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Duas partes, duas histórias

No embate entre o Académico de Viseu e o CD Nacional, que terminou empatado a uma bola, assistimos a duas metades distintas, cada uma com a sua própria narrativa. Na primeira metade do jogo, presenciamos um espetáculo vibrante, repleto de oportunidades de golo, bom futebol e intensidade. O Académico entrou em campo com garra, demonstrando um futebol envolvente, eficaz e pressionante que deixou, por várias vezes, a defesa insular em dificuldades. Foi aos 21 minutos que o marcador se movimentou a favor dos viseenses, num belo lance que teve início com uma recuperação de bola de Marquinho. Miguel Bandarra fez um cruzamento perfeito ao segundo poste, onde Gautier apareceu para servir Clóvis, que não desperdiçou a oportunidade e colocou o Académico em vantagem. Durante esta primeira parte, André Almeida, Miguel Bandarra e Clóvis voltaram a ameaçar a baliza adversária, mostrando a determinação da equipa em ampliar a vantagem. No entanto, mesmo em cima do intervalo, o Nacional conseguiu igualar o marcador. Witi desferiu um cruzamento certeiro para Gustavo da Silva, que apenas teve de encostar para fazer o golo do empate. Já na segunda metade do jogo, o ritmo e a qualidade do espetáculo diminuíram. Ambas as equipas adotaram uma postura mais cautelosa e tática, privilegiando a segurança defensiva. O meio-campo tornou-se num campo de batalha, com duelos intensos que demonstraram alguma perda do fulgor academista do primeiro tempo. De forma controversa, a turma de Jorge Simão viu-se reduzida a dez jogadores aos 86 minutos, com a expulsão de Arthur Chaves após o segundo cartão amarelo, numa falta que dividiu opiniões. No final, o resultado refletiu o equilíbrio e a intensidade do confronto. Duas partes, duas histórias, cada uma contribuindo para a riqueza do espetáculo desportivo que deixou os adeptos academistas, novamente, com água na boca.

2024-03-10

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“Vai ser, seguramente, uma luta dura”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã de hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida deste sábado, que leva o Académico de Viseu a deslocar-se à Ilha da Madeira, para defrontar o CD Nacional. Perante as questões dos órgãos de comunicação social, o treinador principal do Académico de Viseu falou do adversário deste fim de semana, atendendo às características próprias do Estádio da “Choupana”: “Por aquilo que aquele clube tem feito no seu passado mais recente, acho que é sempre um clube que não pode estar longe da luta, pelos lugares de promoção à primeira liga. É uma equipa com a qual vamos jogar em circunstâncias diferentes, num estádio com algumas particularidades. O clima é uma delas e a outra é a relva, são dois dos fatores a ter em conta. À medida que as jornadas se vão aproximando do término do campeonato, são jogos aos quais acresce o grau de responsabilidade, quer para quem está na luta pela subida, quer para quem luta, desesperadamente, por somar três pontos, que é o nosso caso. Dito isto, vai ser, seguramente, uma luta dura”. Jorge Simão deixou, igualmente claro, que o tempo gasto na deslocação até ao Arquipélago da Madeira não será um entrave à preparação da equipa: “Uma coisa seria chegarmos à Madeira às 23H e jogarmos no outro dia, ao início da tarde. No entanto, nós vamos fazer a viagem hoje, e vamos ter o dia de amanhã para trabalhar, portanto, não há nenhuma interferência na logística que nos possa afetar”. O Académico de Viseu joga no Estádio da Madeira, às 15H deste sábado, em partida referente à 24ª jornada da Liga Portugal 2, que terá arbitragem do juiz Diogo Rosa, da Associação de Futebol de Beja.

