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“Capitão! Meu Capitão!”

No confronto entre Académico de Viseu e Penafiel, o Estádio do Fontelo testemunhou um embate de vontades e estratégias. E na manhã fria e chuvosa que se abateu na Beira Alta, e que tem vindo a fazer jus às condições climatéricas dos últimos dias, foi preciso subir mais alto, de braçadeira investida, para arrancar mais três importantes pontos. O Académico, em sua casa, procurava dar sequência aos oito jogos seguidos a pontuar para o campeonato, entre vitórias e empates. No entanto, à sua frente, surgia um Penafiel ainda longe de estar tranquilo, a precisar de pontos para se afastar ainda mais dos lugares perigosos da tabela. Os primeiros 45 minutos, reconheça-se, marcaram pela escassez visível de oportunidades, com ambas as equipas bastantes encaixadas e coesas. As investidas do ataque academista resultaram, ainda assim, num canto “cantado”, onde João Pinto quase inaugurava o marcador. O defesa beirão desviou ao primeiro poste, esbarrando com estrondo na trave, que o impediu de inaugurar o marcador. Num parágrafo apenas, consegue escrever-se o grosso do que se passou no primeiro tempo. Perante os quase 500 academistas nas bancadas, o sol ia aparecendo, timidamente, no meio de tanta nuvem negra. E foi envolto nesse mesmo espírito que o nosso Capitão, tantas vezes exemplo, tantas vezes decisivo, decidiu tentar tocá-lo numa das poucas vezes em que o mesmo apareceu. Com os olhos focados na bola, mas num salto digno de olimpíadas, André Almeida entrou de rompante na segunda parte, cabeceando com tanta força em direção ao golo, que nem o guardião Pedro Silva foi capaz de o evitar. Apenas dois minutos após o início da etapa complementar, o Fontelo saltava de alegria, de braços abertos aos três pontos. Com o objetivo de ir atrás do segundo, mas também focados em consolidar o jogo, os bravos viriatos mantiveram-se coesos, admitindo até alguma posse de bola ao adversário. E para cumprir a missão, muito tiveram de contar com outra das peças-chave do plantel academista: Domen Gril. Aos 61 e aos 75 minutos, Domen “O Seguríssimo Entre os Postes” Gril, disse “não” a Robinho e a Reko, mantendo imaculada a baliza do Académico. E desta forma, “levados ao colo” pelo nosso Capitão, conquistamos mais uma vitória, somando agora nove jogos seguidos sem perder. Esta muralha, que como já tínhamos dito está em reconstrução, terá nova batalha dentro do seu recinto, já no próximo domingo. No fim desta dupla jornada caseira, esperamos continuar a gritar vitória, que nos permita também manter a cabeça a olhar lá para cima. Porque no meio de tanta nuvem, a nação Viriathus fez com que o sol brilhasse mais uma vez. Assim lutaremos, hoje e sempre.

2024-02-10

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“Estou muito contente pelos jogadores”

O Académico de Viseu recebeu e venceu a equipa do Futebol Clube de Penafiel. À 21ª jornada da Liga Portugal SABSEG, os viriatos voltaram aos triunfos em casa, derrotando os nortenhos pela margem mínima, com golo do capitão André Almeida. Desta forma, a turma viseense aumenta para nove, o número de jogos seguidos sem perder. Na conferência de rescaldo a mais uma vitória beirã, o técnico academista, Jorge Simão, assumiu a felicidade pela vitória, num jogo em que foi preciso sofrer para conquistar os três pontos: “Fizemos uma boa primeira parte, com uma superioridade evidente. Aqui ou ali faltaram-nos alguns movimentos de rotura no último terço, podíamos ter sido mais acutilantes. Faltava-nos o golo, que aparece na sequência de um livre lateral. Após isso, acho que o jogo mudou a sua tendência, e a mesma não tinha de ser tão evidente após ficarmos em vantagem, temos de trabalhar sobre isso. Ainda assim, e mesmo com uma ou outra bola de perigo do Penafiel, onde o Domen foi decisivo, podíamos ter feito o segundo golo. Dito isto, estou muito contente pelos jogadores, adoro vê-los felizes pelas vitórias”. Questionado sobre a boa série de jogos consecutivos a pontuar, Jorge Simão colocou os “pés na terra” e relembrou que o foco da equipa está jogo a jogo: “É uma pergunta com toda a lógica, e a minha resposta também vai ser: Não faço ideia. O que é importante é conseguirmos estar mentalmente fresquinhos, para abordar cada jogo, para somar mais pontos. A minha meta temporal é o próximo jogo, não consigo sequer pensar no jogo a seguir a esse”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 30 pontos. Ao fim de 21 jornadas, o emblema viseense sobe ao sétimo lugar da tabela classificativa, com 30 pontos, mas com um jogo em atraso.

