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“O segredo está em fazer neste jogo, aquilo que fazemos em todos os outros”

O mister Jorge Simão deu, ao início da tarde de hoje, a já habitual conferência de imprensa, de lançamento ao dérbi desta terça-feira, frente ao CD Tondela. Face às questões dos órgãos de comunicação social presentes, o técnico principal dos viriatos valorizou a rivalidade entre os dois emblemas, garantindo que a equipa entrará como se de um jogo normal se tratasse: “O segredo está em fazer neste jogo, aquilo que nós fazemos sempre em todos os jogos. Acresce o facto de existir uma carga emocional mais pesada, por ser um jogo com uma rivalidade enorme entre duas equipas muito próximas. Faz falta ter este tipo de confrontos mais vezes, porque quando há uma rivalidade tão grande como esta, mobilizam-se mais pessoas. Vamos enfrentá-los da mesma forma como abordamos todos os outros jogos”. Jorge Simão abordou ainda o horário da partida, assegurando que os jogadores têm de se adaptar a qualquer data e hora: “Eu preferia sempre jogar ao domingo à tarde, é o melhor dia e hora para se jogar. Compreendo as razões pelas quais os jogos são distribuídos ao longo dos dias, e dei a minha opinião que, como digo, conta pouco. As coisas são como são, e só temos de fazer o melhor que conseguimos adaptar-nos o melhor possível. Os horários têm que ser absolutamente indiferentes”. Já sobre o CD Tondela, o técnico dos viriatos reconheceu que a segunda liga é um campeonato muito equilibrado, reiterando a vontade de vencer em todos os jogos: “É uma boa equipa, com bons jogadores que já têm alguns anos de casa, e um ponta-de-lança muito maduro. Na segunda liga é tão difícil ganhar ao último classificado, como ao primeiro. O equilíbrio competitivo entre as equipas, é muito mais nivelado do que na primeira liga na primeira liga. O nosso foco vai ser igual a todos os jogos, só assim conseguiremos vencer”. O Académico de Viseu joga às 20H15 de amanhã, no Estádio do Fontelo, frente ao CD Tondela. A partida da jornada número 19 da Liga Portugal 2, terá arbitragem do árbitro Márcio Torres, da Associação de Futebol Viana do Castelo.

2024-01-29

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É Muito Mais que futebol

Ouse alguém dizer ou pensar o contrário. Se o fizer, pois então que leia esta crónica, com a atenção desmesurada de quem procura significado, encontrando-o onde nunca o viu. Por outro lado, se concordar com o seu título, disfrute desta exegese sobre o jogo em questão, como se de um apaixonado pelo desporto se tratasse. Porque isto, meus amigos, é mais do que um jogo, mais do que uma jornada, e muito mais que três pontos. Preparamo-nos para dar asas a um espetáculo de paixões ardentes e rivalidades antigas. Na próxima terça-feira, às 20H15, o palco sagrado do nosso Académico, receberá um confronto que transcende o simples jogo de futebol, para se tornar num novíssimo capítulo na história do Distrito de Viseu. Antes mesmo de a bola rolar, as sombras do passado emergem das páginas poeirentas dos anais desportivos. Remontemos a 1914: os ecos da Primeira Guerra Mundial reverberavam pelo mundo. No entanto, em terras beirãs, já nesse tempo esquecidas pelo poder do litoral, nascia um duelo distinto que concentrava a luta dos seus “soldados”, unicamente dentro das quatro linhas. Foi nesse ano que o Académico de Viseu disputou o seu primeiro jogo de sempre, dias após a fundação de tão ilustre instituição, datada de sete de junho. E não foi contra um mero adversário, mas sim frente a um grupo de jogadores, precisamente da região de Tondela. Realizado no antigo Campo da Ribeira onde, atualmente, ganha vida a Feira de São Mateus, e onde se perpetua a figura de Viriato, os academistas golearam os seus adversários (ainda que o resultado final seja desconhecido), dando início a um confronto no qual, até hoje, nunca sentiram o sabor da derrota. As sementes da rivalidade foram lançadas naquele momento inaugural, num jogo anunciado pela Comissão de Festas daquele ano, em honra a Santo António, criando as raízes profundas que prosperariam até os dias de hoje. O CD Tondela, antagonista por excelência, levantar-se-ia apenas em 1933, como o principal rival do Académico. Entre estes dois colossos, nasceu uma rivalidade que vai além dos pontos na tabela classificativa, rivalidade essa que conheceu, nos últimos anos, novos contornos de emoção e paixão pelo jogo, alavancados pelos caminhos de sucesso no futebol profissional, que ambos os emblemas trilharam. Passou a ser uma guerra de orgulho, uma batalha que transcende a métrica fria dos números. Este dérbi é a expressão máxima de uma intensidade que se alastra desde o pitoresco Fontelo, até às aldeias mais remotas do distrito. E na próxima terça-feira, quando as luzes do “Mini-Jamor” - como muitos lhe chamam - iluminarem os rostos fervorosos dos adeptos, o coração do Académico baterá mais forte. Nas bancadas, a emoção dos fiéis academistas será palpável. Cada grito e cada cântico, ressoarão como uma ode à história que une esta equipa a este povo. Os jogadores, herdeiros de um legado centenário, entrarão em campo não apenas como atletas, mas como guardiões de uma tradição. As chuteiras tocarão a relva com a reverência de quem sabe que está a escrever mais uma página, no épico livro da rivalidade viseense. Essa mesma que apenas pelo nome, dá a entender quem nela tem sido o protagonista de sempre. Neste palco de emoções, o Académico não joga apenas por três pontos na tabela. Joga pela honra, pelo orgulho que é ser parte da história mais antiga e que mais envaidece a Beira e o Interior. É mais do que um jogo, isto é um capítulo vivo de uma narrativa que se desenrola há décadas. Na terça-feira não interessa o registo atual das equipas, não interessam os últimos resultados nem o número de pontos ou a posição na tabela. Não interessa a divisão, não interessam as direções, interessa sim a história e esta rivalidade irracional que nos faz querer a vitória, como que se dela precisássemos para respirar. Que a bola role, que as emoções transbordem e que vença o Maior da Beira, o Maior do Interior…porque esse, todos nós já sabemos quem é.

