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Deserto de oportunidades no último jogo do ano em casa

No arranque da jornada 14 da Liga Portugal 2, Académico de Viseu e Torreense empataram no Fontelo, numa partida que não foi de todo pródiga em oportunidades. O desfecho com um nulo no resultado, reflete de maneira precisa o que se desenrolou esta manhã, num confronto marcado por poucas oportunidades, no qual ambos os guardiões serviram mais de espectadores que de intervenientes. Nos primeiros 45 minutos, a escassez geral de aproximações às balizas, foi reflexo de um ritmo bastante reduzido, com inúmeras perdas de bola de parte a parte, nas quais a redondinha acabou por ser excessivamente “mastigada” a meio-campo. O equilíbrio dominou as hostes do encontro, que ainda assim chegou para Pipe Gómez ameaçar por duas vezes a baliza de Domen Gril. A grande oportunidade viseense, chegou aos 26 minutos, quando Daniel Labila apareceu à entrada da pequena área (assistido por Gautier), onde por pouco não fez o primeiro. O defesa Joãozinho “tirou o pão da boca” do avançado academista, desviando para canto. Já na etapa complementar, o regresso dos balneários trouxe algumas melhorias, no que às transições defensivas diz respeito. Académico e Torrense tentaram focar-se mais no contra-ataque, no entanto as duas linhas mais recuadas trataram de todos os lances que procuravam chegar perto das balizas.  trouxe algum vigor à partida, com ambas as equipes demonstrando alguma vontade de marcar. O marcador do Fontelo acabaria por não mexer pela primeira vez na presente temporada, assinalando o terceiro jogo seguido sem perder para a turma beirã. Aos mais de 1600 adeptos presentes nas bancadas, agradecemos por tornarem o nosso Académico de Viseu em algo tão especial. Que este Natal traga a todos nós muita alegria. Agradecemos-te por todo o apoio que sempre nos continuam a dar incessantemente. Feliz Natal e viv’ó Académico.

2023-12-16

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“Foi um jogo equilibrado em termos de domínios territoriais”

O treinador-adjunto da equipa profissional de futebol do Académico de Viseu, João Correia, fez o rescaldo à partida frente ao Torrense, na qual os viriatos empataram a zero bolas. No final do jogo, o técnico academista realçou o equilíbrio entre as equipas, admitindo que a entrada da equipa poderia ter sido mais consistente: “Foi um jogo equilibrado em termos de domínios territoriais, julgo que a diferença esteve em que o Torrense foi mais agressivo no último terço, e nós não conseguimos sê-lo. As coisas no início não começaram a sair-nos bem, com passes errados e com falta de clarividência, algo que acabou por retrair a equipa”. João Correia reforçou a falta de agressividade nas transições ofensivas, diagnosticando alguns ajustes a fazer em breve: “Defensivamente, estivemos muito coesos, e é de ressalvar o facto de conseguimos manter a baliza a zero. Ofensivamente, reforço que fomos pouco agressivos no último terço, julgo que foi isso que faltou. É um processo que demora o seu tempo, e estamos convictos que iremos corrigir, visto que são apenas precisas pequenas afinações. Não é nada de extraordinário, os jogadores têm de perceber os momentos nos quais podem vir buscar a bola no apoio, ou quando têm de procurar a bola na profundidade”. O treinador-adjunto dos viriatos alertou ainda para a dificuldade de pontuar na segunda liga, valorizando o ponto conquistado frente ao Torreense: “Seria extraordinário ganhar sempre, mas não ganhando, temos de pontuar. Este é um campeonato muito competitivo, as equipas são muito equilibradas e estes pontos podem, no final, colocar-nos num patamar diferente na tabela”. Com este empate, o Académico de Viseu soma mais um ponto da classificação da Liga Portugal SABSEG. Os viriatos ocupam, provisoriamente, o 12º lugar da tabela, e têm novo desafio no próximo dia 30 de dezembro, no qual se deslocam ao Estádio do Mar, para defrontar o Leixões SC.