2024-02-10

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“Temos de ser absolutamente competitivos em todos os momentos”

O mister Jorge Simão deu, ao início da tarde de hoje, a já habitual conferência de imprensa, de lançamento ao jogo deste sábado, frente ao FC Penafiel. Face às questões dos órgãos de comunicação social presentes, o técnico principal dos viriatos falou sobre as condições atmosféricas adversas, mostrando-se confiante quanto ao estado do relvado do Fontelo: “Tem chovido intensamente nos últimos dias, mas o nosso campo tem aguentado de uma forma, que até a mim me tem surpreendido. Está em excelentes condições e acredito que, se a chuva abrandar durante o dia de hoje, estará num estado muito bom para que a bola role rápido no chão”. Questionado sobre o possível favoritismo perante os penafidelenses, Jorge Simão descartou tal posição, reafirmando a competitividade da segunda liga: “A questão do favoritismo num campeonato como a segunda liga, esbate-se completamente quando vemos as equipas do fundo da tabela, a tirarem pontos aos da frente. Quanto à nossa motivação, há aqui um ponto importante, relacionado com o facto de não termos jogado na última semana. Tentámos ao máximo reproduzir as condicionantes que iríamos ter nesse jogo, replicar aquilo que iríamos enfrentar mas, de resto, estes jogadores têm de estar no limite das suas capacidades, não só físicas como técnico-táticas. Temos de ser absolutamente competitivos em todos os momentos, seja no jogo, seja no treino”. O Académico de Viseu joga às 11H de amanhã, no Estádio do Fontelo, frente ao FC Penafiel. A partida da jornada número 21 da Liga Portugal 2, terá arbitragem do árbitro Miguel Fonseca, da Associação de Futebol do Porto.

2024-02-09

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Aviso: Muralha em Reconstrução

No coração da Beira, na Cidade que desta Região é Capital, sopram ventos fortes que espalham, pelo quotidiano dos academistas, a vontade insaciável de jogar, de pisar o relvado e de ver a redondinha em movimento. E essa vontade, perguntam vós, a que se deve? Deve-se, por sinal, ao facto de termos ficado impedidos de a saciar no fim de semana passado. Razões que a nós são alheias, atrasaram uma deslocação fora de casa, adiando o reencontro entre equipa e adeptos. Para nosso bem, a espera pouco mais irá durar. No próximo sábado, por volta das 11H, histórias de bravura e paixão voltarão a ser contadas entre os Viriatos nas bancadas, enquanto os guerreiros em campo se prepararão para voltar a defender o nosso emblema.   Ao soar dos sinos da Igreja do Sameiro, em Penafiel, ecoam os murmúrios dos adeptos, ansiosos pelo embate que se avizinha. Do outro lado, a Muralha de Viseu, imponente e inabalável, aguarda para ser posta à prova, como guardiã dos sonhos e aspirações da cidade beirã. Neste conto de rivalidade e devoção, as duas cidades encontram-se em campo, não apenas como representantes desportivos, mas como guardiãs de uma história que se escreve há décadas a fio. O Académico de Viseu, com a sua tradição de luta e entrega, carrega nos seus passos os ecos do passado, os ecos dos heróis que outrora envergaram o seu manto. O regresso ao Fontelo, onde o espírito beirão se manifesta em cada brado de apoio, é o cenário perfeito para manter viva a chama da vitória. O Académico não perde em casa desde o último outubro, quando a UD Leiria quebrou, temporariamente, a nossa fortaleza. Desde então, seis jogos se passaram, seis batalhas em que a Muralha de Viseu se ergueu com firmeza, protegendo os interesses do seu povo. E agora, mais do que nunca, é hora de continuar a defender a nossa casa, de erguer a voz em uníssono e mostrar ao país a nossa determinação. Pois o Académico de Viseu não é apenas um clube de futebol…é um símbolo de resistência, de identidade, de tudo o que torna esta região única e especial, que não necessita de estar no Litoral geográfico para ser uma referência, que marca pela diferença. Nos últimos nove encontros entre os dois escudos, o Penafiel venceu apenas por uma vez, num histórico de confrontos que se iniciou na longínqua época de 1966/1967. Puxando a fita à frente, a presente edição da Liga Portugal 2 já nos trouxe um nulo entre Académico e Penafiel, sendo que, a esta altura, são dois os pontos que os separam, com vantagem para os viseenses. Na oitava posição, com 27 pontos conquistados (mas com menos um jogo), a turma beirã continua a olhar para cima, numa ambição nada descabida de tentar aproximar-se da carruagem da frente.    Que no próximo sábado, sob o olhar atento da Muralha de Viseu, os guerreiros do Académico entrem em campo com a garra dos seus antepassados. Que cada jogador, cada adepto, seja uma pedra da muralha, que desde outubro passado temos vindo a reedificar.  Pois neste jogo intenso, onde as emoções estão à flor da pele, é o espírito de união que nos guiará rumo ao triunfo.

