresenta”. Na antecâmara da primeira ida à seleção nacional do Brasil, o defesa academista decidiu ainda reconhecer o apoio dos adeptos viseenses, que na sua opinião ajudam-no a si e a toda a equipa, a atingir os objetivos coletivos e individuais: “Eu agradeço aos adeptos que sempre me apoiaram a mim e à equipa. Sinto que somos muito bem acolhidos pela cidade, e esse apoio faz toda a diferença”.   A Académico de Viseu FC, Futebol SAD, endereça os mais sinceros votos de sucesso a Arthur Chaves e à seleção brasileira que estará presente nos jogos Pan-Americanos, entre 20 de outubro e cinco de novembro.

2023-09-26

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Resiliência beirã coroada na prova rainha

“Nunca se atira a toalha ao chão”. Este será, decerto, um dos princípios mais vezes ensinados, explicados e passados de geração em geração, no mundo do futebol. A capacidade de não desistir, mesmo quando confrontada com adversidades, é uma das primordiais características que deve suportar uma equipa, que quer atingir os seus objetivos. Se dúvidas ainda houvesse quanto ao Académico de Viseu, o conjunto beirão tratou de as dissipar na deslocação desta tarde, a casa da desafiante Lusitânia de Lourosa. Como falado na crónica de antevisão a esta partida, muitos eram os fatores de risco no compromisso da Taça de Portugal: a qualidade do adversário; as especificidades dos adeptos da casa e do estádio; e, claro está, a própria competição, pródiga em surpresas e em tomba gigantes. Os sinais de alerta estavam lançados, nunca descorando a noção da qualidade desta nossa equipa, que com mais ou menos dificuldade, sempre nos dá garantias de sucesso (recordamos que se mantém a vaga de invencibilidade, desde o início do campeonato). Com algumas mexidas no onze inicial (titularidades dadas ao guardião Mbaye, a Jeppe Simonsen e a Arthur Chaves na defesa, aos médios Christophe Nduwarugira e Jovani Welch e ao avançado Rodrigo Pereira), o encontro iniciou-se com um ritmo frenético e, sobretudo, com a prática de um futebol positivo de ambos os lados. Sem medo de atacar, as duas equipas foram criando as suas oportunidades durante a primeira parte, marcada pelo ascendente viseense. A primeira grande ocasião surgiu no ataque visitante, quando Nduwarugira viu a desmarcação de Yuri nas costas da defensiva contrária, antes do brasileiro cruzar para o centro da pequena área. Com um toque subtil, foi por muito pouco que o jovem Rodrigo Pereira não inaugurou o marcador aos oito minutos. Aos 18, foi a vez de Nuninho, avançado do Lourosa, responder com um potente remate à trave de Mbaye. André Clóvis, Yuri e Gautier foram os homens-perigo do lado academista, com várias chegadas à baliza dos leões. Inclusivamente, foi antes da primeira meia hora de jogo, que o ponta de lança brasileiro viu anulado, aquele que seria o seu primeiro golo da temporada. E como “quem não marca, sofre”, os lusitanistas chegaram à vantagem mesmo em cima do intervalo. Com uma boa jogada de envolvimento, Nuninho (que já tinha ameaçado por duas vezes) entrou pelo lado direito da grande área, desfeiteando um forte remate que não deu hipóteses de defesa a Momo Mbaye.

2023-09-24

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“Temos a responsabilidade de fazer tudo para passar”