2023-12-16

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"Estamos focados no que nós podemos fazer”

O mister Jorge Simão deu, ao início da tarde de hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida deste sábado, frente ao SCU Torreense. Em resposta às perguntas dos órgãos de comunicação social, presentes na sala de conferências de imprensa do Estádio do Fontelo, o técnico principal dos viriatos abordou a recente mudança de treinador do adversário, afirmando que o grupo de trabalho está concentrado no seu próprio desempenho: “Quando um treinador entra no decurso da época, tenho mais ou menos a ideia daquilo que que se deve fazer, ou que se pode fazer, na preparação em dois ou três dias para um jogo. E isso facilita-nos a vida, porque não sabemos aquilo que vai acontecer e passamos a focar-nos, completamente, naquilo que queremos fazer, naquilo que são as nossas missões táticas, e naquilo que nós queremos que aconteça. O foco durante esta semana passou a ser completamente esse, porque não gosto de tentar adivinhar o que pode ou não acontecer do outro lado. Estamos focados no que nós podemos fazer”. Jorge Simão reforçou ainda a vontade de presenciar as força dos adeptos viseenses, e disse acreditar que os bons resultados voltarão a encher o Fontelo: “Eu estou cá há pouco tempo, mas já começo a sentir que esta é uma cidade que gosta muito de futebol. Se nós, clube, conseguirmos aliciar as pessoas, elas mobilizam-se para nos apoiarem. E nós só conseguimos mobilizar essas pessoas se ganharmos jogos. No passado, com aquela sequência de jogos onde tivemos muitas vitórias seguidas, a média de assistências subiu muito, o que significa que há aqui potencial humano que quer apoiar o Académico. Nós temos de puxar por isso, clube, jogadores e equipa de trabalho, entusiasmando as pessoas e ganhando jogos, ou pelo menos fazendo as pessoas sentirem-se orgulhosas do que fazemos em campo. É desta forma que vamos construir a nossa “fortaleza” O Académico de Viseu joga às 11H de amanhã, no Estádio do Fontelo, frente ao SCU Torreense. A partida da jornada número 14 da Liga Portugal 2, terá arbitragem do árbitro Carlos Macedo, da Associação de Futebol de Braga.

2023-12-15

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O último jogo do Fontelo em 2023

Na cidade de Viriato, onde a história sussurra pelas antigas calçadas e as pedras testemunham o passar dos séculos, um clube que é mais do que futebol (é legado e tradição), reforça os trabalhos de projeção para a sua próxima partida. À medida que o sol derrama os seus raios sobre o Estádio do Fontelo, a atmosfera ganha vida, antecipando o espetáculo que está prestes a desenrolar-se no tapete verde, diante do único representante do Oeste continental nas competições profissionais. O velhinho, histórico e por todos agraciado Fontelo, viverá na manhã do próximo sábado, o último folgo academista de 2023. A alma beirã que dele nunca sai, só voltará a fazer-se ouvir no primeiro compromisso oficial de janeiro, com a certeza de que a nossa casa lá estará para nos receber de braços abertos, como sempre. A brisa gelada do dezembro invernal que atravessa o Dão, carrega consigo o murmúrio das árvores que rodeiam o mítico Fontelo, e o eco dos cânticos fervorosos dos academistas, que, como fiéis guardiões, se preparam para apoiar os seus guerreiros vestidos de preto e branco. O Académico de Viseu, com a sua alma impregnada de paixão, encara a jornada número 14 da Liga Portugal 2 com a determinação de quem defende não apenas um clube, mas uma identidade e uma herança que se desenrola a cada jogo. No lado oposto do campo, surge o SCU Torreense, um desafio a ser enfrentado, um adversário que traz consigo a qualidade e mérito da sua própria trajetória futebolística. Estudando a história, analisamos um dos duelos com mais passado nesta competição. Decorria o ano de 1950, quando a 19 de fevereiro os beirões de deslocaram a Torres Vedras, onde venceram por 0-1, em jogo referente à Zona B da segunda fase da segunda divisão nacional. Foi o primeiro de 57 encontros entre os dois emblemas, nos quais os viseenses levam clara vantagem: são 25 vitórias, frente a 19 derrotas e 13 empates. Neste universo de jogos, regista-se apenas um empate a zero bolas, o que perspetiva uma partida de novo emocionante, onde os golos farão parte das linhas que a mesma irá traçar. Em fases similares da temporada, com alguma dificuldade em manter a consistência de vitórias no campeonato, Torreense e Académico estão, a esta altura, separados por cinco pontos, com vantagem para a União. Posicionados no décimo terceiro lugar, os academistas recebem o sexto classificado da tabela, na casa onde não perdem há três jogos. Por outro lado, o Torreense perdeu na última deslocação, por 1-0 em casa da União de Leiria. No final do espetáculo, o que permanecerá é a certeza desta paixão a que chamamos “futebol” e deste amor que apelidamos de “Académico”. Força Viriathus.