2024-03-07

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Voamos pelos três pontos

Em pleno Estádio da Madeira, no próximo sábado, às 15H, o Académico enfrentará o CD Nacional, num dos confrontos que preenchem o cartaz da jornada número 25 da Liga Portugal 2. Esta partida, marca a terceira viagem dos academistas às Regiões Autónomas nesta temporada, e traz consigo o peso das experiências anteriores. A primeira incursão, com destino aos Açores, resultou numa derrota contra o CD  Santa Clara, seguida por um empate madeirense nos Barreiros, reduto do CS Marítimo. Apesar da vitória ter escapado, o Académico demonstrou resiliência e competitividade em ambos os jogos, deixando uma marca positiva mesmo perante adversários difíceis. Por estas razões, está na altura de fechar o ciclo atlântico com chave douro, vencendo na “Choupana”. No confronto com o Nacional, espera-se novo desafio de alto nível. O palco está pronto para receber o embate entre duas realidades distantes, geograficamente. De um lado, o Académico de Viseu, representante do interior do país, onde a paixão pelo futebol é tão intensa quanto as paisagens que adornam as terras serranas. Do outro, o Nacional traz consigo o encanto da Ilha da Madeira, onde as suas majestosas montanhas se confundem com o azul profundo do oceano Atlântico, que serve de pano de fundo. Os insulares são, a par dos Viriatos, reconhecidos como uma das equipas mais fortes deste campeonato, aspeto crucial que dá contornos de jogo grande ao embate deste sábado. E a última exibição do Académico, contra o líder da prova, mostrou um desempenho promissor, alimentado pela esperança semanal dos academistas, em regressarem aos triunfos. Olhando a fundo para o histórico entre os dois conjuntos, esta não é uma reedição de grandes memórias para os viseenses. Desde 1983, ano em que se encontraram pela primeira vez, o Académico apenas venceu o Nacional por duas vezes: em 1992, na antiga segunda divisão, Alain marcou no Fontelo aos quatro minutos de jogo, dando a vitória à turma de Carlos Alhinho pela margem mínima; já em 2022, com a corda ao pescoço, a equipa treinada, à data, por Pedro Ribeiro, venceu por 1-2 na “Choupana” com dois tentos de Famana Quizera, garantindo a manutenção na penúltima jornada do campeonato. Está lançado o repto à história, que esta equipa transporta no avião com destino à Madeira. A vontade de desafiar as modernas odds estatísticas, que oferecem a vitória mais provável aos da casa, corre-nos no sangue. O desejo de vitória, de pontos e de bom futebol, é o objetivo que perseguimos desde sempre, principalmente agora. Voamos, única e exclusivamente, pelos três pontos. Os adeptos academistas estão unidos no apoio à equipa, confiantes de que os jogadores darão o seu melhor em campo. Esta partida não é apenas mais um jogo, mas sim um desafio que exige concentração, dedicação e trabalho. Estamos prontos para enfrentá-lo, com a determinação e espírito de luta que nos caracterizam, na busca pelos tão desejados pontos que os aproximam dos nossos objetivos na Liga Portugal 2.

2024-03-06

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“O nosso sentimento é de alguma frustração”

O Académico de Viseu empatou a uma bola, na receção ao CD Santa Clara. Na 24ª jornada da Liga Portugal 2, o golo dos Viriatos foi apontado por Marquinho, que não chegou para garantir os três pontos no Fontelo.   Na conferência de rescaldo ao empate em casa, o técnico Jorge Simão assumiu que a equipa esteve coesa na retaguarda, e que poderia ter chegado ao 2-1: “Defensivamente, nunca me senti muito desconfortável no jogo, porque o que aconteceu, na verdade, foram muitos cruzamentos para dentro da nossa área. Isto não quer dizer que não tenham existido oportunidades claras de golo, mas nós conseguimos aguentar o jogo com até aos 83 minutos. Também criámos claríssimas oportunidades, e corrigindo algumas situações momentâneas, em que os nossos centrais tinham de proteger as costas dos laterais quando saltavam na pressão, senti que o Santa Clara apenas cruzou. Depois do empate, ainda conseguimos ter oportunidades de golo para o 2-1. O nosso sentimento, e aquilo que eu sinto da parte dos jogadores, é de alguma frustração, porque obviamente íamos com 1-0 até aos 83 minutos, e na parte final sofremos o empate”. O técnico academista reiterou a frustração da equipa, num jogo onde até se adianto contra a tendência do jogo: “Se calhar nós marcámos contra a tendência do jogo. Era importante na segunda parte, continuamos a ser muito rigorosos com as nossas tarefas táticas, à procura de bola para chegarmos ao último terço e conseguir criar situações para poder fazer o segundo golo. E é desse aspeto que advém a frustração, porque o tempo aproximou-se do fim, e quando estávamos minimamente confortáveis, sofremos de canto”. Com este resultado, o Académico de Viseu soma agora 35 pontos. Ao fim de 24 jornadas, o emblema viseense mantém o sétimo lugar da tabela classificativa.