2024-01-28

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Lição bem estudada dá nota 2(-)0

Em terra de estudantes, como já havíamos referido na passada crónica de antevisão, o Académico de Viseu tinha de chegar com o estudo em dia, sem atrasos ou faltas de “material”. Isto, porque a equipa que se colocava no horizonte, fazia-nos frente com um trunfo importante: três vitórias seguidas no Estádio Cidade de Coimbra, a sua casa emprestada. Por isso mesmo, e avisados dos perigos de um conjunto a precisar de pontos, os viriatos entraram em campo em estado de alerta e, acima de tudo, com a confiança em alta (não fossem os seis jogos consecutivos sem derrotas). Nas mentes academistas, brilhava um outro objetivo imediato, que se distanciava a apenas uma vitória: caso conquistassem os três pontos, os viseenses assumiam de forma isolada, o sétimo lugar da classificação, ultrapassando o FC Paços de Ferreira e pressionando a carruagem da frente. Vamos então ao jogo. No silêncio ensurdecedor do Cidade de Coimbra, que entre os presentes fez recordar os tempos da pandemia de Covid-19, a partida entre Académico e Länk iniciou-se com um ritmo moderado e, consideravelmente, equilibrado. Ainda assim, a diferença qualitativa entre os dois oponentes foi, desde cedo, bastante evidente, mesmo que o conjunto de Jorge Simão não tenha sido capaz de, logo no início, demonstrar tal facto. Com alguma dificuldade em impor-se, o Académico conseguiu conter o ímpeto adversário dos primeiros 20 minutos, passando a partir daí, a controlar as hostes do encontro. À passagem do minuto 41, surgiu o primeiro grito de guerra da armada viriata na cidade estudantil. Com recurso aos resumos que fizeram de cada treino passado, os “homens da bola” de Viseu ao peito, desenharam uma jogada que combinou engenho e alguma sorte. Gautier cobrou um canto curto à direita do ataque, para o canarinho em ascensão Iuri Araújo gritar em alto e bom som: “Marquinho”. Como um aluno empenhado em entregar o trabalho a tempo, o jovem brasileiro recebeu do compatriota, e à entrada da grande-área rematou de primeira (com o corpo em posição exemplar), sendo feliz no desvio que levou a redondinha a entrar na baliza. Festejava assim a quase centena de adeptos beirões que se deslocaram até Coimbra. Sem nunca permitir ao Länk uma verdadeira chance de golo, a turma viseense manteve a toada de superioridade, chegando ao segundo com apenas 10 minutos da etapa complementar. Foi com sotaque brasileiro que se reescreveu, novamente, o balançar das redes da baliza minhota. André Clóvis bombeou para a entrada da grande-área, onde Gautier viu a chegada de Marquinho. O extremo francês amorteceu de cabeça e o jovem médio aplicou o pé esquerdo, para de primeira bisar e soltar a festa na bancada destinada aos academistas. Estava feito o resultado final, e escrito mais um capítulo bonito para guardar nos futuros livros do Académico: com esta vitória, o clube beirão completa um total de 600 jogos na segunda liga, assinalando a incrível marca de 200 vitórias, dentro delas 50 fora de casa. Não é para todos... Quanto ao presente, são agora sete os jogos consecutivos a pontuar, numa sequência que nos eleva até ao sétimo posto da classificação. Este começo positivo da segunda volta do campeonato, aguça o apetite para a jornada já por si saborosa que aí vem: a receção ao eterno rival, o CD Tondela, com quem mantemos até hoje 100 de invencibilidade. O caminho é longo, mas iremos fazê-lo juntos. #SomosViriathus