2023-12-14

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“Foi um jogo equilibrado, mas que poderia ter caído para o lado do Académico”

O Académico de Viseu empatou a uma bola, na visita ao terreno do CD Mafra. Em jogo a contar para a jornada número 13 da Liga Portugal 2, os viriatos dividiram pontos com a turma mafrense. Na conferência de rescaldo à partida, o técnico academista, Jorge Simão, disse ter apreciado em especial a segunda parte da equipa, num jogo onde o resultado poderia ter sido favorável para os beirões: “Gostei particularmente da segunda parte. Na primeira, apesar de termos construído claras oportunidades de golo e boas chegadas ao último terço, também permitimos que o Mafra construísse algumas. No entanto, na segunda parte isso já não aconteceu, portanto eu diria que me sinto resignado. Marcámos um golo que não contou, é a questão das linhas dos “frames”. Fizemos uma segunda parte de domínio territorial, parece-me que de bom nível e acabou com um empate. Estatisticamente foi um jogo equilibrado, mas que poderia ter caído para o lado do Académico”. Questionado sobre até onde poderá levar a equipa, o técnico academista foi direto, ao explicar que o foco está sempre no jogo que se avizinha: “O horizonte temporal que temos de idealizar é sempre o próximo jogo. Estou aqui há seis jogos, sinto-me confortável porque vejo que há melhorias em alguns parâmetros onde estamos a incidir nos treinos. Os jogadores têm correspondido nisso, sinto que eles também estão mais confortáveis. Neste momento podemos chegar até ao próximo jogo, sexta-feira com o Torreense”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora quinze pontos. Ao fim de treze jornadas no campeonato, o emblema viseense ocupa o 13º lugar da tabela classificativa. Na próxima sexta-feira, os viseenses regressam ao Fontelo, para receber o SCU Torrense, em partida agendada para as 18H.

2023-12-10

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Faltou materializar as oportunidades

Num emocionante confronto realizado esta manhã, o Estádio Municipal de Mafra foi palco de um duelo intenso entre o CD Mafra e o Académico de Viseu, que terminou empatado a uma bola 1-1. O primeiro tempo foi marcado pelo equilíbrio entre ambas as equipas, mas por uma entrada mais forte da turma viseense. No entanto, foi do conjunto de Mafra que surgiu a primeira grande oportunidade do jogo, aos 12 minutos, quando Domen Grill evitou o golo de Andreas Hansen com uma grande intervenção. Aos 27 surgiria a inauguração do marcador, com o guardião academista a brilhar perante o remate de Texel, mesmo antes de não se entender com o capitão André Almeida, possibilitando a Diogo Almeida fazer o primeiro golo na recarga. A resposta dos viriatos não tardava em chegar, com André Clóvis a cabecear ao poste esquerdo da baliza mafrense, após cruzamento da direita de João Pinto. Seria mesmo de cabeça, e também com sotaque brasileiro que se escreveria o empate no Municipal de Mafra. Já dentro do período de descontos, com recurso a um canto batido à maneira curta, Famana Quizera encontrou Arthur Chaves no centro da grande área, para o defesa central encontrar o melhor caminho em direção aos balneários. E foi de rompante que o Académico entrou na segunda parte, ao voltar a marcar aos 49 minutos. De novo de bola parada, Arthur Chaves apareceu após desvio de André Almeida, para enviar o esférico rumo à reviravolta. No entanto, o VAR anulou o 1-2, por fora de jogo do jovem brasileiro. O segundo tempo trouxe consigo um aumento da intensidade, com os comandados de Jorge Simão a imporem muito mais o seu ritmo, quase não permitindo oportunidades ao ataque contrário. A melhor do lado beirão foi mesmo aos 62 minutos, quando o suspeito do costume André Clóvis não conseguiu, por pouco, trazer justiça ao resultado. Apesar das oportunidades criadas, o resultado permaneceu inalterado até ao apito final do árbitro. Na próxima sexta-feira voltamos ao campeonato, cientes de que cada vez mais e melhor, progredimos juntos no crescimento desta equipa. Obrigado academistas, voltamos a encontrar-nos no Fontelo.