O mister Vítor Martins deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida deste domingo, frente ao Lusitânia de Lourosa, a contar para a segunda eliminatória da Taça de Portugal. Perante as questões dos órgãos de comunicação social, o treinador do Académico de Viseu começou por projetar uma partida que se adivinha complicada, perante um adversário de uma divisão inferior, mas que já provou na presente temporada que tem qualidade acima da média: “Será um jogo difícil, com um adversário de Liga 3 mas que tem pouco de Liga 3. Pelas condições que o Lourosa oferece aos seus profissionais, pelo plantel que tem, pela própria equipa técnica que, mais cedo ou mais tarde, também estará nas ligas profissionais, olhamos para este adversário não como uma equipa da Liga 3, mas sim da Taça de Portugal. Sentimos que o Lourosa irá vender o jogo muito caro, vão fazer das tripas coração para passar a ser eliminatória, tal e qual como nós. Preparámo-nos ao máximo para passar a eliminatória e para tornar este jogo difícil, num jogo que nos possa garantir a qualificação à próxima fase, sabendo de antemão toda essa dificuldade que é jogar em Lourosa, principalmente quando a equipa ultrapassa um bom momento. Achamos que temos um plano capaz de contrariar o adversário, aliado à nossa responsabilidade de querer e de fazer tudo para passar”. Também o ponta de lança academista, Rodrigo Pereira, respondeu às perguntas dos jornalistas, no lançamento da estreia viseense na prova rainha. O jovem avançado afirmou que o pensamento está, somente, na vitória, e que a equipa entrará em Lourosa para vencer: “Claramente que para quem joga no Académico, o pensamento na vitória tem de estar sempre presente. Foi-nos transmitido durante a semana, que será um jogo difícil, ainda por cima na casa do Lourosa. No entanto, vamos encarar a partida com a Máxima seriedade, tal e qual como o mister disse, como se fosse um jogo do campeonato. Entraremos em campo para ganhar“. O Académico de Viseu joga no Estádio do Lusitânia de Lourosa Futebol Clube, às 14H deste domingo. A partida referente à segunda eliminatória da Taça de Portugal, terá arbitragem do juiz Márcio Torres, da Associação de Futebol de Viana do Castelo.    

2023-09-23

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Na prova rainha, sê burguês

Numa sociedade dominada pelo capitalismo, a burguesia será o setor que, na gíria, faz circular o “esférico” da riqueza, controlando a “posse de bola” das diversas parcelas da indústria. Trocado por miúdos, os burgueses são conhecidos por serem os “Donos Disto Tudo”, os líderes da “tabela classificativa” social, que trabalham arduamente para conquistar o seu lugar. E é exatamente com essa mentalidade (que nunca deve descorar a humildade), com a qual o Académico de Viseu terá de entrar em campo, na casa do Lusitânia de Lourosa Futebol Clube. À espera dos corajosos viriatos, que se estreiam este domingo na prova rainha do futebol português, estará uma equipa, um estádio e uma massa adepta, que prometem dificultar ao máximo a tarefa viseense em Lourosa. Na verdade, no nosso caminho está uma equipa de um escalão inferior (Liga 3), mas tendo em conta a competitividade e ritmo a que se joga esse patamar, aliados à qualidade do adversário e às características presentes nos genes da Taça de Portugal, este é um encontro de “alto risco”. Quem de Viseu olhar para o Lusitânia, pensando em “favas contadas”, saiba desde já que está inteiramente enganado. Taça que é taça, é pródiga em surpresas, principalmente quando se entra em campo de “pés no céu”. Há também que saber fazer a distinção entre ser confiante, e agir sem humildade, dado o facto de que a linha que separa estes dois estados emotivos, é muito ténue. O que se pretende é entrar com o rosto levantado, tendo a noção da responsabilidade que acarreta ser favorito, sem medo de envergar esse “fardo” às costas. Não há que negar essa posição, mas sim prová-la dentro de campo. Historicamente há um fator motivacional, que promove ainda mais a vontade de vencer esta eliminatória: analisando os confrontos diretos, o Académico de Viseu nunca venceu o Lusitânia de Lourosa. Se este é um fator importante para a partida, também é verdade que as únicas seis ocasiões em que se defrontaram, datam todas entre as épocas 1964-65 e 1971-72. Portanto, este é um confronto histórico, mas que não conhece um “remake” há várias décadas. São, em absoluto, quatro empates e duas vitórias nortenhas. Para quem desconhece, o estádio dos lusitanistas é uma referência no que toca ao seu fervoroso ambiente, proporcionado pelos adeptos aguerridos. Ainda assim, da capital da Beira Alta, parte um conjunto de jogadores e de adeptos, mais que capazes de fazerem face às difíceis condicionantes que se apresentam no horizonte. Quebrar o enguiço é, portanto, a mensagem de ordem na estreia academista na Taça de Portugal. Esta é uma prova na qual o Académico de Viseu tem um importante legado a defender, principalmente num passado recente. Será a 62ª presença da turma beirã na prova rainha, competição onde chegou, por cinco vezes aos oitavos de final, por duas ocasiões aos quatros de final, e por uma vez (em 2019-20) às meias-finais. Nos últimos quatro anos, só por uma vez os academistas não chegaram aos oitavos de final, dado que eleva naturalmente as expectativas. No próximo domingo, o futebol tem um cheirinho diferente. A bola, os intervenientes, as regras e os espectadores são os mesmos, mas o sabor da Taça traz às nossas pupilas gustativas um novo sabor, totalmente diferenciado de qualquer outro. O bota-fora desta competição é um aliciante, tal e qual como o embate entre equipas de diferentes escalões. A oportunidade de uns serem tomba-gigantes, é a mesma para outros evidenciarem, na prática, a sua superioridade teórica. Que comece a verdadeira festa do futebol português.