2024-01-19

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“Espero que consigamos arrastar alguns academistas até Coimbra”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida desta sexta-feira, que leva o Académico de Viseu a deslocar-se a Coimbra, para defrontar o Länk Vilaverdense. Na abordagem à jornada que marca o arranque da segunda volta do campeonato, o técnico principal da turma beirã falou de um recinto “estranho” às duas equipas, mostrando-se confiante em ver uma boa massa adepta vinda de Viseu: “Acaba por ser um estádio que não é de uma, nem de outra equipa, mas é um facto que já não vai ser a primeira vez que eles vão lá jogar. Seguramente que se vão sentir mais confortáveis ao contrário de nós, que vamos lá jogar pela primeira vez este ano. Sobre a mobilidade dos adeptos, ganhamos na distância, mesmo que a hora do jogo e o dia da semana não sejam muito propícios para as pessoas conseguirem ir até Coimbra. Ainda assim, espero que consigamos arrastar alguns academistas até Coimbra”. O treinador do Académico de Viseu alertou para os perigos de se facilitar, perante uma equipa em lugares de descida: “Seria um erro gravíssimo olharmos para o Länk como uma equipa nos lugares de descida. Nós olhamos para o adversário como uma equipa que ganhou os últimos três jogos em casa, e é isso que tem de estar na nossa cabeça, na abordagem mental para um jogo como este. É algo que faz toda a diferença, na forma como nos podemos posicionar para o jogo. Como é óbvio, será uma luta grande”. Questionado sobre as prestações das equipas de juniores e de sub-23, Jorge Simão admitiu que alguns dos jovens academistas têm sido chamados aos trabalhos do plantel principal, reforçando a ideia de que irão existir futuras subidas ao mesmo: “Tenho acompanhado a equipa sub-23 e a de juniores. Pontualmente, temos trazido alguns jogadores da equipa sub-23 aos treinos, e tenho na minha cabeça muita vontade de poder fazer subir mais um ou dois jogadores. Já sei perfeitamente os momentos e os nomes para tal, mas não será no imediato”. O Académico de Viseu joga no Estádio Cidade de Coimbra, casa emprestada do Länk Vilaverdense, às 18h de amanhã, em partida referente à 18ª jornada da Liga Portugal 2. que terá arbitragem do juiz Gonçalo Neves, da Associação de Futebol de Lisboa.

2024-01-18

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À Conquista de "Coimbra"

Na ilustre e boémia Coimbra, as expectativas viseenses percorrem as margens do majestoso Rio Mondego, prontas para desaguar no estádio ao qual a cidade dá nome. É sexta-feira, são 18 horas, e a “Magia do Académico” prepara-se para se desdobrar na jornada número 18 da Liga Portugal 2. Os protagonistas desta narrativa desportiva são o Académico de Viseu FC e o Länk Vilaverdense, duas equipas destinadas a transformar o relvado do Cidade de Coimbra, num campo de discussão de pontos. No epicentro desta antecipação, destaca-se o Académico de Viseu, cujo percurso recente é uma sinfonia de triunfos e resiliência. Uma série invencível estende-se por seis jogos consecutivos, erguendo-se como um escudo impenetrável. Cada vitória e cada ponto não é apenas uma conquista; é a celebração do espírito indomável, da força coletiva que une jogadores e adeptos, numa simbiose academista vibrante. Nos últimos oito encontros, fomos apenas batidos num deles, condição que comprova a crescente melhoria de rendimento, prestações e resultados. Ao entrar na segunda volta deste campeonato apaixonante, o Académico de Viseu não é apenas um participante; é um artífice do destino desportivo. O seu desempenho não é apenas estatístico; é uma narrativa em construção, um capítulo que se desdobra perante os olhos atentos de uma cidade que pulsa com paixão pelo futebol. Coimbra, capital dos estudantes, torna-se o epicentro deste confronto. O Estádio Cidade de Coimbra, testemunha silenciosa de históricas batalhas futebolísticas, prepara-se para acolher o duelo entre dois emblemas que na cidade não têm raízes. As ruas estreitas e os edifícios históricos, permeados pela tradição da Associação Académica de Coimbra, tornam-se o pano de fundo onde os sonhos desportivos das competições profissionais ganham vida. De um lado, a manutenção; do outro, os olhos postos lá em cima. Beirões e Minhotos voltam a encontrar-se na cambalhota do calendário, num duelo que é apenas editado pela segunda vez na história. Na primeira, de memória azeda para os Viriatos, Académico e Länk empataram a uma bola no Fontelo, naquele que foi um arranque de campeonato aos tropeções. Cinco meses volvidos, a turma minhota apresenta-se novamente em “casa” (emprestada), após importante triunfo na última jornada do campeonato, frente ao CD Feirense. Quando em confronto direto com algum dos participantes na luta dos aflitos, onde todos os pontos interessam, os perigos e desafios adensam-se, comandados pelo desespero adversário de tirar a corda do pescoço. Para quem já lá andou em temporadas passadas, poucas são as memórias positivas e vivas são as recordações da vontade irracional de pontuar. Com respeito, entendemos a posição de quem nos enfrenta, mas seguimos focados num único desejo: vencer. Que o Académico de Viseu, impulsionado pela recente série invicta, encontre na atmosfera única de Coimbra, ainda que despida do seu verdadeiro significado, a testemunha vitoriosa deste duelo.