2023-12-10

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“Queremos nós próprios fazer uma nova história”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida deste domingo, frente ao CD Mafra. Em resposta às perguntas dos órgãos de comunicação social, o treinador do Académico de Viseu abordou o encontro em Mafra como uma nova história a ser escrita: ”Espero os registos estatísticos até este momento, não tenham interferência no jogo, ou seja, que não fiquemos dependentes daquilo que já aconteceu antes. Queremos nós próprios fazer uma nova história, a partir do jogo de amanhã”. O técnico dos beirões falou ainda do empenho que sente na equipa, numa semana mais agradável após a última vitória: “Sinto neste grupo de jogadores um empenho diário para conseguir alcançar aquilo que nós, equipa técnica, definimos como pontos que temos a melhorar. Nisso estes jogadores têm estado extremamente focados, em ouvir, interpretar e entender aquilo que se pretende. Enquanto treinador tenho gostado de estar aqui, tenho gostado de trabalhar com estes jogadores, tenho gostado do clube, tenho gostado da cidade. E claro que quando ganhamos jogos, obviamente que tudo fica muito mais ligeiro, mais agradável”. Sobre possíveis mudanças no 11 inicial, foi de forma concisa e direta que Jorge Simão afirmou que tudo pode acontecer: ”Eu não sou muito dessa linha do “equipa que ganha não se mexe”. É preciso perceber o que é que nos levou a conseguir essa vitória, e é preciso perceber, caso a caso, os jogadores que nos levaram a tal e aqueles que, por alguma razão ficaram de fora, mas que podem vir a ser opção. Muitas vezes ganhamos, mas nem tudo esteve bem, nem todos os desempenhos individuais foram maravilhosos. Às vezes jogadores que não estão a jogar no 11, podem ter a sua oportunidade porque a conquistaram no decurso dos treinos”  . A equipa sénior do Académico de Viseu joga no Estádio Municipal de Mafra, às 11H deste domingo, frente ao CD Mafra. A partida referente à 13ª jornada da Liga Portugal 2 SABSEG, terá arbitragem do juiz Sérgio Guelho, da Associação de Futebol da Guarda.

2023-12-09

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Oceano de Emoções: Duelo em Mafra na procura de novo triunfo

Num palco colado à longa extensão lusitana do Oceânico Atlântico, onde o verde do relvado dás as mãos ao azul do mar, o Académico de Viseu prepara-se para nova deslocação na Liga Portugal 2, numa dança futebolística que ecoará entre as muralhas históricas da bonita cidade de Mafra. É domingo, dia “da bola”, e o Estádio Municipal de Mafra aguarda com a solenidade de quem recebe dois amantes apaixonados: o desporto e a poesia. À beira-mar plantada, Mafra veste-se de amarelo e verde para receber os bravos Viriatos. O viajante beirão destemido, desembarca na arena mafrense com a herança de uma cidade que é testemunha de séculos. O Dão cruza-se com o Atlântico, num duelo que se desenha não apenas nos pés dos jogadores, mas nos versos que se formam a cada lance. Os adeptos academistas, em coro, trazem consigo a força de uma tradição que se ergue em forma de espírito do nosso clube, da nossa cidade, da nossa região. Assim, o domingo da bola constrói-se sobre uma base de “Magia do futebol”, onde o CD Mafra e o Académico de Viseu se tornam protagonistas de um verdadeiro espetáculo. O equilíbrio histórico que define os embates entre estes dois emblemas, é o pretexto perfeito para lançar esta partida da jornada 13 da segunda liga. Os números falam por si, quanto à estatística proporcional de vitórias e empates entre as duas respeitadas instituições desportivas. Em 15 jogos nos quais se defrontaram, registaram-se sete empates e precisamente quatro vitórias para cada lado, praticamente sempre intercaladas. Na temporada 2022/2023, o equilíbrio voltou a imperar até no resultado, e o fator “visitado” decidiu os seis pontos em jogo (no Fontelo, o Académico venceu por 2-0; na segunda volta, a turma lisboeta ganhou pelos mesmos números). Há, portanto, um empate técnico por quebrar, que todos desejamos que se transforme numa vantagem pintada a preto e branco. Impulsionados pelo regresso aos triunfos da última jornada, na vitória mais convincente da época, frente ao Belenenses, os comandados de Jorge Simão partem para a antepenúltima jornada do ano, vindos de uma sequência de dois triunfos em três jogos. Do outro lado, o Mafra vem de duas derrotas seguidas (Estoril Praia, para a Taça da Liga; e Feirense para o campeonato), numa série onde ganhou apenas um dos últimos seis encontros.   Nas quatro linhas, a bola é a caneta que escreve a história, e o desfecho desse poema de paixão será selado sob o olhar atento do Atlântico, que guarda segredos tão antigos quanto o nosso amor pelo desporto rei. Que role a bola, e que no fim os três pontos regressem para Viseu.