2024-03-04

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Talvez dois pontos perdidos

Onde o coração da Beira soa mais forte, onde os ventos sussurram histórias de glória e bravura, o Fontelo preencheu-se como palco de um duelo entre os Viriatos do Académico de Viseu e os insulares do Santa Clara. Estava em jogo mais do que um simples embate desportivo: era uma batalha pela redenção, pela afirmação de honra em campo. Academistas inatos, determinados a reagir após o revés da jornada anterior, receberam os líderes da Liga Portugal 2 com uma mistura de garra e esperança dentro do peito. No compasso frenético da primeira parte, ambos os lados desferiram golpes e contragolpes, como guerreiros numa dança de destemor. Os açorianos, com Ricardinho e Safira como aves de rapina, rondaram a área viseense, pintando o ar com tons perigosos de vermelho. Atiçado pelas investidas contrárias foi, no entanto, “Marquinho O Poeta da Bola”, que ergueu a bandeira da fé aos 28 minutos, convertendo a sua esperança em golo. Um passe de abertura total de Samba Koné, encontrou o pé certeiro do médio canarinho que, entre linhas, rematou fora da grande-área, estremecendo o Fontelo com o rugido das redes balançadas. O grito de jubilo ecoou pelas ruas da Capital desta Beira, carregando consigo o orgulho dos viseenses com sotaque sul-americano. Ainda assim, a batalha estava longe de findar. Os insulares não tardaram em retaliar, com Safira a desferir um golpe certeiro ao poste de Gril, recordando aos Viriatos que a luta estava ainda viva. Os segundos 45 minutos desvelaram-se como um novo capítulo nesta tarde/noite onde o Fontelo foi anfitrião, com os academistas a manterem-se firmes em campo. No entanto, num ato de resiliência, os açorianos arrancaram o empate, com Sidney Lima a elevar-se mais alto que todos, após um canto da forma como defendia o Académico. Com Domen batido, bastou um instante para gelar os corações viseenses. O grito de guerra dos insulares soou alto, mas os Viriatos não abaixaram as armas. Clóvis e Marquinho, senhores incansáveis na busca pela glória, cumprimentaram o segundo golo, mas destino já havia traçado a nossa sentença. Ao soar do apito final, o Fontelo tornou-se palco de emoções contraditórias. O empate, sabor agridoce para os academistas, deixou um rasto de questões aos Deuses do futebol. Enquanto um ponto não sabe mal, outros dois estiveram ali tão perto, à “mão de semear”…Contudo, no coração da Beira Alta, onde os sonhos são tecidos com fios de determinação, os Viriatos mantêm-se unidos e prontos para os embates que se avizinham. Obrigado, academistas.

2024-03-04

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“Os jogadores estão com vontade de jogar novamente, para poder lutar pelos três pontos”

O mister Jorge Simão deu, no final da manhã hoje, a habitual conferência de imprensa de antevisão à partida desta segunda-feira, frente ao CD Santa Clara. Em resposta aos órgãos de comunicação social presentes, o treinador principal dos academistas, Jorge Simão, falou sobre o término de um longo ciclo sem perder, assumindo que a equipa já só pensa em conquistar os três pontos nesta nova jornada: “É extremamente difícil, e basta olhar para o registo das equipas no campeonato, ficar 11 jogos consecutivos sem perder. Algum dia iria acabar por acontecer. O importante é seguir com o que tínhamos vindo a fazer, e não ficar a pensar obcecadamente no resultado. Temos de perceber o que temos de melhorar, para conseguir já uma vitória. Os jogadores estão tranquilos e com vontade de jogar novamente, para poder lutar pelos três pontos”. Jorge Simão abordou o equilíbrio mental que deve reinar na equipa, que deve manter sempre o foco naquilo que é feito no terreno de jogo: “O nosso foco é cumprir com rigor as nossas missões dentro de campo. E temos de nos agarrar a isso, senão ficamos eufóricos quando ganhamos, e deprimidos quando perdemos. E não pode ser assim. O resultado é a consequência do que fazemos em campo. Temos de perceber o que nos levou a atingir aquele resultado em específico, trabalhando e treinando para que, no jogo a seguir, sejamos melhores”. O Académico de Viseu joga às 18H de amanhã, no Estádio do Fontelo, frente ao CD Santa Clara. A partida da jornada número 24 da Liga Portugal 2, terá arbitragem do juiz David Rafael Silva, da Associação de Futebol do Porto. 