2024-01-16

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“Poderíamos ter ganhado este jogo”

O Académico de Viseu empatou a uma bola frente ao Marítimo, na primeira de duas deslocações desta época ao Arquipélago da Madeira. Em reação ao 1-1 da 17ª jornada da Liga Portugal 2, o técnico principal dos beirões, Jorge Simão, elogiou a primeira metade da equipa, assumindo que no segundo tempo o Académico deveria ter sido melhor: “Na verdade foi uma primeira parte com muita qualidade da nossa equipa, totalmente personalizada. Já a segunda não teve muitas semelhanças com a primeira. Não nos podemos esquecer que estamos a jogar na casa do Marítimo, que está passar uma fase difícil nos seus resultados mais recentes. Da minha boca nunca saíram palavras de “agora vamos defender o resultado, antes pelo contrário. Aquilo que eu disse aos jogadores ao intervalo foi que precisávamos de marcar um golo para ganhar este jogo. O que acaba por explicar a segunda parte, talvez seja uma reação natural da equipa do Marítimo, associada ao facto de nos ter faltado bola para organizarmos o nosso ataque, para respirarmos. A tendência da segunda parte passou a ser defendermos, o que confesso que me desagrada”. Jorge Simão reconheceu ainda que os viriatos poderiam ter vencido a partida e que, mesmo a jogar com menos um jogador, poderiam ter regressado à dianteira do marcador: “Considero que poderíamos ter ganhado este jogo, e os jogadores também têm este sentimento. Não houve manifestações de regozijo no balneário no fim do jogo, pelo contrário estavam cabisbaixos pelo resultado. É algo que me agrada, porque aquilo que eu quero incutir na mentalidade destes rapazes é: ganhar. Se for preciso defender, pois que assim seja e que consigamos segurar a nossa vantagem. Queria dizer outra coisa: depois do lance expulsão e do golo, mesmo com 10 foi o nosso melhor período da segunda parte. Isto traduz a vontade que os jogadores tinham de ganhar, tivemos aproximações com muito perigo”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 23 pontos. Com o término da primeira volta do campeonato, o emblema viseense mantém o nono lugar com que entrou nesta jornada. Na próxima ronda, os academistas deslocam-se até Coimbra, para defrontar o Länk Vilaverdense.

2024-01-14

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Um ponto na Madeira em regime “Mea Culpa”