2024-02-08

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“Do nosso lado, nós vamos à luta”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida deste domingo, que leva o Académico de Viseu a deslocar-se a Santa Maria da Feira, onde irá defrontar o CD Feirense. Perante a presença dos jornalistas, o treinador principal do Académico de Viseu, Jorge Simão, alertou para as características distintas do Marcolino de Castro, assumindo o desejo de ver um bom número de academistas na Feira: “Vamos jogar num campo onde as dimensões não são medidas standard, e isso é uma condicionante porque, não só é mais estreito, como também menos cumprido. No entanto, temos de nos adaptar, apoiados pelo facto de jogarmos domingo à tarde, que é uma boa data para jogar. Espero que os nossos adeptos tenham disponibilidade para marcar presença num número bastante significativo. Quanto ao adversário, o técnico dos beirões falou sobre uma equipa com bons processos táticos, frisando que o Académico parte para esta jornada com o pensamento nos três pontos: “O Feirense é uma equipa que, apesar de estar no fundo da tabela, tem bons jogadores que jogam bem. Procuram uma ligação constante entre os setores, e ao facto de se encontrarem nessa situação na tabela, acresce as dificuldades de ganharem pontos. Do nosso lado, nós vamos à luta”. O Académico de Viseu joga no Estádio Marcolino de Castro, às 15:30H de amanhã, em partida referente à 20ª jornada da Liga Portugal 2 SABSEG, que terá arbitragem do juiz Vítor Ferreira, da Associação de Futebol de Braga.

2024-02-03

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As Sete Torres vs O Castelo da Feira