2023-09-22

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Um vendaval de igualdades

O sabor agridoce mantém-se, apesar deste ser um empate bem diferente daquele da deslocação a Penafiel. Uma nova igualdade surgiu no centro das muitas nuvens, da muita chuva e, principalmente, do fortíssimo vento que se fez sentir no Dr. Carlos Osório, casa da UD Oliveirense. Separados por três pontos, à entrada para ronda número cinco do campeonato, academistas e unionistas promoveram em campo um bom duelo, que colocou frente a frente duas equipas a privilegiar um futebol positivo, procurando constantemente a baliza contrária. Numa partida equilibrada, até foi a turma da casa a dispor da primeira oportunidade de golo, quando Anthony Carter (ex- Académico de Viseu) introduziu a bola dentro da baliza de Grill, mas em posição irregular. A resposta dos viriatos não podia ter sido mais eficaz: Sori Mané (qual arquiteto), em estreia no onze inicial do Académico de Viseu, desceu no terreno, recebeu o esférico dos pés do central João Pinto e, a partir daí, foi tudo uma questão de arte. Com régua e esquadro, o médio defensivo dos beirões traçou, bem antes da linha de meio-campo, um passe magistral para a desmarcação diagonal feita por Yuri Araújo, que aproveitou a saída em falso do guardião adversário, para receber com a peitaça e rematar com o pé esquerdo, para dentro da baliza aveirense. Os festejos deste minuto 19, em conjunto com os cerca de 100 adeptos viseenses que se deslocaram a Oliveira de Azeméis, refletiram o sentimento de uma nação sedenta por vitórias.

2023-09-17

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“Se nos dá tanto trabalho a fazer um golo, não podemos oferecer dois”

O Académico de Viseu empatou na quinta jornada do campeonato. No regresso à Liga Portugal SABSEG, os viriatos deslocaram-se ao terreno da UD Oliveirense, empatando a dois golos. Na conferência de rescaldo à partida realizada no Estádio Dr. Carlos Osório, o técnico academista, Vítor Martins, lamentou os dois golos sofridos: “Temos sempre de aceitar o empate, mas a nossa grande tarefa é perceber como é que o resultado acontece. Permitimos à Oliveirense fazer dois golos e pôr-se em vantagem, essa é a mágoa que eu levo daqui. Trabalhámos, mas não conseguimos controlar o jogo, na altura mais fácil de o controlar. Depois de uma primeira parte a sofrer contra o vento, onde conseguimos chegar à vantagem, entrámos na segunda parte com a ideia de aumentar o marcador, de não nos fecharmos e irmos em busca do segundo golo. Terminamos empatados, porque desligámos em dois momentos, nos quais não podíamos desligar. É algo que não pode acontecer, nunca mais”. O treinador academista afirmou ainda que a equipa leva, desta partida, mais uma lição para o futuro: “O que eu não posso aceitar, e a responsabilidade é minha, é termos oferecido dois golos à Oliveirense. Não lhes retirando mérito, o que é certo é que eles conseguiram apanhar-se a vencer por demérito nosso. Temos de levar a lição de que, se nos dá tanto trabalho a fazer um golo, não podemos oferecer dois” Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora sete pontos. Ao fim de cinco jornadas no campeonato, o emblema viseense ocupa agora o oitavo lugar da tabela classificativa. Na próximas semana, os viriatos deslocam-se ao terreno do Lusitânia de Lourosa, naquela que será a estreia viseense na presente edição da Taça de Portugal.  

2023-09-17