Foi nesta tarde solarenga do janeiro madeirense, que o Académico de Viseu empatou a uma bola em casa do CS Marítimo. Cientes do momento de invencibilidade que conseguiram aumentar, os Viriatos saíram da ilha com um sabor agridoce quanto à divisão de pontos. Perante uma equipa bem organizada, o Académico assumiu o primeiro lote de despesas no encontro, posicionando-se no seu meio-campo ofensivo nos primeiros dez minutos de jogo, criando alta pressão sobre a defensiva contrária e o portador da bola. Aos 11 minutos, após excelente recuperação alta, Yuri Araújo (de regresso à titularidade) recebeu uma bola pré-simulada com classe por Clóvis, para se isolar perante o guardião maritimista. No entanto, o brasileiro tocou para o lado, preterindo o passe ao remate, perdendo a primeira grande oportunidade nos Barreiros. Apenas quatro minutos depois, a dupla canarinha voltou a mostrar as armas do exército viriato, quando Clóvis descobriu Yuri nas costas da defesa, bombeando o esférico para a entrada direita da grande-área. O extremo chutou de primeira, para defesa a dois tempos de Abedz. Nunca permitindo muita posse de bola ao Marítimo, a turma de Jorge Simão chegou à primeira meia hora por cima, com mais ascendente atacante e muito mais forte nos duelos. Aos 39 minutos, o primeiro grito academista soou na Ilha onde se fala “à madeirense”, mas com sotaque brasileiro. Igor Milioransa arremessou longo um lançamento na projeção da grande área insular, onde o capitão André Almeida penteou a redondinha nas alturas, para Clóvis fazer de cabeça o 0-1. Os primeiros 45 minutos chegariam ao fim pouco depois, com uma clara justiça no marcador. No arranque da segunda parte, com ascendente natural do conjunto da casa, os academistas mantiveram-se coesos, privilegiando a posse de bola atrás e as triangulações quase sempre certeiras no miolo do terreno. Aos 52 minutos, Samba Koné foi incisivo ao entrar na metade atacante, rematando forte à entrada da grande área, mas ligeiramente ao lado do poste esquerdo da baliza. À entrada para a última meia-hora, os madeirenses conquistaram duas boas ocasiões de perigo junto às redes de Grill, que ainda assim não teve grande trabalho fora dos postes. Já sem Samba Koné em campo, expulso por duplo amarelo, o Marítimo chegou ao empate aos 78 minutos, através de um livre direto marcado por Lucas. Mesmo com apenas 10 unidades, o Académico foi capaz de aproximar-se diversas vezes da baliza do Marítimo, numa fase terminal do jogo, totalmente partida entre os ataques de ambas as equipas. Mal batido no golo do empate, Domen Grill redimiu-se aos 89 e aos 90 minutos, ao fazer duas enormíssimas defesas, que mantiveram o empate a uma bola. Fica, como dissemos no início, um sabor agridoce quanto ao resultado. Ainda que reconhecendo o valor e as oportunidades do adversário, ficam na retina vários momentos, nos quais a turma beirã poderia ter colocado, ainda mais em evidência, a superioridade que conseguiu atingir. O domínio do meio-campo, as excelentes transições e a coesão defensiva, perante uma das melhores equipas do campeonato, foram notórios. Ainda assim, são agora seis os jogos consecutivos a pontuar, e esse mérito já ninguém nos tira. Avante, Académico. Sexta-feira há mais.

2024-01-14

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“Cada jogo é uma nova oportunidade para procurarmos fazer o melhor e ganhar”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida deste domingo, que leva o Académico de Viseu a deslocar-se à Ilha da Madeira, para defrontar o CS Marítimo. Perante as questões dos órgãos de comunicação social, o treinador principal do Académico de Viseu abordou os momentos distintos das duas equipas, assumindo que os mesmos não terão, a seu ver, qualquer impacto no decorrer do jogo: “Independentemente daquilo que são os resultados recentes quer de uma, quer de outra equipa, acho que são coisas que não trazem nenhuma tendência para o jogo. Cada jogo escreve uma história nova, e cada jogo é uma nova oportunidade para procurarmos fazer o melhor e ganhar. Apesar de nós virmos num ciclo positivo, e apesar do Marítimo vir de uma derrota na Taça de Portugal, nenhum destes factos influenciará o que se passará amanhã. Para mim, o que falta da próxima época é só até amanhã, é o jogo com o Marítimo. Não consigo pensar para além deste jogo”. Jorge Simão explanou ainda quanto à abertura do mercado de transferências, admitindo que está contente com o plantel, mas assegurando que nenhuma boa oportunidade será descorada: “Eu estou satisfeito com os jogadores que tenho à minha disposição. No entanto, nenhum treinador do mundo poderá dizer que, quando o mercado está aberto, não espera que possa acontecer alguma coisa. Apesar de estar satisfeito com os jogadores, o mercado é sempre uma janela de oportunidade, mesmo que não estejamos à procura de nenhum jogador ou de uma posição em específico. Estamos atentos àquilo que se passa no mercado e, até ao dia 31 de janeiro, estamos atentos àquilo que possa surgir”. O Académico de Viseu joga no Estádio do CS Marítimo, às 15:30H de amanhã, em partida referente à 17ª jornada da Liga Portugal 2, que terá arbitragem do juiz Bruno Pires Costa, da Associação de Futebol de Viana do Castelo.

2024-01-13