Na tarde do próximo domingo, em pleno tapete sagrado onde repousa o futebol, os nossos Viriatos deslocam-se ao Estádio Marcolino de Castro. Em embate direto, as Sete Torres da Muralha viseense elevam-se, frente a frente, com o medieval Castelo de Santa Maria da Feira. São Francisco, a Senhora das Angústias, os Cavaleiros, São Sebastião, São Miguel, o Senhor Crucificado e São José, preparam-se para defender a nação beirã num lugar imponente, histórico e que desde a Idade Média é símbolo da nacionalidade lusitana.  Palco de ilustres batalhas defensivas, que preservaram a independência portuguesa ao longo dos séculos, Santa Maria da Feira é, hoje em dia, também por si só uma referência futebolística. Nessa mesma onda, às 15H30 do próximo domingo, fogaceiros e viriatos entrarão em campo para lutarem pelos três pontos, em alturas bastante distintas para cada lado. Do lado da casa, os azuis e brancos trazem consigo o aroma inconfundível das fogaças. Além disso, são acompanhados também pela união entre jogadores e adeptos, que procuram dar contornos diferentes aos últimos resultados da sua equipa. Sem vencer há três jogos, o CD Feirense somou apenas uma vitória nas últimas sete jornadas. Será, esse mesmo, o principal fator a ter em conta quanto a este adversário, que de tudo fará para voltar a somar pontos em casa, afastando-se da cauda da tabela. Já do lado de Viseu, a alma Viriata ainda a viver os resquícios das emoções do Dérbi Beirão, eleva-se sobre tradições e raízes que se entrelaçam com o pulsar do coração futebolístico. Academistas de gema, com o seu símbolo centenário ao peito, continuam a olhar para cima. São já oito as partidas seguidas sem conhecer o sabor da derrota, sequência essa que vai cimentando cada vez mais, a força, garra e determinação desta Equipa (com “E” maiúsculo). A cada ronda do campeonato, uma nova oportunidade de subir na tabela, de continuar a sonhar com uma nova As doces fogaças de Santa Maria da Feira, encontram um paralelo inusitado nos ainda mais saborosos Viriatos de Viseu, símbolos não só gastronómicos, mas também de resistência e determinação das duas regiões. Recordemos os duelos épicos, as reviravoltas emocionantes e os momentos de glória que moldaram o confronto entre estas duas equipas: são ao todo 55 jogos oficiais entre Académico e Feirense, que se reeditam desde 1966, entre as várias divisões do futebol nacional. Saindo por 12 vezes vitoriosos, os academistas venceram os dois últimos confrontos (na segunda volta da época passada (2-1 no Fontelo; e na primeira volta da presente temporada (2-0 novamente em Viseu). O Marcolino de Castro, espera-se inundado por cânticos apaixonados pelo nosso Académico, e por cores vibrantes que representam os corações viseenses. Da capital da Beira, viaja uma nação determinada em “saquear” um triunfo do Castelo. O palco está montado, as equipas preparadas, e a história aguarda para ser escrita pelos talentos de chuteiras calçadas. Vamos por mais, Académico.

2024-02-02

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Tramados pelos postes

O Estádio do Fontelo foi palco de um emocionante Dérbi Beirão, entre o Académico de Viseu e o CD Tondela, que terminou com um empate a uma bola. A primeira parte do jogo, deixou os quase 5000 espetadores presentes entusiasmados, mesmo que ambas as equipas tenham enfrentado dificuldades para criar oportunidades no último terço contrário. Aos 18 minutos, o Académico mostrou ao que vinha e, através de um canto batido por Gautier à esquerda do ataque, Samba Koné rematou de cabeça, dando a sensação de que teria sido com o pé, dada a força com que o esférico embateu na trave da baliza defendida por Ricardo Silva. O médio subiu ao terceiro andar, faltando-lhe uns meros centímetros para inaugurar o marcador, um cenário que acabou por não se verificar em nenhuma ocasião dos primeiros 45 minutos. Ainda assim, estava dado o primeiro sinal de perigo dos comandados de Jorge Simão. O Académico demonstrou ambição, mas o marcador permaneceu inalterado ao longo da primeira metade. Já o segundo tempo foi uma reviravolta em termos de intensidade, com ambos os conjuntos a adotarem um ritmo mais rápido e mostrando mais iniciativa no ataque. As defesas estiveram em destaque, frustrando as investidas dos setores ofensivos. Os primeiros minutos trouxeram mudanças táticas na procura pelo golo. Logo aos 52 minutos, Clóvis, “O canarinho” lançava um prenúncio do golo a chegar, rematando acrobaticamente para defesa apertada do guardião tondelense. Nessa busca incessante, foi o Académico de Viseu a quebrar o impasse, trazendo alguma justiça àquilo que havia sido o desenrolar do encontro. Aos 64 minutos, André Clóvis ganhou e cobrou uma grande penalidade, que não surtiu qualquer outra interpretação a quem viu bem o lance. Nas colunas do Fontelo ouvia-se “Live is Life”, nas comemorações do tento academista, numa comunhão perfeita com aquilo que os nossos adeptos sentiam nas bancadas: “Viver (este espírito viriato) é Vida”.   Contudo, apenas quatro minutos volvidos, Rui Gomes restabeleceu a igualdade. O CD Tondela beneficiou de um ressalto favorável dentro da grande área, confirmando a rasteira que o azar pregou ao Académico, que havia sido claramente mais perigoso na partida. A turma viseense iria responder aos 82 minutos, num objetivo pressing final, altura em que Marquinho encontrou (de novo) a falta de sorte na noite serrada da Mata do Fontelo. O remate do jovem médio assertou em cheio no poste direito de Ricardo Silva, ultrapassando depois a linha final. Olhavam os academistas para o céu, questionando os deuses sobre o que estavam eles a ditar. O empate a uma bola refletiu a igualdade de forças no emocionante Dérbi Beirão, mas não espelhou a superioridade academista quanto às grandes oportunidades do encontro. A vencer alguém, não há dúvidas que o Académico chegaria em primeiro à pole position. Apesar das tentativas dos viriatos, o marcador permaneceu inalterado até ao apito final, deixando os adeptos com a sensação de que assistiram a um confronto equilibrado,  mas injusto no seu resultado final. Ainda assim, são já oito os jogos seguidos a pontuar, tanto dentro como fora de campo. Foi um autêntico espetáculo da bola, aquele que os viseenses ofereceram ao Estádio do Fontelo. Obrigado, Viriatos.