2023-12-07

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“Foi seguramente a melhor exibição desde que cheguei”

O Académico de Viseu recebeu e venceu a equipa do CF “Os Belenenses”. À décima-segunda jornada da Liga Portugal 2, os viriatos somaram novo triunfo no Fontelo, derrotando os azuis do Restelo por 3-1. Na conferência de imprensa de desfecho à segunda vitória seguida em casa, o técnico academista, Jorge Simão, abordou uma boa exibição, que pecou apenas pelo tento consentido já perto do fim: “Um ciclo positivo de vitórias começa sempre com uma, e nós precisávamos da primeira. Já tínhamos tido uma, quebrada pela derrota do último jogo, e precisávamos de voltar outra vez às vitórias. Foi uma boa exibição, uma boa performance e um bom resultado pincelados por algum brilhantismo em jogadas bem construídas. Lamento apenas o golo sofrido nos últimos minutos, porque poderia e deveria ter sido evitado. Deixo publicamente uma palavra de apreço para os jogadores, porque é uma vitória deles”. O treinador principal dos Viriatos não tem dúvidas de que este, foi o melhor jogo desde que chegou a Viseu, declarando o mérito do resultado para os jogadores: “Foi seguramente a melhor exibição desde que cheguei. Na fase do jogo em que estávamos, o adversário quase não conseguia chegar sequer perto da nossa baliza. Era pouco expectável que houvesse um golo, menos expectável seria um golo adversário. Quando digo que a vitória é dos jogadores, não é porque fico bem na fotografia, mas sim porque é verdade. Se são eles que jogam, por muito que eu pense no jogo, o que conta é o que eles fazem com sucesso”.   Em resposta aos jornalistas, Jorge Simão afirmou ainda a seriedade e rigor com que os jogadores pisaram o relvado, lançando as bases para o próximo compromisso no campeonato: “Fomos muito rigorosos, mesmo com um jogo já com 3-0 e contra uma equipa com 10 jogadores. Se excluirmos do filme do jogo o lance do golo sofrido, fomos muito rigorosos no decurso do tempo. Fico satisfeito porque hoje vi uma equipa consistente nos comportamentos, e consistente ao longo do tempo. Temos de conseguir fazê-lo no próximo jogo também”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 14 pontos. Ao fim de doze jornadas no campeonato, o emblema viseense sobe ao décimo segundo lugar da tabela classificativa, com mais um jogo.

2023-12-01

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A preto e branco se escreveu um bonito terceto

Ora, se “A Poesia do Futebol Estava em Jogo”, tal e qual como fizemos referência no título da última crónica de antevisão, é caso para dizer que neste final de tarde/início de noite no Fontelo, se escreveram três estrofes com três tercetos, recheados com conteúdo futebolístico-poético de alta qualidade, carregados de emoção e alegria. Encarnando os seus heterónimos dentro de campo, os Viriatos de emblema beirão ao peito, entraram na 12ª jornada da Liga Portugal 2 com forças e energias no máximo, prontos para conquistar o segundo triunfo seguido em casa.   Pautando a sua postura em campo pela superioridade, desde o primeiro minuto da partida, o Académico de Viseu cedo quis encontrar o caminho da baliza do Belenenses, histórico lisboeta que se fez acompanhar por uma moldura humana numerosa, que ainda antes da entrada nas bancadas, convivia pacificamente com os academistas. Assim dá gosto ir à bola. Voltando à partida, foi logo aos cinco minutos que os viriatos se adiantaram no resultado. Após recuperação de bola de Famana Quizera em meio-campo ofensivo, o número 10 soltou rapidamente o contra-ataque, tocando a bola na seta francesa que saiu disparada no flanco esquerdo, Gautier. O extremo cruzou junto à linha para a entrada de rompante de André Clóvis, que de primeira rematou à figura do guardião do Restelo, antes de Tiago Manso colocar o esférico dentro da própria baliza. Estava feito o 1-0 e estava solto no ar o primeiro grito de alegria dos viseenses. Sem tempo a perder, foi nove minutos depois que a turma de Jorge Simão fez o segundo. Desta feita pelo lado direito do processo ofensivo, Messeguem recebeu com a peitaça e de costas para o ataque, antes de fazer a chamada “cuequinha de calcanhar” que isolou o jovem Labila no flanco. Na grande-área à vista de todos, mas impossível de alcançar, já irrompia André Clóvis, para finalizar uma jogada que parecia desenhada pelos Deuses do futebol. Na passada, o ponta de lança brasileiro fez com o pé esquerdo, aquilo que o cruzamento de Labila e os já de braços levantados academistas pediam: o 2-0. E fez, festejando com toda a equipa, enquanto nas bancadas se entoava o seu nome. Ainda no primeiro tempo, houve espaço para um lance, no mínimo, curioso. Messeguem isolou Gautier no corredor central, com apenas o guarda-redes lisboeta pelo caminho. No entanto, na altura no passe o médio alemão é abalroado pelo já amarelado Rui Correia. O juiz da partida, Ricardo Baixinho, olvidou a regra do benefício do infrator, travando um golo cantado para expulsar o defesa do Belenenses.

2023-12-01