2024-03-03

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Hora de Reagir

O relógio marca 18H do quarto dia de março. O sol está a cerca de 20 minutos de se despedir, timidamente, no horizonte. Numa substituição milenar, a lua toma o seu lugar e encarregar-se-á de acompanhar, vigilantemente, o relvado do Fontelo, no decorrer de mais uma partida do mítico Académico. “Hora de reagir”, são as palavras de ordem que ecoam nos cânticos dos adeptos apaixonados pelo seu Académico, numa melodia de esperança e determinação. Após o último desafio árduo, onde o destino não sorriu favoravelmente, é chegada a vez de erguer-nos novamente, como um falcão que renasce das brasas. Orgulho ferido, é o que sentimos. No entanto, a lembrança dos golos adversários não apoquenta mais a alma viseense, que não se verga perante a adversidade. Sabemos das nossas qualidades, do nosso espírito guerreiro, e é com esse fogo interior que iremos incendiar o relvado, num espetáculo de paixão e entrega. Nas vielas de Viseu e nas marés açorianas, palpita o coração do futebol, onde cada jogo é uma epopeia, uma odisseia de emoções. Unidos pela vontade de vencer, Viriatos e Açorianos enfrentam-se, não como inimigos, mas como adversários dignos, num duelo de honra e respeito mútuo. Após o tropeção na Vila das Aves, é o CD Santa Clara quem surge para pagar as despesas da nossa redenção. Por esse mesmo motivo, temos nós de estar preparados para apresentar a conta. Com sede de glória, com a fome insaciável de golos, marchamos para o confronto, determinados a escrever o nosso próprio destino. Lembrando os anteriores 11 confrontos, são seis vitórias contra quatro derrotas, onde só existe um empate. Podemos, portanto, concluir que neste duelo há, por norma, sempre um vencedor e um vencido. No mítico Fontelo, onde a mata envolvente conta histórias de glória e de sacrifício, declamadas pelas suas árvores centenárias,  é hora de voltar a vencer. Sob o olhar atento das estrelas, chefiadas pela lua, sob o suspiro dos troncos que nos abraçam, erguemos os pergaminhos da esperança, da fé, da convicção. Olhamos sobriamente para a tabela, com a garra e valentia que nos definem. Porque somos mais do que um clube, somos uma família, somos uma cidade, somos o Académico. Porque hoje e sempre, é o Académico que nos une, que nos emociona, que nos faz sonhar. Força Viriatos, rumo à glória!

2024-03-02

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Dois tropeções em três minutos

Num duelo intenso, onde os corações academistas batiam em uníssono, o palco avense estava armado com ratoeiras, prontas a colocar à prova a resistência beirã. Frente ao AVS, os Viriatos procuravam o brilho da vitória, como quem busca a luz no fim do túnel. Mas a noite da Vila das Aves, onde até a lua brilhava com cores quentes do vermelho da casa, não fez valer a nossa arte. Em cada toque, em cada corrida, o Académico foi a personificação do esforço e da entrega. No entanto, diante da força adversária, até mesmo o mais poderoso coletivo poderá acabar vergado. Primeiro pelo jovem John Mercado (63´) e, depois, pelo experiente Nené (66´), o AVS escreveu a sua história no encontro em apenas três minutos, destronando a nossa invencibilidade na etapa complementar do encontro. Ainda assim, o coração do Académico nunca se rendeu. Apesar de abanados pela rajada que trouxe uma dura desvantagem, lutaram os corajosos beirões, com a bravura de quem carrega séculos de história nos ombros, com a dignidade de quem porta o escudo da academia. Bem na gestão do 2-0, a turma da Vila das Aves leu os nossos pensamentos, dificultando-nos a árdua tarefa de reagir perante o resultado. Nesta noite, a vitória dançava ao som dos cantares nortenhos. E assim, entre passes e dribles, entre defesas e ataques, o jogo viseense nunca conseguiu atingir com grande perigo e lucidez a baliza de Trigueira. No final, foi o Académico que, com o coração pesado, terminou derrotado. No nosso peito, pulsa a certeza de que em cada derrota, há uma lição, e em cada desafio, uma oportunidade de renascer. Levantamos a cabeça e o semblante para cima, mirando olhos nos olhos os açorianos que se seguem. Segunda encontramo-nos no Fontelo, juntos.

2024-02-27