2024-01-30

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“Foi uma luta dura”

O Académico de Viseu conquistou um ponto, na receção ao CD Tondela. No jogo-cartaz da 19ª jornada da Liga Portugal 2, os emblemas do Distrito de Viseu empataram a uma bola no Fontelo, com o golo academista a ser marcado por André Clóvis.  Na conferência de rescaldo ao Dérbi Beirão, o técnico academista Jorge Simão apontou qual foi, no seu entender, o momento que ditou a partida, reconhecendo que o Académico poderia ter saído vitorioso: “Não faltou raça. Em termos de emoção, talvez tenha sido um jogo com poucas oportunidades claras de golo. A capacidade defensiva das equipas, foi superior que a ofensiva. Na primeira parte, conseguimos construir situações de bola em campo aberto, para poder acelerar o jogo. O que eu senti foi que nos faltaram movimentos de profundidade, para chegarmos ao último terço. Na segunda parte, conseguimos fazer um pouquinho mais, mas preocuparam-me as situações de aproximação com perigo da parte do Tondela. Nós acabamos por fazer um golo e, o momento chave, para mim, está naquele período imediatamente a seguir ao golo. São dois/três minutos em que o Tondela faz o empate, em nos quais se conseguíssemos aguentar e segurar o resultado, a partida iria acalmar e  muito perto de conseguir a vitória”. No final do seu primeiro Dérbi Beirão, Jorge Simão foi o espelho da felicidade pela melhor casa da temporada, no Fontelo: “Foi uma luta dura, uma luta intensa. Agrada-nos muito ver o estádio como esteve hoje, é um sintoma de que os viseenses gostam de futebol, gostam do Académico e do Fontelo. Colocámos quase 5000 pessoas aqui, e isto tem de ser a referência para os próximos jogos em casa”. O técnico dos viriatos aproveitou ainda para realçar a estreia de Martim Ferreira, em competições profissionais, evidenciando o bom trabalho de toda a estrutura de futebol: “Não queria deixar passar a oportunidade, de felicitar o Martim pela primeira aparição no futebol profissional. É um jogador que já vinha, há algum tempo, a ser destaque na equipa sub-23 e, enquanto treinador profissional deste clube, sinto-me contente por poder contribuir para o crescimento destes jogadores. O Marquinho já joga, o Kauã também está preparado e, para mim, isto é sinal de que as coisas estão a ser feitas como devem ser”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 27 pontos, ocupando a oitava posição da Liga Portugal 2. Na próxima jornada, os viseenses deslocam-se até ao terreno do CD Feirense, em jogo marcado para as 11H deste domingo.  

2024-01-30